Benjamin Netanyahu aumenta pressão sobre o grupo Hamas

No último domingo (30), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, em entrevista, que aumentará a pressão sobre o grupo palestino Hamas caso não libertem os reféns mantidos em Gaza. A declaração de Netanyahu ocorre após o Hamas aceitar uma proposta de cessar-fogo, mediada pelo Egito e pelo Catar, que garantiria a libertação de cinco reféns israelenses por semana. 

No entanto, Benjamin Netanyahu, conjuntamente com o governo dos EUA, fez uma contraproposta para que o grupo palestino se desarme e deixe o território. Isso foi visto, segundo declarações de Sami Abu Zuhri, autoridade do grupo palestino, como uma “receita para uma escalada sem fim na região”. 


Discurso de Benjamin Netanyahu (Vídeo: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)


Ainda segundo outra autoridade do grupo Hamas, Khalil al-Hayya, “abaixar as armas” é algo que o grupo não fará e que a proposta de cessar-fogo aceita refere-se à libertação de reféns. 

Contudo, Benjamin Netanyahu declarou que a pressão sobre o grupo é para garantir que os reféns israelenses voltem para casa. Também afirma que irá trabalhar para implementar o plano de saída voluntária de palestinos da Faixa de Gaza para outros países. 

Ataques em Gaza

No dia 14 de março (2025), o grupo palestino Hamas havia informado sobre a proposta de cessar-fogo em Gaza, no qual seriam libertos cinco reféns israelenses-americanos. Entre eles, o soldado Edan Alexander

Todavia, as negociações para a libertação não avançaram e, no dia 18 de março (2025), o exército israelense realizou ataques aéreos em Gaza, onde mais de 400 pessoas foram mortas e outras centenas ficaram feridas. No dia seguinte (19), os ataques continuaram por terra. 

Desde então, Israel tem realizado várias incursões na Faixa de Gaza, principalmente nas cidades de Khan Younis, ao sul, e Rafah, a oeste. 

Sobre os ataques, o primeiro-ministro de Israel informou estar conduzindo a libertação dos reféns “sob fogo, e, portanto, também é eficaz”. Em uma sequência de publicações nas redes sociais, Benjamin Netanyahu reforça que aumentará a pressão sobre o grupo palestino.


Discurso de Benjamin Netanyahu sobre os ataques a Gaza (Vídeo: Reprodução/X/@IsraeliPM)

Entretanto, o Crescente Vermelho Palestino, uma organização humanitária que funciona como um “braço” da Cruz Vermelha no Oriente Médio, incluindo Gaza, tem utilizado suas redes sociais para denunciar que os ataques realizados por Israel estão matando médicos, funcionários das organizações humanitárias, além de mulheres e crianças. 

Em uma de suas publicações, a organização relembra que ataques contra equipes médicas violam o direito internacional humanitário e as Convenções de Genebra. Na data de ontem (30), a própria Cruz Vermelha publicou uma homenagem aos médicos mortos pelos ataques do exército israelense. 


Publicação sobre as mortes de médicos do Crescente Vermelho Palestino (Foto: Reprodução/X/@ifrc)

Resposta do grupo Hamas 

Em resposta à ofensiva de Netanyahu a Gaza, o grupo palestino, por meio de comunicado, alertou que “toda vez que Israel tenta recuperar seus reféns à força, acaba trazendo-os em caixões”.


Discurso de Benjamin Netanyahu e resposta do grupo Hamas (Vídeo: reprodução/YouTube/@OLiberalPA)

Para o grupo Hamas, Israel deve implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo, que envolve a retirada das tropas israelenses do território de Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

Diretor palestino é agredido e preso por militares em Israel

Nesta segunda-feira (24), o diretor palestino Hamdan Ballal, que participou na direção do documentário ganhador do Oscar, “Sem Chão”, sofreu um ataque de colonos israelenses e foi detido por militares das Forças de Defesa de Israel, que atuam na Cisjordânia.

O ataque ao cineasta

O Palestino diretor do documentário vencedor do Oscar, que aborda a vivência de palestinos na região da Cisjordânia, que possui opressão e violência das forças armadas de Israel, foi vítima de um ataque, feito por colonos israelenses e em seguida foi detido por militares das Forças de Defesa de Israel.


Hamdan Ballal e seus companheiros vencedores do Oscar (Foto: reprodução/Mike Coppola/Getty Images Embed)


Os atentados ocorreram nesta segunda-feira (24), em uma região próxima ao assentamento israelense de Susya. As Forças de Defesa de Israel informaram que estão investigando o caso, porém não se aprofundaram em nenhum detalhe.

Yuval Abraham, jornalista israelense que também foi responsável pela direção do documentário, fez um relato em seu X (antigo Twitter) dizendo que Hamdan foi ferido na cabeça e na barriga, e ficou sangrando. Ele então disse que quando uma ambulância veio para socorrê-lo, os militares o retiraram do veículo, enquanto estava sendo tratado.

Colonos invadiram casas, atiraram pedras, quebraram janelas e veículos e agrediram violentamente moradores e ativistas de solidariedade. Várias pessoas ficaram feridas”, afirmou Ihab Hassan, um ativista palestino, que foi uma das testemunhas do ataque, por meio do X.

De acordo com a Associated Press, as testemunhas disseram que um grupo que tinha entre 10 e 20 colonos mascarados atacou Ballal e outros ativistas judeus, que estavam no local, com pedras e bastões, além de danificar seus carros, quebrando os vidros e furando os pneus.

As tensões da guerra

Os conflitos na Cisjordânia têm se intensificado recentemente. Mesmo após a trégua já quebrada, no início do ano, os conflitos emergiram e continuam em cenário de tensão. As forças de Israel conduzem uma grande operação na Cisjordânia, dizendo que tem como alvo grupos terroristas e extremistas. Milhares de palestinos foram forçados a deixar suas habitações em campos de refugiados, após a infraestrutura ser destruída. E pela primeira vez em mais de 20 anos, Israel enviou tanques de guerra para a cidade de Jenin, no final de janeiro.


Veículo reforçado de Israel, na Cisjordânia (Foto: reprodução/Issam Rimawi/Anadolu/Getty Images Embed)


No mês de fevereiro, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, informou que havia ordenado seus militares a realizar uma estadia mais prolongada na Cisjordânia, intensificando suas operações. Apesar de ser considerado um território palestino, a Cisjordânia é controlada pelas forças militares de israelenses, portanto impõem suas leis aos residentes palestinos e podem julgá-los por seus tribunais militares.

Hamas fará novas libertações, em acordo de cessar-fogo

Na manhã desta sexta-feira (14), o grupo Hamas informou que libertará o soldado israelense-americano Edan Alexander, de 21 anos, mantido como refém em Gaza e mais quatro corpos de cidadãos com dupla nacionalidade. Porém não revelou em qual data ou em quais condições fará esta libertação. 

Em comunicado, um dirigente do grupo informou que recebeu uma proposta de mediadores egípcios para retomar as negociações de paz.

“Ontem (quinta-feira), a delegação do Hamas recebeu uma proposta dos mediadores para retomar as negociações. De forma responsável, o movimento respondeu positivamente e entregou sua resposta nesta manhã, indicando seu acordo com a libertação do soldado israelense Edan Alexander, que possui cidadania americana, além dos corpos de outros quatro com dupla cidadania” (Comunicado do grupo Hamas)

Após o comunicado, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, postou em suas redes sociais que enquanto Israel aceita as condições para o acordo de paz, o grupo Hamas, “continua a travar uma guerra psicológica”.


Postagem do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/X/@IsraeliPM)

Acordo de Paz e cessar-fogo

O acordo de Paz e cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas inicialmente previa três fases e teve início em 19 de janeiro de 2025. As negociações foram uma força conjunta entre EUA, Egito, Qatar, Israel e dirigentes do grupo Hamas . 

Na primeira fase, com duração de seis semanas, foram libertados 33 refém israelenses e 2.000 palestinos.

A segunda fase, para retirada total dos soldados israelenses de Gaza, estava prevista para o início deste mês de março (2025). Porém, divergências entre Israel e o grupo Hamas não deram prosseguimento ao acordo de paz, até o momento do comunicado emitido pelo grupo nesta manhã. 

Na última segunda-feira (10), Israel informou que negociadores foram enviados à Doha, no Catar, para restabelecer as negociações do acordo.


Israel enviará delegação para negociar paz com o Hamas (Vídeo: reprodução/Youtube/@CNNbrasil)

Negociações entre os EUA e o grupo Hamas 

Nos últimos dias, o enviado especial dos EUA para “assuntos de reféns”, Adam Boehler, negociou a libertação do soldado israelense-americano Edan Alexander, conforme confirmou à Reuters, Taher Al-Nono, conselheiro político do Hamas.

“Várias reuniões já ocorreram em Doha, com foco na libertação de um dos prisioneiros de dupla nacionalidade. Lidamos de forma positiva e flexível, de uma forma que atende aos interesses do povo palestino” Taher Al-Nono

Em entrevistas a repórteres da Casa Branca, Steve Witkoff, enviado especial do governo americano para assuntos estratégicos no Oriente Médio, informou que a libertação de Alexander é uma “prioridade máxima para nós”. 

No último dia 02 de março (2025), Israel havia bloqueado a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Segundo o governo israelense, essa atitude foi necessária para pressionar o grupo Hamas para dar andamento ao acordo de paz. Devido a isto, o grupo palestino solicitou mediação do Egito e do Catar. 

“Haverá um inferno”, diz Donald Trump caso os reféns sejam mantidos em Gaza

O presidente Donald Trump, na data de ontem, quarta-feira (05), utilizou suas redes sociais para enviar um recado ao Hamas, quebrando um protocolo antigo de Washington de não negociar com grupos considerados terroristas pelos EUA. Trump inicia a mensagem informando que trata-se de um  “Olá ou um Adeus”, a depender das atitudes que o grupo islâmico terá daqui por diante. A postagem do presidente estadunidense é referente a situação dos reféns mantidos em Gaza e sua libertação.

Trump informa, ainda, que “um belo futuro aguarda Gaza”, porém caso o grupo Hamas não liberte os reféns, “haverá um inferno para pagar mais tarde” e que “está enviando a Israel tudo o que precisar para terminar o trabalho”. 

Segundo informações das Forças de Defesa de Israel, ao todo são 59 pessoas mantidas em cativeiro, das quais 35 estariam mortas. Cinco desses reféns são israelenses com cidadania americana. O Mossad, inteligência israelense, tem motivos para acreditar que 22 reféns ainda estão vivos e que o paradeiro de outras duas pessoas é desconhecido


Postagem do presidente Donald Trump para o Hamas (Foto: Reprodução/ Instagram/ @potus)


Contato direto entre EUA e Hamas 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, não confirmou o contato entre EUA e Hamas, porém, em entrevista informou que Adam Boehler, um enviado especial dos EUA para assuntos estratégicos “tem autoridade para falar com qualquer um”. O que vai de encontro com informações publicadas pelo site Axio de que o governo de Donald Trump tem mantido conversas secretas com o grupo islâmico para a libertação dos reféns americanos em Gaza. 


Karoline Leavitt – porta-voz da Casa Branca (Foto: Reprodução/ Andrew Harnik/ Getty Images embed)


O gabinete do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu disse estar a par das negociações e que Israel “expressou a sua opinião sobre a questão das negociações com o Hamas”. Os EUA, também,  confirmaram que Israel foi consultado.

A atitude do governo americano, em Relações Internacionais, é chamada de “Diplomacia Secreta”. Utilizada para resolver conflitos e negociações sensíveis. Acontecem sem que o grande público ou até mesmo outros governos tenham ciência disso. No caso das reuniões entre EUA e Hamas, estas teriam acontecido em Doha, no Catar, nas últimas semanas. 

Um dirigente do grupo Hamas, em condição de anonimato, também confirmou o contato e que a comunicação foi feita por diferentes canais. 

Outro enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viajaria esta semana para se encontrar com o Primeiro-Ministro do Catar e continuar com as tratativas para a libertação dos reféns em Gaza. No entanto, a reunião foi cancelada pois, segundo informações, não houve avanço nas negociações por para do Hamas.

Israel  e a suspensão de ajuda para Gaza

No último domingo (02), o governo de Israel informou que suspendeu toda ajuda humanitária para Gaza com fechamento de fronteiras. Contudo, as autoridades israelenses pontuaram que os suprimentos enviados a Gaza nos últimos meses são suficientes para um período de quatro a seis meses. 


Discurso do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu suspendendo a ajuda humanitária em Gaza ( Vídeo: reprodução/ X/ @netanyahu)

A decisão da suspensão ocorreu após o grupo Hamas rejeitar a proposta de libertação de reféns, estendendo o cessar-fogo, apresentado pelos EUA. 

Por outro lado, o grupo Hamas disse que a proposta é uma forma de “evitar a implementação do acordo de reféns e cessar-fogo e negociar a segunda fase”. O grupo informa, ainda, que interromper a ajuda humanitária é “chantagem e crime de guerra”. Sendo uma violação do acordo anterior.

Israel cessará fogo em Gaza por conta dos feriados de Ramadã e da Páscoa

Neste domingo(02), o gabinete do primeiro-ministro de Israel, comunicou que irá adotar a proposta feita pelos Estados Unidos da América, de cessar-fogo durante os feriados de Ramadã e da Páscoa. Conforme divulgado, o país do ministro Benjamin Netanyahu, isso ocorrerá apenas durante esses feriados e após a guerra continuará. A informação é de que as negociações a respeito do plano de Witkoff irão começar imediatamente, mediante a concordância do Hamas.

Acordo

Segundo o que foi divulgado a respeito dessa negociação, Israel poderia voltar aos combates após o 42° dia, se perceber que as conversas foram ineficazes, informou o país, após efetuarem a acusação de que o Hamas estaria violando a trégua. Tanto Israel quanto o Hamas vêm trocando acusações, ambos estão batendo de frente em relação as questões voltadas para a violação do acordo.


Palestinos lamentam a morte de mais dois compatriotas em meio à guerra entre Israel e Palestina (Foto: reprodução/Anadolu Abdul Hakum Abu Riash Anadolu/Getty Images Embed)


Conflito

O conflito que ocorre entre o Hamas e o país de Israel, iniciou em 2023 e se estende a um pouco mais de 1 ano, tendo em vista que a situação entre Israel e Palestina, de maneira geral, vêm acontecendo há mais de 40 anos. Esse problema começou devido à disputa pela posse de um território localizado na Palestina, sobre o qual ambos os países não chegaram a um acordo.

Cessar-fogo

No início deste ano, ocorreu um cessar-fogo entre Israel e a Palestina, aparentemente durante esse momento, houve uma troca de 33 reféns, contando com 5 tailandeses junto. O governo de Benjamin Netanyahu libertou 2 mil palestinos como parte de um esforço para encerrar a guerra, adotando um processo gradual para alcançar uma solução.

O conflito teve início em 2023, e novas negociações estão em andamento para um novo cessar-fogo

Rússia recusa tropas europeias na Ucrânia e reforça postura contra interferência ocidental

O aviso foi feito nesta terça-feira (25), pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fazendo com que a possibilidade de interferência externa no conflito aumentasse. A polêmica foi causada pela declaração de Donald Trump de que tanto ele, como Vladimir Putin, concordariam em relação à tropas de paz na Ucrânia, desde que um acordo de paz para o fim da guerra fosse assinado.

“Sim, ele aceita isso. Perguntei diretamente a ele e ele não tem problemas com isso”, disse Trump a jornalistas.

Peskov, porém, não se opôs ao presidente norte-americano, mas frisou que a posição da Rússia não se alterou. “Há uma posição sobre esse assunto que foi expresso pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov. Não tenho nada a acrescentar a isso e nada a comentar. Deixo isso sem comentários”, disse o porta-voz.


Presidente Trump assina ordens executivas em Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images Embed)


Moscou considera a presença da Otan uma provocação 

Para Moscou, qualquer presença militar ocidental na Ucrânia é considerada uma provocação aberta. Na semana passada, Lavrov advertiu que qualquer envio de tropas estrangeiras, mesmo sob bandeira neutra, seria considerada “uma ameaça direta” à soberania russa.

Os russos temem que eventual entrada de tropas europeias ou tropas de aliados dos Estados Unidos aumentem ainda mais a conflagração, arrastando a guerra para um confronto direto com o atlântico norte, que Moscou tenta evitar a todo custo.

Caminho para a paz ainda parece distante

A guerra na Ucrânia já dura mais de dois anos, e as tentativas de paz seguem emedadas em interesses políticos e estratégicos.

Enquanto os países ocidentais pressionam por negociações diplomáticas e fornecer apoio militar à Ucrânia, a Rússia se apoia na afirmação de que qualquer solução precisa respeitar suas condições.

Segundo especialistas, as declarações de Trump e a resposta russa mostram que um cessar-fogo continua muito distante de se tornar uma realidade.

O mundo, portanto, continua atento e espera por novos desdobramentos que levem a afirmações mais convincentes, além daquelas que sempre foram colocadas como betoneira em busca de um caminho para a paz.

Chefe do Hezbollah exige que tropas israelenses sejam retiradas do Líbano até 18 de fevereiro

O líder do grupo armado Hezbollah, Naim Qassem, comunicou no último domingo (16) o prazo final para a retirada de tropas israelenses do território libanês. Naim Qassem exige que até o dia 18 de fevereiro, próxima terça-feira, Israel se retire do Líbano por não haver nenhum pretexto para a presença militar no país. 


Chefe do Hezbollah exige retirada de Israel (Vídeo: Reprodução/Youtube/ CNN)

Essa não é a primeira vez que Israel recebe um prazo para se retirar do Líbano. Em novembro do ano passado, em um momento de trégua mediado por Washington, as tropas israelenses receberam 60 dias para se retirar do sul libanês. Apesar da mediação de trégua feita pela capital dos EUA no ano passado, a emissora pública de Israel disse que a presença militar de Israel a longo prazo no Líbano foi autorizada pelos EUA. 

O prazo foi estendido até o dia 18 de fevereiro deste ano, mas segundo informações da agência de notícias Reuters, os israelenses solicitaram a manutenção das tropas em cinco postos no Líbano. 

Discurso de Naim Qassem 

O discurso do secretário geral do Hezbollah foi televisionado. Qassem declarou que não há alegação para a presença militar de Israel no país e que as tropas devem estar totalmente retiradas até o dia 18. 

Caso haja presença militar no território após o prazo final, será considerada uma força de ocupação no país. Ainda que não tenha declarado explicitamente que o Hezbollah retomaria os ataques contra Israel, Naim Qassem deixou claro que a presença militar após o prazo final será tratada pelo grupo como uma ocupação. 

Durante a transmissão do comunicado foram realizados três ataques israelenses em solo libanês, no Vale de Bekaa, leste do Líbano. Militares israelenses justificaram os ataques por terem identificado atividades do Hezbollah que continham lançadores de foguete e outras armas. 

O que é o Hezbollah?

O Hezbollah é uma organização muçulmana xiita criada em 1982, em meio a guerra civil libanesa (1975-1990). O grupo nasceu como uma resistência à invasão israelense, sobretudo no território xiita, sul do Líbano. Atualmente, a organização possui influência política e militar no país e, segundo a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, é um dos grupos não estatais mais armados do mundo. 


Grupo armado “Hezbollah” (Foto: Reprodução/X/@xumas_iq)

Após a guerra civil no Líbano, o Hezbollah ficou responsável pelo monitoramento e pela contenção da invasão israelense. Isso aconteceu devido a falta de organização do próprio Exército libanês. Com uma atuação de suporte na guerra, o Hezbollah ganhou prestígio com os libaneses. O grupo é considerado uma organização terrorista por alguns países do Ocidente como os EUA, Canadá, União Europeia e Reino Unido. 



Palestinos retornam para o norte da Faixa de Gaza 

Milhares de palestinos deslocados pelo conflito entre Israel e o Hamas começaram a voltar para o norte de Gaza na manhã desta segunda-feira (27). A volta foi possível depois da liberação de Israel. O desbloqueio das vias foi anunciado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no domingo (26), em uma publicação na rede social X. 

A decisão ocorreu após um acordo entre o país e o Hamas. O grupo concordou em liberar a israelense Arbel Yehud e mais outras duas reféns até sexta-feira (31). Antes do entendimento, ambos os lados se acusavam de violar as tréguas e o primeiro-ministro se recusava a liberar os pontos da travessia. 

Famílias palestinas voltam para a Cidade de Gaza 

A agência de notícias Reuters registrou imagens de milhares de famílias palestinas na travessia para o norte de Gaza. Nas imagens, foi possível observar os palestinos sendo transportados por carros, caminhões e carroças, além de alguns que estavam a pé. As carroças continham colchões, alimentos e tendas que serviram de abrigo por mais de um ano.


Palestinos retornam para Gaza (Vídeo: Reprodução/Youtube/ CNN Brasil)

Apesar do clima de tensão por conta dos conflitos entre Israel e o Hamas, o retorno foi comemorado pelas famílias, que se abraçaram e tiraram fotos. Segundo testemunhas da Reuters, o primeiro ponto da travessia foi liberado às 7h do horário local (2h no horário de Brasília). Os primeiros palestinos chegaram à cidade nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira.

15 meses de conflito

A guerra entre o Hamas e Israel começou em outubro de 2023 após um ataque surpresa do grupo que resultou em 1,2 mil pessoas mortas e 251 pessoas tomadas como reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva contra o Hamas em Gaza, que neste momento está em ruínas. 

No total, mais de 46 mil palestinos foram mortos durante as operações dos militares israelenses, segundo o ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. De acordo com um estudo realizado pela ONU em novembro de 2024, 70% dos mortos são mulheres e crianças. Em relação à infraestrutura de Gaza, a ONU afirmou que 68% das estradas foram danificadas ou destruídas e que 50% dos hospitais estão fechados ou funcionam parcialmente. 

Vladimir Putin afirma que guerra não teria eclodido sobre a presidência de Trump

Durante uma entrevista à televisão estatal russa, Vladimir Putin reproduziu o discurso de Donald Trump, alegando que a guerra não teria eclodido sob sua presidência. Na entrevista, realizada na última sexta-feira, Putin afirmou que estaria pronto para discutir o conflito com Trump.

Putin elogia Trump

Ainda durante a entrevista, Putin elogiou Trump, chamando-o de um “homem inteligente e pragmático”, que está focado nos interesses dos EUA, demonstrando simpatia pelo ex-presidente dos Estados Unidos.

“Eu não poderia discordar dele que se ele tivesse sido presidente, se eles não tivessem roubado sua vitória em 2020, a crise que surgiu na Ucrânia em 2022 poderia ter sido evitada”

Vladimir Putin durante entrevista à TV estatal russa

No decorrer da entrevista, Putin mencionou que, mesmo não podendo entrar em detalhes, o presidente americano “declarou sua disposição em trabalhar em conjunto”. O líder russo também afirmou que a Rússia estava pronta para iniciar as negociações.


— Foto: Tanque de Guerra durante o conflito na Ucrânia (Reprodução/AFP/ROMAN PILIPEY/Getty Images Embed)


Por outro lado, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky rejeitou qualquer discussão sobre “a Ucrânia sem a Ucrânia”, o que demonstra que, mesmo com o tom de que a guerra começa possivelmente a apontar para um fim, ambos os lados ainda têm uma longa negociação pela frente.


Trump, por outro lado, comentou na última quarta-feira, logo em seus primeiros dias de mandato, que pretende impor ainda mais sanções à Rússia, por meio de tarifas e impostos mais rigorosos, caso o país não concorde em encerrar o conflito.

O conflito entre ambos os países, que começou em 2014 e se intensificou com a invasão da Rússia à Ucrânia em 2022 no que é chamado pelo governo russo de “Operação Militar Especial na Ucrânia” vem, desde então, trazendo consequências globais. Com o conflito aparentando chegar a um momento decisivo, isso pode ajudar a acalmar as tensões que têm alimentado aquela parte da Europa.

Coreia do Norte realiza novo teste balístico em direção ao mar do Japão

A Coreia do Norte realizou, nesta terça-feira (14) de fevereiro de 2025, um novo teste de míssil balístico em direção ao Mar do Japão. O lançamento ocorreu pela manhã horário local, a partir de uma área próxima ao mar do Japão. O lançamento acontece uma semana após o país testar um novo míssil balístico hipersônico de alcance intermediário.

O presidente interino sul-coreano promete responder

O presidente sul-coreano, Choi Sang-mok, afirmou que o país vai responder às provocações da Coreia do Norte e que os lançamentos de mísseis violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Até então, a Coreia do Norte ainda não respondeu.

O lançamento dos mísseis acontece a poucos dias da posse de Donald Trump à casa branca para sua posse como Presidente dos Estados Unidos, durante o antigo governo, de Joe Biden, os Estados Unidos e Coreia do Sul estreitaram as relações e os dois países fizeram vários exercícios militares juntos, o que deixou a Coreia do Norte irritada.


Míssil sendo lançado (Foto: reprodução/ SBT News)

Os militares sul-coreanos estão prontos para um contra-ataque

Segundo o site SBT News, mediante a provocação que ameaça a paz e a estabilidade da região, os militares sul-coreanos reforçam a vigilância na fronteira e compartilham as informações com os Estados Unidos, e dizem: “Nossos militares estão monitorando de perto os vários movimentos da Coreia do Norte sob uma sólida postura de defesa conjunta com os Estados Unidos para evitar que a Coreia do Norte calcule mal [os lançamentos], ao mesmo tempo, em que mantém a capacidade e a postura de responder de forma esmagadora a qualquer provocação”.


@bandjornalismo

A Coreia do Norte divulgou imagens do lançamento de um míssil hipersônico. O ditador do país disse que o objetivo é conter rivais. 📸 Jornal da Band 📲 Mais informações no site band.com.br #BandJornalismo

♬ som original – bandjornalismo – bandjornalismo
Reportagem sobre lançamentos de mísseis (Vídeo: reprodução/Tiktok/ @bandjornalismo)

Este é o primeiro teste de míssil balístico intercontinental realizado pela Coreia do Norte em 2025 desde que Donald Trump foi eleito, sendo o último lançamento ocorrido em dezembro de 2023. Especialistas disseram que o disparo pode ter sido uma mensagem antes da posse do magnata republicano na próxima semana.

Vale lembrar que as duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra desde o conflito na década de 1950, que terminou com um armistício em vez de um tratado de paz.