Pesquisa aponta que 64 milhões de brasileiros não concluíram a educação básica
Dados foram revelados em uma pesquisa realizada por 16 organizações da sociedade civil, que idealizaram uma rede para melhorar o Plano Nacional de Educação
Segundo dados levantados no estudo de 16 organizações, aproximadamente 64 milhões de brasileiros com 15 anos de idade ou mais não concluíram o estudo básico, sendo que, desse percentual, 44 milhões não concluíram sequer o ensino fundamental e outros 19 milhões não terminaram o ensino médio. Apesar do número alto, menos de 2% dessas pessoas possuem acesso à EJA (Educação para Jovens e Adultos).
Melhorias para o futuro da educação
As dezesseis organizações envolvidas na pesquisa fazem parte da sociedade civil e se juntaram para incentivar a escolaridade desses jovens e adultos que não terminaram a educação básica. Dentre as instituições envolvidas estão a Fundação Roberto Marinho, a Unesco e a Unicef, e nesta terça-feira (7) iniciaram uma rede que busca definir possíveis melhorias para o novo Plano Nacional de Educação, que é responsável pelas metas de qualidade do ensino a serem batidas na próxima década.
Jovem estudando (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Peter Macdiarmid)
O objetivo principal com as melhorias é garantir que uma maior parcela da população consiga concluir o estudo básico e utilizar a EJA como uma ponte a um mercado de trabalho mais qualificado. Segundo Rebeca Otero, coordenadora de educação da Unesco Brasil, as pessoas precisam ser formadas para o trabalho, para conquistarem suas oportunidades de emprego, e assim o país pode desenvolver e prosperar.
Os problemas na educação
Além dos problemas individuais, as pessoas que não terminam o estudo básico geram um custo econômico para o país. Quando alguém possui uma escolaridade, produz, consome e ganha mais, ajudando no crescimento. Um estudo aponta que, em um suposto cenário em que a população concluísse o ensino básico, o Brasil geraria ao todo R$ 66 bilhões a mais de renda extra anualmente, o que é o equivalente a 0,6% de todo o Produto Interno Bruto do Brasil.
Segundo João Alegria, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, a rede desenvolvida servirá para mostrar tanto para a sociedade quanto para o poder público que a educação de jovens e adultos não deve ser um problema menor quando o assunto for acesso à educação, e sim algo que deve ter papel central no tema, para um desenvolvimento melhor para o futuro do Brasil.
