Júlia e Suyany moeram remédio antes do crime do brigadeirão, afirma namorado da “Cigana”

O namorado de Suyany Breschak, a “Cigana Esmeralda”, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa “Fantástico”, da TV Globo, exibida neste domingo (09). Suyany é suspeita de influenciar Júlia Pimenta, que está sendo investigada pela morte de Luiz Marcelo com um brigadeirão envenenado. 

Entrevista ao Fantástico 

Na entrevista ao programa da TV Globo, o namorado de Suyany, que não quis se identificar, contou que viu as suspeitas moendo um remédio que seria colocado no doce. Quando virava pó, o remédio era armazenado em saquinhos. 

Ele compartilhou que a “cigana” havia comentado sobre uma mensagem que recebeu de Júlia. “Eu vim aqui malhar e ele está lá mortinho“, dizia a mensagem enviada por Júlia para Suyany, de acordo com o entrevistado pelo Fantástico. 

O namorado disse ao Fantástico que não imaginava que Suyany seria capaz de auxiliar alguém a matar uma outra pessoa. Ele contou tudo o que presenciou à polícia para contribuir com as investigações.

Morte por Brigadeirão 

As investigações em torno da morte do administrador de imóveis Luiz Marcelo Ormond, morto por envenenamento através de um brigadeirão, continuam e a principal suspeita do crime é Júlia Pimenta, namorada de Luiz. Exames mostraram que haviam substâncias como Morfina no corpo da vítima. Júlia teria convivido com o cadáver do namorado por três dias.

De acordo com as investigações do caso, Júlia teria sido influenciada por Suyany Breschak, que se apresenta como líder espiritual e fazia sessões para Júlia. A Polícia acredita que as duas planejaram a morte de Luiz Marcelo com meses de antecedência.


Suyany Breschak e Júlia Cathermol (Foto: reprodução/TV Globo)

Cerca de três dias após a morte de Luiz Marcelo, Júlia se direcionou a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, com o carro da vítima e entregou o veículo para Suyany, como uma forma de pagamento da dívida de R$ 600 mil pelas sessões espirituais. O carro foi entregue por fim ao ex-namorado de Suyany, Victor Chaffi, que respondia em liberdade por outro crime.

Júlia também namorava outro homem e, para morar na casa de Luiz Marcelo, inventou a história de que iria trabalhar como babá. Júlia simulou a contração com uma mulher chamada Natália, que, segundo as investigações, era Suyany. 

A defesa de Suyany afirma que não vê motivação para o homicídio da vítima, e que o relacionamento de Júlia com Luiz Marcelo teria que prevalecer por muito tempo para que Suyany fosse beneficiada. Enquanto a defesa de Júlia Pimenta afirma que ainda está analisando a documentação e logo prestará um esclarecimento. 

PF pede extradição de envolvidos no 8 de janeiro que fugiram para Argentina

A Polícia Federal do Brasil enviou uma lista para o governo da Argentina, liderado por Javier Milei, contendo nomes de envolvidos nos atos antidemocráticos no dia 08 de janeiro de 2023. Essa pessoas estão sendo expostos para serem extraditados do país argentino. Nessa data, as sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Brasil foram atacadas.

Lesa Pátria


Na última quinta-feira (06), iniciou-se a segunda fase da operação “Lesa Pátria”, responsável por cumprir 208 mandados de prisões, expedidos contra os indiciados. Até o final do dia, foram 49 presos. Mas 159 pessoas continuam foragidas.

A polícia agiu em conjunto em pelo menos 18 estados e no Distrito Federal para localizá-las.

“Vamos listar todos os condenados que possivelmente estejam na Argentina e encaminhar os pedidos de extradição, tudo em articulação com o Ministério de Relações Exteriores e Supremo Tribunal Federal”, afirmou Andrei Passos Rodrigues, diretor geral da PF em entrevista concedida ao G1.

Além de procurados na Argentina, os nomes serão incluídos na rede Anfast de capturas da Ameripol, a comunidade de polícias das Américas. Aproximadamente cerca de 65 pessoas fugiram para o território argentino, tornando-o a maior rota de fuga dos foragidos.

Motivos

Os motivos das extradições, segundo os investigadores, são: descumprimento de medidas cautelares, e uma forma de se esquivar da lei brasileira, deixando o país. Alguns dos crimes investigados pela PF nessa operação envolvem golpe de Estado, dano qualificado e associação criminosa. Todos os mandatos foram abertos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).


Javier Milei, presidente da Argentina (Foto: reprodução/Matias Baglietto/Europa Press via Getty Images Embed)

A reação de Javier Milei é esperada pelas autoridades brasileiras, já que o presidente é abertamente aliado ao governo Jair Bolsonaro, maior oposição à liderança de Luís Inácio Lula da Silva, atual presidente Brasileiro. A grande questão será o caminho escolhido pelo país vizinho, se resolverá dar asilo político ou colaborar com as autoridades brasileiras. Vale lembrar que Milei tem críticas ao atual governo do Brasil, e que chegou a convidar Jair Bolsonaro para sua posse, antes mesmo de Lula.

Alexandre de Morais não poderá ser o relator do caso de ameaça à sua família

Neste sábado (1º), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarou-se impedido de ser o relator do caso de ameaças e perseguição contra membros de sua família. O processo foi dividido em duas partes, e o magistrado segue responsável pela investigação do suposto crime de tentativa de abolição do Estado democrático de Direito.

Os envolvidos

Raul Fonseca de Oliveira, fuzileiro naval, e Oliverino de Oliveira Junior foram presos na sexta-feira (31), pela Polícia Federal (PF), obedecendo a ordem de Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A dupla passou por uma audiência de custódia e permanece em prisão preventiva por determinação do ministro. Moraes justificou a necessidade da medida pois estão “inequivocamente demonstrados nos autos pelos fortes indícios de materialidade e autoria do crime“.


Entenda o caso (vídeo: reprodução/YouTube/Metrópoles)


O que diz a lei

Segundo o Código de Processo Penal, o juiz é impedido de atuar em um processo onde “ele próprio ou seu cônjuge, ou parente, consanguíneo ou afim em linha reta, ou colateral até terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito”. Por se enquadrar na situação exposta pelo artigo e seguindo o regimento interno do STF, a Secretaria Judiciária realizará um novo sorteio, nomeando um novo relator.

A investigação

As investigações revelaram o envio de e-mails à família de Moraes, com detalhes inclusive da rotina dos familiares do ministro. Os e-mails foram enviados durante um longo período, direcionados à mulher, mãe e filhas do magistrado. Portanto, além da apuração do crime de ameaça, os suspeitos poderão responder pelo crime de stalking (perseguição).

A Marinha, em nota, informou que “não se manifesta sobre processos investigatórios em curso no âmbito do Poder Judiciário” e se colocou à disposição das autoridades para fornecer demais informações, se necessárias, no andamento das investigações.

Moraes determinou que a Polícia Federal apresente um relatório em 15 dias, com o conteúdo dos celulares apreendidos com os dois suspeitos. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo.

Adolescente que matou sua família na Zona Oeste de São Paulo, revela frieza e espanto

Neste domingo (19) a Polícia Militar recebeu a ligação de um adolescente confessando ter assassinado sua família. O crime aconteceu na noite de quinta-feira (16), quando o jovem teria se desentendido com os pais, após eles terem recolhido seu celular e computador, o que teria motivado o crime.

Na sexta-feira (17), o jovem aguardou seu pai, Isac Tavares Santos (57), que era Guarda Civil Municipal de Jundaí, sair para buscar sua irmã na escola, para pegar a arma do pai com qual cometeu os assassinatos.

O crime

Segundo o depoimento prestado pelo jovem à polícia, ele teria começado a planejar o assassinato dos pais, na noite anterior. No mesmo dia, ele pegou a arma de fogo do pai, uma pistola 9 milímetros e testou o tiro no colchão.

Por volta das 13 horas, ele atira na nuca do pai, que se encontrava na cozinha. A irmã, Letícia Gomes Santos, também com 16 anos, estava no seu quarto no segundo andar e gritou após ouvir o tiro, o que fez com que o jovem subisse e atirasse em seu rosto. 

Por volta das 19 horas, Solange Aparecida Gomes (50), mãe dos jovens, chega em sua residência. Logo após ver o corpo do marido, o jovem atirou nela também. 

Apenas na noite de domingo (19), que o rapaz comunica para polícia ter matado sua família. 

A frieza e o espanto


(Foto: Reprodução/x.com/@portalbr104)

Segundo o depoimento do jovem, após assassinar o pai e a irmã, ainda almoçou normalmente e foi para academia mais tarde.

O jovem afirma que não planejava matar a irmã, mas como sabia que não conseguiria mantê-la em cativeiro, com medo dela o impedir de matar a mãe, também assassinou a menina.

No dia seguinte, o jovem ainda esfaqueou a mãe, por ainda sentir raiva.

Segundo o delegado que investiga o caso, o jovem demonstrou espanto ao saber que seria preso, o que levanta hipóteses de ele estava fora de si ou apenas confuso com fato de ser preso sendo ainda adolescente.

O garoto não demonstrou arrependimento e será investigado suas condições mentais e se agiu sozinho no crime. 

Os celulares das vítimas e do adolescente, junto do seu computador, foram recolhidos para investigação. O jovem foi levado para a Casa de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, Fundação CASA.

Jovem que assassinou a família é investigado pela Polícia Civil

Está em andamento a investigação da polícia Civil de São Paulo, para saber se o adolescente de 16 anos agiu sozinho ou se teve ajuda de terceiros para executar a própria família, na Vila Jaguara Zona Oeste de São Paulo, o crime ocorreu na última sexta-feira (17).

O adolescente ligou para a polícia no domingo (19) e confessou ter matado a família adotiva, o motivo, segundo ele, foi a proibição do uso do celular e computador, que impediu a apresentação de um trabalho escolar, o rapaz está preso na Fundação Casa (local destinado para menores infratores).


Passeio da família Gomes Santos com o filho que cometeu o crime (Reprodução/Perfil pessoal de Isac Tavares/Facebook)

Ele também informa em boletim de ocorrência que os desentendimentos com os pais eram constantes, segundo ele, na quinta-feira (16) os pais teriam proferido ofensas ao jovem o chamando de “vagabundo” e o deixaram de castigo sem os aparelhos eletrônicos.

O crime foi executado com a arma do pai, que era guarda municipal de Jundiaí-SP, o jovem confessa que sabia onde a arma era guardada e treinou os tiros em um colchão, momentos antes do crime.

O rapaz esperou o pai Isac Tavares (57) chegar e o surpreendeu na cozinha com um tiro na nuca, após ouvir o tiro a irmã Letícia Gomes (16) foi verificar a causa do barulho, que foi atingida no rosto pelo disparo, a mãe Solange Gomes (50) chegou na residência à noite, também foi morta na cozinha, ao se deparar com os corpos da filha e marido, além dos tiros, foi encontrada uma faca cravada no corpo da vítima.

Indiciado por ato infracional, homicídio, feminicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo e uso restrito de vilipêndio de cadáver, o jovem passará por testes psicológicos para avaliar sua condição mental.


Detalhes sobre o crime da família Gomes e Santos (Vídeo: reprodução/Youtube/SBTNews)

Jovem manteve a rotina após o crime

Em depoimento, o adolescente confessa que manteve sua rotina normal, após assassinar a própria família, disse que foi à academia, à padaria, e fez suas refeições ao lado dos cadáveres.

Quando decidiu se entregar para a polícia, os corpos já estavam em processo de decomposição.

Velório e enterro das vítimas

O velório da família Santos Gomes, ocorreu nesta terça-feira (21) às 07:30 e se estendeu até às 11:30, horário do enterro das vítimas, que foi realizado no cemitério da Lapa em São Paulo.

A cerimônia foi restrita para amigos e familiares das vítimas, sem o acesso da imprensa.

Saiba os principais golpes praticados via celular e como não cair neles

No portal da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) há uma lista que enumera os principais tipos de crimes cometidos por meio de celulares, os métodos de operação dos criminosos e formas de prevenção. Para maior segurança, o primeiro passo, conforme a Febraban, é baixar o aplicativo Celular Seguro, do Ministério da Justiça, um serviço que combate roubos e furtos de celulares. O segundo, é utilizar o bloqueio de tela inicial, em seguida biometria digital, biometria facial e bloqueio automático de tela.

Métodos de segurança para proteger o celular (Reprodução/GettyImages/d3sign)


Os principais tipos de golpes

Um dos mais comumente aplicados hoje em dia é o golpe do 0800. Por meio de ligações ou mensagens, os criminosos relatam algum tipo de transação suspeita no nome da pessoa, e como a vítima não reconhece a compra, precisa contactar com uma falsa central de atendimento. Dessa forma, o indivíduo é induzido a fornecer os dados do cartão ou realizar uma transação. Em caso de contato suspeito, sempre recorra aos canais oficiais do seu banco, pois não será solicitado nenhum tipo de dado, tais como senhas, tokens, dados pessoais, transferências, PIX, ou outro tipo de transação para solucionar o problema, em caso de divergências.

Hackers podem invadir seu celular e roubar dados (Reprodução/GettyImages/MoorStudio)


São diversas formas de armadilhas

Por vezes, os golpistas também gostam de passarem por agentes de empresas de marketing digital e oferecem maneiras de ganhar dinheiro fácil e rápido, realizando tarefas em redes sociais ou outras plataformas. Cuidado com o golpe. Quando a pessoa é incluída em um grupo de mensagens, realiza as primeiras missões e recebe pequenos valores como recompensa, os golpistas conseguem credibilidade com a vítima, e então que vem a segunda parte do golpe. Em seguida é exigido que a vítima faça uma transferência de certa quantia de dinheiro, na esperança de receber o valor de volta com um acréscimo significativo, porém, quando o procedimento é realizado, a pessoa é retirada do grupo de mensagens e bloqueada.

As modalidades criminosas não param por aí. Também existe a clonagem no WhatsApp. O golpe se estabelece quando o criminoso acessa o WhatsApp do usuário, e solicita dinheiro para os contatos da vítima. Isso só é possível após o golpista enviar uma mensagem pela rede social mencionada, simulando ser um funcionário de empresas, nas quais o indivíduo possui cadastro. No texto, é pedido um código enviado por SMS, e com esse código, o golpista consegue clonar o WhatsApp. Dessa forma, jamais divulgue o código de segurança do WhatsApp a terceiros, e não se esqueça de ativar a verificação de duas etapas.

Outro crime que também envolve o WhatsApp, é o golpe de engenharia social, em que o golpista usurpa de fotos da vítima, cria um perfil com um número novo, exibindo nome e foto da pessoa, e entra em contato com colegas, amigos e familiares dela para pedir dinheiro.

Criminosos aplicam golpes via celular (Reprodução/GettyImages/Kmatta)


Crimes muito recorrentes

Uma prática criminosa bastante comum é o phishing. A vítima clica em um link recebido via e-mail, mensagem ou outras formas, e é direcionada a uma página falsa, semelhante a original, e no instante em que insere seus dados pessoais e senhas, o golpista rouba essas informações. Por essa razão, jamais acesse links suspeitos ou mensagens de remetentes não oficiais.

Outro tipo de golpe se estabelece quando o criminoso finge ser um funcionário do banco, e liga tentando solucionar alguma divergência com a instituição. Em seguida, é solicitado ao cliente que instale um aplicativo por meio de um link, para solucionar a situação. Contudo, o banco não requisita que os clientes instalem nenhum tipo de aplicativo para resolver problemas.

Presidente português reconhece culpa por crimes cometidos na era colonial do Brasil

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, durante uma conversa na noite de terça-feira com correspondentes estrangeiros, destacou que Portugal é apontado como protagonista de uma série de transgressões contra escravos e indígenas durante o período colonial no Brasil. Ele não só reconheceu essa responsabilidade, mas também enfatizou a necessidade de seu país arcar com as consequências desses atos.

Rebelo de Sousa assumiu a total responsabilidade pelos crimes cometidos, incluindo os massacres de indígenas, a escravidão de milhões de africanos e o saque de bens. Além disso, ele mencionou que o governo português considera a possibilidade de reparar os danos causados pela escravidão.

Presidente português fala sobre o passado

Ressaltou o presidente português a urgência de lidar com as consequências desses atos, mencionando a ausência de punição para os culpados e a não devolução dos bens saqueados. No entanto, ele não detalhou os planos específicos para implementar essas reparações.


Presidente português admite a responsabilidade do país nos crimes coloniais, como tráfico de pessoas e massacres indígenas (Fotografia: Reprodução/Presidência da República Portuguesa/Rui Ochôa)

Um ponto significativo marca essa declaração, sendo a primeira vez que um presidente de Portugal reconhece a culpa do país nesse contexto. No entanto, Rebelo de Sousa sublinhou que, mais do que pedir desculpas, é crucial reconhecer o passado e assumir a responsabilidade por ele.

Papel de Portugal no tráfico de escravos

Nas escolas, o papel de Portugal na escravidão é pouco abordado, apesar de o país ter sido responsável pelo transporte de quase 6 milhões de africanos durante o período colonial, tendo um papel central no tráfico transatlântico de escravos. Apesar disso, Portugal tem sido discreto em discutir esses crimes.

Muitas vezes, a era colonial portuguesa é retratada como motivo de orgulho, especialmente em relação a territórios como Angola, Moçambique, Brasil, Cabo Verde e Timor Leste. No entanto, a discussão sobre o impacto negativo desse período está ganhando espaço globalmente, com movimentos que buscam reparação e justiça para as vítimas da escravidão transatlântica.

Robinho chega ao presidio e passará semana em cela isolada

Após a determinação do STJ que sua pena fosse executada o mais rápido possível nessa quinta-feira (21), o ex-jogador Robson de Souza, popularmente conhecido como Robinho, foi transferido para a 2º penitenciaria de Tremembé, localizada no interior de São Paulo, conhecida com o ‘’Presídio dos famosos”. 

Com a decisão do cumprimento da condenação da justiça, pelo crime de estrupo coletivo, ele foi levado ao presidio na madruga de sexta-feira (22), onde cumprirá a pena de 9 anos, definida pelo governo italiano. 


Robinho entrando na delegacia de Santos (Foto: reprodução Fábio Pires/TV Tribuna)

Regime de observação

Já encarcerado nesse momento, Robinho passará pelo ‘’regime de observação’’, num período de 10 a 30 dias, processo de adaptação e a realização de avaliações médicas. Durante prazo, o atleta não receberá visitas de familiares ou terá contato com outros presos. 

A cela onde o atacante se encontra em seus primeiros dias tem 8 m² com 4m de comprimento e 2m de largura, contendo uma cama, pia e um vaso sanitário. Por lá, ele fará suas refeições e outras atividades e tem momentos em que ficará isolado. Depois que as avalições do regime forem finalizadas, ele sairá do isolamento e se juntará aos outros no pavilhão comum. 

A “cadeia dos famosos”

A penitenciaria Doutor José Augusto Salgado, alcunhada de Tremembé P2, fica na região do Vale do Paraíba e abriga, atualmente, 408 presos. Ela recebe pessoas envolvidas em casos de grande porte nacional e condenados por crimes de estrupo, consideradas umas das cadeias mais controladas do país, obtendo o prêmio de “Modelo de Gestão Penitenciária” em 2003. 


Entrada da penitenciária Tremembé (Foto: reprodução/Laurene Santos/TV Vanguarda )

Tendo baixa quantidade de presos, contém, no momento, internos envolvidos em casos famosos, nomes como Gil Rugai, preso pela morte do pai e da madrasta, Cristian Cravinhos, que estava envolvido no assassinato do casal Richthofen, Lindemberg Alves, condenado por matar Eloá Pimentel. E Alexandre Nardoni, condenado pela morte da filha Isabella. 

STJ decide que Robinho deve cumprir pena de 9 anos por estupro

Nesta quarta (20), o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), formou maioria a favor do cumprimento da pena de nove anos do ex-jogador, Robinho, no Brasil, após ser condenado por estupro na Itália. O ministro Francisco Falcão, relator do caso, foi o primeiro entre 15 ministros votantes e optou pela transferência de pena.

“Entendo que não há óbice constitucional ou legal para a homologação da transferência da homologação da pena solicitada pela Justiça da Itália”, afirmou Falcão. Segundo a constituição, um brasileiro nato nunca poderá ser extraditado, ou seja, ser entregue a outro país para que possa ser processado e julgado por um crime que tenha cometido.

O crime

O estupro ocorreu em uma boate em Milão no ano de 2013, enquanto Robinho era jogador do Milan. Ele e mais quatro brasileiros foram acusados de abusar sexualmente de uma mulher albanesa.

“Por isso que eu estou rindo, eu não estou nem aí. A mina, a mina estava extremamente embriagada, não sabe nem quem que eu sou” disse o ex-jogador, seguido de detalhes explícitos do ocorrido, em áudio utilizado para comprovar a veracidade do crime pelo Ministério Público Italiano. Robinho foi condenado em três instâncias no país.

A pena


(Foto/divulgação/Rafael Luz/STJ)

O STJ não julgou novamente o crime, apenas votou a favor do cumprimento da pena no Brasil, analisando o pedido de homologação da Itália e verificando se a sentença cumpre os requisitos formais previstos no Código de Processo Civil para homologação. Depois de de um debate acalorado, foi decidido que o cumprimento da pena de nove anos deve ser imediato.

Estratégia de defesa

Robinho utilizou argumentos como o racismo para alegar que não foi ouvido no julgamento na Itália e assumiu uma relação rápida com a vítima, admitindo apenas o erro de ter traído a esposa na época, tentando uma comoção da opinião pública.

Mãe de Daniel Alves celebra decisão judicial

A mãe de Daniel Alves, Maria Lúcia Alves, expressou sua satisfação com a decisão da Justiça de Barcelona que concedeu liberdade provisória ao seu filho mediante o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros.

Os juízes determinaram que, caso a fiança seja paga, todos os passaportes de Daniel serão confiscados, e ele será obrigado a manter uma distância de pelo menos 1 km da residência do local de trabalho e de qualquer outro lugar frequentado pela vítima. Além disso, ele não poderá deixar a Espanha e deve comparecer semanalmente ao Tribunal de Barcelona, conforme exigido pela sentença.

Enquanto isso, em Juazeiro (BA), cidade natal do ex-jogador, a estátua que o homenageia foi vandalizada mais uma vez.


Jogador ainda pode receber indenização do Tesouro Espanhol, segundo o jornal La Vanguardia (Reprodução/REUTERS/Pedro Nunes)

Vandalismo em Juazeiro

Enquanto a família Alves celebra a notícia da liberdade provisória, em Juazeiro, a estátua de Daniel Alves, que se tornou um símbolo de orgulho para a comunidade, foi vandalizada mais uma vez.

Desde a condenação do jogador, a estátua foi alvo de diversos ataques, incluindo cobertura com tinta branca e danos materiais.

Os moradores da cidade têm expressado indignação nas redes sociais e pressionado a prefeitura para tomar medidas, mas as autoridades locais optaram por aguardar o desfecho do caso judicial antes de tomar qualquer ação em relação à estátua.

O caso na justiça

O ex-jogador foi condenado por um crime de agressão sexual, acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. A defesa recorreu da sentença inicial, buscando a liberdade provisória enquanto Daniel aguarda o final do julgamento.

Maria Lúcia Alves também enfrenta seu próprio processo judicial por supostamente divulgar imagens da vítima, o que viola as restrições impostas pela juíza do caso, que proibiu a identificação da denunciante em qualquer meio de comunicação.

Reação da família

Maria expressou sua gratidão nas redes sociais pela decisão da Justiça, descrevendo-a como uma “vitória”. Ela compartilhou sua fé e agradeceu a Deus pelo desfecho favorável. Enquanto isso, a defesa de Daniel Alves ainda está considerando se pagará ou não a fiança.

O jogador permanece detido no presídio de Brians 2, localizado a 40 quilômetros de Barcelona, onde possui uma residência.