Moraes avalia defesa de Bolsonaro para manter prisão domiciliar

Defesa apresentou laudos médicos ao ministro após o fim do período de noventa dias fixado pela Justiça e alegam que réu segue sob cuidados

01 jul, 2026
Alexandre de Moraes | Reprodução/X/@gazetadopovo
Alexandre de Moraes | Reprodução/X/@gazetadopovo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, avalia se prorrogará ou não a prisão domiciliar humanitária, após a defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, entregar os esclarecimentos acerca das condições de saúde do condenado.

Os advogados de defesa se reuniram com o ministro nesta terça-feira, 30 de junho, para tratar das condições médicas do ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado. Além dessas tratativas, avalia-se ainda a aparição de uma arma registrada em seu nome que foi apreendida em uma blitz na cidade de Brasília.

O prazo da medida humanitária e o estado de saúde

Em março deste ano, Jair Bolsonaro foi encaminhado para a prisão domiciliar, por razões humanitárias, em decorrência de problemas de saúde do condenado, entre eles, uma internação por broncopneumonia. Na última quarta-feira, encerrou-se o prazo para reavaliação do caso, estipulado em 90 dias.


Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/X/@sputnik_brasil)


Segundo a defesa, informações atualizadas apontam que o ex-presidente ainda está com complicações médicas, necessitando de cuidados permanentes. Nas redes sociais, os advogados sinalizaram boa vontade em ouvir por parte de Moraes, que tratou os argumentos “com muita urbanidade”.

A defesa afirma estar confiante e considera que os argumentos apresentados são suficientes para justificar a permanência em regime domiciliar.

Explicações sobre a arma apreendida em blitz e o parecer da PGR

Outro ponto a ser avaliado por Moraes é um episódio de um armamento apreendido em junho durante uma blitz em Brasília. Após o acontecimento, o ministro pediu manifestação da defesa e da PGR (Procuradoria-Geral da República) acerca do caso.

Os advogados confirmaram que a arma pertence ao ex-presidente, que teria identificado uma falha na pistola e a encaminhado para o conserto através de um militar que trabalhava em sua segurança. Como argumentação, declararam que, apesar da condenação por tentativa de golpe de Estado, não houve determinação judicial para que Jair Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse seus registros. Portanto, segundo a defesa, não houve irregularidade na posse da pistola.


STF | Reprodução/X/@STF_oficial)


A PGR afirmou que não existe contundência suficiente para a conclusão de falta grave nessa apreensão do armamento que seja capaz de justificar a revogação de uma prisão domiciliar. Segundo a procuradoria, é necessário aguardar os resultados da investigação que segue em curso pela Polícia Civil do Distrito Federal.

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