Novas regras do PIX entram em vigor e ampliam segurança contra fraudes

Novas regras do PIX entram em vigor e ampliam devolução de valores, permitindo rastrear fraudes, bloquear contas suspeitas e reforçar a segurança dos usuários

02 fev, 2026
Notas de reais | Reprodução/Pixabey/Joel Santana
Notas de reais | Reprodução/Pixabey/Joel Santana

Nesta segunda-feira (2), bancos e instituições financeiras passam a seguir, de forma obrigatória, novas regras de segurança do PIX. As mudanças passam a integrar a implementação obrigatória da nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que amplia as possibilidades de restituição de valores em casos de fraude ou falhas operacionais.

Mais segurança

Até então, o PIX, sistema de transferências instantâneas criado pelo Banco Central (BC), quando se tratava de devolução de valores, permitia que os trâmites fossem efetuados apenas diretamente a partir da conta utilizada no golpe. Entretanto, essas burocracias dificultavam a recuperação do dinheiro, já que criminosos costumam realizar o saque ou a transferência dos valores em um curto período, fazendo com que o rastreamento também se tornasse inviável.

Com as novas regras em vigor, o sistema passa a acompanhar todo o caminho do dinheiro, mesmo em casos de circulação por diferentes contas após a fraude ter sido realizada. Dessa forma, a nova versão do MED permite que os valores desviados sejam bloqueados e devolvidos mesmo após saírem da conta original dos golpistas.

Contestações e menos crime

O Banco Central espera que essa nova funcionalidade aumente a identificação de contas utilizadas por criminosos, assim como o volume de recursos efetivamente recuperados pelas vítimas. Outro ponto importante da atualização é o compartilhamento de informações entre as instituições financeiras envolvidas. Ainda segundo o BC, essa troca de dados ajudará a impedir que contas fraudulentas continuem sendo utilizadas, fortalecendo o sistema de prevenção e dificultando a ocorrência de novos golpes.


Moeda brasileira (Foto: reprodução/Priscila Zambotto/Getty Images Embed)


O sistema de contestação do PIX já é obrigatório nas instituições financeiras desde o dia 1º de outubro de 2025, permitindo que o usuário conteste uma transação sem grandes burocracias, como a abertura de protocolos complexos ou a necessidade de comparecer presencialmente a uma agência. Todo o procedimento pode ser realizado de forma simples, prática e com fácil acesso por meio dos canais digitais. Essa medida contribui para agilizar o processo e garantir mais rapidez no atendimento às vítimas de golpes.

Com o avanço de fraudes e golpes digitais, impulsionado pelo uso crescente do PIX no dia a dia da população brasileira, o Banco Central segue ajustando e criando novas regras para garantir mais segurança no sistema, fortalecer a proteção aos usuários e enfraquecer as práticas criminosas que envolvem o ambiente financeiro digital.

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