Outono no Rio: primeiro fim de semana da estação registra temperaturas acima de 30 °C

O primeiro fim de semana de outono no Rio de Janeiro promete agradar aos cariocas que gostam de atividades ao ar livre. Nos dias 22 e 23 de março, as temperaturas devem ultrapassar 30°C, mantendo o clima quente e ensolarado. De acordo com os meteorologistas, a previsão indica que a chuva só deve aparecer na tarde de domingo.

O especialista em clima, Guilherme Borges, afirma que neste sábado o dia será ensolarado, mas com poucas nuvens e baixa probabilidade de chuva. O nível de calor pode variar entre 31°C e 32°C, podendo se aproximar de 33°C na região norte do estado. Já no domingo, a situação mudará, devido à alta oscilação dos ventos em níveis elevados da atmosfera. Ele também revelou que há maior chance de chuvas no período da tarde, mas a sensação térmica continuará alta.

Estação de Transição

O professor e meteorologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wanderson Luiz Silva, conta que o mês de outono é conhecido como a estação de transição. Portanto, é comum haver mudanças graduais no comportamento da chuva e da temperatura. Nos próximos dias, poderemos ter dias quentes, mas há também a possibilidade de frentes frias com grandes índices de chuvas fortes e temperaturas mais baixas. Em maio, a situação ficará mais intensa, pois estaremos quase às vésperas do inverno.

Embora março ainda não tenha terminado, especialistas afirmam que, a partir de segunda-feira (24), a instabilidade ganhará força, trazendo pancadas de chuva rápidas e isoladas entre o final da tarde e o começo da noite. As temperaturas seguirão elevadas, entre 32°C e 34°C, com uma ligeira diminuição apenas na quarta-feira, para 30°C a 31°C.


Previsão de chuva no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/Instagram/@prefeiturario)

Alívio para os Cariocas

 Nos últimos dias, a cidade do Rio de Janeiro entrou no nível 4 de calor pela primeira vez. Ao meio-dia, a metrópole registrou 41,3°C na estação do Inmet em Marambaia, com sensação térmica de 42°C.

Galochas: protegendo e estilizando em qualquer clima

A galocha, com seu estilo atemporal e material impermeável, é um verdadeiro aliado em todas as estações. Protegendo os pés contra as adversidades climáticas, esse calçado não só garante conforto e praticidade, mas também se destaca como um ícone de moda, adaptando-se perfeitamente a diferentes ambientes e ocasiões

A evolução das galochas desde o século XVIII

As galochas têm uma história que remonta ao século XVIII na Europa, quando foram introduzidas como calçado resistente por Hiram Hutchinson, um sapateiro americano. Inicialmente projetadas para proteger os pés de trabalhadores agrícolas e pescadores contra água e lama, esses sapatos de borracha logo evoluíram para além de sua função prática. Na década de 1960, durante o movimento mod na Grã-Bretanha, as galochas ganharam popularidade como um acessório de estilo, transformando-se em um ícone, tanto de funcionalidade quanto de moda. Hoje, encontram-se em uma variedade de cores e estampas, continuando a combinar proteção contra intempéries, com um toque de personalidade fashion.

Praticidade e estilo em qualquer estação

As galochas se tornaram populares para uso no inverno, enfrentando neve e dias chuvosos. No entanto, independentemente da estação do ano, elas são bem-vindas. Muito utilizadas em festivais de música, onde ninguém quer ficar com os pés cheios de lama, as galochas ainda permitem manter o estilo. Além de serem práticas, são confortáveis e versáteis, combinando com diferentes looks e ocasiões.



Hoje em dia, as galochas estão disponíveis em uma variedade de cores, padrões e designs, o que facilita encontrar um par que se adeque ao seu gosto pessoal. Seja para uma caminhada na cidade, um passeio no parque ou até mesmo para atividades ao ar livre, elas são uma escolha inteligente para manter seus pés secos e protegidos.



Outra vantagem das galochas é sua durabilidade. Feitas de materiais resistentes e impermeáveis, elas podem durar muitas temporadas, tornando-se um investimento econômico. Além disso, são fáceis de limpar, bastando um pano úmido para remover a sujeira. Com tantas qualidades, não é surpresa que as galochas continuem a ser um item essencial no guarda-roupa de muitas pessoas, proporcionando conforto e estilo em qualquer situação climática.

Chuva ajuda a evitar incêndios no Pantanal

A alteração no tempo tem ajudado no combate ao fogo em Corumbá no Mato Grosso do Sul. O frio é de 14 graus, o céu se encontra nublado e a chuva é fraca. Apesar das condições climáticas, esse foco de chuva tem auxiliado bastante a evitar incêndios na região próxima ao Pantanal. 

O meteorologista da região informou que o tempo permanecerá seco e a previsão é de chuva isolada e com pouca intensidade para quarta-feira (10). 

Em caso de chuva, a chuva pode amenizar ou diminuir a ocorrência de focos de calor. O mais provável para o Pantanal é o aumento da nebulosidade, a diminuição significativa das temperaturas e a possibilidade de chuva fraca, com períodos de chuviscos.

explica o meteorologista. 

De acordo com os bombeiros, a chuva tímida não destrói o solo, e nem apaga o fogo, mas impede que ele se propague. A promessa da chuva, é um alívio para aqueles que atuam há 39 dias nos dois principais focos de incêndio nas regiões do Paraguai-Mirim e da Nhecolândia no Mato Grosso do Sul. 

Aqueles que estão na linha de frente, combatendo o fogo, precisam ser orientados. É da sala de controle em Campo Grande que saem as informações que abastecem o quartel do Corpo de Bombeiros em Corumbá. São 18 militares que mantêm uma vigilância permanente sobre elas, 24 horas por dia. As imagens de satélite permitem analisar a previsão do tempo, a velocidade do vento e os focos de calor.

“Quando percebemos um incêndio, acionamos as guarnições que estão distribuídas, tanto nas unidades operacionais quanto nas bases avançadas. Dessa forma, temos o máximo de informações, como coordenadas geográficas e como está o andamento daquele evento”, explica Tatiane Inoue, do Corpo de Bombeiros de MS.

O espaço das Forças de Segurança do estado começou a ser usado para monitorar o Pantanal devido à gravidade dos incêndios.

Aqui está o planejamento de toda a estrutura distribuída pelo Pantanal. Desde a manutenção de equipamentos até o custeio de novos materiais

explica Tatiane Inoue.

Corpo de Bombeiros trabalhando contra o fogo — (Foto: Reprodução/Bruno Rezende/Comunicação Governo de MS)

Pantanal sob ameaça

Os estudos do Cemtec e da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação) mostram que, no Pantanal, o risco de incêndio está entre o “moderado” e o “extremo”, sendo o mais crítico nas regiões norte, noroeste e nordeste.

Os trabalhos de combate aos focos de incêndio são realizados por meio de terra, água e ar, tanto no combate quanto na prevenção. As equipes do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul atuam na região desde 2 de abril de 2024 e, desde então, já foram empregados 446 militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais.

As ministras Marina Silva e Simone Tebet estiveram presentes em Corumbá no dia 28 de junho para uma reunião técnica com o governador do Estado, Eduardo Riedel, para discutir a situação no bioma.

Ao final da apresentação técnica, o governador solicitou às ministras um projeto de 50 milhões de reais para o combate aos incêndios.

Os governos estaduais determinaram a proibição total do uso de fogo até o final do ano, inclusive para atividades de renovação de pastagem.


Fogo no Pantanal em 2024. — (Foto: Reprodução/João Paulo Gonçalves/Comunicação Governo de MS)

Desde janeiro até agora, o incêndio no Pantanal já destruiu 763 mil hectares.

Tour de verão de Dua Lipa inicia com chuva

A turnê “Radical Optimism”, da cantora Dua Lipa, iniciou de forma dramática: debaixo de chuva. O primeiro show desta nova tour aconteceu na última quarta-feira (5), em Berlim, na Alemanha, e para marcar o início desta nova era de concertos, o clima local fez sua contribuição para as performances da artista.

Em um tweet feito pela sua conta oficial, Dua Lipa brinca sobre esse início chuvoso ser em uma tour de verão e agradece os fãs por terem dançado na chuva com ela.


Dua Lipa nos bastidores do show de Berlim (Reprodução/X/@DUALIPA)


A turnê

A tour do terceiro álbum de estúdio da cantora já começou com tudo e não ficará só pela Alemanha. As datas marcadas e anunciadas para outros países da Europa e mais alguns da Ásia podem ser conferidas no site oficial da cantora. Os shows acontecerão de junho a dezembro, até o momento.

A lista de músicas da Radical Optimism 2024 Summer Tour conta com grandes hits da artista, como “New Rules”, “Don’t Start Now”, “Be The One”, e as mais recentes “Training Season”, “Houdini” e “Illusion”. 

A artista

Dua Lipa, além de cantora, é compositora e atriz. Em 2017, o nome de Dua explodiu juntamente com seu sucesso “New Rules”, que tem mais de 3 bilhões de acessos no Youtube. Com popularidade em ascensão, a cantora estreia com o álbum que carrega o próprio nome: “Dua Lipa”. 

Em 2020, no começo da pandemia de COVID-19, a cantora lança o “Future Nostalgia”, que obteve grande sucesso. Em 2022, o mesmo foi eleito o álbum mais ouvido da década no Spotify, com 7,5 bilhões de streams. Após 4 anos, em maio de 2024, Dua Lipa volta com o “Radical Optimism”, que estreou em #1 no “Billboard’s Top Album Sales chart”.

Em 2022, Dua Lipa veio ao Brasil para show único em São Paulo, no Distrito Anhembi, com capacidade para 20 mil pessoas. Além deste, a cantora encerrou o festival Rock In Rio como a última headline daquele ano. Foram estimadas 100 mil pessoas presentes no encerramento.

Frente fria avança pelo Brasil após 1 mês de onda de calor

Após enfrentar a quarta onda de calor do ano, as temperaturas do País devem cair nos a partir desta sexta (24), principalmente na região Centro-Sul.

Durante o próximo fim de semana, a Região Sul do Brasil experimentará temperaturas abaixo da média, com destaque para a ocorrência de geada no centro-sul do Rio Grande do Sul, assim como na região serrana do estado gaúcho e catarinense.

Causa da frente fria do fim de semana


Onda de frio no Brasil de 25 a 27 de maio de 2024 (Arte: reprodução/Climatempo)

Esta massa de ar frio é de origem polar e está se revelando como a mais intensa do ano até agora no Brasil. Além das regiões do Centro-Sul do Brasil, espera-se a ocorrência de friagem até nos estados do Acre e Rondônia.

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, as principais causas das baixas temperaturas do final de semana são as chuvas persistentes, céu nublado e atuação forte do ar polar.

São Paulo tem grandes chances de bater um recorde: o de menor temperatura de 2024 até então. Conforme dados do Climatempo, Os recordes atuais são de 14,2°C em 19 de abril, para a menor temperatura do ano, e 19,1°C em 23 de março, para a menor temperatura máxima do ano. As previsões para a capital paulista são:

  • Sábado (25/5) – 14°C/18°C
  • Domingo (26/5) – 13°C/16°C

Impacto no RS

As fortes chuvas que abalaram todo o estado do Rio Grande do Sul devem continuar. “O maior volume esperado deve ocorrer quando do deslocamento da frente fria do sul do Rio Grande do Sul para o norte do Estado. Novos transtornos, portanto, são possíveis em função da forte instabilidade que é prevista”, diz o O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O Inmet também alertou para a possibilidade de acumulados de até 100 milímetros de chuva e classificou as tempestades como alerta laranja, ou seja, “perigo”.

Fórmula 1 decide abandonar a ideia da nova cobertura para os pneus de chuva

Dias depois de testar uma nova cobertura para os pneus de chuva dos carros da Fórmula 1, visando reduzir os jatos d’água lançados pelos carros em corridas debaixo de temporais, a categoria admitiu não ter tido avanços. Com isso, a proposta será descartada e uma nova solução para o problema será analisada.

O problema da chuva

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos na Federação Internacional do Automobilismo (FIA): “sempre soubemos que havia dois fatores principais que contribuíam para a chuva de gotículas: um deles é a quantidade de água que é captada do solo pelo difuso e o outro é a roda, mesmo além do que seria prático, para ver qual seria o máximo que poderíamos alcançar com isso, ver se essa é a solução ou não”.

Ele ainda falou: “no teste anterior, (a cobertura) ficou muito, muito frágil e muito pequena. Embora elas tenham um pouco de efeito, não é significativo o suficiente. Então, voltamos à estaca zero”.


Testes da nova cobertura para os pneus de chuva (foto: reprodução/Gabriel Gavinelli)

A categoria trabalha com uma cobertura para os pneus desde o ano passado, quando os pilotos passaram a se queixar ainda mais do problema. Esta questão ganhou força depois da morre de Dilano Van ‘t Hoff, de 18 anos, que sofreu um acidente grave na etapa de Spa-Francorchamps da FRECA, que é a Fórmula Regional Europeia.

Ainda na temporada passada, a categoria já tinha testado para-lamas removíveis, com ajuda da McLaren e da Mercedes. No entanto, como apontado pelo diretor, os testes no Circuito de Silverstone, na Inglaterra, não foram satisfatórios.

Tombazis adicionou: “precisamos pensar em soluções diferentes. O que queremos evitar é uma situação como a de Spa de 2021, em que uma corrida é cancelada, ou severamente encurtada, ou severamente atrasada. As coberturas das rodas em si eram mito feias, mas se tivessem contribuído significativamente, teríamos ficado muito felizes em instalá-las”.

Qual é o motivo dos carros de Fórmula 1 criarem sprays d’água?

Os vincos nos pneus de chuva forte são maiores que os dos pneus intermediários, para chuva de baixa intensidade. Por isso, eles deslocam mais água para evitar que o carro perca o controle (aquaplane) sob a pista molhada.

Além disso, os pneus acabam criando uma “área de esguicho” ao sugarem a água para dentro do difusor, cuja pressão faz expelir ainda mais água.

A água é lançada para trás, este fenômeno acaba sendo potencializado pela aerodinâmica dos carros, no atual regulamento do efeito solo (de acordo com qual o assoalho e não mais as asas passam a gerar mais carga aerodinâmica) e pelo fluxo de ar que percorre chassi e rodas.

Aeroporto de Porto Alegre passa a ser protegido pela PF

Nesta quarta-feira (8), após saques em meio a tragédia climáticas no Rio Grande do Sul, o Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal (PF) assumiu a segurança do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

A medida foi tomada por conta das ameaças de saques feitas ao local, como ocorreu em outros pontos do estado. As operações do aeroporto estão suspensas por tempo indeterminado, por conta das fortes chuvas que alagaram boa parte do Rio Grande do Sul.

Segurança nas ruas alagadas


Porto Alegre submersa em água (Foto: reprodução/Embed from Getty Images)


Voluntários e vítimas chegaram a relatar roubo de barcos, suprimentos, casas e estabelecimentos. Várias pessoas, mesmo em localizações onde conseguem transitar sem barco, estão com medo de enfrentar as ruas. Para que o resgate às pessoas que precisam deixar suas casas seja feito de maneira segura, o COT deve as ações de patrulhamento. O grupo é especializado em situações de risco extremo, segundo a PF.

Resgates


Voluntário resgata idosa de 79 anos (Foto: reprodução/Embed from Getty Images)


Agentes da polícia federal resgataram aproximadamente duas mil pessoas desabrigadas e 600 animais nas regiões de Canoas, Porto Alegre e Eldorado do Sul na “Operação Esperança”, utilizando helicóptero, drones, equipamentos de visão noturna, motos aquáticas, botes e embarcações de resgate.

O Brasil inteiro está mobilizado para doar alimentos, roupas, calçados e principalmente água para as vítimas do fenômeno climático.

Rio Grande do Sul hoje

Os temporais causaram 100 mortes e deixaram 128 feridos, os municípios do estado estimam que pelo menos 100 mil residências foram destruídas ou danificadas, resultando em prejuízo financeiro de R$ 4,6 bilhões e trazendo preocupação para além do ápice da tragédia, mas também para a reconstrução das regiões afetadas.

A previsão do tempo para os próximos dias ainda é de chuva e muito frio, doações estão chegando, mas ainda com muita dificuldade para serem transportadas. Nos lugares em que a água baixou, já é possível ver a destruição causada.

 

 

 

 

 

Chuvas no RS: um terço da verba prometida pelo governo federal ainda não foi entregue


Durante os últimos quatro dias, o volume de chuva do Rio Grande do Sul equivale a três vezes o valor esperado para esta época do ano, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até agora, os temporais deixaram 24 mortos e cerca de 14,5 mil pessoas fora de suas casas.

Promessa

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (órgão responsável pela Defesa Civil Nacional) prometeu repassar verbas dedicadas aos municípios do Rio Grande do Sul desde o ano passado, quando um ciclone extratropical devastou o estado em setembro.

A verba prometida era de R$ 500 milhões para ações emergenciais, porém, desde setembro de 2023 até abril deste ano, somente 65% desse valor foi enviado para municípios gaúchos, totalizando R$ 325 milhões.


Chuvas no RS (Vídeo: reprodução/Youtube/UOL)

Culpa de quem?

O ministério fez um levantamento de informações a pedido da CNN e, segundo o documento, a falta de projetos pelas prefeituras é responsável pelo valor que não foi repassado.

De fato, a União é quem destina o dinheiro, entretanto, o montante só é liberado para a repassagem, caso haja sido apresentadas justificativas e documentos que demonstrem como o valor será usado.

 De todo o valor liberado, quem mais recebeu recursos foi o governo do estado. Os R$ 82 milhões foram usados para ações emergenciais como compra de água, alimentos, colchões e para desobstrução de vias.

Situação atual

O município de Santa Maria fica na Região Central do estado e foi a cidade atingida com o maior volume de chuva em todo o estado. 140 milímetros era a média esperada para o mês, entretanto, foram 436 milímetros (o triplo do normal para o mês).



A Defesa Civil divulgou mapas demonstrando quais os municípios que podem ser mais afetados pelas cheias de rios nos próximos dias e também os rios, em roxo e vermelho, que apresentam risco de enchentes.


Rio Grande do Sul anuncia calamidade pública após chuvas intensas e prejuízos

Na última quarta-feira (01), o Rio Grande do Sul anunciou que o estado entrará em situação de calamidade pública pelos temporais fortes que a região vem enfrentando desde segunda-feira (29). A declaração foi divulgada no Diário Oficial do Estado afirmando que a tragédia provocada por chuvas intensas, granizo, inundações e vendavais é classificada como desastre de nível três, quando se apresentam diversos danos. 

O decreto afirma que os episódios geraram perdas humanas, materiais e ambientais, além do comprometimento do funcionamento de instituições públicas. Ademais, o documento autoriza que os órgãos de administração pública estadual prestem auxílio a população e que os municípios podem requerer o mesmo decreto que será homologado pelo Estado.


Anúncio do decreto em redes sociais (foto: reprodução/X/@governo_rs)

Declaração do Governador

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, declarou em coletiva de imprensa que este seria o maior desastre do estado, e que as consequências já são maiores do que as ocorridas em 2023. “Infelizmente, a situação deste ano deverá ser pior que a de 2023. Veremos ainda um aumento nos níveis dos rios devido às chuvas. Então, é crucial que as pessoas se protejam e busquem abrigo em locais seguros, longe do perigo das inundações”, informou Leite. 


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Enchente ocorrida em 2023 (foto: reprodução/Getty Images Embed/Anderson Coelho)


Eduardo também expôs as dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate para ajudar as pessoas devido as condições do clima, e mostrou a importância do coletivo para enfrentar a situação.

“Nós não teremos capacidade de fazer todos os resgates, porque está muito mais disperso nesse evento climático que a gente está vivenciando. E com dificuldades, porque ali as chuvas não cessam. O estado tem tido dificuldades para acessar as localidades”.

Eduardo Leite em coletiva

O governador pediu para que os moradores de locais de riscos deixem suas casas e procurem abrigos, e que tomem cuidado com as áreas de encostas suscetíveis a deslizamentos. Ele encerra pedindo a todos que não se exponham aos locais afetados pelo temporal. 

Pedido de ajuda

Eduardo Leite chegou a protocolar um pedido de ajuda federal ao presidente Lula. Ele obteve o auxílio da Força Aérea, mas os helicópteros encontraram dificuldades no resgate pelo clima. O presidente confirmou que pretende ir ao Rio Grande do Sul ainda nesta quinta-feira (02) para prestar apoio. 

O estado ainda enfrenta o medo pela ameaça de rompimento da barragem Quatorze de Julho em Serra. Se as chuvas continuarem, o risco pode ser alto para os municípios próximos. Leite mencionou que um plano de evacuação começou a ser traçado.  

As chuvas fortes deixaram 13 mortos e 21 desaparecidos na região, onde mais de oito mil moradores tiveram que abandonar seus lares. O decreto de calamidade pública deverá prevalecer durante 180 dias a partir do dia primeiro de maio. 

Abril se despede com calor extremo e chuvas

O outono no Brasil está cada vez mais quente e o fim do mês de abril não será diferente segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. O órgão emitiu um alerta ontem (27) para ondas de calor extremo nos estados do Centro-oeste e Sudeste. O destaque é para as temperaturas altas para o domingo na cidade do Rio de Janeiro.

Onda de calor e capitais com temperaturas extremas

Até quarta-feira, os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná estão com 5° a mais das temperaturas previstas para o período. Fora dessas regiões, o calor bate recordes também com 33° em Vitória, 32° em Manaus, 31° em Teresina e Salvador. O Rio de Janeiro será a capital mais quente desse domingo com 37°.

Chuvas nos extremos do Brasil

Enquanto a área de baixa pressão não deixa a chuva se formar nessas regiões, a chuva fica nos extremos com alerta de temporais entre Alagoas e Rio Grande do Norte. A zona de convergência intertropical deixa o norte com concentração de precipitações principalmente em Belém, São Luís, Natal e Maceió.

No Sul, ela se concentra no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina com a passagem de uma frente fria. Em Passo fundo, a chuva virá mais intensa, enquanto em Porto Alegre, ela será mais espaçada.


Chuvas para o Sul e litoral do Nordeste (Foto: reprodução/sbaryam/Getty Images Embed)


Fim de abril com calor e chuva no país

O final do mês abril será marcado por grandes concentrações de calor nas regiões centrais como o Centro-oeste e Sudeste e as chuvas estarão intensas no extremo sul e no litoral do Nordeste para os próximos dias. O outono brasileiro continua com sua marca de variações de temperaturas em vários locais do país pelo tamanho continental de nosso território. Nos dois casos, os avisos do Instituto aconselham cautela aos moradores desses estados.