Cancelamento de voos torna Voepass ré de mais de 50 ações judiciais

O advogado de defesa do consumidor, Gabriel de Brito da Silva, fez um levantamento baseado no site Jusbrasil e na pesquisa de cada sentença e acórdão. O período a que se refere o estudo é de primeiro de janeiro a 18 de agosto de 2024.

Cancelamento de voos é recorde de ações judiciais

A averiguação em processos judiciais contra a Voepass, em todos os tribunais do Brasil, mostra pelos menos 55 casos de cancelamento de voos em virtude de problemas técnicos, reparos de emergência e manutenção inesperada, apenas em 2024. A antiga Passaredo esteve envolvida na tragédia ocorrida no dia 09 de agosto com uma aeronave que caiu em Vinhedo, São Paulo. Todas as 62 pessoas a bordo morreram.

Ao abrir o site Jusbrasil e digitar as palavras “passaredo” e “técnico”, obtém-se uma relação de 161 processos judiciais nos quais a empresa é ré. Os consumidores estavam pedindo ressarcimento por danos causados pelo cancelamento de voos.

Entenda o acordo de codeshare

Algumas ações têm como corrés duas outras empresas por acordos de codeshare. Nesse tipo de acordo, uma empresa aérea fica responsável pela venda das passagens e a outra se responsabiliza por toda a operação do voo.


Parceiras da Voepass, Gol e Latam (Foto: reprodução/Instagram/@voegoloficial/@latambrasil)

A Gol foi parceira da Voepass no passado e a Latam faz parceria com ela atualmente. Para os casos que foi apresentada justificativa, o cancelamento era sempre por “problemas inesperados de manutenção da aeronave”.

Brito da Silva diz ser muito comum que questões que possam prejudicar o voo, como reorganização da malha, provoquem o cancelamento de uma viagem. O que causa estranheza é um número tão representativo dos mesmos problemas em um espaço de apenas 8 meses.

O levantamento demonstra a gravidade da situação, destacando os prejuízos enfrentados tanto pelos passageiros, quanto pela empresa.

Gol e Azul anunciam compartilhamento de rotas e voos: veja as mudanças

As companhias aéreas Gol e Azul anunciaram nesta quinta-feira (23) um acordo de compartilhamento de voos para as rotas domésticas. Isso significa que caso um passageiro compre uma passagem para viajar com uma empresa, ele ainda poderia viajar no avião da outra companhia. Em meio a essas rotas, também passará a ser possível escolher quais dos programas de fidelidade o passageiro quer acumular pontos.


Azul e Gol anunciam codeshare (Vídeo: Reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Codeshare

O acordo só se aplica para as rotas domésticas exclusivas, isto é, as rotas que apenas uma das duas companhias opera. Esse acordo é conhecido no setor como “codeshare” e não inclui trechos onde as duas concorrem.

A palavra tem origem inglesa e é melhor traduzida como “compartilhamento de código” e consiste em um acordo no qual 2 ou mais companhias aéreas compartilham os mesmos voos, padrões de serviço e canais de vendas. 

Consumidores poderão desfrutar da parceria a partir do final de junho, quando as ofertas passarão a estar disponíveis nos canais de venda de ambas empresas.


Entenda parceria entre Gol e Azul (Vídeo: Reprodução/Youtube/Diário do Nordeste)

Azul e Gol

Uma das rotas mais rentáveis entre os trechos domésticos em que a Gol e Azul são concorrentes é: voo entre Congonhas – São Paulo e Santos-Dumont – Rio de Janeiro. Azul e Gol possuem aproximadamente 1500 decolagens diárias.

Abhi Shah, presidente da Azul, explica: “Esse acordo trará enormes benefícios para os clientes. As duas companhias têm uma história no desenvolvimento da aviação no país, sempre focados na excelência para o atendimento ao cliente”.

Celso Ferrer, CEO da Gol, diz: “A Gol e a Azul estiveram sempre comprometidas na expansão do mercado de aviação brasileiro. Com esse acordo, os clientes terão acesso a ainda mais opções de viagens pelo Brasil”.

O check-in continuará sendo feito nas plataformas digitais, presencialmente no balcão da companhia aérea que opera o voo ou no primeiro trecho em caso de voos com conexão.