Rei Charles III viaja aos Estados Unidos mesmo após incidente em evento da Casa Branca

Monarca iniciou nesta segunda sua viagem de quatro dias ao país americano; rei utiliza segurança reforçada após incidente com Donald Trump

27 abr, 2026
Rei Charles III | Reprodução/Instagram/@crownchronicles
Rei Charles III | Reprodução/Instagram/@crownchronicles

O Rei Charles III, monarca do Reino Unido, iniciou nesta segunda-feira (27), uma viagem aos Estados Unidos, que já era prevista desde antes da guerra entre os americanos e o Irã, que começou no fim de fevereiro. Charles III parte dois dias após Trump ser alvo de tentativa de assassinato durante reunião de correspondentes da Casa Branca, em Washington, e por essa razão, o Rei têm segurança reforçada para seu encontro, que marca os 250 anos da independência americana, com Donald Trump.

A viagem de Charles

Partindo do ponto de vista diplomático, a viagem pode ser tratada como arriscada, no entanto, o momento é uma grande oportunidade para reestruturar os laços entre Estados Unidos e Reino Unido, que andam abalados, visto até como a maior crise entre os países em cerca de cem anos, quando analisado por alguns historiadores britânicos. A missão de Charles ao chegar na capital americana é abrandar o presidente dos Estados Unidos, em um momento de guerra e situações caóticas, como o ocorrido do último sábado, quando o hotel em que se reunia com membros da Casa Branca foi atacado.


 Rainha Camila, Rei Charles III, presidente Donald Trump e primeira-dama Melania Trump (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Suzanne Plunkett)


A coroa britânica, tradicionalmente, carrega uma mensagem de paz, democracia e liberdade, valores que são opostos aos adotados nos conflitos entre americanos, israelenses e iranianos, na guerra que perdura por praticamente dois meses no Oriente Médio. Com o início dos conflitos, a viagem britânica ao país americano foi abalada, mas, após debates, o compromisso foi mantido na agenda do monarca, que, além de ser o representante do governo britânico, ainda é o comandante-chefe das forças armadas.

Inseguranças da reunião

Apesar de a viagem carregar uma mensagem de democracia e paz, alguns fatores geram atritos na reunião entre o monarca e o presidente. Recentemente, Donald Trump fez críticas diretas ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, como quando afirmou que Starmer “não é Winston Churchill, caçoou dos porta-aviões britânicos, chamando-os de “brinquedos”, além de outras comparações ofensivas ou publicações desagradáveis do presidente, como a postagem que repercutiu em seu perfil do Truth Social, gerada por Inteligência Artificial, em que ele era colocado como a imagem de Jesus, curando um enfermo. O rei também é o chefe da Igreja Anglicana e a publicação pode ser desconfortável para ele.

Além das turbulências citadas, outro fator preocupa a segurança britânica e americana: o recente ataque ao Hotel Washington Hilton, onde Donald Trump se reunia com membros do alto escalão da Casa Branca no último sábado (25), e foi atacado por um homem portando uma escopeta, uma pistola e diversas facas. Apesar de um agente federal ter sido atingido, não houve feridos; o agente foi salvo pelo colete balístico. Com o ataque, a preocupação com os monarcas aumentou, e a segurança foi reforçada, com a possibilidade de reajustes na agenda da visita do rei.


Pessoas sendo evacuadas do evento após o ataque (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Yuri Gripas/Bloomberg)


Nesta segunda-feira, Charles e Camila, após chegarem aos Estados Unidos, participaram de um chá privado com o presidente americano Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, e em sequência, uma recepção no jardim da Casa Branca. Para terça-feira, o rei terá um encontro privado com Trump. Após ser recebido com as honras militares, pela tarde, irá discursar no Congresso americano e finalizar o dia com um banquete oficial.

Já na quarta, o casal segue para Nova York, onde prestará homenagens às vítimas do atentado de 11 de setembro e, após isso, participará de um evento com representantes de indústrias criativas. A agenda intensa finaliza na quinta, quando irão ao estado da Virgínia celebrar os 250 anos da independência americana.

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