Fórmula 1 estuda conceder pontos até o 12º colocado no grid

Durante esta semana, está prevista uma reunião da Comissão de F1 da Federação Internacional do Automobilismo (FIA), que visa discutir uma nova possibilidade no sistema de pontuação para a categoria. A ação de mudança consiste em estender a zona de pontos até a 12ª Posição, ao invés do formato atual, top 10. A informação, é dada pelo portal de notícias, “Motorsport.com”.

O objetivo é a possibilidade de tornar as lutas pelo pelotão do meio e fundo do grid, mais compensatórias e atrativas, e também beneficiar as consistentes equipes intermediárias da F1. Para evitar que se torne uma mudança drástica, a pontuação dada às primeiras oito colocações não irão sofrer qualquer tipo de alteração, caso seja uma sugestão aprovada para a temporada 2025.

No sistema atual, o piloto detentor da volta mais rápida da corrida, ganha um ponto extra. Porém, ele deve terminar entre os dez primeiros colocados em uma prova. Se adaptando ao possível novo formato, para garantir o ponto extra, o piloto deve estar entre os 12 primeiros da corrida.


Top 10 grid do GP da China (Foto: reprodução/Instagram/@f1)

Atualmente, a F1 garante 25 pontos aos vencedores e concede até um ponto ao décimo colocado. Esse modelo, foi introduzido em 2010, antes disso, o vencedor ganhava dez pontos; o segundo oito pontos; o terceiro seis; e a última colocação a receber pontos, na época, era a oitava, que recebia apenas um ponto.

De 1991 até 2002, só os seis primeiros ganhavam pontos, porém em 2003 a F1 decidiu concretizar a primeira mudança no sistema durante a década, para responder à hegemonia de Michael Schumacher.

O campeonato de pilotos da temporada atual, liderado por Max Verstappen, mais de seis pilotos estão com a pontuação zerada. Já no campeonato de construtores, três equipes possuem zero pontos, e consequentemente, estão nas últimas posições, são elas: Williams, Alpine e Sauber.

Corrida: ortopedista esclarece mitos sobre a prática

A corrida é uma prática esportiva que vem ganhando cada vez mais adeptos, afinal, é uma atividade bastante acessível, que não exige equipamentos especiais e que pode ser praticada em qualquer lugar. Além disso, é cada vez mais fácil de encontrar eventos de corrida de rua, maratonas e grupos organizados de praticantes dessa atividade, o que estimula muitas pessoas a se aventurarem pelo esporte. Mas uma grande dúvida ainda cerca aqueles que desejam começar a correr: afinal, a corrida realmente prejudica os joelhos?

A corrida é uma atividade física de alto impacto. E como os joelhos são os principais responsáveis por absorver esse impacto, muitas pessoas acreditam que o esporte pode prejudicar a articulação. Mas não existem evidências científicas que comprovem essa informação. Na verdade, sabemos que a corrida tem um efeito protetor dos joelhos

Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Segundo o médico, quando realizada de maneira adequada, a corrida, além de auxiliar no controle do peso, ajuda a fortalecer a musculatura das pernas, o que oferece maior proteção à articulação do joelho. “O funcionamento adequado do joelho depende da ação de diversos músculos, então praticar exercícios que ajudem a fortalecer essa musculatura, como a corrida, é capaz de melhorar a função articular da região, além de ajudar a manter sua estabilidade durante o movimento e reduzir a carga sobre a articulação”, destaca. A cartilagem do joelho também se torna mais resistente devido ao impacto repetido que recebe durante a corrida. “E temos evidências de que a corrida é capaz de retardar o desgaste da articulação e prevenir doenças como artrite e artrose.

Em contrapartida, o sedentarismo, sim, é prejudicial para os joelhos, pois leva a diminuição da massa muscular com consequente perda da proteção das articulações. “O sedentarismo ainda favorece o ganho de peso, o que sobrecarrega as articulações, com um trauma repetitivo e excessivo da cartilagem, levando a sua degeneração. O sobrepeso também gera inflamação com aumento na propensão para o desenvolvimento de problemas, como artrite e artrose”, alerta o especialista, que lembra que as articulações são feitas para serem movimentadas, sofrendo um processo de atrofia e rigidez quando isso não ocorre, o que acarreta no surgimento de dores.

E quanto ao chamado joelho de corredor? O Dr. Marcos Cortelazo explica que esse é o termo popular para uma condição conhecida como Síndrome do Trato Iliotibial. E, apesar do nome, é comum entre praticantes de diversos tipos de atividade física, principalmente aquelas de maior intensidade, e não apenas corredores.

O joelho de corredor é caracterizado por uma inflamação do trato iliotibial, uma faixa de tecido fibroso que se estende do ílio, localizado na bacia, até a tíbia, um pouco abaixo do joelho. Inchaço, dor na lateral do joelho e restrição do movimento da região são sintomas da condição, que é causada pela prática inadequada ou excessiva de atividade física”, diz o ortopedista, que explica que o tratamento da síndrome inclui repouso, aplicação de gelo, uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios e infiltração com corticoides, além de cirurgia em casos mais graves.

Então, para prevenir o joelho de corredor e outras lesões como entorses, é importante adotar alguns cuidados. “Se você nunca correu, comece devagar. Durante a caminhada, aumente brevemente a velocidade do passo e, conforme você ganha condicionamento, acelere o ritmo e aumente o tempo e a frequência da corrida”, aconselha o médico. É importante ainda realizar aquecimentos antes de iniciar os exercícios e escolher um tênis adequado para a corrida. “Os tênis para corrida, no geral, são mais leves e possuem um sistema de amortecimento mais sofisticado. O calçado também deve oferecer estabilidade, possuir um tamanho adequado para seu pé e, claro, ser confortável. Além disso, deve estar de acordo com o seu tipo de pisada e o solo onde a corrida será realizada.

Quanto às pessoas que sofrem com doenças das articulações, como a artrite e a artrose, é necessário verificar com o médico sobre a possibilidade de praticar corrida. “Na maior parte desses casos, não existe uma contraindicação para a prática de corrida. Geralmente, o que impede a realização desse tipo de exercício são os sintomas e a limitação do movimento provocados pela doença. Mas, caso a pessoa consiga e haja liberação do médico, a corrida pode ser praticada sem problemas, o que, inclusive, pode ajudar a conter o avanço dessas doenças”, diz o Dr. Marcos Cortelazo, que, por fim, ressalta que, em caso de dores ao correr, é importante parar a prática e prestar atenção na evolução da dor. “Caso o incômodo não regrida espontaneamente, é fundamental buscar um ortopedista o quanto antes para passar por uma avaliação e receber o diagnóstico e o tratamento adequado”, finaliza.

FONTE: *DR. MARCOS CORTELAZO: Ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva. Graduado em medicina e pós-graduado em ortopedia e traumatologia pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o Dr. Marcos Cortelazo é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Latino-americana de Artroscopia, Joelho e Esporte (SLARD) e da Sociedade Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Medicina do Esporte (ISAKOS). Sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho e da Sociedade Brasileira de Artroscopia, o especialista integra o corpo clínico dos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Oswaldo Cruz. CRM 76316 Instagram: @dr.marcos_cortelazo

Destaques:
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Correr fortalece os músculos responsáveis por proteger a articulação do joelho, que também se torna mais resistente e estável.
* Sedentarismo é muito mais prejudicial para os joelhos do que a corrida, pois leva à diminuição da musculatura que protege a região, além de favorecer o ganho de peso.
* Aquecimento, uso de tênis específicos e prática adequada a sua capacidade física são cuidados importante para evitar lesões durante a corrida.

Lando Norris é o piloto com mais pódios sem conseguir ganhar

No último domingo (24), Lando Norris conquistou o seu 14º pódio no GP da Austrália que significou mais uma marca para o britânico da McLaren. Ele passou o Nick Heidfeld, que esteve na Fórmula 1 entre os anos de 2000 e 2011, e se tornou o piloto com mais pódios, porém sem vitórias na história da categoria.

Norris na Fórmula 1

O piloto britânico tem 24 anos e já tem muita experiência na categoria. Desde 2019 na McLaren, Norris acumula seis temporadas, 107 GPs disputados, 14 pódios e uma pole position que veio no GP da Rússia de 2021.

Porém, a primeira vitória do britânico ainda não se concretizou. No Circuito de Sochi, Norris perdeu o primeiro lugar para Lewis Hamilton ao se recusar a trocar os pneus, quando começou a chuva. A terceira conquistada neste domingo, em Melbourne, colocou o piloto no topo da lista dos pilotos com mais pódios que nunca ganharam na Fórmula 1.

Em seguida de Norris vem: Nick Heidfeld (13), Stefan Johansson (12), Chris Amon (11), Romain Grosjean (10), Jean Behra (9), Eddie Cheever (9), Luigi Villoresi (8), Andrea Di Cesaris (5).

Além do britânico, os pilotos do atual grid da F1 que chegaram ao pódio e ainda não ganharam são Lance Stroll (3), Alex Albon (2), Oscar Piastri (2) e Kevin Magnussen (1).

Resulltado do GP da Austrália

O pódio em Melbourne foi um grande resultado para a McLaren, que já havia mostrado bons tempos nos treinos e na classificação. Sem Max Verstappen e com Sergio Pérez atrás, Lando Norris encontrou menos dificuldade para ficar entre os três primeiros, ainda mais com uma ordem de equipe no início da corrida para Oscar Piastri ceder o lugar ao companheiro.


Lando Norris e Carlos Sainz no GP da Austrália (Foto: reprodução/Instagram/@landonorris)

Norris depois da terceira colocação em Albert Park ele revelou: “conseguiu me sentir e deu para gerenciar legal os pneus. Não estava esperando estar no pódio, estão estou muito feliz. É evidente que essa pista se encaixa com a gente um pouco mais, mas é outro passo na direção de Ferrari e Red Bull. Precisamos alcançar, mas está claro que estamos chegando mais perto”.

O pódio do britânico e o quarto lugar de Oscar Piastri na Austrália renderam o melhor início da McLaren em uma temporada da Fórmula 1 desde 2012. Com 55 pontos somados nessa temporada, o time superou os 14 pontos obtidos nas três primeiras corridas de 2013, quando tiveram Jenson Button na equipe.

Estreia de Oliver Bearman na F1: surpresa e apoio de Vettel

Oliver Bearman impressionou a todos durante sua estreia na Fórmula 1. O piloto, que atualmente corre em tempo integral na Fórmula 2, foi surpreendido com a notícia de que faria sua estreia na Fórmula 1, após o espanhol Carlos Sainz sofrer uma apendicectomia e ter que ficar de fora da corrida. O piloto britânico revelou que recebeu mensagens de parabéns e boa sorte antes da corrida de vários pilotos.

Sebastian Vettel foi um dos pilotos que mandaram mensagem

Entre os pilotos, ele disse que sua mensagem favorita foi a recebida de Sebastian Vettel, do qual ele afirmou ser grande fã. O piloto, que tinha apenas 5 anos durante o primeiro título de Vettel em 2010, afirmou ser fã do piloto alemão desde a infância, quando o mesmo se juntou à Ferrari em 2015, e o jovem piloto estava prestes a completar 10 anos.

Eu estava, até ele se aposentar, sempre torcendo para Seb. Então, receber uma mensagem dele foi muito especial. Saber que ele estava meio que assistindo colocou um pouco de pressão, mas foi uma pressão legal.

Oliver Bearman

O piloto agora segue em busca de uma vaga no grid em 2025. No entanto, mesmo sem uma vaga garantida, ele já teve outra oportunidade de guiar um carro da equipe. Nesta quarta-feira, foi colocado ao volante da F1-75, modelo utilizado pela equipe no ano de 2022, e deu voltas ao redor do circuito de Fiorano.


Estreante na F1 Oliver Bearman e Lewis Hamilton (Reprodução/Getty Images Embed)


O piloto foi abordado de forma surpreendente para correr em sua primeira corrida na Fórmula 1. Já no mesmo fim de semana, ele corria na Fórmula 2 pela equipe Prema, onde chegou a conquistar a pole position. No entanto, teve que abdicar da posição para poder participar na Fórmula 1 a partir do terceiro treino livre.

Agora a missão e busca por uma vaga em 2025

Agora, para 2025, sua missão não é fácil, já que na própria Ferrari os dois assentos já estão ocupados. Um deles por Lewis Hamilton e o outro assento está ocupado por Charles Leclerc, que recentemente renovou o contrato com a equipe por vários anos.