“Sicário” de Vorcaro morre após prisão em MG

Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão estava sob custódia pelo envolvimento no caso do Banco Master; polícia tem toda gravação das ações

05 mar, 2026
Luiz Philipi Mourão, o "Sicário" | Reprodução/Policia Militar de Minas Gerais
Luiz Philipi Mourão, o "Sicário" | Reprodução/Policia Militar de Minas Gerais

Na quinta-feira (5), a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso de “Sicário” de Vorcaro, Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, preso na Operação Compliance Zero. Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais e, segundo a instituição, atentou contra a própria vida. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, afirmou que tudo foi gravado sem pontos cegos. Sou morte foi confirmada na noite desta quarta-feira 4)

Envolvimento de “Sicário” no esquema

Conhecido por esse apelido, “Sicário” foi preso por envolvimento no esquema bilionário de fraudes do Banco Master. A polícia aponta por meio das investigações que ele tinha um papel importante na organização, comandado por Daniel Vorcaro, preso também na quarta (4). Suas ações eram voltadas para ordens de monitoramento de alvos, ações de intimidação moral  física, além da extração de dados de sistemas sigilosos.

Os investigadores indicam que ele atuava em nome da organização e Vorcaro nas práticas violentas atribuídas ao esquema e ao grupo. Isso foi visto a partir das dinâmicas violentas apontadas nas conversas de Luiz Mourão com o chefe, com combinados de levantar informações de funcionários e intimidá-los, além de planejar agredir o jornalista Lauro Jardim, do O Globo. Aparentemente, segundo relatório, o Sicário recebia 1 milhão de reais como pagamento por todos esses “serviços ilícitos”.


Ordens de Vorcaro para intimidação e agressão (Vídeo: reprodução/ Youyube/Globo News)


Confirmação da morte

Segundo a delegacia, Mourão estava sozinho na cela e tentou tirar a própria vida. Chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Movél de Urgência (SAMU) e encaminhado para o Hospital João XXIII. 

Por volta das 21h, havia sido divulgado pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais, que a morte não estava confirmada, porém, às 21h45, o hospital iniciou o protocolo e por conta do enforcamento, não resistiu e foi relatado morte cerebral. Diante do episódio, a PF busca entender o que ocorreu na unidade, para esclarecer todos os detalhes e evitar dúvidas ou especulações.

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