Justiça decreta prisão de trio por morte de jovem em salto de Rope Jump

Investigados respondem por homicídio com dolo eventual porque supostamente esqueceram de fixar a corda de segurança que seguraria a jovem de 21 anos

15 jun, 2026
Salto de Rope Jump | Reprodução/X/@narcoblogger
Salto de Rope Jump | Reprodução/X/@narcoblogger

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de três pessoas envolvidas na morte de uma jovem durante salto de Rope Jump, na Ponte do Esqueleto em Limeira, interior de São Paulo. A decisão foi anunciada após a audiência de custódia, no domingo (14).

Como aconteceu a falha nos equipamentos no Rope Jump

A garota de 21 anos, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, estava acompanhada de pessoas especializadas que instruíam a execução do esporte radical, quando houve falha de fixação dos equipamentos de segurança para a realização do Rope Jump. Ao que tudo indica, os funcionários esqueceram de colocar a corda que deveria segurar a jovem, que foi arremessada de uma altura de 40 metros.


Local do salto (Foto: Reprodução/X/@soucriscaiado)


O sepultamento aconteceu no domingo (14), no cemitério municipal de Jandira, cidade do interior de São Paulo, no dia seguinte à tragédia. A polícia militar indica que a morte foi constatada no local por parada cardiorrespiratória, e em seguida o corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) e posteriormente liberado para a família.

Prisão preventiva dos envolvidos e cobrança do prefeito à União

Os três homens presos preventivamente respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume risco de provocar morte. Além da falta do equipamento de segurança, no salto de Rope Jump, as autoridades identificaram que eles operavam em local com histórico de outras ocorrências graves, inclusive outros falecimentos.


Momento do salto (Foto: Reprodução/X/@bostontea84)


“Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o governo federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”, disse o prefeito de Limeira, Murilo Félix.

Ele acrescentou ainda que processará o Governo Federal, pois segundo a administração, a responsabilidade da fiscalização era inteiramente da União.

Mais notícias