Brasil e EUA debatem tarifas de 25% sobre produtos nacionais
Representantes do setor produtivo tentam reverter em audiência pública as tarifas impostas pelo governo americano após investigação sobre o Pix
Representantes do setor produtivo brasileiro e o governo dos Estados Unidos se reúnem na audiência pública para discutir as novas tarifas de 25% sobre produtos nacionais. O encontro começa nesta segunda-feira (06), às 11 horas da manhã. A medida veio a partir de medida protecionista e unilateral do governo de Donald Trump.
As taxas pesadas vieram por recomendação do USTR, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. A decisão partiu de uma investigação norte-americana focada em deslealdade comercial, com base na seção 301. Washington alega que supostamente existe um favorecimento ao Pix por aqui, prejudicando os meios de pagamentos de empresas estadunidenses.
Prazos e estrutura da reunião em Washington
O debate em Washington acontece na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. O evento foi dividido em dois dias com 14 painéis no total, sendo sete a cada jornada. Nessa mesa, cada representante brasileiro vai ter apenas cinco minutos para apresentar um resumo da sua respectiva defesa contra as tarifas.
❗️ Lula critica ‘entreguismo’ de Flávio Bolsonaro ao pedir adiamento das tarifas contra o Brasil pic.twitter.com/yin2lCvSBn
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) July 2, 2026
Presidente Lula (Foto: reprodução/X/@sputnik_brasil)
Os empresários e entidades da escala produtiva do Brasil correm contra o tempo entre hoje e terça-feira (07). Esta é a última oportunidade de argumentação para tentar cavar medidas menos severas. O relógio pressiona porque a efetivação das novas tarifas está prevista já para o próximo dia 15.
Mobilização da indústria e do agronegócio
O rito dos trabalhos também prevê perguntas diretas por parte do USTR, com tempo contado para a resposta das entidades brasileiras. Os interessados no caso tiveram até o dia 22 de junho para pedir participação na mesa. Já o envio das manifestações por escrito, que servem de base para as argumentações, venceu em 1º de julho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem do que se queixar. Seu principal adversário na disputa eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro, não para de dar tiros no próprio pé. O mais recente foi um documento de 86 páginas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao… pic.twitter.com/qb40bPnWzI
— Blog do Noblat (@BlogdoNoblat) July 6, 2026
Flávio Bolsonaro em multidão (Foto: reprodução/X/blogdonoblat)
Essa audiência virou a principal cartada do empresariado para tentar reverter as tarifas impostas unilateralmente por Donald Trump. No grupo brasileiro que viajou, ganham destaque as entidades ligadas ao agronegócio.
Também marcam presença defensores da indústria nacional, como membros do SindiFer (Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais). A mobilização inclui ainda a FIESP, a Abimaq e o Centrorochas.
