Saiba onde Collor cumpre prisão domiciliar

Vista para o mar de Maceió, piscina privativa, bar, quatro suítes e um quarto de empregada. Esse é o cenário da cobertura duplex onde o ex-presidente Fernando Collor de Mello vai cumprir prisão domiciliar a partir desta quinta-feira, primeiro de maio. A decisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a defesa apresentar mais de 130 exames médicos que atestam que Collor tem doença de Parkinson desde 2019, além de transtorno bipolar e privação crônica de sono.

O apartamento fica no sexto andar do Edifício Residencial Chateau Larousse, na Avenida Álvaro Otacílio, em uma área valorizada do bairro Jatiúca, em Maceió. O imóvel foi penhorado pela Justiça do Trabalho de Alagoas em novembro de 2024 para garantir o pagamento de uma dívida de 264 mil reais a um ex-funcionário da TV Mar, emissora ligada ao grupo de comunicação de Collor. Avaliado em nove milhões de reais, o apartamento de 600 metros quadrados tem detalhes de alto padrão que constam no processo ao qual o g1 teve acesso.

Como é dividido o apartamento

A estrutura do imóvel é dividida em dois pavimentos. No primeiro andar há varanda, sala de estar, sala de jantar, galeria, gabinete, lavabo, adega, espaço de circulação, três suítes sendo uma delas máster, além de rouparia, despensa, copa, cozinha, área de serviço e o quarto de empregada com banheiro. Uma escada leva ao andar de cima, onde ficam mais uma suíte, um espaço de estar íntimo, dois terraços  um coberto e outro descoberto, jardineiras, dois banheiros, bar e uma piscina com vista para o mar.

Apesar de todo esse luxo, o imóvel não foi declarado por Collor na campanha ao governo de Alagoas em 2022. Na eleição de 2018, no entanto, o apartamento apareceu avaliado em um milhão e oitocentos mil reais, como bem adquirido em 2006.

Sobre a penhora

A cobertura continuará penhorada até fevereiro de 2028, prazo final para o pagamento do acordo. Se houver descumprimento, o imóvel pode ser leiloado. Esta não é a única propriedade bloqueada do ex-presidente. Uma mansão em Campos do Jordão também já foi penhorada por dívida trabalhista.


Fachada do prédio onde está localizado o apartamento de Collor (Foto: reprodução/x/@g1)

Condenado a oito anos e dez meses por corrupção e outros crimes investigados na Lava Jato, Collor estava preso em cela especial desde 26 de abril. Agora, passa a cumprir pena em casa com tornozeleira eletrônica, visitas restritas a advogados e impedimento de deixar o país. Os passaportes estão suspensos.

Laerte Codonho, dono da empresa de refrigerante Dolly, é condenado por corrupção

Laerte Codonho, empresário conhecido por ser o dono da marca de refrigerantes Dolly, foi condenado por corrupção e crimes ambientais. O julgamento ocorreu em Itapecerica da Serra, São Paulo, e resultou em uma pena de 11 anos e 4 meses de reclusão, além de 4 anos e 10 meses de detenção. Ele também terá que pagar uma multa de R$ 570 mil.

Crimes cometidos

Os crimes ambientais pelos quais Codonho foi condenado aconteceram em 2016, quando ele realizou desmatamento ilegal em uma área de reserva ambiental no município de São Lourenço da Serra. A destruição da vegetação nativa causou impactos significativos na região, levando a inundações e afetando a vida dos moradores próximos. Para tentar evitar problemas com a Justiça, o empresário tentou subornar servidores públicos, buscando autorização para empreendimentos na área degradada.

Em maio de 2018, Codonho foi preso na cidade de Cotia, também em São Paulo. Após anos de processo judicial, o julgamento foi concluído nesta sexta-feira, 14 de março. Agora, ele deverá cumprir sua pena de reclusão em regime fechado, enquanto a pena de detenção será cumprida em regime semiaberto.


Laerte Codonho (Foto: reprodução/Bancada News)


Impacto causado

O caso chamou atenção não apenas pela figura pública envolvida, mas também pelo impacto ambiental causado. O desmatamento ilegal e as tentativas de suborno reforçam a complexidade do crime, que vai além dos danos ecológicos e envolve corrupção no setor público. A condenação de Codonho é vista por especialistas como um marco na luta contra crimes ambientais e na responsabilização de empresários que desrespeitam a legislação para benefício próprio.

Esse episódio reforça a importância da fiscalização ambiental e da atuação rigorosa da Justiça para coibir práticas criminosas. O desfecho do caso serve como alerta para outros empresários que buscam burlar leis ambientais em troca de lucro. Além disso, destaca a necessidade de proteção das áreas de preservação e o impacto de crimes desse tipo.

Deolane revela que foi proibida de se comunicar pelas redes sociais

Na tarde desta segunda-feira (9), Deolane Bezerra foi solta após dois sob custódia na delegacia de Recife, em Pernambuco. Minutos após a liberdade, a advogada fez uma postagem misteriosa nas redes sociais, onde aparece com a boca tampada, dando a entender que não poderá falar sobre o assunto na web. 

Com mais de 20 milhões de seguidos em sua página, a  influencer compartilhou uma foto seguida da legenda: “Carta aberta…”, onde não deu mais detalhes. Deolane cumprirá prisão domiciliar e passará a usar tornozeleira eletrônica no endereço que reside em São Paulo.

Silenciada 

Após ser liberada pela polícia, a loira fez questão de sair pela porta da frente, onde foi recebida gritos e euforias dos fãs que estavam no local. Diante do público e dos repórteres presentes, Deolane afirmou que não poderá falar sobre o caso e esbravejou que tudo não passou de uma “prisão criminosa”, alegando que as autoridades abusaram do poder e não possuíam provas para lhe condenar. 

Daniele Bezerra, irmã da ex-Fazenda, também contou que sua irmã foi silenciada e revelou que também poderá ser censurada pelos juízes. “To aqui falando mas não sei se vão me calar também. Liberaram a Deolane com prisão domiciliar e medida cautelar pra ela não poder abrir a boca, ela não pode falar, não pode aparecer na rede social, não pode nem sequer dá uma declaração pública”, disse a advogada.

Diferente da filha, a justiça não concedeu liberdade para Solange Bezerra e a matriarca da família seguirá presa na Colônia Penal Feminina do Recife. 


Deolane após ser liberada pela polícia (Vídeo: reprodução/Instagram/@diretodomiolo)


Investigação 

A influenciada foi presa devido a operação Integration, realizada pela Polícia Civil de Pernambuco. A suspeita sobre Deolane é que a empresária esteja envolvida em lavagem de dinheiro, utilizando dos jogos de azar. 

A repercussão do caso tomou conta de todo o Brasil, onde no último domingo (8), a advogada virou assunto no ‘Fantástico’ programa da Tv Globo. A assessoria jurídica de Deolane afirma que a investigação segue em segredo de Justiça.