Investigação aponta plano do PCC contra ex-diretor de presídio, diz CNN Brasil

Segundo a CNN Brasil, organização criminosa planejava ataques contra autoridades após bilhetes serem encontrados em presídio paulista

21 maio, 2026
Polícia Civil de SP | Reprodução/Instagram/@policiacivil_sp
Polícia Civil de SP | Reprodução/Instagram/@policiacivil_sp

As investigações da Polícia Civil de São Paulo identificaram um suposto plano da cúpula do PCC para realizar atentados contra agentes públicos, incluindo o então ex-diretor da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. De acordo com a reportagem da CNN Brasil, as descobertas aconteceram após agentes penitenciários encontrarem manuscritos escondidos dentro da caixa de esgoto de uma cela ocupada por Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, e Gilmar Pinheiro Feitoza, chamado de “Cigano”. Os bilhetes teriam sido apreendidos durante uma revista realizada em julho de 2019.

Ainda segundo a CNN Brasil, os manuscritos continham informações sobre movimentações do PCC, tráfico de drogas dentro da unidade prisional e possíveis planos envolvendo ataques contra autoridades públicas. Um dos nomes citados nos bilhetes seria o do ex-diretor da penitenciária, Luiz Fernando Negrão Bizzoto.

Bilhetes revelaram detalhes da investigação

A investigação apontou que um dos manuscritos encontrados era considerado “particularmente revelador” pelas autoridades. Conforme divulgado pela CNN Brasil, o texto mencionava ordens atribuídas a integrantes da facção e também citava uma mulher ligada a uma transportadora que teria fornecido informações sobre endereços de agentes públicos.

As apurações levaram os investigadores até uma empresa de transportes localizada em Presidente Venceslau. Segundo a Polícia Civil, a companhia seria utilizada como fachada para lavagem de dinheiro ligada ao PCC.


Bilhetes do PCC (Foto: reprodução/Instagram/@metropoles.sp)


Operação investigou lavagem de dinheiro

De acordo com informações da CNN Brasil, as investigações evoluíram para operações conduzidas em parceria entre a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público paulista. Os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos envolvidos.


 

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Um post compartilhado por Deolane Bezerra (@deolane)

Deolane Bezerra (Foto: Reprodução/Instagram/@deolane)


Segundo a CNN Brasil, durante o avanço das investigações, policiais apreenderam celulares que continham conversas atribuídas a integrantes da facção criminosa. Os conteúdos analisados pelas autoridades também teriam apontado possíveis conexões financeiras e contatos envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra.

A empresária já havia sido citada anteriormente em outras etapas de investigações relacionadas ao PCC e a supostos esquemas de lavagem de dinheiro. O caso segue sendo investigado pelas autoridades paulistas.

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