Ministros do STF votam contra a prorrogação da CPI Mista do INSS

Após decisão do Supremo, Polícia Federal mantém investigações e novas fases da operação seguem em andamento para esclarecer e punir os responsáveis

27 mar, 2026
Logo INSS, autarquia federal brasileira que gerencia a Previdência Social | Reprodução / Pinterest / Concursos Rondônia
Logo INSS, autarquia federal brasileira que gerencia a Previdência Social | Reprodução / Pinterest / Concursos Rondônia

Em mais uma votação no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (26), foi rejeitada a prorrogação da CPI Mista do INSS. Por 8 votos, a Corte decidiu derrubar a decisão do ministro André Mendonça, que determinava a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Com a decisão, os trabalhos da comissão deverão ser encerrados até sábado (28).

Votaram a favor da rejeição: Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, o presidente Edson Fachin e o ministro Alexandre de Moraes dentre outros ministros que foram contra a prorrogação da CPMI .

Relembre o caso

Associações e sindicatos realizavam descontos ilegais nas aposentadorias. Esses descontos eram feitos sem autorização dos beneficiários. O rombo pode chegar a cerca de R$ 6,3 bilhões, e cerca de 1,6 milhão de pessoas foram afetadas. Parte dos valores foi devolvida aos aposentados, mediante autorização dos beneficiários, em um acordo com o INSS.


Presidente da CPI INSS fala da decisão (Vídeo: reprodução/YouTube/@sbtnews)


Ao todo, 11 entidades teriam sido usadas para viabilizar descontos e movimentar recursos. Seis pessoas ligadas a entidades associativas de Sergipe foram detidas preventivamente. Outros seis servidores (cinco deles da cúpula do INSS) foram afastados pela Justiça.

Discursos

O tom dos discursos durante a sessão mostrou as divergências nas opiniões dos parlamentares. André Mendonça reforçou a importância de preservar a participação de todos neste momento de investigação.

“Não basta que se garanta o direito de oposição; é imperioso garantir seu efetivo exercício”, afirmou. “Entendo que condicionar a prorrogação dos trabalhos à deliberação do presidente da Casa respectiva é o mesmo que, ainda que por via indireta, subtrair da minoria qualificada um dos instrumentos mais eficazes para a concretização dos direitos da minoria”, completou.

Ainda durante a sessão, foi relembrado o caso do empresário Vorcaro. O vazamento de informações dos inquéritos, cujas mensagens foram parar, sem autorização, nas redes sociais , algo que até então era sigiloso, foi considerado abominável pelos parlamentares. Até o momento, não se sabe o responsável pelo vazamento das informações.

Após a decisão de não prorrogação da CPI, a Polícia Federal continua as investigações. Até o momento, prisões e apreensão de carros de luxo, dinheiro e bens foram realizadas. Novas fases da operação ainda estão acontecendo,  a investigação não será afetada após a decisão do Supremo.

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