Trump fala sobre atentado em comício: ‘Senti a bala rasgando a pele’

Donald Trump se pronunciou após sofrer um atentado durante um comício na cidade de Butler, Pensilvânia, no sábado (13). O ex-presidente foi atingido por um tiro na orelha direita enquanto discursava para seus eleitores.

Levei um tiro que atingiu a parte superior da minha orelha direita. Percebi imediatamente que algo estava errado quando ouvi um zumbido e senti a bala rasgando a pele. Sangrou muito, e então me dei conta do que estava acontecendo“, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social.


Trump em sua rede social (Truth Social/@realDonaldTrump)

Rápida resposta do Serviço Secreto

Trump agradeceu ao Serviço Secreto americano e à polícia pela rápida reação durante o tiroteio. “Graças à rápida resposta dos agentes de segurança, minha vida foi preservada. Deus abençoe a América”, afirmou.

Além de relatar o ocorrido, Trump expressou suas condolências às famílias das vítimas do comício. “Minha solidariedade à família da pessoa que foi morta no comício e à família da outra pessoa que ficou gravemente ferida“, disse o ex-presidente.

O Serviço Secreto confirmou que Trump está seguro, e sua campanha informou que ele foi examinado em um centro médico local e está bem.


Donald Trump após o atentado (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Investigação e repercussão

O tiroteio está sendo investigado como uma tentativa de assassinato, conforme autoridades policiais. Além do atirador, que foi morto pelos agentes, uma outra pessoa morreu e uma terceira ficou gravemente ferida.

As imagens mostram Trump sendo atingido e posteriormente agachado. Ele então ressurge, levantando o punho no ar enquanto a segurança o conduz para longe da plataforma, em direção a um veículo que o aguarda. Nas filmagens é possível ver o momento que isso aconteceu, assim como a reação das pessoas e o clima de confusão e incerteza que se instaurou. Veja o vídeo abaixo:


Trump sofre atendado em comício (Reprodução/YouTube/@folha)

O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu a sua opinião sobre o atentado em entrevista para NYT, chamando-o de ‘repulsivo’ e criticando a violência política. Ele disse estar feliz por Trump estar seguro e que pretendia falar com ele.

A situação gerou grande repercussão, aumentando as discussões sobre a segurança de candidatos durante eventos públicos e a necessidade de medidas mais rígidas para evitar atos de violência política.

Biden faz diversos ataques a Trump em comício no Michigan

Apesar de estar em meio de uma pressão para abandonar a disputa pela reeleição, nesta sexta-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajou para Detroit, no Michigan. Durante o comício, o democrata de 81 anos demostrou energia e firmeza em seu discurso, fazendo piadas de sua própria persona e atacando o ex-presidente Donald Trump. 

Biden acusa Trump

Biden utilizou o comício para fazer diversas críticas ao seu rival republicano, criticando o elogio que o candidato fez o presidente russo, Vladimir Putin, pela invasão à Ucrânia. 

‘’Quando aquele açougueiro do Putin, que eu conheço há muito tempo, invadiu a Ucrânia, isso foi o que Trump disse (eu não estou inventando isso também): ele o chamou de gênio e disse que [aquilo] era maravilhoso’’.

Biden.  

Donald Trump junto ao Putin (Foto: reprodução/Getty Images embed/AFP/Jorge Silva)


Também chamou Trump de ‘’criminoso condenado’’ e começou a elencar os diversos processos pelo qual o bilionário responde ou foi condenado pela justiça. Começando com o caso de suborno a uma atriz pornô, a denúncia de abuso sexual feita pela jornalista E. Jean Carroll, a falsificação de informações sobre o seu patrimônio e sua influência na invasão ao capitólio, ataque que ocorreu em 6 de janeiro de 2021.  

Projeto 2025

O democrata também condenou o Projeto 2025, uma controversa emenda conservadora que propõe medidas para um possível segundo mandato de Trump que incluiria medidas como criminalizar a pornografia, acabar com o acesso ao aborto, mudanças nos departamentos de comércio e educação e ações para combater mudanças climáticas. 

Apesar do plano contar com a participação de 140 membros da campanha do republicano, o próprio magnata busca se desvincular desse projeto, algo que Biden o ataca em seu discurso. 


Biden acusa participação de Trump em projeto 2025 (Foto: reprodução/ Getty Images embed/Allison Joyce)


É um projeto do segundo mandato de Trump, que todo americano deveria ler e entender. Agora, claro, Trump está mentindo sobre isso, tentando se afastar como tentou com a revogação de Roe v. Wade [que antes permitia o aborto a nível federal nos EUA], porque ele sabe o quão tóxico é’’.

Continuou o presidente. 

Mesmo se obtiver um bom desempenho em seu comício em Michigan, a semana de Biden termina de maneira agridoce, após uma sequência de gafes no último dia da Otan, evento que ocorreu nesta última quinta (11), onde confundiu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky com Putin. 

Biden reafirma sua candidatura à presidência dos EUA em coletiva de imprensa

Após o encerramento da cúpula da OTAN, o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, participou de uma coletiva de imprensa em Washington, nesta quinta-feira (11). Esta foi considerada uma etapa decisiva para o candidato à presidência dos Estados Unidos depois da má performance no debate contra Donald Trump, também candidato, pela CNN. Biden comentou sobre os principais assuntos que regem o mundo, os Estados Unidos, e, principalmente, sua idade.

Desempenho na coletiva

Em uma das raras coletivas de imprensa propostas a fazer, o presidente dos Estados Unidos apresentou um desempenho melhor do que nos últimos eventos em que sua postura foi colocada à prova. Dos muitos assuntos circulados durante a série de perguntas e respostas, os principais foram voltados a saúde de Joe Biden, sua idade e sua capacidade para comandar a maior potência mundial.

Devido às más performances recentes, a postura de Biden e suas palavras na coletiva reafirmaram que o presidente continuará como candidato na corrida presidencial.

Joe Biden declarou que é a pessoa mais qualificada para ser presidente e que irá continuar com sua campanha para a presidência, mesmo com a pressão dos aliados nos últimos dias acerca de sua desistência.

O democrata também disse estar determinado em concorrer além de expressar querer tirar a imagem de que não está pronto para encarar a campanha sem roteiro prévio.

Biden recebeu perguntas excessivas sobre uma possível desistência da candidatura e rebateu dizendo não pretender desistir a menos que sua equipe diga que “não há como vencer” Donald Trump.”Ninguém está dizendo isso. Nenhuma pesquisa diz isso.”, declarou o presidente.

De acordo com o democrata, até o momento nenhuma pesquisa de intenção de voto já o eliminou da corrida mesmo existindo a vantagem republicana na corrida. O presidente também falou na condição de candidato, expressando promessas e interagindo como possível eleito.

Além disso, Biden ainda foi perguntando sobre a suposta redução de sua agenda para dormir mais cedo e sobre possíveis novos exames cognitivos.


Joe Biden em coletiva de imprensa em Washington (Foto: reprodução/ Graeme Sloan/ Bloomberg)

Isso não é verdade […] O que eu disse foi que, em vez de começar todos os dias às 7h e ir para a cama à meia-noite, seria mais inteligente manter um ritmo melhor…é disso que estou falando. Minha agenda está lotada…e no próximo debate, não viajarei 50 fusos horários uma semana antes [como no debate]“, respondeu sobre a questão do descanso ser mais cedo.

Quanto aos exames, Biden disse: “Se me disserem que eu precise fazer outro exame cognitivo, eu o farei. Não sou oposto a fazer caso meus doutores o peçam“. Alfinetando o adversário, Joe Biden também comentou sobre as condições de Trump e disse ser transparente quanto aos seus registros médicos.

Entretanto, apesar do desempenho assertivo na maior parte da coletiva, o atual presidente também cometeu gafes penosas que podem afetar seu discurso de aptidão. Em um momento, Joe Biden confundiu sua vice-presidente, Kamala Harris, com seu adversário Donald Trump ao se enrolar nas palavras e chamá-la de “vice-presidente Trump”.

Em outro, pouco antes da coletiva, Biden se confundiu e chamou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de Vladmir Putin, presidente da Rússia.

O que diz Biden sobre o mundo

As perguntas sobre sua posição a respeito de assuntos do mundo e dos Estados Unidos também foram excessivas. Perguntado sobre uma importante declaração na campanha de 2020, onde afirmava ser a nova ponte entre a nova geração de jovens, Biden respondeu não ter percebido o “quão duro” era o desafio que está tendo que lidar como presidente. Na época, ele apontava não poder disputar um segundo mandato, aos 77 anos. Hoje, o atual presidente disputa aos 81.

O presidente também recebeu perguntas sobre Kamala Harris, sua vice-presidente, como por exemplo se a vice estaria pronta para ser presidente a partir do primeiro dia de mandato. O democrata reforçou o companheirismo e disse acreditar em sua parceira de chapa. Ele também ressaltou que não escolheria Harris se não soubesse de sua capacidade para comandar a nação estadunidense.

Em outras questões, Joe Biden garantiu ser a melhor opção para lidar com a guerra da Ucrânia e atestar o sucesso do país invadido assim como a força da OTAN. Além disso, respondeu sobre a atuação da aliança militar em apoio a Ucrânia dizendo que “Kiev ainda está de pé”.

O presidente salientou estar pronto para lidar com Putin, presidente russo, agora ou daqui há três anos. Quanto a guerra na Faixa de Gaza, o democrata reforçou o desejo de chegar a um cessar-fogo.

Kamala Harris pede união do partido com democratas

Kamala Harris é o primeiro nome na linha de sucessão de Joe Biden, tanto na Casa Branca quanto na disputa contra Donald Trump nas eleições marcadas para novembro. A vice-presidente dos Estados Unidos, conversou com outras autoridades eleitas nesta última semana, com o propósito de que o partido Democrata permaneça unido.

Essa ligação aconteceu em meio a especulações sobre o futuro do atual Presidente Joe Biden. O nome de Kamala vem sendo cotado como uma possível substituta caso Joe Biden escolha se afastar como candidato do partido.

No entanto, à medida que os democratas se preocupam em substituir Joe Biden, de 81 anos, como candidato do partido nas eleições de novembro, devido ao seu desempenho decepcionante e, às vezes, incompreensível como no debate contra Donald Trump, o número de jornalistas que acompanham Harris aumentou significativamente.

A vice-presidente não discutiu temas polêmicos, como a aptidão de Biden para exercer o cargo e se deveria desistir da disputa e passar a responsabilidade para ela, a sua equipe vem mantido descrição diante das consequências.

Ser presidente nem sempre é fácil. Joe Biden é um lutador excepecional!

Kamala Harris, ao falar sobre Joe Biden

Joe Biden e Kamala Harris em foto publicada pelo candidato democrata (Foto: reprodução/Twitter/@JoeBiden)

Na terça-feira (9), Kamala Harris disse que os últimos dias para o presidente Joe Biden são uma oportunidade para relembrar que a função de presidente “necessariamente é fácil”, mas continuou defendendo-o mesmo diante dos pedidos para que ele se afastasse após o seu desempenho decepcionante no debate de junho.

Continuaremos a lutar e nos organizar para, em novembro, triunfar. Estamos em primeiro lugar. É difícil trabalhar. Trabalho árduo é bom.

, acrescentou a vice-presidente

A narrativa americana de Harris

Kamala Harris nasceu em uma família de acadêmicos imigrantes na Califórnia, em 1964. A mãe de Harris, Shyamala Gopalan, era uma pesquisadora do câncer de mama nascida na Índia, enquanto o pai, Donald J. Harris, era da Jamaica. Os pais de Harris participaram de forma ativa no movimento pelos direitos civis da década de 1960.

De acordo com o seu livro “Aquilo em que Acreditamos”, “The Truths We Hold”, essa experiência influenciou sua própria carreira. Harris relata que se recorda da mãe dizendo a ela e à sua irmã Maya: Não se deixem sentar e reclamar das coisas. Façam algo!

O casamento dos pais terminou quando Harris tinha sete anos. Cinco anos depois, Gopalan conseguiu um emprego de pesquisa no Canadá e a família se mudou para Montreal.

A futura vice-presidente norte-americana estudou o Ensino Médio no Canadá. Em seguida, retornou aos Estados Unidos para estudar ciências políticas e economia, em Washington, DC. Em 1986, ele retornou à sua terra natal, a Califórnia. para analisar direito.

Harris obteve a aprovação no exame da Ordem dos Advogados em 1990 e iniciou sua carreira como promotora pública, subindo de posto até se tornar procuradora-geral da Califórnia em 2011. Ela foi a primeira mulher negra e sul-asiática americana a assumir o cargo.

The New York Times afirma que Biden é inapto para a presidência e que deve desistir  

Em um editorial publicado na terça-feira (09), o jornal The New York Times voltou a criticar duramente o presidente dos Estados Unidos e candidato à reeleição, Joe Biden. O jornal fez um pedido público para o Partido Democrata escolher outro candidato e que fale a verdade para Biden sobre sua incapacidade de continuar com a campanha. 

Desde o primeiro debate eleitoral ocorrido em junho, o periódico vem publicando artigos sobre a retirada de Biden. Porém, o recém-divulgado se trata de um editorial de opinião assinado por todo o conselho editorial do jornal, afirmando que o presidente não é apto para assumir um novo mandato. 

Palavras duras

No editorial, o jornal afirma que Joe Biden estaria “passando vergonha” e que, ao manter a candidatura, ele continuará colocando em risco todo o seu legado na política. Em determinado momento do texto, eles citam uma pesquisa de público onde 74% dos entrevistados acreditam que Biden está muito velho para assumir novamente o cargo de presidente. 

Atualmente, o democrata tem 81 anos e, se for reeleito, ele terminará o mandato em 2028 com 86 anos. Para os jornalistas, nessa idade, ele não deve realizar dois dos trabalhos mais exigentes no mundo: “servir como presidente e fazer campanha para a presidência”.


Capa do editorial do The New York Times (Foto: reprodução/The New York Times/nytimes.com)

O The New York Times, prossegue destacando que a candidatura do político pode significar uma possível ameaça de vitória de Donald Trump e, se os democratas desejam fugir desse cenário, devem convencer Joe Biden a desistir da campanha. O jornal declara que Trump também não é apto para comandar a Casa Branca e que sua vitória colocaria a democracia em risco. 

Eles encerram a matéria dizendo que Biden se perdeu no papel de presidente e que a melhor chance dos democratas na eleição será a sua desistência. 

Debate iniciou as discussões

O primeiro debate eleitoral entre os dois candidatos à presidência, ocorrido no dia 27 de junho, iniciou as discussões sobre a desistência de Joe Biden. No evento, o democrata não conseguiu rebater as acusações falsas feitas por Donald Trump e se mostrou muito confuso no confronto. 


Debate entre Biden e Trump (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images Embed)


O líder da Casa Branca admitiu posteriormente que não se saiu bem durante o debate, o que levantou os comentários e apoio para sua desistência. Ele chegou a mandar uma carta para o partido democrata na segunda-feira (08), alegando que continuará na disputa e que o movimento para sua retirada só contribui para beneficiar Trump.

 As eleições americanas estão previstas para acontecer no dia 5 de novembro, ainda sem mudanças nos candidatos. 

Donald Trump quer debater com Joe Biden novamente

Donald Trump convidou Joe Biden para novo debate durante comício realizado na Flórida. Ele quer que o novo confronto seja realizado sem moderadores, dando ao rival uma chance de “se redimir” perante à população americana. O candidato republicano aproveitou para ironizar o desempenho de seu rival no debate realizado no mês passado, em que Biden pareceu despreparado e sonolento.

Os convites

Em comício realizado em Doral, na Flórida, estado antes considerado indeciso, transformou-se em um importante estado republicano e conservador após a eleição de Trump em 2017. O ex-presidente discursou diante de seus apoiadores e convocou Joe Biden para um novo debate, lembrando os eleitores sobre o desastroso desempenho do atual presidente no último embate entre eles.

 “Vamos fazer outro debate esta semana para que o sonolento Joe Biden possa provar para todos no mundo inteiro que ele tem o que é preciso para ser presidente, mas desta vez será homem a homem, sem moderadores, sem restrições, apenas diga o lugar a qualquer momento, em qualquer lugar”.

Donald Trump

No primeiro debate entre Trump e Biden em junho, o republicano foi considerado o vencedor (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images embed)


Mas esse não foi o único desafio no qual Trump chamou Biden para participar. Durante o debate de junho na CNN, houve um momento no qual ambos candidatos começaram a falar sobre golfe. Trump comentou que duvidava das habilidades do atual presidente no esporte, o que fez Biden convidá-lo para um partida, mas apenas se Trump fosse seu próprio caddie. Trump relembrou tal momento durante o comício e convidou Biden para “uma partida de golfe de 18 buracos”.

Ainda sem vice

Apesar da proximidade das eleições norte-americanas, que ocorrerão daqui a quatro meses, Trump ainda não anunciou quem será seu vice-presidente. Durante o comício em Doral, foi notada a presença do senador Marco Rubio.

Trump aproveitou para provocar a mídia, dizendo que provavelmente pensarão que Rubio será a escolha do Partido Republicano, já que ele é um dos principais nomes para ser companheiro de chapa de Trump.


O senador da Flórida, Marco Rubio, é apontado como o principal candidato a vice de Donald Trump (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images embed)


Além de Rubio, outro possível candidato é Doug Burgum, governador da Dakota do Norte. Burgum disputou a indicação republicana nas eleições deste ano, mas suspendeu sua campanha em dezembro de 2023 por não cumprir os requisitos.

Burgum já está em seu segundo mandato e é abertamente conservador, chegando a assinar no ano passado projeto de lei proibindo o cuidado de afirmação de gênero nas escolas e proibindo quase que totalmente o aborto no estado.

Pesquisa aponta que os eleitores democratas preferem que Biden desista da eleição

Um levantamento feito pelo Instituto Ipsos e divulgado pela agência Reuters nesta terça-feira (02) indica que um a cada três eleitores democratas acham que o candidato do partido, Joe Biden, deveria desistir da corrida presidencial. Os resultados se alinham ao desempenho fraco de Biden no debate contra Trump na semana passada, fazendo com que vários apoiadores questionassem a capacidade de Biden para uma reeleição e pensassem em nomes para substituí-lo.

Possíveis nomes para a disputa

A pesquisa ainda indica que Michelle Obama seria a única alternativa de candidata capaz de vencer Trump em um hipotético embate, com 50% dos votos para ela e 39% para o republicano. Apesar de Michelle ter dito muitas vezes que não tem o desejo de concorrer, o nome da ex-primeira dama foi citado pelo Partido Democrata para ficar no lugar de Biden após a clara vitória de Trump no último debate.


O debate com o ex-presidente Trump mostrou a fragilidade do candidato democrata (Foto: reprodução/Brendan Smialowski/Jim Watson/AFP/Getty Images embed)


Biden gaguejou, parecia distante e não conseguiu completar algumas frases durante o embate, colocando sua candidatura em risco. A mídia americana e alguns membros do Partido dos Democratas começaram a defender que Biden não fosse mais candidato ao assento presidencial mais importante do mundo, questionando sua aptidão para o cargo. 

Ao todo, 1.070 pessoas foram ouvidas durante dois dias de sondagem do Instituto francês após o debate dos candidatos. Os eleitores foram apresentados potenciais nomes que pudessem substituir Biden caso ele desistisse de concorrer, incluindo a vice-presidente, Kamala Harris, e o atual governador da Califórnia, Gavin Newson. Os resultados apontam que Harris teria um empate técnico com Trump em embate e Newson teria um desempenho ainda pior que o de Biden. 

Ainda na corrida

Apesar do resultado ruim no debate, Biden conversou com sua família e anunciou que continuaria a concorrer. O atual presidente culpou o cansaço pelo fraco desempenho no embate contra Trump, não conseguindo assim se expressar com clareza e responder à altura as argumentações do candidato republicano.

A idade de Biden é um desafio para vencer as eleições em novembro. Atualmente com 81 anos, ele foi o candidato mais velho a assumir a presidência nos EUA, quando vencer as eleições em 2021, aos 78 anos. Fato este que Trump mencionou durante o debate, onde afirmou que Biden seria “incapaz” de governar.

Sentença de Donald Trump é adiada para setembro

De acordo com um documento judicial divulgado nesta terça-feira (2), a data que marcava o anúncio da sentença de Donald Trump no caso de suborno a atriz de filmes adultos Stormy Daniels, foi adiada para 18 de setembro.

Anteriormente a sentença seria divulgada em 11 de julho, quatro dias antes da Convenção Nacional Republicana, que acontece em 15 de julho.

Tentativa ao mérito

Em uma tentativa de anular sua condenação, os advogados do republicano pediram, na última segunda-feira (1°), ao juiz Juan Merchan, o direito de argumentar que a sentença de Trump seja anulada em função da decisão de Suprema Corte dos Estados Unidos de que os presentes possuem direito a imunidade de processo criminal por atos oficiais.

No entanto, o pedido já entra com ato falho, uma vez que os crimes pelos quais o ex-presidente é julgado ocorreram antes de seu período presidencial, não anulando a condenação, mas sim a argumentação imposta pela defesa do candidato.

O pedido de Trump foi classificado como “sem mérito” pelos integrantes do gabinete de Alvin Bragg, o promotor público de Manhattan. Mesmo com o pedido negado, os integrantes ainda concordaram em adiar a sentença para que Trump tivesse chance de defender seu caso.

Merchan pontuou que teria uma decisão para o argumento de mérito até 6 de setembro, menos de duas semanas antes da sentença ser anunciada, caso a condenação seja mantida. O juiz deu seu parecer por escrito.

A defesa de Trump deve enviar sua argumentação até 10 de julho, abrindo espaço para que os promotores respondam até 24 de julho.

O escândalo sexual

Donald Trump foi considerado culpado pelo júri de Manhattan em 30 de maio, acusado de fraude fiscal na tentativa de encobrir o escândalo sexual que foi o percursor de sua condenação.

Visando ocultar o seu envolvimento com a estrela de filmes adultos Stormy Daniels, Trump a subornou com US$ 130 mil, pagamento feito pelo até então advogado do ex-presidente, Michael Cohen. O intuito é que a atriz pornô mantivesse seu relacionamento extra-conjugal com Trump em sigilo até depois das eleições de 2016, na qual Trump derrotou Hillary Clinton.

Os promotores classificaram o suborno como parte de um esquema criminoso para a manipular as eleições. O ex-presidente, no entanto, nega ter tido relações sexuais com a estrela de filmes pornôs e pretende recorrer da condenação após sua sentença.


Stormy Daniels no Tribunal de Manhattan, em maio de 2024 (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Como argumento, os advogados de defesa enviaram uma carta a Merchan, em que pontuaram que os promotores fizeram uso de evidências que envolviam atos oficiais do republicano como presidente, o que, teoricamente, vai contra uma decisão emitida pela Suprema Corte dos EUA, onde os promotores não podem usar evidências de ações oficiais para acusações em casos criminais com envolvimento fora dos atos presidenciais.

No entanto, os esforços não vingaram, mesmo com uma tentativa de uso do mesmo argumento para levar o caso a um tribunal federal, que foi negado. Em nota, Alvin Hellerstein, juiz distrital dos Estados Unidos, afirmou que suborno para silenciar uma estrela de filmes adultos não se relaciona com os atos oficiais de um presidente. A defesa de Trump tentou apelar, mas acabou deixando de lado outros esforços similares.

Joe Biden reconhece sua performance insatisfatória no primeiro debate eleitoral

No último sábado (29), Joe Biden, presidente dos EUA, afirmou que não teve um bom desempenho no debate presidencial com o ex-presidente, Donald Trump, ocorrido na quinta-feira (27), em um evento fechado à imprensa e divulgado pela Casa Branca no domingo (30).

“Eu sei que não ando tão rápido como antes, apesar de ter apenas 40 anos (risos). Não falo tão bem como antes. Eu não debato tão bem como no passado. Mas aqui está o que eu sei: sei como dizer a verdade. Eu sei o certo do errado. Eu sei como fazer esse trabalho. Eu sei como fazer as coisas. Sei, como milhões de americanos sabem, que quando você é derrubado, você se levanta.”

Joe Biden

Presidente dos EUA, Joe Biden, em debate eleitoral 2024 (Foto: reprodução/Andrew- Caballero-Reynolds/AFP/Getty Images embed)


Membros do partido democrata e a imprensa levantaram a hipótese de que Biden deveria desistir de concorrer à Casa Branca. Como está com 81 anos, ele deixaria o poder ao final do segundo mandato com 86 anos de idade, se fosse eleito.

Para se defender, Biden ataca Trump

Em sua defesa, Biden disse saber que o “The New York Times” pediu a saída dele da disputa, mas, o jornal também enumerou 28 mentiras de Trump em 90 minutos. Ele aproveitou para enfatizar os pontos fracos de seu adversário: ideias extremistas, opiniões sobre o aborto e o acontecido em 6 de janeiro. Na opinião do atual presidente, essa postura de Trump desagrada os eleitores.

A equipe de Biden tentou, durante todo o último final de semana, rebater as críticas midiáticas sobre o resultado do debate e voltar os holofotes para o que seria a volta de Trump. Apesar da estratégia, um questionamento crescente por parte dos eleitores se destaca: “Biden não estaria simplesmente muito enfraquecido física e cognitivamente para cumprir mais quatro anos?”


AFP faz análise do primeiro debate eleitoral de 2024 nos EUA (Reprodução/instagram/@afpnewsagency)


Os republicanos apostam na reputação bélica dos EUA

Os republicanos, por sua vez, estão aproveitando a situação para conquistar espaço. O governador da Dakota do Norte, Doug Burgum, um potencial vice-presidente de Trump, mostrou-se bastante preocupado à NBC, quanto à repercussão mundial da imagem “enfraquecida” de um possível presidente dos EUA .

 “Toda a América viu isso. E sabe quem mais viu isso? Nossos adversários viram. Putin viu, Xi viu, o Aiatolá viu.”

Doug Burgum

Há um certo tempo, os eleitores de Biden já o consideram muito velho para concorrer e, apesar disso, ele tem se mantido próximo de Donald Trump nas pesquisas eleitorais. Além disso, a equipe do democrata aposta no perfil polêmico do candidato republicano, que poderá lhe tirar a vantagem: “Trump é o maior adversário de Trump”.

Jornais e revistas dos EUA pedem que Biden renuncie candidatura à presidência

A noite da última sexta-feira (28/06) trouxe à tona o ponto de vista de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, como “Financial Times”, “The New York Times” e “The Wall Street Journal”, e também de revistas como “The Economist”, quanto à reeleição de Biden para a presidência do país, o qual está concorrendo contra Donald Trump, que atuou no cargo de 2017 a 2021; as eleições ocorrerão no dia 5 de novembro deste ano.

Esses veículos de comunicação revelaram em seus artigos, os quais representam sua posição, a apreensão da possível derrota de Biden, e o que a vitória de Trump pode significar para a democracia, que seria comprometida severamente.

A ideia de que Biden deva desistir de se reeleger surgiu na quinta-feira (27/06), após o desempenho negativo no debate eleitoral com Trump, candidato republicano. Não apenas a imprensa estadunidense pensa em sua renúncia, mas até mesmo seu partido.

Os editoriais

Financial Times

A competência de Biden para derrotar o candidato republicano é colocada em pauta neste jornal, o qual menciona que o estado do presidente aparenta estar extremamente frágil para a tarefa de vencer Donald Trump.

Segundo o jornal, os atos de Joe Biden serão recordados pela história, da vitória contra Trump em 2020, a algumas das medidas legislativas mais substanciais dos últimos tempos. Todavia, os debates têm o poder de persuadir os eleitores e as eleições como um todo, e este pode ser o momento em que Biden perde a esperança de se reeleger, por aparentar fragilidade para continuar na presidência.

Apesar de defenderem que a mente do presidente permanece aguçada, seu desempenho no debate foi desesperador.

The Wall Street Journal

O jornal declarou em seu editorial que o atual presidente não está pronto para mais quatro anos no cargo, e que o Partido Democrata precisa escolher prontamente um novo candidato, pois, Trump deseja que Biden seja seu adversário, “mas o país merece uma escolha melhor”.

Tal reeleição é um ato egoísta, visto o declínio do candidato, mesmo após diversos avisos. E o declive de Biden poderá ocasionar a vitória de Trump, uma vez que “ditadores ambiciosos agem quando sentem o cheiro de fraqueza”, segundo o The Wall Street Journal.

The New York Times

O jornal, que recebeu o maior número de visitas online mensalmente no ano passado, relata que é preciso haver um candidato democrata que possa ganhar de Trump, visto que a vitória deste é uma ameaça à democracia do País, não crendo que este candidato possa ser Biden.

É frisado que a postura de Biden no debate de quinta-feira foi a da sombra do “presidente admirável” que um dia fora, tendo inclusive dificuldade para completar frases, e que não é mais o homem de quatro anos atrás, por mais que o debate tentasse provar o oposto, e que o candidato pode repetir o feito da última eleição.

Todavia, o fato de ter vencido Trump há quatro anos, deixou de ser motivo o suficiente para que Biden seja o candidato democrata deste ano, conforme o jornal.

The Economist

O texto do jornal relata que foi agonizante assistir o comportamento do presidente durante 90 minutos, e também pede que não siga com a reeleição, pois o desempenho do debate foi demasiadamente instável para alguém que estará no emprego mais árduo do mundo durante quatro anos.

O jornal diz que, caso Biden se preocupe com sua incumbência, o maior ato que pode fazer para o povo, é renunciar sua candidatura.

Revista Time

A revista publicou uma reportagem comentando a falta de desempenho do presidente no último debate, comentando que “pânico” não é o suficiente para explanar como os eleitores democratas sentiram-se ao assistirem à performance do candidato.

A capa da revista chamou atenção pela montagem realizada, e a palavra em destaque.


Capa da revista “Times” (Foto: Reprodução/X/@BRICSinfo)

Posicionamento do presidente

Durante o comício que ocorreu nesta sexta-feira (28/06) na Carolina do Norte, a conduta de Joe Biden implica que este permanecerá como candidato democrata, e que vencerá também as próximas eleições, e a coordenadora da campanha declarou que não haverá qualquer resignação.