PF mira em agentes publicos na nova fase da operação Compliance Zero

Mandados são cumpridos em dois estados e no DF; operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios envolvendo agentes públicos

18 jun, 2026
Banco Master | Reprodução/Instagram/@infomoney
Banco Master | Reprodução/Instagram/@infomoney

A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquemas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro ligados ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e tem como alvo agentes públicos e empresários envolvidos no caso.

Foram cumpridos 18 mandatos de busca e apreensão nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal. Além dos mandados, a Justiça determinou a adição de medidas cautelares, como a proibição entre alguns dos investigados e a suspensão de passaportes. Ainda segundo a PF, os pontos apurados podem configurar crimes de lavagem de dinheiro e de corrupção ativa e passiva.

Investigação aumenta alcance político

Dentre os alvos investigados na operação está o senador Jaques Wagner (PT-BA). A investigação busca detalhar se autoridades públicas atuaram para beneficiar interesses vinculados ao Banco Master de benefício indevido. Até o momento, não há condenações confirmadas, e os envolvidos no caso têm direito à legítima defesa.


Fachada do banco master (Foto: reprodução/Victor Moriyama/Bloomberg/Getty Images Embed)


A nova fase busca reforçar o avanço das apurações sobre a relação entre figuras de grande influência no cenário político nacional e a instituição. Nos últimos meses, mensagens, movimentações financeiras e documentos analisados pela PF aumentaram o número de pessoas investigadas, elevando o caso ao STF.

Caso Master amplia desdobramentos

A operação Compliance Zero começou em novembro de 2025 e desde então se tornou uma das maiores investigações financeiras do país. O foco inicial era investigar prováveis irregularidades envolvendo as operações do Banco Master, mas as investigações incluíram suspeitas de crime de corrupção, lavagem de dinheiro, influência e envolvimentos de figuras políticas e uso de estruturas financeiras para ocultar recursos.

Durante as fases anteriores, empresários, políticos e executivos do mercado financeiro foram alvos de busca e apreensão e bloqueio de bens. A nona etapa destaca mais um episódio em que as autoridades buscam a extensão de conexões entre agentes políticos e a instituição.

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