Lula não participa de atos do 1º de maio pelo segundo ano consecutivo
Presidente permanece em Brasília sem agenda pública enquanto ministros representam o governo em atos do Dia do Trabalhador
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará dos atos do Dia do Trabalhador nesta sexta-feira (1º), marcando o segundo ano consecutivo de ausência nas celebrações organizadas por centrais sindicais. Sem agenda pública prevista, Lula permanecerá em Brasília, enquanto ministros do governo representam o Palácio do Planalto em eventos, especialmente em São Bernardo do Campo (SP).
Ausência se repete após evento esvaziado em 2024
A decisão de não comparecer aos atos de 1º de maio ocorre após o presidente ter participado, pela última vez, em 2024. Na ocasião, o evento realizado em um estádio de futebol em São Paulo foi marcado pela baixa adesão de público, o que gerou repercussão política.
Na época, Lula chegou a cobrar publicamente explicações do então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Marcio Macedo, sobre o esvaziamento da mobilização. Desde então, o Palácio do Planalto não detalhou os motivos para a ausência do presidente nas celebrações deste ano.
Detalhes da ausência de Lula (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Para 2026, a agenda oficial não prevê compromissos públicos para Lula durante o feriado, mantendo-o distante dos atos tradicionalmente ligados à base sindical.
Ministros representam o governo em atos no ABC paulista
Mesmo sem a presença do presidente, integrantes do governo participam das atividades. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, é o principal representante do Planalto nos eventos e estará em São Bernardo do Campo (SP).
Ele participará do ato ao lado do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e do presidente do PT, Edinho Silva. A programação ocorre no Paço Municipal da cidade e é organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com apoio de outras 23 entidades sindicais da região.
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Pronunciamento do presidente (Vídeo: reprodução/Instagram/@guilhermeboulos)
O principal tema do encontro será a defesa do fim da escala de trabalho 6×1, pauta considerada estratégica pelo governo, especialmente em um ano de disputas eleitorais. A mobilização busca reforçar o diálogo com trabalhadores e sindicatos em torno das condições de trabalho no país.
Lula também se ausenta de encontro internacional
Além de não participar dos atos do Dia do Trabalhador, Lula também não estará presente em uma videoconferência entre chefes de Estado do Mercosul e da União Europeia.
O encontro marca o início da vigência provisória do acordo de livre comércio entre os blocos, negociado ao longo de 26 anos. A representação brasileira ficará a cargo do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
A reunião contará com a presença de líderes do Mercosul, além de autoridades europeias como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
