Trump entra em contradição ao falar em negoicação com o Irã e enviar mais tropas

Presidente dos EUA alterna discurso entre negociação e ameaça militar enquanto reforça presença de tropas no Oriente Médio

30 mar, 2026
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Donald Trump costuma não esconder informações sobre seus desejos. Desta vez, Trump, em entrevista ao Financial Times, a respeito do conflito com o Irã, ele cogitou a possibilidade de dominar Kharg, principal terminal petrolífero do Golfo Pérsico, base crucial de financiamento da Guarda Revolucionária, que sustenta o regime.

Situação atual do conflito

Apesar disso, quando concedeu entrevista para outros portais e em coletivas, ele mantém a incerteza sobre o desfecho da Guerra, que completou um mês de duração. Trump assegura que as negociações com o Irã estão fluindo, revelando que o Irã concordou com a maior parte das exigências, além de permitir a passagem de 20 petroleiros no Estreito de Ormuz.

As atualizações positivas feitas pelo presidente dos Estados Unidos acontece ao mesmo tempo em que 3.500 fuzileiros americanos chegam ao Oriente Médio, criando uma hipótese de um possível ataque terrestre. O portal Washington Post informou no último final de semana que o Pentágono estaria se preparando para um possível conflito terrestre entre as próximas semanas, enviando 10.000 soldados ao Irã.



Reportagem J0vem Pan News sobre a Guerra (Vídeo: reprodução/Youtube /@jovempannews)


Segundo o portal Wall Street Journal, existe uma outra proposta na mesa de Donald Trump. A proposta seria uma operação militar para extrair 450 quilos de Urânio do Irã, de acordo com as autoridades americanas. Essa seria um desafio de um grau de complexidade elevado e arriscado, o qual manteria forças americanas dentro do país localizado no Oriente Médio por mais tempo.

As afirmações do presidente sobre avanços nas negociações foram, como tem ocorrido desde o início do conflito, prontamente contestadas pelo regime. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, não existem tratativas diretas, e as demandas dos Estados Unidos são consideradas “excessivas, irrealistas e irracionais”.

Trump indica que pode ter havido uma mudança de regime no Irã ao classificar a nova liderança como “mais razoável”. Ao fazer isso, ele sugere que a morte do líder supremo Ali Khamenei e de outros altos funcionários representaria um colapso da estrutura de poder que sustentava o país até o início do conflito, ainda que o próprio governo americano já tenha negado oficialmente buscar esse objetivo.

“O primeiro regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O segundo regime está morto. Estamos lidando com pessoas diferentes de tudo que já vimos antes e, francamente, elas estão sendo muito razoáveis”, afirmou Trump a repórteres que estavam a bordo do Air Force One.


Donald Trump junto do exército americano (Foto: reperodução/Getty Images Embed/Andrew Harnik)


Próximos passos

Agora, Trump concentra suas atenções na procura do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Ex-comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária Islâmica, com a qual mantém estreitas ligações, ele é visto como um dos nomes mais duros dentro da ala linha-dura. Ainda assim, apesar do discurso inflexível, é considerado pragmático e tem sido apontado por Washington como um possível interlocutor.

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