Após rejeição do Irã de cessar-fogo, Trump não tem certeza na decisão de acordo
País do Golfo enviou uma resposta aos Estados Unidos, balançando a escolha do presidente que falou sobre as movimentações expostas na imprensa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar, nesta quinta-feira (26), sobre os conflitos que vêm acontecendo entre os americanos, o Irã e Israel. Após enviar uma proposta de cessar-fogo, que foi prontamente recusada e reenviada pelo regime iraniano, Trump revelou não ter mais certeza sobre um acordo para pôr um ponto final na guerra do Oriente Médio, que começou no fim do último mês. Ambos os lados vêm falando sobre contradições das lideranças e informações divulgadas na imprensa.
Proposta enviada pelos EUA
De acordo com o jornal “The New York Times”, os Estados Unidos enviaram uma proposta elaborada em 15 pontos importantes para um cessar-fogo. Focando em parar o avanço nuclear, o país propôs a limitação de desenvolvimento e eficácia dos armamentos iranianos; a desativação de três importantes usinas de produção nuclear, com foco na Natanz; e o fim da relação do regime com grupos da região, tal como o Hamas e Hezbollah.
Além disso, o principal objetivo não só dos EUA, mas de todo o mundo, é a liberação do Estreito de Ormuz, rota marítima muito importante para a economia global, com passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido, além de fertilizantes importantes para países subdesenvolvidos. Esse é o fator mais importante, segundo os países fora dos conflitos, que vêm enfrentando problemas com o preço da energia e a falta de produção alimentícia.
Desde o envio do documento, Trump vem dando declarações fortes sobre a situação. Em reunião no gabinete americano, o presidente alegou não estar desesperado por um acordo, como foi divulgado pela imprensa dos Estados Unidos. “Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas, e eles querem fazer um acordo porque foram (…) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos”, afirmou Trump durante o encontro.
Segundo o presidente, seria o Irã que está implorando por um acordo, pois o exército norte-americano fez 99% do trabalho, restando apenas 1%, que seria a questão do Estreito de Ormuz, fechado pelo país asiático.
Contraproposta do Irã
Em resposta às falas e ao próprio modelo de negociação dos americanos, o Irã transmitiu novas condições. Mesmo com a rejeição do Teerã, espera-se uma solução das partes. O próprio secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o país está rezando por um acordo, enquanto o Irã, que foi atacado inicialmente, aguarda que seus pedidos sejam atendidos, como foi dito pelo governo: “O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”.
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Exigências feitas pelo Irã para acordo (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)
Para o regime, a solicitação enviada via Paquistão, país mediador, criada pelo presidente Donald Trump, é excessiva e desconexa da realidade. Se o acordo for feito, existem cinco condições que o Irã não abre mão. Segundo a Press TV, a contraproposta tem pontos relacionados aos ataques sofridos, tendo uma interrupção total das agressões dos Estados Unidos, com reparações dos danos causados e um modelo concreto para fim total da guerra.
Autoridades iranianas colocaram como prioridade as exigências já apresentadas pelo regime na negociação ocorrida em Genebra, que aconteceu dias antes da primeira investida dos EUA e Israel sobre o país, além disso, o Irã tem o desejo de permanecer como responsável direto do Estreito de Ormuz.
Acabar com a guerra por meio de um acordo é importante para ambas as nações envolvidas nos conflitos, diminuindo a possibilidade de mais ataques e a correção do mercado mundial, que vem sendo afetado por todas as movimentações de Estados Unidos e Irã.
