Disparada da Alphabet coloca Larry Page no segundo lugar entre os mais ricos

O mercado amanheceu agitado na virada para 1º de dezembro. Comentários cruzavam as mesas de operação sobre a arrancada inesperada da Alphabet, que empurrou Larry Page para o segundo lugar entre os mais ricos do planeta. A mudança veio rápido, no embalo de um mês marcado pelas disputas em torno da inteligência artificial. E colocou o fim de 2025 diante de um cenário pouco comum no topo das grandes fortunas.

Page abriu dezembro com um salto de US$ 30 bilhões em novembro, enquanto Sergey Brin também ganhou terreno. Warren Buffett voltou ao top 10 após a valorização das ações da Alphabet. Já Larry Ellison enfrentou o maior revés entre os líderes, depois de uma queda brusca nas ações da Oracle.

A dança das fortunas

Nos corredores das corretoras, analistas descreviam o movimento como um acerto de rota após semanas dominadas pelo impacto do novo Gemini 3. Larry Page acabou sendo o maior beneficiado: atravessou novembro com uma valorização robusta, avançou posições e consolidou a segunda colocação. A mesma onda levou Sergey Brin ao quinto lugar, somando mais de US$ 27 bilhões no mês.

A alta também puxou Warren Buffett de volta ao grupo dos dez primeiros. A Berkshire havia feito um aporte expressivo na Alphabet, e o mercado reagiu rápido. Elon Musk, mesmo com a oscilação da Tesla, segue isolado na liderança, perdeu US$ 15 bilhões, mas continua acima dos US$ 480 bilhões.

A volatilidade e seus efeitos

Do outro lado, Larry Ellison sentiu o impacto mais pesado. A Oracle viu seus papéis caírem quase 23% após dúvidas sobre o ritmo de expansão em IA. O tombo retirou US$ 67 bilhões de seu patrimônio e o empurrou para o terceiro lugar, atrás de Page. Jeff Bezos também recuou com oscilações da Amazon e os altos custos de seu novo projeto de IA.


Larry Page se torna o segundo mais rico da história (Foto: reprodução/X/@Forbes)


Jensen Huang, da Nvidia, enfrentou uma correção no setor de chips, mas conseguiu manter posição entre os líderes. Bernard Arnault, único não americano da lista, recuperou parte do valor perdido nos últimos meses com a retomada das ações do grupo LVMH.

Os mais ricos do mundo em dezembro de 2025

  • Elon Musk — US$ 483 bilhões
  • Larry Page — US$ 262 bilhões
  • Larry Ellison — US$ 253 bilhões
  • Jeff Bezos — US$ 245 bilhões
  • Sergey Brin — US$ 242 bilhões
  • Mark Zuckerberg — US$ 222 bilhões
  • Bernard Arnault — US$ 190 bilhões
  • Jensen Huang — US$ 154 bilhões
  • Bill Gates — (fora do top 10 desde 2024)
  • Warren Buffett — US$ 152 bilhões

O ranking chegou a dezembro refletindo um mercado guiado quase sempre pelos movimentos da inteligência artificial. Quem lidera projetos de infraestrutura ou modelos de IA viu ganhos expressivos, enquanto setores tradicionais encararam correções duras. Analistas projetam novas mudanças até o fim do mês, principalmente diante de possíveis anúncios envolvendo regulações, parcerias e investimentos pesados em tecnologia.

Elon Musk volta a ultrapassar US$ 500 bilhões e se consolida como a pessoa mais rica do mundo

Elon Musk voltou a romper a marca de US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,7 trilhões) em patrimônio líquido nesta terça-feira (29), após uma nova valorização das ações da Tesla. O bilionário, que já havia se tornado o primeiro indivíduo da história a atingir tal cifra no início do mês, reforça sua posição como a pessoa mais rica do mundo, impulsionado por um momento de otimismo nos mercados e por avanços nas relações comerciais entre Estados Unidos e China.

Ações da Tesla subiram

As ações da Tesla subiram 2,2% na terça-feira, negociadas a aproximadamente US$ 462,50 (R$ 2.497,50), depois de um salto de 4,3% na sessão anterior. Nesta manhã, os papéis voltaram a registrar leve alta, de 0,22%, cotados a US$ 77,15. O movimento reflete o alívio nas tensões comerciais entre Washington e Pequim, dois mercados fundamentais para a montadora.


Elon Musk e sua marca tesla (Foto: reprodução/Arda Kucukkaya/Anadolu/Getty Images Embed)


O presidente Donald Trump, que recentemente ameaçou impor tarifas de 100% sobre produtos chineses, afirmou que os países devem “chegar a um acordo” antes de seu próximo encontro com o presidente chinês Xi Jinping. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou que a ameaça de tarifas estava “fora de questão”, após uma reunião considerada positiva com autoridades chinesas. O clima mais favorável estimulou os índices de Wall Street, com o Dow Jones e o S&P 500 atingindo níveis recordes.

Tesla segue muito bem na China

A Tesla, por sua vez, segue consolidada na China seu segundo maior mercado, atrás apenas dos Estados Unidos. As vendas no país cresceram 8,8% em 2024, alcançando um recorde de 657 mil veículos vendidos. No último trimestre, a montadora registrou receita de US$ 28 bilhões (R$ 151,2 bilhões), mas o lucro por ação de US$ 0,50 (R$ 2,70) ficou abaixo das estimativas de analistas.

Mesmo assim, Musk continua acumulando ganhos expressivos. Ele detém cerca de 12% das ações da Tesla e ainda aguarda a votação de um ambicioso pacote de remuneração de US$ 1 trilhão (R$ 5,4 trilhões), que pode torná-lo o primeiro trilionário do planeta. O plano, contudo, enfrenta resistência de consultorias e acionistas que consideram o valor excessivo.

Musk recuperou o posto de homem mais rico do mundo em maio de 2024, após sua empresa de inteligência artificial, a xAI, levantar US$ 6 bilhões em investimentos, ultrapassando Bernard Arnault, do grupo LVMH. Desde então, o empresário tem mantido uma vantagem confortável sobre os demais bilionários globais, consolidando-se como o símbolo máximo da nova era de riqueza impulsionada pela tecnologia.

X anuncia venda de nomes de usuários inativos para assinantes Premium

O X, antiga plataforma Twitter, anunciou no último sábado (18) que vai vender nomes de usuários inativos por meio do novo sistema “X Handle Marketplace”. O recurso estará disponível apenas para assinantes Premium+ e Premium Business. A empresa informou que o objetivo é liberar identificadores abandonados e transformá-los em oportunidades exclusivas para marcas e criadores.

Como funcionará a venda dos nomes de usuários

Segundo o comunicado oficial da plataforma, o “X Handle Marketplace” permitirá que assinantes qualificados pesquisem e solicitem nomes de usuários inativos. A redistribuição ocorrerá de duas formas: gratuita e paga. Nomes considerados “prioritários”, compostos por combinações comuns ou genéricas, poderão ser solicitados sem custo. Já os “raros”, curtos, famosos ou com grande relevância cultural serão vendidos.


Rede social X (Foto:reprodução/Cheng Xin/Getty Images Embed)

Os valores desses “@” raros devem começar em US$ 2.500, o equivalente a cerca de R$ 13,4 mil, podendo ultrapassar a marca de um milhão de dólares. A venda será feita em formato de drops públicos ou por meio de convites diretos enviados a usuários selecionados. A decisão sobre quem pode comprar levará em conta critérios como engajamento, histórico na rede e relevância do uso pretendido.

Impactos e polêmicas da nova estratégia

A iniciativa faz parte da estratégia de Elon Musk para monetizar o X e valorizar assinaturas pagas. No entanto, o anúncio já gerou debates sobre ética e segurança digital. Especialistas alertam que a comercialização de identificadores pode aumentar disputas por nomes populares e incentivar práticas como a revenda de perfis por preços abusivos.

Mesmo assim, o X defende que a mudança trará mais organização e transparência ao sistema de usuários. A empresa também confirmou que os nomes adquiridos permanecerão congelados após a compra, impedindo que sejam reutilizados. Em breve, a rede deve lançar uma opção de redirecionamento pago, permitindo que contas antigas levem visitantes diretamente ao novo perfil do comprador. Com isso, o X dá mais um passo rumo à sua transformação em um ecossistema digital baseado em exclusividade e, principalmente, em lucros.

SpaceX realiza 11º teste de voo do foguete Starship

Durante a noite desta segunda-feira (13), por volta das 20h20, a SpaceX conseguiu realizar com sucesso o 11º voo-teste da aeronave Starship, após falhas em testes anteriores. A nave permaneceu cerca de sete minutos no espaço e retornou a Terra, caindo no Golfo do México.

Uma das partes da nave continua no espaço, transmitindo imagens ao vivo para a empresa. O resultado positivo do novo teste marca um avanço significativo nas apostas da Nasa e de Elon Musk (CEO da SpaceX) para a exploração espacial, incluindo viagens tripuladas para outros planetas e para a Lua. 

11º voo-teste 

Para o 11º teste da nave Starship, foram realizados experimentos e modificações no sistema operacional, visando restaurar capacidades que não tiveram resultados positivos nos testes anteriores. Após sete minutos no ar, a nave executou uma aterrissagem bem sucedida no Golfo do México. A aterrissagem foi um dos problemas nos outros voos que dificultaram o avanço da missão. O fato de uma das partes da aeronave ter ficado no espaço e estar transmitindo imagens ao vivo também é significativo, podendo ajudar na tecnologia desenvolvida pela SpaceX.

Até o momento, o desenvolvimento da Starship estava apresentando dificuldades desde novembro de 2024, como o cancelamento do 10º teste no dia 25 de agosto. Faltavam apenas dez segundos para que a aeronave fosse lançada, quando a SpaceX interrompeu o teste, alegando problemas climáticos. Entretanto, o teste ocorreu no dia seguinte (26), conseguindo liberar oito protótipos de satélites da Starlink no espaço, e em seguida pousando no Oceano Índico. 


Momento do lançamento da aeronave Starship (Vídeo: reprodução/YouTube/VideoFromSpace)

Planos para a Starship

Elon Musk mantém uma visão ambiciosa quanto a Starship, alegando que a nave será o veículo que levará os primeiros humanos para Marte. Musk apresenta esse objetivo desde os primeiros estágios do projeto, considerando a nave como uma peça principal na exploração do nosso planeta vizinho. 

Além de estar na visão de Musk, a Starship também está na mira da Nasa, mas na exploração lunar. O plano da agência dos EUA é utilizar a aeronave na missão Apollo, que busca levar astronautas à Lua novamente, ainda nessa década. Contudo, o projeto ainda está nos primeiros passos da fase de desenvolvimento, com a nave precisando demonstrar mais resultados positivos, já que entre os dez testes anteriores, seis falharam, incluindo até mesmo a explosão de um protótipo durante teste em solo ainda.

Tesla prepara versão mais barata do Model Y para tentar recuperar espaço no mercado elétrico

A Tesla deve anunciar nesta terça-feira (7) uma nova versão mais acessível do Model Y, seu SUV elétrico mais vendido, em meio a um cenário de queda nas vendas e aumento da concorrência global no setor de veículos elétricos. A expectativa é de que o lançamento marque uma tentativa de Elon Musk de recuperar o ritmo de crescimento da empresa e ampliar sua presença no mercado de massa.

Musk prometendo modelo elétrico

De acordo com informações da Reuters, Musk vem há anos prometendo um modelo elétrico de baixo custo, mas acabou cancelando em 2023 o plano de fabricar um carro totalmente novo de US$ 25 mil. A nova aposta seria, portanto, uma versão simplificada do Model Y, aproveitando as plataformas já existentes de produção e design da montadora.


Logo da Tesla (Foto: Reprodução/Nikolas Kokovlis/NurPhoto/Getty Images Embed)

Durante o fim de semana, a Tesla aumentou o suspense ao publicar dois vídeos enigmáticos na plataforma X (antigo Twitter). O primeiro mostra faróis acendendo no escuro, enquanto o segundo traz uma roda em movimento, seguida pela inscrição “10/7” — referência à data de 7 de outubro no formato norte-americano. As postagens incendiaram as redes sociais, com fãs e influenciadores especulando sobre um possível grande anúncio.

Não sabe se o evento vai ser presencial

Diferentemente de outros lançamentos da marca, desta vez não há indícios de que a Tesla realizará um evento presencial. Ainda assim, analistas e investidores estão atentos, já que o movimento pode representar uma guinada estratégica na política de preços da companhia.

Entre as principais dúvidas do mercado estão o valor do novo modelo, sua autonomia e as soluções adotadas pela Tesla para reduzir custos de produção. No fim de 2024, Musk afirmou que um modelo de entrada poderia custar menos de US$ 30 mil, considerando incentivos fiscais do governo dos Estados Unidos. Caso isso se confirme, o veículo poderá reposicionar a Tesla em um segmento cada vez mais competitivo, dominado por marcas chinesas e tradicionais montadoras que aceleram seus investimentos em mobilidade elétrica.

Anthony Armstrong, ex-Morgan Stanley, assume comando financeiro da xAI e da plataforma X

O bilionário Elon Musk nomeou Anthony Armstrong, ex-banqueiro do Morgan Stanley e um de seus principais conselheiros na compra do antigo Twitter, como novo diretor financeiro (CFO) de sua empresa de inteligência artificial, a xAI. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Financial Times.

Armstrong liderança

De acordo com a publicação, Armstrong assumirá a liderança das operações financeiras tanto da xAI quanto da plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter. O executivo já vinha colaborando com a equipe da xAI há algumas semanas e foi formalmente nomeado para o cargo nos últimos dias.


Elon Musk e o logo da X (Foto: reprodução/Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images Embed)

Armstrong substitui Mike Liberatore, que deixou a empresa após divergências internas sobre a estrutura corporativa e as metas financeiras. Sua chegada ocorre em um momento de forte instabilidade na cúpula das empresas de Musk: nos últimos meses, a presidente-executiva do X, Linda Yaccarino, e o diretor financeiro Mahmoud Reza Banki também renunciaram aos seus cargos. Além disso, o conselheiro-geral Robert Keele deixou a xAI durante o verão do hemisfério norte.

Grande experiência no mercado

Com ampla experiência no mercado financeiro, Armstrong foi chefe global de fusões e aquisições de tecnologia no Morgan Stanley. Ele integrou a equipe que assessorou Musk na aquisição do Twitter por US$ 44 bilhões, em 2022, operação financiada em parte pelo próprio banco. Desde então, o relacionamento entre os dois se estreitou, segundo o Financial Times.

O novo CFO terá como missão estabilizar o negócio de mídia social, que enfrenta dificuldades desde o êxodo de anunciantes motivado pela flexibilização das políticas de moderação de conteúdo sob o comando de Musk. Além disso, ele será responsável por consolidar a estratégia financeira da xAI, lançada em 2023 com o objetivo de competir com gigantes como OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

Atualmente, a xAI estaria em negociações para uma nova rodada de captação que pode elevar sua avaliação de mercado para cerca de US$ 200 bilhões, embora o acordo ainda não tenha sido finalizado. A nomeação de Armstrong é vista como um passo para fortalecer a estrutura financeira da empresa e atrair investidores de peso para os próximos movimentos de Musk no setor de IA.

Elon Musk se torna a primeira pessoa do mundo a alcançar fortuna de US$ 500 bilhões

Elon Musk acaba de se tornar a pessoa mais rica do mundo, de acordo com levantamento feito pela Forbes nesta quarta-feira (1º). O bilionário acumula um patrimônio líquido de US$ 500 bilhões (R$ 2,66 trilhões), alcançando um recorde mundial. 

Agora, com Musk na liderança, o segundo lugar na lista ficou para Larry Ellison, que tem um patrimônio líquido de US$ 276 bilhões (R$ 1,49 trilhão). Musk já havia se tornado a primeira pessoa a atingir os US$ 400 bilhões (R$ 2,128 trilhões) em dezembro do ano passado e atualmente está no caminho de se tornar o primeiro trilionário do mundo, como CEO da Tesla e da SpaceX – fundada por ele em 2002.

Fontes da fortuna de Elon Musk

A fortuna de Musk é composta especialmente por ações em empresas. A Tesla, onde detém 12% de ações, teve uma alta de 10% em dezembro, fazendo a parcela de Musk atingir US$ 191 bilhões (R$ 1,016 trilhão). Além das ações, ele também ocupa a posição de CEO da empresa automobilística, mas seu pacote de remuneração foi anulado por decisão judicial de Delaware no início deste ano.

Além disso, a SpaceX, fundada por Elon Musk no início dos anos 2000, está avaliada em cerca de US$ 400 bilhões (R$ 2,128 trilhões). Musk atualmente tem em posse uma participação estimada de 42% na gigante, ou seja, aproximadamente US$ 168 bilhões (R$ 893,8 bilhões). 

Ainda no ramo tecnológico, Musk foi responsável por fundar a xAI Holdings (avaliada em US$ 113 bilhões) em março, através da fusão da xAI, sua empresa de inteligência artificial, com o X (antigo Twitter). O bilionário controla cerca de 53% da xAI Holdings, com um valor de US$ 60 bilhões (R$ 318,6 bilhões).


Tesla é uma das principais fontes da fortuna de Musk (Foto: reprodução/Jeremy Moeller/Getty Images Embed)

Conquista de Musk

Somando esses valores, Musk efetivamente se tornou a primeira pessoa do mundo a atingir a marca histórica de US$ 500 bilhões. Segundo a Forbes, esse aumento em seu patrimônio líquido deriva principalmente da alta das ações da Tesla.

Em setembro, Musk fez uma postagem em seu perfil na rede X, afirmando que a conquista não tem ligação com o dinheiro e sim com ter influência na Tesla para garantir a segurança de construção de robôs. Em sua postagem, o bilionário ainda complementou sua fala dizendo que não se sente confortável com um futuro onde ele possa ser expulso por empresas de consultoria ativistas da Tesla. 

X se torna principal palco para discursos antissemitas, aponta estudo

O X, rede social comandada por Elon Musk, foi identificado como o principal ambiente online para publicações antissemitas. A conclusão vem de um estudo conduzido pelo Centro para Combate ao Ódio Digital (CCDH) em parceria com o Conselho Judaico para Assuntos Públicos dos EUA. A pesquisa durou um ano e apontou que mais de 679 mil postagens com conteúdo antissemita circularam entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025, sendo visualizadas quase 200 milhões de vezes.

O levantamento mostrou que a moderação da plataforma falhou em conter a disseminação do ódio. Apenas pouco mais de 1% das postagens mais visualizadas receberam notas comunitárias, mecanismo criado para corrigir desinformação e em 90% dos casos, essas notas surgiram tarde demais, quando o conteúdo já havia viralizado.

Influenciadores lucram com discurso de ódio

O estudo também identificou um novo fenômeno, influenciadores antissemitas verificados. Dez contas concentraram 32% das publicações de ódio analisadas. Dessas, seis tinham selo azul do “X Premium”, modelo de assinatura da plataforma e três estavam autorizadas a vender conteúdos exclusivos, o que significa que monetizavam diretamente o conteúdo antissemita.


Logo do X (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Com milhões de seguidores, esses perfis publicavam teorias conspiratórias, distorções históricas sobre o Holocausto e ataques diretos ao povo judeu. Apesar de o X proibir esse tipo de conteúdo, a aplicação das regras se mostrou ineficiente ou inexistente. Em apenas 36 dos 300 posts mais vistos houve alguma ação por parte da empresa, como exclusão ou redução do alcance.

Liberdade de expressão ou descaso

Elon Musk tem defendido que a liberdade de expressão deve prevalecer, inclusive reativando contas como a de Nick Fuentes, conhecido por negar o Holocausto. Em resposta às críticas, Musk afirmou que é melhor que os discursos estejam visíveis para serem contestados do que ocultos.

Porém, organizações alertam que o X falhou em seu dever de proteger os usuários. Segundo os autores do estudo, a plataforma virou um terreno fértil para o antissemitismo moderno, ampliando vozes antes marginais. O caso reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade digital em tempos de polarização e desinformação.

Planos da Tesla para robotáxis em São Francisco preocupam reguladores

Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, tem promovido planos para robotáxis em São Francisco, após instigar investidores em julho com atualizações sobre o projeto. De acordo com Musk, a empresa lançaria o serviço “provavelmente em um ou dois meses”. Entretanto, as autoridades locais foram pegas de surpresa com as notícias, que trouxeram preocupação para agências reguladoras.

A Tesla anunciou que pretende expandir seu projeto de robotáxis, que são veículos capazes de dirigir de forma autônoma – ou seja, sem um motorista humano – para mercados, usando de exemplo a Bay Area de São Francisco. De acordo com a empresa, o processo para permissão regulatória estava em andamento para que pudesse ocorrer o lançamento na área. No entanto, e-mails de autoridades da Califórnia e do governo federal, obtidos pela Agência Reuters revelam que as notícias na verdade surpreenderam e alarmaram os órgãos reguladores. 

Plano de Musk para São Francisco

Elon Musk anunciou publicamente que a Tesla estaria pronta para realizar o lançamento do projeto de robotáxis em São Francisco em “um ou dois meses”. A promessa feita pelo bilionário, contudo, bateu de frente com informações contraditórias obtidas pela Reuters, em meio a uma solicitação de registros públicos. 

Enquanto Musk declarava um lançamento próximo, os e-mails das autoridades californianas e federais demonstraram um cenário divergente. A realidade era de que o plano real da empresa, na verdade, envolvia apenas corridas pré-agendadas em veículos conduzidos por humanos. Ainda foi revelado que essas corridas só seriam disponibilizadas para passageiros que recebessem um convite e a licença usada pela empresa, na verdade é uma licença especial para limousines e que não autoriza o serviço de transporte sob demanda, contradizendo a ideia de que o serviço seria aberto ao público geral.

A Tesla foi questionada acerca da implantação dos robotáxias na Bay Area e se a empresa esclareceria a “confusão pública” por um alto funcionário do transporte estadual. Contudo, o representante da gigante automobilística afirmou que a empresa não responderia a perguntas da imprensa e que os clientes iriam receber informações quando fossem disponibilizadas. Musk afirmou em postagem no mês seguinte que a área em que o projeto opera já seria maior que a de concorrentes em Austin e na Baía de São Francisco.


Elon Musk, presidente-executivo da Tesla (Foto: reprodução/Chesnot/Getty Images Embed)


Reguladores surpreendidos 

Por meio dos e-mails obtidos pela Reuters, foi comprovado que o anúncio não pegou somente o público desprevenido, mas também os agentes reguladores. E-mails trocados por reguladores da Agência de Transporte do Estado da Califórnia e da Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário questionavam se as equipes haviam se reunido com a Tesla para discutir o lançamento. A resposta dada ao e-mail foi que a empresa não tinha as licenças necessárias. Já a secretária adjunta de transporte do Estado, Emily Warren, demonstrou preocupação com a confusão do público acerca dos projetos da Tesla.

A expansão da Tesla vem ocorrendo em massa nos estados americanos. Apesar da confusão em São Francisco, Musk já expandiu a empresa para Austin em julho, mas com serviço fechado ao público geral. O bilionário afirma que está planejando expandir a Tesla também para Flórida, Nevada e Arizona. As áreas têm algo em comum com o Texas, onde a empresa já opera, que são as poucas barreiras regulatórias para teste de carros autônomos.

Charlie Kirk virou “um mártir pela liberdade”, afirma Trump em funeral

No último domingo, dia 21 de setembro, o empreendedor e ativista da direita americana Charlie Kirk foi velado em Glendale, no Arizona, Estados Unidos. Charlie Kirk morreu após levar um tiro, durante um evento na Universidade de Utah Valley (Utah Valley University – UVU).

O funeral aconteceu em um estádio de futebol americano – o State Farm Stadium –, e reuniu quase 100 mil pessoas: mais de 70 mil pessoas estavam no State Farm Stadium, e 20 mil estavam em uma arena próxima ao local principal. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, estava presente no funeral; outras figuras importantes também compareceram, como JD Vance e Elon Musk. 

Os discursos no funeral de Charlie Kirk

JD Vance – vice-presidente dos Estados Unidos –, Erika Kirk – a viúva de Charlie Kirk –; e Donald Trump – presidente dos EUA – discursaram durante o funeral. JD Vance considerava Charlie Kirk como um amigo próximo; durante seu discurso, disse que “toda a nossa administração está aqui, não apenas porque amávamos Charlie como amigo, mas porque sabemos que não estaríamos aqui sem ele. Charlie construiu uma organização que redefiniu o equilíbrio da nossa política”.


Erika Kirk discursa em funeral em homenagem ao marido (Vídeo: reprodução/YouTube/@FOX 5 Washington DC)

Erika Kirk, em seu discurso, disse que perdoava o assassino de Charlie Kirk; e que o marido ajudava jovens como o homem que o matou. Emocionada, a viúva disse que sente falta de Kirk todos os dias. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi a última autoridade a discursar. Durante sua fala, Trump afirmou que Charlie Kirk foi uma grande influência para jovens americanos, principalmente dentro de universidades tidas como liberais.

Trump comentou que “nosso maior evangelista da liberdade americana se tornou imortal. Agora ele é um mártir pela liberdade dos EUA. Sei que falo por todos aqui quando digo que nenhum de nós jamais esquecerá Charlie Kirk. E a história também não o esquecerá”. Depois dos discursos, Erika Kirk e Donald Trump se abraçaram.

Quem era Charlie Kirk

Kirk era considerado um ativista da direita americana. Charlie Kirk o grupo Turning Point: a organização tinha como objetivo apresentar ideais conservadores em universidades que possuíam ideais mais liberais. 

Charlie Kirk se tornou próximo do presidente Donald Trump após a vitória em 2024. Kirk chegou a acompanhar viagens de familiares de Trump. Charlie Kirk morreu no dia 10 de setembro, após levar um tiro enquanto discursava em uma universidade.