Trump viaja à China para reunião com o presidente Xi Jinping

Visita de Estado deve abordar temas envolvendo a guerra no Oriente Médio, junto a tarifas comerciais e tensões envolvendo Taiwan

13 maio, 2026
Donald Trump, presidente dos EUA | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Donald Trump, presidente dos EUA | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Nesta quinta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à capital da China, Pequim, onde irá se reunir por dois dias com o presidente Xi Jinping, para tratar principalmente sobre a guerra no Oriente Médio e buscar a ajuda do país asiático para resolver as tensões com o Irã. Está é a primeira viagem de Trump à China desde de 2017, ainda durante seu primeiro mandato, além da família, o presidente também viajou com alguns empresários americanos.

Chegada ao encontro

A visita de Donald Trump à China será marcada por uma intensa agenda de dois dias em Pequim, com reuniões bilaterais com o presidente chinês Xi Jinping, um jantar de Estado e atividades protocolares em locais emblemáticos do poder chinês, como o Grande Salão do Povo e Zhongnanhai, sede da cúpula do Partido Comunista. O encontro ocorre em meio à trégua comercial entre as duas potências, mas também sob fortes tensões envolvendo tecnologia, Taiwan e a guerra no Irã.

Trump desembarcou em Pequim acompanhado do secretário de Estado, Marco Rubio, além de uma delegação de empresários americanos formada por nomes como Elon Musk (Tesla), Jensen Huang (Nvidia) e Tim Cook (Apple). O presidente americano foi recebido na pista pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, ao lado do embaixador chinês nos EUA, Xie Feng, do vice-ministro das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu, e do embaixador americano na China, David Perdue. A cerimônia contou ainda com cerca de 300 jovens chineses, uma banda militar e uma guarda de honra.

Outros tópicos

Além das negociações comerciais e tarifárias, Trump e Xi discutirão temas considerados sensíveis, como a guerra no Irã, o envio de armas americanas para Taiwan e o acesso de empresas dos EUA ao mercado chinês. Antes de partir de Washington, Trump minimizou o papel que Pequim poderia desempenhar na crise envolvendo o Irã, conflito que continua afetando o tráfego marítimo em uma rota responsável por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo. “Não acho que precisamos de ajuda com o Irã. Vamos resolver isso de um jeito ou de outro, pacificamente ou não”, afirmou o presidente americano a jornalistas antes da viagem.


Chegada de Trump à China (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Ainda assim, o governo Trump informou que autoridades americanas e chinesas concordaram no mês passado que nenhum país deveria cobrar pedágio pelo tráfego marítimo na região do conflito, numa tentativa de demonstrar alinhamento entre as partes. A China, principal compradora de petróleo iraniano e aliada de Teerã, não contestou publicamente essa posição.

Situação de Taiwan

Antes da chegada de Trump, delegações lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, participaram em Seul de consultas econômicas descritas pela agência estatal chinesa Xinhua como “construtivas”, buscando avançar na resolução das tensões tarifárias entre os dois países.

A questão de Taiwan também promete ocupar espaço central nas conversas. Trump afirmou que abordará com Xi a situação da ilha autogovernada, reivindicada por Pequim e abastecida militarmente por Washington. Horas antes da chegada do presidente americano, o governo chinês pediu que os Estados Unidos “manejem com prudência” o tema e interrompam o envio de armamentos a Taiwan.


Taiwan (Foto: reprodução/Getty Images Embed/I-Hwa Chebg)


A visita acontece nove anos após a última ida de Trump à China, em novembro de 2017, quando participou ao lado de Xi de eventos na Cidade Proibida. Agora, ambos os governos buscam consolidar a recente trégua comercial após meses de guerra tarifária, embora persistam divergências sobre tecnologia, terras raras e acesso ao mercado chinês.

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