Rússia acusa Europa de estar impedindo acordo de paz com Ucrânia

Nesta quinta-feira (02), o porta-voz da Rússia, Dmitry Peskov, junto ao Presidente Vladimir Putin, entregaram um press briefing em Moscou. Nela, Dmitry Peskov falou que a histeria dos governantes europeus atrapalha as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Do mesmo modo, o presidente Vladimir Putin informou que essa histeria levava a acreditar que a Rússia pretende atacar a Otan, mas que não constava nos planos de Moscou.

Entretanto, Putin afirmou que está observando as movimentações militares da Otan e dos países europeus, e responderá a qualquer provocação à soberania da Rússia. 

Guerra entre Rússia e Ucrânia, situação atual

Após um mês e meio das negociações entre o presidente da Rússia e o presidente dos EUA no Alaska, segue um caminho longe do fim da guerra entre Ucrânia e Rússia. Ao afirmar o porta-voz da Rússia, Dmitry Peskov, que os países europeus estimulam a Ucrânia a não negociar a paz e sim continuar a guerra. Além disso, Peslov falou sobre os EUA entregarem informações à Ucrânia sobre locais de alvos de infraestrutura energética de longo alcance na Rússia. Ele minimizou, falando que não é a primeira vez que isso acontece.


Porta-voz da Rússia, Dmitry Peskov (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Contributor) 

Ademais, Dmitry Peskov comentou que a Rússia analisa o pedido da Ucrânia e é financiada por países da Europa para receber mísseis Tomahawk dos EUA. Esses mísseis têm um longo alcance, eles chegam a atacar alvos a 2.500 km. Desse modo, podem chegar os ataques no interior da Rússia. O presidente dos EUA, Donald Trump, recusou enviar esses mísseis no passado, porém, com as últimas falas, onde ele cita que a Rússia não queria um acordo de paz e que era um tigre de papel, é possível que ele envie atualmente. O porta-voz da Rússia falou que, caso isso realmente ocorra, seu país irá responder à altura aos atos.

Mais informações sobre a guerra 

Em resumo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mantém a narrativa de que a Rússia não vai recuar. O país afirma que havia uma crescente propaganda do nazismo e neonazismo na Ucrânia, e a Rússia estaria combatendo isso. E que ela quer o reconhecimento de parte do território ucraniano como parte da Rússia e que a Ucrânia não entre para a Otan. Também, a Rússia quer manter um certo domínio tanto linguístico quanto cultural sobre a Ucrânia, quase transformando o país em uma nova Rússia, ou melhor, uma antiga União Soviética. 


 Kyiv destruída por ataques russos (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Global Images Ukraine) 

No entanto, a Ucrânia solicita que as tropas da Rússia saiam do seu território e devolvam os territórios que já foram atribuídos à Rússia. A Ucrânia, também, quer uma comprovação de que a Rússia não voltaria a atacá-la, e uma compensação econômica para reconstrução do país, com líderes da Rússia assumindo a culpa da guerra e pelas mortes dos cidadãos ucranianos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, com países europeus e os EUA, tentam não ceder territórios a Rússia em um possível acordo de paz, porém os russos acreditam que a única forma é parte do território ucraniano se torne parte da Rússia.

Reino Unido autoriza Ucrânia a usar armas britânicas na Rússia

O Reino Unido autorizou a Ucrânia a utilizar armamentos britânicos em operações dentro do território russo, marcando uma nova fase no apoio militar de Londres a Kiev. Essa decisão reflete um comprometimento ainda mais profundo do governo britânico com a defesa ucraniana, em meio à escalada do conflito.

A medida foi anunciada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que reforçou a importância de apoiar a Ucrânia na resistência contra as agressões russas. No entanto, para evitar uma escalada maior do conflito, foi estabelecida a restrição ao uso de mísseis de longo alcance, os quais devem ser empregados exclusivamente em operações defensivas dentro das fronteiras ucranianas.

Gabinete militar na Rússia

Nos últimos dias, a Ucrânia divulgou imagens de uma reunião entre o presidente Volodymyr Zelensky e altos comandos militares, na qual foi anunciada a criação de um gabinete militar dentro da Rússia. O objetivo deste gabinete, segundo o chefe das Forças Armadas ucranianas, é manter a ordem e garantir a segurança dos civis nas áreas ocupadas.


 Tanques britânicos apoiam as tropas ucranianas na ofensiva em território russo (Foto: reprodução/Getty Images News/Chris McGrath/Getty Images Embed)


Desde a semana passada, as tropas ucranianas têm mantido posições na região russa de Kursk, após uma incursão surpresa. Autoridades ucranianas afirmam que já controlam 82 comunidades em uma área de aproximadamente 1,1 mil km².

Uso de tanques Challenger 2

O governo britânico confirmou que as armas fornecidas à Ucrânia, incluindo tanques Challenger 2, estão sendo utilizadas nesta operação. Esse tanque é um dos mais avançados britânicos, pesa cerca de 60 toneladas, possui blindagem reforçada contra ataques diretos e tem capacidade para transportar até quatro soldados. A confirmação do uso desses tanques em solo russo representa uma escalada significativa no apoio do Reino Unido à Ucrânia.

Enquanto isso, a Rússia divulgou vídeos mostrando a suposta captura de militares ucranianos e alegou ter retomado alguns vilarejos na região de Kursk, numa tentativa de conter o avanço ucraniano.