Jovens menores que 16 anos passarão a não poder mais utilizar redes sociais no Reino Unido

Medida é parte da ofensiva rígida contra as grandes empresas de tecnologia, porém não entrará em vigor de imediato, podendo iniciar somente no próximo ano

15 jun, 2026
Bandeira do Reino Unido | Reprodução/Unsplash/Chris Robert
Bandeira do Reino Unido | Reprodução/Unsplash/Chris Robert

Nesta segunda-feira (15), o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que em breve, as redes sociais serão proibidas para crianças e adolescentes menores que 16 anos, além também de que restrições serão impostas em plataformas de jogos e transmissões ao vivo. A medida é parte da contraofensiva que o Reino Unido vem batalhando contra as empresas tecnológicas, sendo o país que mais combate o tema.

O que isso afeta?

De acordo com Starmer, a principal ideia do projeto é devolver a infância às crianças e algumas das plataformas que ele citou como as que podem sofrer com a restrição são Snapchat, TikTok, e Instagram, sites e aplicativos com jogos que permitem a comunicação entre crianças e estranhos também devem ser alvo das proibições.


Duas crianças jogando no celular (Foto: reprodução/Getty Images News/Getty Images Embed)


Segundo o governo britânico, a medida será semelhante à adotada pela Austrália, que declarou uma proibição em dezembro de 2025. Para Starmer, essa medida fará grande diferença no país, trazendo segurança e alegria para os mais jovens, tendo liberdade de crescimento com maior gama de oportunidades. A medida ainda pode afetar aplicativos como X, YouTube e Facebook, já ‘apps’ de mensagem como Whatsapp e Signal devem ficar de fora das proibições.

Quando as medidas começam a valer?

A crescente conscientização sobre os riscos à saúde mental em crianças que passam muito tempo conectadas às redes no Reino Unido já fez o país impor diversas medidas, como a adaptação dos algoritmos, impedindo crianças de compartilhar imagens de nudez e verificações de idade. Além de tirar como base as evidências retiradas dos projetos que já estão estabelecidos na Austrália.

Desta nova proibição, segundo o primeiro-ministro, o governo britânico já possui o poder para iniciar as primeiras etapas do projeto imediatamente. A tendência é que a regulamentação da proibição aconteça até o fim de 2026, e a previsão da medida iniciar de fato, para Starmer, será a partir de março de 2027. No Reino Unido, apesar de psicólogos e pesquisadores não afirmarem que existam provas de que ela possa de fato ser efetiva, a medida é aprovada por boa parte da população, além de políticos e professores.

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