Moraes aguarda defesa sobre possível falta grave de Bolsonaro

Defesa de Bolsonaro deve explicar possível descumprimento da medida cautelar antes de Moraes decidir se houve uma infração grave da medida

26 jun, 2026
Jair Bolsonaro | Reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro
Jair Bolsonaro | Reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, aguarda uma manifestação da defesa do ex-presidente da República Jair Bolsonaro antes de decidir se a posse de uma arma de fogo durante o cumprimento da medida cautelar humanitária configura falta grave e pode alterar as condições da pena. A expectativa é de que a defesa do ex-presidente apresente explicações após a Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendar ao Supremo que aguarde a conclusão das investigações no caso.

O debate teve início depois da apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm, registrada em nome de Bolsonaro. A arma foi encontrada em 15 de junho deste ano dentro de um veículo usado por um militar responsável pela sua segurança. Em depoimento, Bolsonaro confessou ser dono do revólver e afirmou que mantinha o revólver na sua residência por questões de segurança.

PGR recomenda cautela antes da decisão

Após analisar o caso, Moraes deu um prazo de 48h para que a PGR e a defesa se manifestassem sobre o caso. Em um pronunciamento enviado ao STF, o Procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que defende que a corte espere a conclusão das investigações antes de analisar se houve descumprimento das regras da medida cautelar.


lado esquerdo senhor de cabelo grisalho e camisa polo cinza e do lado direto homem careca de terno e gravata rosa

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Instagram/@terraagora)


Ainda de acordo com a PGR, a apuração segue em andamento e a decisão deve ser tomada de acordo com todos os elementos reunidos na investigação.

Possíveis efeitos

Caso o ministro Alexandre de Moraes entenda que houve uma infração grave, Bolsonaro pode sofrer punições previstas na Lei de Execução Penal. Dentre as possibilidades está a retirada da medida cautelar que lhe dá direito à prisão domiciliar humanitária e a reversão para um regime prisional mais severo para cumprimento da pena.

O veredito, no entanto, vai depender da avaliação das manifestações feitas pela defesa e da evolução das investigações sobre o confisco da arma.

 

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