A xAI, startup de inteligência artificial do bilionário Elon Musk, processou a Apple e a OpenAI (fabricante do ChatGPT) em um tribunal federal dos EUA, no Texas, nesta segunda-feira. A ação acusa as empresas de conspirar para impedir a concorrência no setor de IA. O processo afirma que ambas bloquearam mercados para manter seus monopólios e impedir que inovadores como a xAI e outras empresas do grupo “X” possam competir.
Entenda a situação
No início deste mês, Musk já havia ameaçado processar a Apple, afirmando no X que a empresa “impossibilita” qualquer concorrente da OpenAI de alcançar o primeiro lugar na App Store. O ChatGPT, da OpenAI, tem o apoio da Microsoft e da startup DeepSeek. Alguns especialistas que não estão envolvidos no processo acreditam que a posição dominante da Apple no mercado de smartphones pode ser um fator relevante na questão.
De forma mais abrangente, o processo pode dar aos tribunais dos Estados Unidos a oportunidade de discutir questões relacionadas à IA e ao antitruste, segundo Christine Barholomew, professora da faculdade de direito da Universidade de Buffalo. As práticas da Apple na App Store já são alvo de diversos processos judiciais, incluindo um em andamento com a Epic Games, criadora do jogo “Fortnite”. Nesse caso, um juiz ordenou que a Apple permitisse mais concorrência nas opções de aplicativos.
Elon Musk no dia 30 de maio no ano de 2025 em evento (Foto: reprodução/kevin Dietsch/Getty Images Embed)
Sobre o ChatGPT
Após se tornar o aplicativo de consumo com crescimento mais rápido da história em 2022, o ChatGPT foi adquirido por Elon Musk por US$ 33 bilhões. A intenção era aprimorar o chatbot Grok, usado nos veículos da Tesla. A xAI foi lançada há pouco menos de dois anos e conta com o apoio da Microsoft.
A Apple pode argumentar que a integração da IA em seu sistema operacional é justificada por razões de segurança e operacionais, conforme comentou Herbert Hovenkamp, professor da faculdade de direito da Universidade da Pensilvânia. Em outra ação, Musk está processando a Open Hall e seu CEO, Sam Altman, em tribunal na Califórnia para impedir a conversão de uma organização sem fins lucrativos.
