O julgamento do rapper Sean “Diddy” Combs, preso preventivamente no Brooklyn, ganhou um novo capítulo nesta semana. Promotores federais pediram ao juiz Arun Subramanian que restrinja as declarações públicas do advogado Mark Geragos, conhecido por representar celebridades como Michael Jackson e Chris Brown.
Embora não faça parte formal da equipe de defesa de Combs, Geragos atua como conselheiro próximo. Segundo os promotores, ele teria feito comentários públicos que violam regras do tribunal e podem influenciar o júri. Eles solicitaram uma advertência formal ao advogado.
A principal crítica refere-se ao episódio do podcast 2 Angry Men, apresentado por Geragos ao lado de Harvey Levin, fundador do TMZ. No programa, o advogado detalhou aspectos do caso e alegou que vídeos anexados ao processo teriam sido editados para prejudicar o rapper.
Acusações graves
Combs é acusado de usar sua fama e influência para abusar sexualmente de mulheres, forçando-as a participar de performances sexuais sob efeito de drogas, em eventos privados conhecidos como “freak offs”.
Outro ponto central do processo envolve um vídeo de segurança de um hotel em Los Angeles, gravado em 2016, que mostra o rapper agredindo sua ex-companheira, a cantora de R&B Cassie. Ela alega ter sido vítima de anos de abuso físico, psicológico e sexual acusações que desencadearam a série de investigações contra o artista.
Julgamento em andamento
Detido no Brooklyn, P. Diddy enfrenta seu julgamento com a seleção do júri iniciada nesta segunda-feira (5). O processo pode se estender por várias semanas. Os depoimentos das vítimas estão previstos para a próxima semana.
A investigação, com um relatório de 17 páginas, aponta que o rapper liderava uma rede de negócios sustentada por coerção, violência, abuso de poder e manipulação financeira. Funcionários de confiança também estariam envolvidos nos crimes.
Se condenado, o magnata da música pode pegar até dez anos de prisão.
