Musk x Trump: empresário afirma que não se responsabiliza pelas ações do governo norte-americano

Nesta última sexta-feira (30), Elon Musk, um dos principais conselheiros de Donald Trump neste novo mandato, deixou formalmente o seu cargo no DOGE (Departamento de Eficiência Governamental). Ele já havia anunciado sua saída no dia 28 de maio, que foi apenas oficializada na sexta, em um evento na Casa Branca.

Dias antes de sua saída formal, o empresário foi entrevistado pela CBS News e expressou suas opiniões sobre o pacote orçamentário defendido por Trump no Congresso e sua decepção com outras ações do presidente.

O que Musk disse na entrevista

Ao ser questionado sobre a existência de alguma discordância com as propostas do presidente estadunidense, o bilionário afirmou que apoia grande parte das ações do governo, mas que há algumas divergências. Ainda, Musk disse não se responsabilizar “por tudo o que este governo está fazendo.”

Apesar das opiniões diferentes, o dono do comentou que estava “preso em um dilema” sobre publicar ou não suas discordâncias. Para ele, ao tornar público o que discorda, seria criado um ponto de tensão no seu relacionamento com Trump.

Além disso, o empresário considerou que as críticas à sua gestão no DOGE são “injustas” e exaltou o trabalho realizado por ele e sua equipe no departamento.


Saiba mais sobre a saída de Musk do governo Trump no podcast “Café da Manhã” (Áudio: reprodução/Spotify/Café da Manhã)

Como era o cargo do empresário na gestão Trump?

Durante as eleições de 2024, Musk se tornou um dos principais aliados e financiadores de Trump. Com o início do mandato, o empresário assumiu o cargo de assessor especial e coordenador do DOGE, com um limite de 130 dias para trabalhar. Sua responsabilidade era a de cortar gastos federais e uma de suas principais ações foi a demissão de centenas de funcionários públicos. Essa decisão recebeu inúmeras críticas e ocasionou uma série de ações judiciais, que ainda estão em andamento.

Na mesma entrevista para a CBS, Musk criticou o “grande e belo projeto de lei” orçamentário que Trump planeja implementar. Segundo ele, tal proposta “aumenta o déficit orçamentário, não apenas o reduz”, além de minar o trabalho feito até agora no DOGE.

Nesta terça-feira (3), o bilionário publicou em sua rede social X que já não “aguentava mais […] Este projeto de lei de gastos do Congresso, enorme, escandaloso e eleitoreiro, é uma abominação repugnante. Os que votaram a favor deveriam sentir vergonha: sabem que erraram. Eles sabem.


Publicação de Elon Musk em sua rede social X, antigo Twitter, sobre o projeto orçamentário de Trump (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

A saída de Musk do governo Trump ocasionou um aumento de 2% nas ações da Tesla, empresa do qual ele também é dono. Sua aproximação com o presidente e suas ações frente ao DOGE geraram protestos contra a montadora de carros, afastando consumidores e acionistas. As ações da empresa já acumulam uma queda de 11% no ano de 2025. 

Matéria por Isabela Sanches, réplica do Lorena R7

Tesla promete lançamento de modelo de carro sem motorista

O bilionário Elon Musk veio ao seu X (antigo Twitter) para confirmar o lançamento de seu novo carro, da Tesla, que não precisa de um motorista para manejar o veículo. São planejados a venda de 10 a 20 modelos do “Model Y”, começando em junho. Esse anúncio acabou impulsionando as ações da Tesla, junto com a saída de Musk do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.

A nova tecnologia da Tesla

O CEO da Tesla, Elon Musk, anunciou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (29), que ocorreram os testes do novo carro da empresa. Esse tipo de veículo tem uma grande inovação: não necessita de um motorista para dirigir o carro. Serão utilizadas as versões “Model Y”, onde essa nova tecnologia será embutida. Musk postou em seu perfil do X que os testes já haviam sido concluídos, em Austin, Texas, um mês antes do tempo previsto, e que eles foram um sucesso, sem incidentes.


Veículos Tesla sendo exibidos em uma loja (Foto: reprodução/Kevin Carter/Getty Images Embed)


Esse novo projeto da Tesla pode ser exatamente o que a empresa está precisando, já que vem sofrendo queda em suas ações, por conta da participação de Elon Musk no governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Agora que Elon anunciou que não fará mais parte da equipe de Trump, ele irá focar em como recuperar a confiança perdida na companhia.

Serão inicialmente disponibilizados de 10 a 20 modelos do novo veículo para a venda, que iniciará em junho deste ano.

A saída de Elon Musk do governo

O bilionário Elon Musk anunciou oficialmente nesta quarta-feira (28) que iria abandonar seu cargo no Departamento de Eficiência Governamental (Doge), no governo dos Estados Unidos. O motivo de sua saída foi o corte de gastos polêmicos em agências federais.


Elon Musk recebendo presente de Donald Trump no Salão Oval, na Casa Branca (Foto: reprodução/Francis Chung/Politico/Bloomberg/Getty Images Embed)


A participação de Elon no governo de Donald Trump gerou grande polêmica entre os consumidores da Tesla, que se sentiram insatisfeitos com as posições e atitudes do homem mais rico do mundo. Isso ocasionou uma queda nas ações da Tesla, que caíram 11% só neste ano. Com a saída de Musk da política, as ações já subiram em 2%, indicando um potencial de crescimento com os novos avanços no futuro.

Ações da Tesla melhoram após saída de Elon Musk do governo americano

O CEO da Tesla, Elon Musk, saiu recentemente do governo de Donald Trump, onde participava como membro do Departamento de Eficiência Governamental. Essa atitude de Musk fez as ações da Tesla serem impulsionadas, coisa que já não acontecia desde o ano passado, quando Musk decidiu apoiar oficialmente o governo de Trump. A saída de Elon também foi motivada pela vontade do empresário de investir na tecnologia dos carros de sua empresa de se locomover sem utilização de um piloto.

Melhora nas ações da Tesla

O bilionário Elon Musk, dono da Tesla, SpaceX e da rede social X (antigo Twitter), deixou, nesta quinta-feira (29), seu cargo no governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Essa ação ocorreu após o governo realizar cortes polêmicos em agências federais. Musk fazia parte do Departamento de Eficiência Governamental (Doge).


Elon Musk e Donald Trump no Salão Oval, na Casa Branca (Foto: reprodução/Francis Chung/Politico/Bloomberg/Getty Images Embed)


Essa ação do homem mais rico do mundo, fez com que as ações da Tesla subissem em 2%, algo que já não acontecia desde que se aproximou de Trump e começou a financiar sua campanha, nas eleições de 2024. Elon gastou cerca de US$300 milhões na campanha do atual presidente americano.

Essa movimentação política de Musk causou revolta e protestos de seus consumidores, o que resultou em menos investidores colocando seu dinheiro na marca, ocasionando em 11% de queda nas ações neste ano.

Com a saída de Elon Musk do governo americano, a expectativa é da Tesla conseguir se estruturar melhor e focar na criação de novas e inovadoras tecnologias, como os carros sem necessidade de um motorista.

As novidades da Tesla


Salão com modelos de Tesla sendo exibidos (Foto: reprodução/Kevin Carter/Getty Images Embed)


Logo após anunciar sua despedida do governo dos EUA, Elon Musk fez uma postagem anunciando que a Tesla está testando carros que não necessitam de um motorista para funcionar. Essa tecnologia foi experimentada em Aistin, Texas, e não tava nenhum incidente. A previsão da entrega da primeira unidade do veículo é de junho deste ano.

“The Boys” não perdoa Elon Musk e vira piada com saída do governo Trump

Com seu humor ácido e provocativo, a série “The Boys” usou as redes sociais para zombar da recente saída de Elon Musk de um conselho consultivo do governo dos Estados Unidos criado durante a gestão Trump. O personagem Profundo ironizou o episódio com uma mensagem recheada de deboche e referências marinhas, conectando a ficção da série ao cenário político real.

Profundo ironiza saída de Musk com deboche marinho

A equipe de redes sociais de The Boys, conhecida por seu humor satírico e críticas afiadas à cultura pop e à política, lançou uma postagem parodiando a recente saída de Elon Musk de um conselho consultivo do governo dos Estados Unidos, durante a gestão Donald Trump.


The Boys ironizando a saída de Elon Musk do governo Trump (Foto: reprodução/X/DiscussingFilm)

Na publicação, o personagem Profundo (The Deep) anuncia sua “saída” de um órgão fictício chamado Department of Preserving Earth (DOPE), em uma clara alusão ao Department of Government Efficiency (DOGE), criado por Musk para cortar custos da administração Trump.

O post, escrito no tom cômico típico da produção, declara: “Hoje, o Profundo encerra seu trabalho no Departamento de Preservação da Terra (DOPE). Era para ser sempre um trabalho de 6 meses, já que ele é necessário em outras missões. Ele gostaria de agradecer ao Capitão Pátria e seus irmãos polvos, esquadrão de lulas, barracudas amigas e golfinhos parceiros por confiarem a ele a oportunidade!”.

Capitão Pátria, uma sátira a Donald Trump

Na série, o Capitão Pátria funciona como uma representação caricata e satírica que remete a Donald Trump, simbolizando um super-herói com traços nacionalistas e autoritários. A menção ao Capitão Pátria e sua “equipe marinha” com polvos, lulas e barracudas reforça a ironia da postagem, conectando diretamente o universo fictício de The Boys com o cenário político real dos Estados Unidos e a saída de Elon Musk do conselho governamental.

Sátira política que extrapola as telas

Criada por Eric Kripke, The Boys é uma produção original do Amazon Prime Video que conquistou sucesso ao desconstruir a imagem idealizada dos super-heróis. Na trama, seres superpoderosos são, na verdade, figuras corrompidas pela fama e pelo dinheiro, enquanto um grupo de civis tenta expor suas falhas e derrubá-los.

A quinta e última temporada está em produção, com previsão para 2026, embora ainda não tenha uma data oficial divulgada. A série mostra que suas provocações não se limitam às telas, mantendo nas redes sociais o tom ácido que a consagrou. Suas redes sociais também atuam como palco para alfinetadas certeiras em figuras públicas e momentos políticos, como Elon Musk. Nada parece escapar do humor ácido de The Boys.

Corte dos EUA restabelece “tarifaço” de Trump e reacende embate jurídico sobre poderes presidenciais

O cenário da gerra comercial e político dos Estados Unidos voltou a ferver nesta quinta-feira (29) após o Tribunal de Apelações do Circuito Federal restabelecer as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. A medida reverte uma decisão anterior do Tribunal de Comércio Internacional (TCI), que havia determinado o bloqueio imediato das taxas por considerar que Trump excedera sua autoridade legal

Poderes presidenciais

A reviravolta judicial ocorre em meio a uma disputa acirrada sobre os limites do poder presidencial. Na quarta-feira (28), o TCI julgou que Trump não tinha respaldo suficiente na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para implementar tarifas amplas sobre importações do Canadá, México e China. As taxas estavam diretamente ligadas à alegação de que esses países estariam contribuindo para o aumento do tráfico de fentanil para os Estados Unidos — justificativa considerada insuficiente pela corte inferior.

A decisão do tribunal comercial, no entanto, não afetava tarifas aplicadas com base em outra legislação, como os 25% sobre aço, alumínio, automóveis e autopeças, amparados pela Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio. Ainda assim, o governo Trump agiu com rapidez, apresentando recurso e obtendo uma vitória temporária na corte superior.


Presidente Donald Trump assina decretos executivos no Salão Oval (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


Determinação judicial

O Tribunal de Apelações determinou que os autores do processo respondam até 5 de junho, enquanto o governo deve apresentar sua defesa até 9 de junho — sinalizando que a batalha legal está longe de ser encerrada.

Karoline Leavitt, secretária de imprensa do presidente, reagiu com firmeza. Ela classificou os juízes que inicialmente bloquearam as tarifas como “ativistas judiciais” e afirmou que a medida de Trump já havia sido validada pelo Congresso.

“Estão tentando usurpar a autoridade legítima do presidente, enfraquecendo a credibilidade dos EUA no cenário global”, declarou Karoline Leavitt

O embate, além de jurídico, é profundamente político. Especialistas veem no episódio um teste crítico sobre o alcance dos poderes emergenciais do Executivo em questões econômicas. Enquanto isso, investidores e parceiros comerciais internacionais acompanham com atenção os desdobramentos, temendo instabilidades nos fluxos comerciais globais.

Trump x Harvard: crise política pode mudar rota da “fuga de cérebros” no mundo

Donald Trump instaurou uma crise política nos Estados Unidos ao confrontar a Universidade de Harvard. O presidente da república retirou tirou 3 bilhões de dólares que seriam direcionados à instituição por achar que ela promove diversidade, pesquisa crítica e liberdade acadêmica. O cenário a médio prazo pode resultar em uma mudança na rota da “fuga de cérebros” no mundo.

Políticas anti-imigrantes podem minar educação americana

Donald Trump declara sua opção por políticas anti-imigrantes, um grande marco do seu segundo governo até o momento. Até mesmo pagar para que estrangeiros saiam dos Estados Unidos ele já cogitou. No entanto, sua última medida pode ter condenado a educação americana a descer a um nível jamais visto. O presidente decidiu, através de um decreto, cortar recursos financeiros de universidades públicas que promovem “diversidade, pesquisa crítica e liberdade acadêmica”.

Entre elas está a universidade mais tradicional e prestigiada do mundo, Harvard. Com a previsão de perder 3 bilhões de dólares num primeiro momento, a gigante já acionou o governo Trump na justiça, que concedeu uma liminar com efeito imediato.


Portão do Harvard Yard, no campus da Universidade Harvard, em Cambridge (Foto: reprodução/Joseph Prezioso/Getty Images Embed)


Outros países se preparam para receber novos talentos

Donald Trump é desfavorável à aceitação de estudantes estrangeiros, e pretende forçar as universidades de todos os EUA a expulsá-los. Sob a justificativa de “riscos à segurança nacional”, Trump pode mudar o curso da história se expulsar os estudantes estrangeiros da América. Isso porque os melhores talentos do mundo inteiro sempre foram estudar e trabalhar nos Estados Unidos, contribuindo com o título de nação número 1 em ciência. Agora a rota de fuga de cérebros pode se inverter, com vários países já se preparando para receber os talentos expulsos das universidades norte-americanas.

Canadá, Alemanha e Austrália estão de olho nesse movimento e já estão oferecendo vistos mais acessíveis, políticas de permanência e ambiente estável ao capital humano dispensado pelos EUA. Por isso, muitos especialistas em política no mundo inteiro veem o decreto de Trump como um erro estratégico se pensar a médio prazo.

“Decepcionado”: Elon Musk faz duras críticas ao governo Trump

Principal investidor da campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, Elon Musk declarou decepção com os rumos que o governo está tomando. O bilionário deixou recentemente o cargo de líder do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Agora fez duras críticas ao novo projeto de lei “grande e bonito” defendido pelo poder executivo. As falas polêmicas do dono do X/Twitter são parte de uma entrevista concedida à emissora CBS que va ao ar na íntegra no dia 1º de junho.

Elon Musk se diz decepcionado com governo Trump

A renúncia ao DOGE de Elon Musk já foi um grande recado ao mundo de que ele não apoia mais o governo de Donald Trump. Mas uma entrevista à CBS deixou isso bem claro. Em trechos divulgados nesta quinta-feira (29), Musk se diz decepcionado com a aprovação do projeto de lei que aumenta os gastos do Estado americano nos próximos anos. “Fiquei decepcionado ao ver esse enorme projeto de gastos que aumenta o déficit orçamentário em vez de diminuir”, disse Elon.

Elon Musk deixou claro que acredita que esse projeto de lei “enfraquece o trabalho que a equipe do DOGE vem fazendo” no controle de gastos. O “grande e bonito”, defendido por Donald Trump como “proposta legislativa mais significativa que já assinada”, é um PL que aumenta os gastos com a patrulha das fronteiras dos Estados Unidos. Isso poderá ajudá-lo a expandir sua política anti-imigrantes. Além disso, o dispositivo legal prevê também a eliminação de alguns impostos, como os que incidem sobre gorjetas e horas extras.

Postura de Trump incomoda seu maior apoiador


Elon Musk e Donald Trump (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


O congresso americano votou o projeto de lei e aprovou por uma pequena diferença. Em resumo, todos os democratas e dois republicados votaram contra, somando 214 votos. Mas 215 republicanos foram responsáveis por aprovar a medida, em uma incrível diferença de apenas um voto. Agora a proposta segue para análise e votação no senado. Donald Trump atua ativamente para a aprovação do “grande e bonito”, alertando seus aliados para que não prejudicassem o andamento da proposta.

Essa postura do presidente dos Estados Unidos incomodou Elon Musk, que foi o maior apoiador da sua campanha política. O bilionário gastou cerca de 200 milhões de dólares dos seus próprios recursos no pleito de Donald Trump e sua chapa em vários estados. Com essa decepção, Musk deixa entendido que não vai mais fazer esse movimento: “pretendo fazer menos no futuro”. Questionado sobre o motivo, Elon foi taxativo: “já fiz o suficiente”.

Donald Trump concede perdão a casal astro de reality show condenado por fraude e evasão fiscal

O presidente americano Donald Trump anunciou que concederá perdão presidencial ao casal Todd e Julia Chrisley. Ambos são conhecidos pelo reality show “Chrisley Knows Best”, que exibia a rotina da família e seu estilo de vida luxuoso. O anúncio de Trump veio nesta terça-feira (27).

Um júri considerou o casal Chrisley, que é apoiador de Trump, culpado por obter com o uso de documentos falsos empréstimos de US$ 30 milhões. Os dois também foram condenados por evasão fiscal. De acordo com os promotores, o dinheiro adquirido foi utilizado na compra de carros de luxo, imóveis, roupas de grife e viagens. Posteriormente, o casal pediu novos empréstimos irregulares para pagar as dívidas dos anteriores.


Julia e Todd Chrisley (Foto: reprodução/Mike Windle/NBCUniversal)

Condenações

Segundo a emissora americana NBC, Todd Chrisley declarou falência depois de gastar os valores dos empréstimos. Chrisley deixou de pagar mais de US$ 20 milhões da dívida sobre os valores emprestados.

Todd foi condenado a 12 anos de prisão. Já sua esposa foi sentenciada a uma pena de sete anos. Os dois também deverão pagar US$ 17,8 milhões em restituição.

A decisão da Casa Branca

A filha do casal, Savannah Chrisley, discursou na Convenção Nacional Republicana no ano passado. No evento, onde a candidatura de Donald Trump à presidência se tornou oficial, ela afirmou que seus pais foram vítimas de perseguição de “promotores desonestos”.


Savannah Chrisley durante discurso na Convenção Nacional Republicana (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Nesta terça-feira, a Casa Branca disse que o presidente ligou para a família Chrisley e anunciou o perdão. Nas redes sociais, o presidente escreveu “Trump Knows Best!” – referência ao reality do casal condenado.

Trump também concedeu perdão a outro apoiador recentemente. O executivo Paul Walczak foi condenado a 18 meses de prisão e a pagar mais de US$ 4 milhões por crimes fiscais. Assim como Todd e Julia Chrisley, ele foi acusado de utilizar os recursos para manter seu padrão de vida luxuoso.

Macron afirma acreditar que Trump está duvidando de Putin

Em meio às discussões e acordos sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Emmanuel Macron, presidente da França, disse crer que Donald Trump está começando a perceber a falsidade de Vladimir Putin, presidente Russo. Macron diz que percebe isso após Trump postar em suas redes sociais que Putin tinha ficado louco.

A declaração de Macron

Nesta segunda-feira (26), o presidente da França, Emmanuel Macron, fez declarações à jornalistas, em Hanói, no Vietnã, sobre o novo posicionamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre Vladimir Putin, presidente da Rússia. De acordo com Macron, Trump está começando a enxergar as mentiras proferidas por Putin, em relação à Guerra da Ucrânia, destacando como o americano fez posts, criticando o russo, em suas redes sociais.


Post de Donald Trump criticando Putin e Zelensky (Foto: reprodução/X/@bennyjohnson)

Trump descreveu como, apesar de sempre ter tido um bom relacionamento com Vladimir Putin, ele está completamente louco, ceifando as vidas de pessoas sem sentido. Ele também teceu críticas a Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, dizendo como não gosta da maneira que se comunica, dizendo que tudo que sai de sua boca causa problemas.

Outras declarações

Emmanuel Macron também afirmou que Trump teve uma boa conversa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre as tarifas que o americano impôs sobre outros países do mundo.

As discussões estão avançando. Houve uma boa conversa entre o presidente Trump e a presidente Von der Leyen e espero que possamos continuar nesse caminho e voltar às tarifas mais baixas possíveis que permitirão trocas frutíferas”, declarou Macron.


Macron discursando em evento no Vietnã (Foto: reprodução/ LUDOVIC MARIN/AFP/Getty Images Embed)


Ele ainda disse que as tarifas não são a forma correta de resolver os desequilíbrios comerciais, dizendo também que espera que os dois possam chegar a um acordo para reduzir as tarifas o máximo possível.

EUA ameaça aplicar sanções sob Alexandre de Moraes e governo Lula inicia conversas nos bastidores

Na última quarta-feira (21), Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pode sofrer sanções do governo dos EUA. A declaração aconteceu durante depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Congresso dos EUA, quando Rubio foi questionado sobre a “perseguição política” no Brasil. Ele ainda disse que cogita aplicar a Lei Magnitsky, que tem o objetivo de punir estrangeiros envolvidos em crimes de corrupção e violação dos direitos humanos. 

A fala do secretário causou incômodo no Itamaraty, que entende a declaração como uma tentativa dos EUA em interferir nos assuntos internos brasileiros. Agora, segundo O Globo, o Supremo trata a situação na esfera diplomática.


Matéria da CNN Brasil sobre repercussão da fala de Marco Rúbio (Foto: reprodução/ X/ @CNNBrasil)


Por que Moraes é alvo de sanção dos EUA?

Nos últimos anos, o ministro Alexandre de Moraes tem despertado as atenções do Brasil e do mundo. Isso porque, além do embate, envolvendo o empresário Elon Musk, em 2024, Moraes é o relator da ação penal que acusa Jair Bolsonaro e seus aliados de tentativa de golpe, após as eleições de 2022. 

O processo que julga se Jair Bolsonaro é um dos principais articuladores da tentativa de golpe segue recebendo os depoimentos de testemunhas. Desde então, Moraes é alvo da base bolsonarista e seus aliados norte-americanos. 

Cory Mills, deputado dos EUA considerado leal a Donald Trump e próximo da família Bolsonaro, também esteve presente na sessão da Câmara no último dia 21. Ele afirmou que o Brasil passa por um “alarmante retrocesso nos direitos humanos” e que por isso o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia se tornar um preso político.

Eduardo Bolsonaro, que está afastado da Câmara dos Deputados desde março deste ano, quando foi morar nos EUA, se posiciona frequentemente contra Moraes em suas redes sociais e se coloca ao lado do congresso norte-americano. Em entrevista concedida à Revista Oeste, Eduardo disse acreditar na punição de Alexandre como um exemplo, após a declaração de Marco Rubio.

O que é a Lei Magnitsky?

A Lei Magnitsky consiste na punição de estrangeiros que violem ou corrompem os direitos humanos. Também conhecida como “pena de morte financeira”, a lei seria usada contra Moraes, alegando que ele teria violado a liberdade de expressão, que envolve o direito de opinião e a liberdade de imprensa.

As sanções previstas na lei envolvem bloqueio de bens, congelamento de contas, suspensão de vistos e restrição de entrada no país.

Dessa forma, se for punido, Moares deve ter bens e contas bancárias bloqueadas nos EUA, além do cancelamento do seu visto para a entrada no território norte-americano.