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Neste domingo(02), o gabinete do primeiro-ministro de Israel, comunicou que irá adotar a proposta feita pelos Estados Unidos da América, de cessar-fogo durante os feriados de Ramadã e da Páscoa. Conforme divulgado, o país do ministro Benjamin Netanyahu, isso ocorrerá apenas durante esses feriados e após a guerra continuará. A informação é de que as negociações a respeito do plano de Witkoff irão começar imediatamente, mediante a concordância do Hamas.
Acordo
Segundo o que foi divulgado a respeito dessa negociação, Israel poderia voltar aos combates após o 42° dia, se perceber que as conversas foram ineficazes, informou o país, após efetuarem a acusação de que o Hamas estaria violando a trégua. Tanto Israel quanto o Hamas vêm trocando acusações, ambos estão batendo de frente em relação as questões voltadas para a violação do acordo.
Palestinos lamentam a morte de mais dois compatriotas em meio à guerra entre Israel e Palestina (Foto: reprodução/Anadolu Abdul Hakum Abu Riash Anadolu/Getty Images Embed)
Conflito
O conflito que ocorre entre o Hamas e o país de Israel, iniciou em 2023 e se estende a um pouco mais de 1 ano, tendo em vista que a situação entre Israel e Palestina, de maneira geral, vêm acontecendo há mais de 40 anos. Esse problema começou devido à disputa pela posse de um território localizado na Palestina, sobre o qual ambos os países não chegaram a um acordo.
Cessar-fogo
No início deste ano, ocorreu um cessar-fogo entre Israel e a Palestina, aparentemente durante esse momento, houve uma troca de 33 reféns, contando com 5 tailandeses junto. O governo de Benjamin Netanyahu libertou 2 mil palestinos como parte de um esforço para encerrar a guerra, adotando um processo gradual para alcançar uma solução.
O conflito teve início em 2023, e novas negociações estão em andamento para um novo cessar-fogo
Israel está planejando uma retaliação militar contra alvos do Irã antes daseleições presidenciais dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. O ataque seria uma resposta ao bombardeio com mísseis iranianos que atingiu o território israelense em 1º de outubro. A ofensiva teria como objetivo alvos militares iranianos, evitando instalações nucleares e de petróleo, o que poderia desencadear um conflito de maiores proporções, de acordo com autoridades americanas.
Resposta calibrada para evitar escalada
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que a intenção de Israel é realizar uma ação militar “calibrada” para evitar uma guerra total com o Irã. O ataque, com alvos limitados e focado em evitar uma escalada maior, foi discutido em uma conversa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA, Joe Biden, na semana passada.
A decisão de focar em alvos militares, e não em estruturas mais sensíveis como as nucleares, aliviou preocupações dentro do governo americano, que tenta evitar um conflito de larga escala no Oriente Médio. Desde o ataque de mísseis, as tensões entre Israel e o Irã aumentaram, especialmente por conta do envolvimento de grupos armados aliados de Teerã, como o Hezbollah.
Joe Biden e Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/Miriam Alster/G1)
Temor de guerra entre Israel e Irã
O governo israelense teme que uma retaliação mal calculada, especialmente contra instalações nucleares ou de petróleo do Irã, poderia gerar uma resposta iraniana capaz de arrastar outras potências globais para o conflito. O presidente Biden já expressou sua oposição a ataques desse tipo, que poderiam provocar uma guerra ampla na região.
Israel, no entanto, reiterou que sua resposta será “letal, precisa e surpreendente”, segundo Yoav Gallant, ministro da Defesa de Israel. O Irã, por sua vez, prometeu represálias caso seja alvo de ataques diretos, aumentando os temores de uma guerra entre os dois países.
Apesar das preocupações americanas com a instabilidade da região, Biden afirmou que apoia as ações israelenses contra alvos iranianos aliados, como o Hezbollah e o Hamas. Contudo, o presidente tem alertado para os riscos de uma escalada maior que envolva outros países no conflito.
O exército Israelense emitiu um comunicado anunciando a morte de 5 combatentes Palestinos, Abu Shuya comandante da Jidah Islâmica estava entre eles. A situação se iniciou após o país de Benjamin Netanyahu realizar um dos maiores ataques ao local em questão.
ONU se preocupa com conflito
De acordo com o Secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, a operação que Israel esta fazendo na Cisjordânia é preocupante. Nesta quinta (29), ele comentou:
Condeno veemente a perda de vidas, incluindo crianças, e peço a cessação imediata dessas operações”
António Guterres
Na ultima terça-feira, 27 de agosto, o Ministério da Saúde palestino divulgou que morreram mais de 600 pessoas, incluindo crianças. A Coordenação de Assuntos Humanitários, já sinalizou que estão realizando “operações militares perto de hospitais“, e nota-se que “há danos graves em diversos locais“.
Ocupação
Os Israelenses ocuparam o território palestino em 1967 e, desde então, vêm expandindo seus assentamentos, que são ilegais pela lei internacional. Esses confrontos estão crescendo desde quando se iniciou a guerra na faixa de Gaza.
Nas ultimas semanas o Exército Israelita divulgou a morte de 12 indivíduos considerados terroristas quando se teve a primeira operação em Jenin e Tulkarem, que se localizam ao norte da Margem Ocidental. Como descrito pelos militares, foram plantados explosivos para efetuar a eliminação. Israel Kats, o ministro das relações exteriores em sua conta no “X” disse:
Devemos lidar com a ameaça assim como lidamos com a infraestrutura terrorista em Gaza,incluindo a evacuação temporária de residentes palestinos e quaisquer medidas que sejam necessárias. Esta é uma guerra em todos os aspectos, e devemos vencê-la.”
Israel Katz antes de uma reunião em Jerusalém (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)
Para Israel, as operações seriam necessárias para desestabilizar o Hamas, evitando ataques aos Israelenses. Desde os 11 meses em que se iniciou este embate, já morreram mais de 40 mil palestinos e ainda se tem 100 pessoas sequestradas de Israel.
Nesta segunda-feira (24), dois ataques aéreos israelenses mataram cerca de 11 palestinos em Gaza. Os ataques ocorreram em Rafah, no sul do enclave. Os palestinos que foram mortos esperavam por suprimentos de ajuda, segundo os médicos.
Os bombardeios atingiram locais onde a população palestina buscava itens de auxílio. Um dos ataques atingiu um ponto de distribuição de alimentos na cidade de Gaza, perto do histórico campo de refugiados de Shati, matando três pessoas. O outro ataque aconteceu perto da cidade de Bani Suhaila, no sul da Faixa de Gaza, onde oito pessoas morreram, incluindo guardas que acompanhavam os caminhões de assistência.
Palestinos deslocados buscaram refúgio seguro em Khan Younis, distrito de al-Mawasi, a oeste de Rafah, ao sul de Gaza em 22 de junho de 2024 (Foto: Reprodução/ Ahmad Salem/Getty Images Embed)
O que dizem as autoridades de Israel
Israel não comentou sobre os bombardeios e negou ataques contra iniciativas de ajuda humanitária, sugerindo que os militares causam danos aos civis ao operarem entre eles.
Quanto ao ataque aéreo em uma clínica médica na cidade de Gaza que resultou na morte do diretor do Departamento de Ambulâncias e Emergências de Gaza, o comunicado oficial afirmou que o exército israelense visava Mohammad Salah, responsável, segundo eles, pelo desenvolvimento de armamentos do Hamas.
É importante destacar que muitos profissionais de saúde foram mortos durante o conflito. O número de profissionais médicos mortos por disparos israelenses desde o início dos combates em 7 de outubro atingiu 500, incluindo o assassinato de Hani al-Jaafarawi, segundo o Ministério da Saúde.
Tanques israelenses avançam em Rafah
Em Rafah, cidade palestina situada no sul da Faixa de Gaza, o exército israelense já domina as partes leste, sul e central da cidade e continua sua incursão nas áreas oeste e norte. O relato é dos residentes que descrevem combates intensos na região.
Trégua na guerra Israel x Palestina
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou que continua comprometido com um acordo de cessar-fogo e um acordo de reféns proposto pelo presidente dos Estados Unidos em maio deste ano.
“Estamos comprometidos com a proposta israelense que o Presidente Biden acolheu. Nossa posição não mudou. Em segundo lugar, o que não contradiz o primeiro, não vamos encerrar a guerra até eliminar o Hamas”, disse Netanyahu.
A guerra entre Israel e Palestina se arrasta há oito meses sem perspectiva de acordo de paz. Apesar das mediações internacionais, um acordo de trégua ainda parece distante. Para o Hamas, o acordo de paz deve pôr fim à guerra, enquanto Israel concorda apenas com pausas no confronto até erradicar o grupo terrorista palestino.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, dispensou o gabinete de guerra após a renúncia do cargo do ex-general centrista, Benny Gantz. O ex-general, que era considerado o menos radical do gabinete, acusou o Netanyahu de não possuir uma estratégia de guerra eficaz, que suas motivações estão inclinadas a posições pessoais e não para os interesses do país.
Segundo o “New York Times”, o cancelamento do gabinete já era esperado desde a saída de Gantz do governo, divulgado no domingo (9). Espera-se, agora, que o primeiro-ministro mantenha suas consultas sobre a guerra com um grupo de ministros, que inclui o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o ministro dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, que também fazia parte do gabinete de guerra.
Benjamin Netanyahu em seu gabinete no dia 19 de abril (Foto: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)
Exigências dos aliados
Alguns aliados nacionalistas-religiosos, como o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, estavam pressionando Netanyahu para serem incluídos no gabinete de guerra. Esta ação teria intensificado as tensões com parceiros internacionais, o que inclui os Estados Unidos.
Ben-Gvir, o ministro mais radical do governo de Benjamin Netanyahu e líder de um partido da extrema direita, ameaçou deixar o governo caso o primeiro-ministro não invadisse Rafah no início do ano. Netanyahu apenas conseguiu formar governo com a ajuda de Ben-Gvir, que é um grande defensor das incursões e bombardeios na Faixa de Gaza.
Imagem do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir (Foto: reprodução/Instagram/@islami.soylemm)
Renúncia de Gantz
Benny Gantz, rival político de Netanyahu, ingressou ao governo como uma demonstração de unidade em decorrente ao ataque do Hamas, que ocorreu no dia 7 de outubro de 2023, no Sul de Israel. Ele renunciou o seu cargo no início deste mês, após pontuar a sua frustração com a forma como Netanyahu estava lidando com a guerra.
Os críticos denunciam que a tomada de decisões do primeiro-ministro durante a guerra, teve grande influência dos ultranacionalistas do governo que se opõem a um acordo de cessar-fogo em troca da libertação dos reféns. Apenas manifestaram apoio à “migração voluntária” de palestinos da Faixa de Gaza e à reocupação do território.
Benny Gantz, ministro do gabinete de guerra de Netanyahu, renunciou ao cargo neste domingo (09), apenas um dia após operação de resgate de reféns comandado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI). A operação conseguiu resgatar quatro reféns israelenses na cidade de Nuseirat, localizada na região central da Faixa de Gaza. Apesar de bem sucedida, a operação causou a morte de três outros reféns do Hamas. Segundo o grupo terrorista, um deles era cidadão norte-americano.
A saída de Gantz
O Gabinete de Guerra instaurado durante o governo de emergência de Benjamin Netanyahu era composto pelo próprio primeiro-ministro, pelo ministro da defesa Yoav Gallant e por Benny Gantz, um ex-comandante das Forças Armadas de Israel.
Gantz fez uma coletiva de imprensa para anunciar sua renúncia do cargo e fez declarações duras contra o governo. “Netanyahu está nos impedindo de avançar rumo a uma verdadeira vitória. É por isso que estamos deixando o governo de emergência hoje, com o coração pesado, mas com plena confiança”, disse Gantz. Ele também acusou o governo de estar procrastinando e hesitando em decisões estratégicas por causa de considerações políticas.
O ministro Benny Gantz anuncia sua renúncia por desacordos com o governo de Netanyahu (Foto: reprodução/Jack Guez/Getty Images embed)
A saída de Gantz havia sido ameaçada por ele antes, quando Gantz declarou que seu partido de centro-direita, o União Nacional, abandonaria o governo se um plano de resgate e para futuras ações contra o Hamas não fosse concretizado. Na época, o primeiro-ministro Netanyahu pediu que Gantz não deixasse o cargo, afirmando que deveriam permanecer unidos. Discurso este repetido por Netanyahu em resposta à renúncia de Gantz: “Israel está em uma guerra existencial em várias frentes. Benny, agora não é hora de abandonar a luta, é hora de unir forças.”
Pressão política ao governo de Netanyahu
Israel sofre pressão internacional devido às ações tomadas pelo governo em relação às ofensivas em Rafah, cidade ao sul da Faixa de Gaza que abriga milhares de palestinos refugiados. A invasão da cidade pelas forças israelenses forçou o deslocamento em massa dos refugiados, que tinham Rafah como o último asilo para escapar dos conflitos entre Israel e o Hamas.
A operação de resgate foi conduzida no sábado (08) pelo Exército de Israel. O resultado foi 247 palestinos mortos e 698 feridos, alguns em estado grave. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo grupo Hamas. No final de maio, um bombardeio israelense incendiou um acampamento de refugiados que matou 45 palestinos.
As operações conduzidas em Rafah deixaram destruição e vários refugiados feridos e mortos (Foto: reprodução/Eyad Baba/Getty Images embed)
Durante as negociações de um cessar-fogo para resgate de reféns, Benny Gantz apoiou o acordo apresentado pelo presidente americano Joe Biden, que juntamente com o Egito e o Catar, trabalham como intermediadores entre o governo israelense e o Hamas. Gantz expressou seu desejo de que o primeiro-ministro demonstrasse coragem para apoiar Biden e fizesse de tudo para que o acordo avançasse.
Netanyahu sofre pressão política interna por sua reeleição, o que o faz rejeitar os acordos de cessar-fogo apresentados. O intuito do governo atual é realizar mais ações militares em Gaza para garantir uma “vitória total” contra o Hamas.
Após o presidente norte-americano, Joe Biden anunciar o novo acordo de cessar-fogo em Gaza, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, confirmou nesta sexta-feira (31), que autorizou a proposta para encerrar o conflito, porém ele afirma que o conflito realmente acabaria somente com a ‘’eliminação’’ militar e política do Grupo Hamas.
Comunicado de Netanyahu
Em comunicado para seu gabinete, Netanyahu afirmou que nesse momento o governo busca uma forma de liberarem os reféns o mais rápido por possível, assim explicando a negociação de cessar-fogo no momento
“O governo israelense está unido pelo desejo de conseguir o retorno de nossos reféns o mais cedo possível e está trabalhando para atingir esse objetivo”, comentou o primeiro-ministro.
Netanyahu visita soldados em Gaza (Foto: reprodução/X/Benjamin Netanyahu)
“O primeiro-ministro autorizou a equipe negociadora a apresentar um projeto para alcançar esse objetivo, ao mesmo tempo em que insiste que a guerra não terminará até que todos os objetivos sejam alcançados, incluindo o retorno de todos os nossos reféns e a eliminação das capacidades militares e governamentais do Hamas”, continuou Netanyahu.
Plano de Biden
Em pronunciamento na casa branca, Joe Biden apresentou a proposta para encerrar o conflito, que consistirá em três fases, a primeira etapa prevê um cessar-fogo que duraria seis semanas, onde ocorrerá uma retirada das forças israelenses de áreas povoadas do território palestino.
Durante o período de um mês e meio, começariam as negociações para iniciar à segunda fase, que buscaria o fim dos combates em conjunto a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, em adição da libertação de mulheres e crianças, com a possibilidade de o cessar-fogo durar mais tempo se as negociações continuarem. A terceira e última fase buscaria a libertação de todos os reféns que estão em Gaza.
Joe Biden em entrevista (Foto: reprodução/AP Photo/Matt Rourke)
Resposta do Hamas
Durante o pronunciamento, o Presidente dos Estados Unidos pediu para que o Hamas, aceitasse o acordo. “É hora de esta guerra acabar”, comentou Biden. “Não podemos deixar passar esta oportunidade”, continuou.
Algumas horas depois, o Grupo revelou em um comunicado em que está avaliando a proposta de cessar-fogo de maneira positiva.
A agência de notícias Associated Press (AP) teve seus equipamentos de câmera de gravação confiscados, nesta terça-feira (21), por autoridades israelenses. O motivo, segundo as autoridades, é por violação da lei ao transmitir informações ao vivo para a rede de televisão Al Jazeera.
Os equipamentos foram devolvidos à AP ainda no mesmo dia, após determinação do Ministério de Comunicações do país.
Emissora fechada
Em abril, o Estado de Israel determinou o fechamento de todos os escritórios locais da rede de notícias estrangeira Al Jazeera, abrindo espaço para uma disputa entre a emissora e o governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense.
Junto à proibição de operar no país, a Al Jazeera também teve seu equipamento de trabalho confiscado pelas autoridades, assim como o impedimento de transmissão e o bloqueio de seus websites.
A Al Jazeera debutou o tenso marco de ser a primeira emissora retirada do ar pelo governo israelense.
A emissora foi removida do ar dos principais serviços de streaming logo após a medida de censura.
Na época do ocorrido a emissora se manifestou:
“A supressão contínua de Israel à imprensa livre, vista como um esforço para esconder suas ações na Faixa de Gaza, viola o direito internacional e humanitário.”
Além da AP, a Reuters também fornece transmissão ao vivo de Gaza para diversas emissoras e similares, inclusive a Al Jazeera, que criticou a medida e classificou a acusação de ser uma ameaça nacional como uma “mentira perigosa e ridícula”.
Interligados
Pelo bloqueio da Al Jazeera no país, qualquer transmissão em sua função se tornou uma violação da legislação aprovada em abril, que dá permissão ao governo israelense para a retirada de emissoras estrangeiras, interrompendo por tempo indeterminado suas operações para, segundo eles, garantir a segurança nacional.
O Ministério de Comunicações de Israel afirmou em um comunicado que a apreensão temporária dos equipamentos da AP em Sderot foi ligada ao fato do fornecimento de material para a Al Jazeera, detalhando que a Associated Press foi notificada na semana passada sobre a proibição de contribuir para a imprensa Jazeera.
No comunicado, o Ministério afirmou que a câmera confiscada transmitia ilegalmente o norte da Faixa de Gaza ao vivo para a Al Jazeera, inclusive suas atividades de forças de defesa de Israel, o que colocava em risco os combatentes.
Repercussão e movimentações
A Casa Branca se manifestou quanto ao ocorrido, evidenciando sua preocupação quanto ao incidente. Karine Jean-Pierre, a secretária de imprensa, disse que a Casa Branca analisaria a situação e que acredita existir o direito de um jornalista realizar o seu trabalho.
A Associated Press (AP), em nota, também deu seu parecer, afirmando que recebeu a ordem de desligar uma transmissão ao vivo que mostrava uma vista da Gaza a partir da cidade de Sderot, em Israel, dizendo que não se baseava no conteúdo, mas sim pautado nos uso abusivo do governo israelense da lei que permite a proibição de emissoras estrangeiras no país.
A AP afirmou que recebeu uma ordem verbal, em 16 de maio, para encerrar a transmissão, mas no entanto, as recusou a cumpri-la. A agência de notícias não evidenciou seus motivos.
“A Associated Press condena com veemência as ações do governo israelense de encerrar nossa transmissão ao vivo, mostrando uma visão da Faixa de Gaza, e apreender o equipamento da AP”, afirmou Lauren Easton, representante da AP.
A agência ainda afirmou que cumpriu com a censura militar empregada pelo governo israelense quanto a transmissão de detalhes específicos, como as movimentações das tropas e que as filmagens ao vivo geralmente mostravam a fumaça sobre Gaza.
O governo dos Estados Unidos aprovou o envio de um pacote de armas no valor de US$ 1 bilhão para Israel. Essa medida ocorre em meio a crescentes tensões no conflito entre Israel e o grupo Hamas, na Faixa de Gaza, e menos de uma semana após o presidente Joe Biden indicar a possibilidade de suspender o fornecimento de armas ao aliado israelense.
Segundo informações de autoridades americanas à agência Reuters, o pacote de armamentos inclui projéteis de tanque, morteiros e veículos táticos blindados, sendo elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA.
Os detalhes sobre o envio de armas foram discutidos em alto nível, envolvendo presidentes e membros dos Comitês de Relações Exteriores do Senado e dos Assuntos Exteriores da Câmara. Isso ocorreu em meio a uma discordância sobre a operação israelense em Rafah, cidade ao sul da Faixa de Gaza, que abriga mais de 1 milhão de palestinos refugiados dos conflitos entre Israel e o Hamas.
“Somos nós ou os monstros do Hamas” disse Netanyahu no Memorial Day (Foto: reprodução/Instagram/Shalev Shalom)
Restrições ao fornecimento de armas
As tensões aumentaram após declarações de Biden no dia 8 de maio, quando ele indicou que interromperia o fornecimento de artilharia e outras armas a Israel caso o país lançasse uma grande ofensiva contra Rafah. O presidente dos EUA enfatizou que não forneceria armas utilizadas em ataques contra o Hamas, especialmente se Israel visasse centros populacionais.
Biden deixou claro a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e ao gabinete de guerra, que os Estados Unidos não apoiariam ataques a áreas civis. No entanto, ele ressaltou que isso não significava um afastamento da segurança de Israel, mas sim uma limitação da capacidade de Israel de travar guerra nessas áreas.
Tensões
Inicialmente, houve uma interrupção no envio de armas, incluindo bombas de diferentes tamanhos, mas não foi tomada uma decisão definitiva sobre como proceder. Essas declarações e ações destacam a tensão crescente entre os EUA e Israel sobre as operações militares em Gaza e a proteção de civis palestinos.
O posicionamento de Biden tenta equilibrar o apoio tradicional dos EUA a Israel com uma crescente preocupação com os direitos humanos e a proteção de civis em conflitos armados, um tema que tem sido cada vez mais debatido internacionalmente.
Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), disse em entrevista nesta quinta-feira (9), que os militares israelenses possuem as armas necessárias para realizarem as missões que estão planejando em Gaza. Hagari foi questionado sobre a prontidão dos soldados para uma batalha em Rafah após a declaração feita por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, sobre a suspensão do envio de armas a Israel.
A decisão de Biden
Após a região de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza ter se tornado alvo de uma operação militar na terça-feira (7), Joe Biden decidiu suspender o envio de uma remessa de bombas para Israel. O presidente dos Estados Unidos teme que, com o envio das armas, haja uma ação em larga escala na cidade palestina. De acordo com os jornais norte americanos, a escolha de Biden ocorreu após Netanyahu, primeiro ministro de Israel, não responder “às preocupações” da capital estadunidense sobre a cidade que abriga 1,4 milhão de palestinos.
Escombros em Rafah (Foto: reprodução/Getty Images embed)
Em entrevista à CNN, Biden afirmou que deixou claro a Netanyahu e ao Gabinete de guerra que eles não terão o apoio dos Estados Unidos caso entrem nos centros populacionais da região de Gaza. “Civis têm sido mortos em Gaza em consequências dessas bombas“, disse o presidente. O secretário de defesa do estado norte-americano reforçou o recado a Israel em uma audiência no Senado.
Israel está pronto para ficar sozinho
Os gabinetes de guerra e segurança de Israel se reuniram na noite desta quinta-feira para discutir a posição de Joe Biden em interromper parte da ajuda militar que vêm fornecendo ao Estado, informa o CNN. Em entrevista, Hagari afirmou que o FDI tem as armas necessárias não só para as missões em Rafah, mas também para as demais que planejam. No entanto, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel salienta que ajuda militar fornecida a Israel pelos Estados Unidos tem sido sem precedentes durante a guerra.
Gabinete de Guerra de Israel se reúne após declaração de Joe Biden (Foto: reprodução/X/@IsraeliPM)
Benjamin Netanyahu, por sua vez, disse que Israel está pronto para ficar sozinho, se necessário, em resposta às críticas feita por Biden às ações do Estado em Rafah. “Já disse que, se precisarmos, lutaremos com lutas e dentes“, afirmou o primeiro ministro em uma mensagem ao povo israelense. Ele finaliza seu discurso relembrando a Guerra da Independência Estado e a vitória de Israel na época.