Após pronunciamento oficial da primeira-dama Rosângela Lula da Silva — a Janja, em suas redes sociais, o caso do especial de fim de ano da emissora SBT ganhou novas atualizações e novos discursos, enquanto ainda não existe decisão oficial sobre ir ou não ao ar.
Pronunciamento da primeira-dama
O cantor Zezé Di Camargo veio a público, em suas próprias redes sociais, pedir para que a sua participação não fosse exibida após a confirmação da presença do presidente Lula no evento promovido pela emissora da inauguração do SBT News. O pedido, então, gerou grande comoção pública e um amplo debate político envolvendo liberdade de expressão, posicionamento ideológico e misoginia.
A manifestação do cantor gerou forte reação da primeira-dama, Janja, que também utilizou suas redes sociais para se posicionar e sair em defesa das filhas de Silvio Santos diante das falas de Zezé Di Camargo e da presença de autoridades institucionais, como o Presidente Lula.
Zezé de Camargo sobre sua participação no programa SBT (Vídeo: reprodução/Instagram/@zezedicamargo)
Janja criticou a maneira como o cantor se referiu às filhas de Silvio Santos ao utilizar o termo “prostituindo” para definir o convite feito pelas herdeiras ao presidente. Em publicação, a primeira dama afirma que a declaração reflete “todo o machismo e a misoginia presentes no pensamento e nas ações de homens que seguem desrespeitando a presença de mulheres em espaços de poder”.
Repercussão do discurso
O episódio levantou diversas discussões públicas, tanto em relação ao discurso do cantor que pode promover o discurso de ódio contra mulheres e ser considerado misógino por parte da opinião pública, quanto ao papel das emissoras de televisão em abrir espaço para autoridades políticas em eventos institucionais, especialmente em programações de grande alcance.
Até o momento, não houve um pronunciamento oficial por parte da emissora SBT sobre uma decisão definitiva de exibir ou não o episódio que conta com a participação do cantor sertanejo. O caso ainda não possui um desfecho, mas já foi capaz de gerar debates importantes que abordam discursos de ódio direcionados a mulheres em cargos de destaque, além da presença de figuras políticas na televisão brasileira.
