Tentativa de assassinato contra Trump: suspeito é preso após disparos em clube de golfe na Flórida

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo de mais uma tentativa de assassinato, neste domingo (15), durante um jogo de golfe na Flórida. O suspeito, Ryan Wesley Routh, de 58 anos, foi detido após disparos contra ex-Casa Branca no Trump International Golf Club, em West Palm Beach. O diretor interino do Serviço Secreto, Ronald Rowe, permanece no estado para coordenar as investigações.


Ronald Rowe, diretor interino do Serviço Secreto (reprodução/Roberto Schimidt/AFP)

O incidente ocorreu apenas dois meses após outra tentativa de atentado contra o ex-presidente em um comício na Pensilvânia. Ronald Rowe, diretor interino do Serviço Secreto, está coordenando as investigações e se encontrará com Trump nesta segunda-feira (16), para discutir a segurança.

Um ataque em plena luz do dia

No domingo, 15 de setembro, Donald Trump estava jogando golfe no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, quando tiros foram disparados. A cena foi presenciada por agentes do Serviço Secreto, que notaram um cano de rifle emergindo de uma cerca próxima ao campo de golfe, onde Trump se movia entre os buracos cinco e seis ao lado do doador Steve Witkoff. O xerife do Condado de Palm Beach, Ric Bradshaw, o Serviço Secreto, respondeu imediatamente, disparando contra o suspeito.  

O suspeito, Ryan Wesley Routh, tentou fugir após os disparos, mas foi detido pela polícia na rodovia interestadual 95. Routh, de 58 anos, é proprietário de uma pequena empresa de construção no Havaí e estava fortemente armado. As autoridades encontraram com ele um rifle estilo AK-47 com mira telescópica e dois coletes à prova de balas modificados. Segundo o ex-diretor adjunto do FBI, Andrew McCabe, “toda essa configuração indica um nível muito alto de planejamento prévio”.

 A resposta das autoridades


Serviço Secreto discute medidas de segurança após ataque a Trump Foto: Reprodução/Roberto Schimidt/AFP

O Serviço Secreto e o FBI estão investigando a fundo o incidente, classificado como uma tentativa de assassinato. Ronald Rowe, nomeado diretor interino do Serviço Secreto em julho deste ano após a renúncia de Kimberly Cheatle, se reunirá com Trump e autoridades locais nesta segunda-feira (16). Ele permanecerá na Flórida “indefinidamente” para acompanhar o progresso das investigações. O ex-presidente Trump, que já havia sofrido um ataque anterior em um comício na Pensilvânia, não foi ferido.

Além da prisão de Routh, a investigação continua buscando entender as motivações e o planejamento por trás da ação. O FBI, com o Serviço Secreto, está coletando provas e busca por mais informações sobre o histórico do suspeito. Segundo fontes policiais, é esperado que uma avaliação de saúde mental seja solicitada antes de qualquer processo criminal contra o suspeito.

Edmundo González se autoproclama presidente da Venezuela

Nesta segunda-feira (5), Edmundo González, candidato de oposição a Maduro nas eleições, proclamou a si como presidente da Venezuela. O ato é advindo da contestação do resultado da eleição presidencial, que ocorreu no dia 28 de julho. A oposição é liderada por María Corina Machado e Edmundo González.

A declaração aconteceu por meio de um comunicado assinado por González e María. O comunicado diz que Maduro se recusa a reconhecer sua derrota e que ele deu um golpe de Estado contrariando toda ordem constitucional. Em documento, González diz que tem provas irrefutáveis de sua vitória. E no fim da declaração, diz: nós vencemos esta eleição sem qualquer discussão. Foi uma avalanche eleitoral, cheia de energia e com uma organização cidadã admirável, pacífica, democrática e com resultados irreversíveis. Agora, cabe a todos nós fazer respeitar a voz do povo. Procede-se, de imediato, à proclamação de Edmundo González Urrutia como presidente eleito da República.


Edmundo González e María Corina Machado, líderes da oposição que assinaram a autodeclaração da presidência (Reprodução: Federico Parra/AFP)

A autoproclamação não é suficiente para reconhecer González como presidente eleito, já que o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela é o órgão oficial responsável pelo resultado das eleições no país.

Oposição contesta resultado

O comunicado assinado hoje (5) por González afirma que Maduro perdeu e obteve apenas 30% dos votos e que Edmundo González foi eleito com 67%. Os dados foram obtidos em uma contagem paralela e não oficial, feita pelo CNE. Segundo o CNE, no dia 2 de agosto, com 96,87% das urnas apuradas, Maduro era eleito com 51,95% dos votos e González, 43,18%.


Contagem paralela apresentada pela oposição em site abastecido por atas (Reprodução/resultadosconvzla)

O Conselho Nacional Eleitoral, responsável pelo trâmite eleitoral do país, é presidido por um aliado de Maduro.

Comunidade internacional e crise venezuelana

A autoproclamação de González acontece após diversos países do mundo e entidades contestarem o resultado das eleições presidenciais da Venezuela. Após a divulgação da contagem paralela, Estados Unidos, Panamá, Argentina, Peru, Costa Rica e Uruguai declararam a derrota de Maduro.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) também não reconhece a vitória de Maduro. E em relatório, diz ter indícios de que o governo de Maduro alterou os resultados. A União Europa também discorda dos resultados e o Central Carter, ONG que observa democracias pelo mundo, diz não poder ser considerada democrática a eleição venezuelana.

Na última quinta (1), Brasil, Colômbia e México solicitaram, em uma nota conjunta, a divulgação das atas eleitorais da Venezuela. Assim como a resolução do impasse por vias institucionais para que a vontade popular seja respeitada em uma apuração imparcial.

Kamala Harris promete acabar com proibições extremas ao aborto

Após Joe Biden se retirar da campanha de reeleição para a presidência dos Estados Unidos da América, Kamala Harris, sua vice-presidente, tem liderado a nomeação do partido democrata. Nesta terça-feira (23), em comício no estado de Wisconsin, Kamala fez duras críticas ao governo de Trump em relação às políticas voltadas para o aborto, dizendo: “E nós, que acreditamos na liberdade reprodutiva, impediremos as proibições extremas do aborto impostas por Donald Trump, porque confiamos que as mulheres tomarão decisões sobre o seu próprio corpo e não deixaremos que o seu governo lhes diga o que fazer. E quando o Congresso aprovar uma lei para restaurar as liberdades reprodutivas como presidente dos Estados Unidos, vou sancioná-la”.


Kamala Harris discursa em Wisconsin nesta terça-feira (23) (Foto: REUTERS/Vincent Alban)

Em outro momento do discurso, Kamala Harris voltou a mencionar Donald Trump, com quem provavelmente disputará as eleições no dia 05 de novembro, quando disse: “Predadores que abusavam de mulheres, fraudadores que roubavam consumidores, trapaceiros que quebravam as regras para seu próprio ganho. Então, ouça-me quando digo: eu conheço o tipo de Donald Trump. E nesta campanha, eu prometo a vocês: orgulhosamente colocarei meu histórico contra o dele em qualquer dia da semana”.

Nomeação democrata e arrecadação

Em discurso no comício de Wisconsin, Kamalla Harris disse que recebeu o apoio de delegados suficientes para a sua nomeação. “Estou muito honrada e prometo a vocês que passarei as próximas semanas continuando a unir nosso partido para que estejamos prontos para vencer em novembro”, comentou.

Além disso, a campanha presidencial de Harris anunciou que arrecadou cerca de US$ 81 milhões nas primeiras 24h em que anunciou que buscaria a nomeação de seu partido. A vice-presidente comentou o feito histórico em seu discurso: “Estamos realizando uma campanha movida pelas pessoas. E acabamos de receber algumas notícias de última hora, acabamos de ter as melhores 24 horas de arrecadação de fundos de base na história da campanha presidencial e porque somos uma campanha movida pelo povo, é assim que você sabe que seremos uma presidência que prioriza o povo”.

Biden desiste de concorrer à presidência

Em carta publicada no último domingo (21), Joe Biden anunciou que abandonou a corrida presidencial. A decisão vem depois de longas semanas em que o presidente atual teve sua capacidade física e intelectual postas em cheque. “Tem sido a maior honra da minha vida servir como seu Presidente. E, embora minha intenção tenha sido buscar a reeleição, acredito que é do melhor interesse do meu partido e do país que eu me retire e me concentre exclusivamente em cumprir meus deveres como Presidente pelo restante do meu mandato”, disse na carta.


Joe Biden desiste de concorrer à presidência (Foto: Reprodução/x/@potus)

Com a decisão, Kamala Harris se tornou o principal nome para substituir Biden como candidato do Partido Democrata.