Jogo entre Galo e São Paulo tem mais cartões vermelhos do que gols

Atlético-MG e São Paulo ficaram no 0 a 0 neste domingo (7), no Mineirão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, ambos os times seguem sem vencer na competição.

O São Paulo até chegou a balançar as redes aos 17 minutos do primeiro tempo. Alan Franco cabeceou, a bola bateu na trave, voltou no goleiro Everson e entrou. No entanto, o VAR revisou o lance e anulou o gol por impedimento na jogada.

O Tricolor seguiu pressionando com chances de Alisson e Marcos Antônio, mas parou em Everson. O Atlético respondeu com Rony e, depois, com Hulk, que obrigou o goleiro Rafael a fazer boa defesa.


Zubeldia pediu a expulsão de Lyanco e acabou sendo expulso (Vídeo: reprodução/TNTSpotrsbr)


Expulsões e clima quente

Aos 44 minutos do primeirotempo, Lyanco, zagueiro do Galo, fez falta em Ferraresi. Já tinha cartão amarelo, e o técnico Zubeldía, do São Paulo, pediu insistentemente o segundo amarelo. O árbitro Ramon Abatti Abel mostrou cartão amarelo ao treinador por reclamação. Zubeldía seguiu protestando e acabou recebendo o segundo amarelo e, consequentemente, foi expulso.

Na segunda etapa, o clima continuou tenso. Calleri recebeu cartão vermelho direto após uma falta dura em Junior Alonso. No fim da partida, foi a vez de Lyanco ser expulso, também por acúmulo de cartões.

Os primeiros minutos do segundo tempo foram mornos, com poucas ações ofensivas. O Atlético assustou aos 20 minutos, quando Gustavo Scarpa finalizou com força e obrigou Rafael a fazer uma boa defesa. Na cobrança de escanteio, Junior Alonso cabeceou para fora. O São Paulo respondeu pouco depois, com Lucas Ferreira exigindo defesa de Everson.

Próximos desafios

As equipes agora voltam suas atenções para as competições continentais. Na próxima quinta-feira (11), às 21h30, o São Paulo recebe o Alianza Lima, do Peru, no Morumbi, pela segunda rodada do Grupo D da Libertadores.

No mesmo dia e horário, o Atlético-MG encara o Deportes Iquique, do Chile, no Mineirão, em partida válida pela fase de grupos da Copa Sul-Americana.

Mateu Lahoz admite erro grave em jogo decisivo entre Barcelona e Atlético de Madrid

O árbitro, Mateu Lahoz, reconheceu ter cometido um erro significativo na partida que definiu o título da La Liga 2013/14 entre Barcelona e Atlético de Madrid. Durante uma entrevista ao programa esportivo espanhol, El Partidazo de COPE, Lahoz admitiu que anulou indevidamente um gol de Lionel Messi, que poderia ter alterado o desfecho da competição. A decisão acabou favorecendo o Atlético, que conquistou o troféu e deu início à chamada “Era Simeone” no futebol espanhol.

A confissão foi feita pouco antes de um novo confronto importante entre as duas equipes, ocorrido no último domingo (16), no qual o Barcelona venceu de virada por 4 a 2, assumindo a liderança do campeonato. A declaração do ex-árbitro reacendeu o debate sobre a polêmica partida de 2014 e intensificou a frustração entre os torcedores culés, que ainda lamentam a decisão controversa daquela temporada.

“Eu estava errado. É muito difícil que isso aconteça novamente com o calendário condicionado. Eles chegaram empatados em praticamente tudo e houve uma jogada que pudemos ver depois que Juanfran não tocou. Da minha posição era impossível discernir. Vamos lá, eu teria apostado os 20 dedos das minhas mãos e pés que Cesc Fábregas tinha tocado naquela bola. A responsabilidade sempre foi dada ao assistente e aquela jogada foi sobre sinergia da equipe e o único responsável por ela fui eu”, afirmou Mateu.

O jogo que marcou a La Liga 2013/14

A última rodada daquela edição da La Liga trouxe momentos de pura tensão no Camp Nou. O Atlético de Madrid, então com 89 pontos, precisava apenas de um empate para assegurar o título, enquanto o Barcelona, com 86 pontos, necessitava de uma vitória para se consagrar campeão. Aos 34 minutos do primeiro tempo, Alexis Sánchez abriu o placar para os catalães, reacendendo as esperanças da torcida pelo troféu.

Logo no início do segundo tempo, entretanto, Diego Godín subiu de cabeça para empatar a partida e recuperar a vantagem para os colchoneros. Apesar de uma pressão intensa até o apito final, o Barcelona não conseguiu encontrar o gol que tanto buscava. Com isso, o Atlético de Madrid conquistou o título espanhol pela primeira vez desde 1996, encerrando a longa hegemonia protagonizada por Barcelona e Real Madrid.


O gol anulado que custou o título da LaLiga temporada 13/14 do Barcelona. (Vídeo: reprodução/YouTube/pdoval)

O erro que mudou a história

O momento mais controverso da partida ocorreu aos 21 minutos do segundo tempo, quando Lionel Messi marcou um gol que poderia ter garantido a vitória ao Barcelona. Contudo, Mateu Lahoz anulou o lance apontando impedimento, acreditando que Messi havia recebido um passe de Cesc Fàbregas.

O ponto central da polêmica é que a bola, na verdade, veio de um desvio do defensor Juanfran, o que deveria invalidar a marcação de impedimento. Caso o gol fosse validado, o Barcelona teria saído vencedor e, consequentemente, conquistado o título.

O próprio Lahoz posteriormente admitiu ter se equivocado na interpretação do lance e reconheceu que sua decisão influenciou diretamente o resultado final do campeonato. Embora o título do Atlético de Madrid esteja consolidado nos registros históricos, a confissão do árbitro reaviva uma antiga dor para os torcedores do Barcelona, que nunca deixaram de questionar a decisão.

Árbitro da FIFA aceita oferta e se muda do Brasil para atuar nos Emirados Árabes

Se anteriormente o Brasil era conhecido por exportar seus talentos nas áreas de jogadores e técnicos para o futebol internacional, atualmente um novo fenômeno está emergindo: o mercado para árbitros também está em franca expansão. Igor Junio Benevenuto, um dos árbitros de vídeo mais renomados do país e que desde 2021 ostenta o prestigiado escudo da FIFA, acaba de receber uma proposta tentadora para atuar nos Emirados Árabes Unidos.

O contrato oferecido a Benevenuto é bastante atraente, com validade até o final de março de 2025. Um dos principais atrativos desse acordo é a segurança de um salário fixo em dólares, garantido ao fim de cada mês, independentemente da quantidade de partidas que o árbitro apite. Além disso, ele desfrutará de uma rotina muito mais tranquila em comparação com a pressão intensa do futebol brasileiro. Com isso, Igor terá a oportunidade de treinar diariamente e aprimorar suas habilidades de forma constante, longe do estresse habitual da arbitragem em seu país natal.


Árbitro Benevenuto (Foto: reprodução/Instagram/@fmf_oficial)


Entrevista

A diferença é muito grande, uns 60% a mais do que eu ganharia no estadual em Minas Gerais. No Brasil, por exemplo, quando você é um árbitro Fifa ganha um pouco mais, tem uma remuneração um pouco melhor, mas tem o problema de ser por jogo. Se eu trabalhar, beleza. Se eu não trabalhar, não ganho, posso ter algum problema físico, algum problema particular. Posso ter algum problema em um jogo que eu vou ter que passar por um treinamento, um período fora fazendo aprimoramento, então isso tudo interfere. Aqui [Emirados Árabes] vou ganhar em dólar”, disse Igor.

Igor mencionou que, se apitar cerca de dez jogos por mês no Brasil, seu rendimento se tornaria quase equivalente ao que receberá no exterior. No entanto, nesse país, ele terá um salário mensal fixo, recebendo o mesmo valor independente do número de partidas apitadas.

Estrutura Dubai

Igor também falou sobre a impressionante estrutura de Dubai, elogiando sua organização e tamanho. Ele comentou que a cidade conta com três campos de treinamento, instalações para árbitros de vídeo, vestiários e ginásios, todos muito bem elaborados. Os árbitros estão constantemente em treinamento e buscando aprimoramento.

Igor também destacou a importância do profissionalismo nos países onde os árbitros têm um salário fixo, moradia e carro à disposição. Ele acredita que essa estrutura proporciona uma grande tranquilidade no trabalho, garantindo que o árbitro receberá seu salário ao final do mês, independentemente da quantidade de jogos.

Para apitar nos Emirados Árabes, Igor solicitou licença à Federação Mineira de Futebol e à CBF. Ele afirma que a liberação foi tranquila e representa uma vitória para a arbitragem nacional, destacando o valor dos árbitros brasileiros no exterior.