ChatGPT no telefone: novidade promete acessibilidade para quem não tem internet

Se você é um dos entusiastas que adora ficar conversando com as inteligências artificiais, como Gemini, Alexa e Siri, temos novidades. A OpenAI anunciou na última quarta-feira (21/12), um recurso que permite aos usuários dos Estados Unidos ligarem para o ChatGPT por telefone. O serviço é acessado pelo número 1-800-CHATGPT, e oferece até 15 minutos de conversa gratuita por mês, sendo uma alternativa para quem não tem acesso a uma internet rápida, tornando a inteligência artificial mais acessível.

Chat GPT no telefone: como funciona o recurso

Com o número 1-800-CHATGPT, os usuários dos EUA podem conversar com o ChatGPT usando um telefone normal, sem precisar baixar aplicativos ou se cadastrar, tornando-o simples e prático. A novidade é parte da campanha “12 Dias de OpenAI” ou “Shipmas” e foi desenvolvida em poucas semanas, segundo a empresa.

Além disso, o recurso está disponível globalmente pelo WhatsApp pelo número 1-800-242-8478, com uma versão melhorada do GPT-4o mini, que processa as interações em tempo real. Mesmo com essas vantagens, a versão ainda não oferece o mesmo grau de personalização e profundidade como a versão Web, porém é mais acessível.


Open Ai mostrou como o serviço funciona em sua rede social (Vídeo: reprodução/Instagram/@openai)


Privacidade e limitações do ChatGPT no telefone

Antes de começar a usar, os usuários precisam aceitar os Termos de Uso e a política de privacidade da OpenAI. A empresa afirmou que as chamadas feitas não serão usadas para treinar seus modelos de inteligência artificial, mas alertou que os dados podem ser revisados por motivos de segurança, se for necessário. O que ajuda a evitar casos preocupantes, como o do garoto que se suicidou após se apaixonar por uma I.A.

O serviço tem um limite de 15 minutos gratuitos por mês, sendo mais voltado para quem quer experimentar a IA pela primeira vez ou prefere um canal de comunicação mais acessível. Para usar as funcionalidades completas a OpenAI recomenda o uso do aplicativo ou da versão web.

Concorrência acirrada no mercado de IA’s

O anúncio chega em meio a um mercado extremamente competitivo, onde empresas como a Google, Meta e xAI de Elon Musk estão apresentando diversas inovações nessa corrida pela melhor inteligência artificial, desafiando o reinado da OpenAI e seu Chat GPT.

Essa novidade é mais um passo na missão da OpenAI de expandir e tornar sua inteligência artificial mais acessível, utilizando plataformas como o WhatsApp, que alcançam públicos em mercados onde aplicativos de mensagens são dominantes, como América Latina e Índia.

Nasa adia retorno de astronautas em missão prolongada no espaço

Os astronautas Barry Butch Wilmore e Suni Williams, que estão na Estação Espacial Internacional (ISS) desde junho, terão que aguardar ainda mais para retornar à Terra. A Nasa anunciou nesta segunda-feira (17) que a dupla, inicialmente prevista para voltar em fevereiro, só deve desembarcar no final de março de 2025 ou, possivelmente, em abril do mesmo ano.


Nasa atrasa lançamento da missão Crew-9, da SpaceX, que traria de volta em fevereiro (Foto: reprodução/Divulgação/Nasa/SpaceX)

A missão, que começou como um teste de uma semana da cápsula Starliner, da Boeing, foi estendida para oito meses devido a falhas detectadas no sistema de propulsão da espaçonave. Após ser considerada insegura para voo tripulado, a Starliner retornou à Terra vazia em setembro, deixando os astronautas aguardando uma solução alternativa.

Segundo comunicado oficial divulgado pela agência espacial, Nasa, um atraso no lançamento da missão Crew-9, da SpaceX, que traria de volta em fevereiro, foi adiada para o final de março do próximo ano ou até mesmo abril, ou seja, uma integração entre a tripulação que deixaria a ISS (Estação Espacial Internacional) com a tripulação da missão Crew-10.

O comunicado da agência diz: “A NASA e a SpaceX avaliaram várias opções para gerenciar a próxima transferência tripulada, incluindo o uso de outra nave espacial Dragon e ajustes de manifesto. Após cuidadosa consideração, a equipe determinou que lançar a Crew-10 no final de março, após a conclusão da nova nave espacial Dragon, era a melhor opção para atender aos requisitos da Nasa e atingir os objetivos da estação espacial para 2025”.

Atrasos e desafios na nova tripulação

O retorno dos astronautas está diretamente ligado ao envio de uma nova tripulação para a ISS, mas essa operação também enfrenta atrasos, sendo cancelada por mais de um mês. A próxima tripulação de quatro integrantes da Nasa, que deveria ser lançada em fevereiro, será composta por Wilmore e Williams, com outros dois astronautas.

A SpaceX, responsável por transportar a equipe substituta, precisará de mais tempo para concluir os preparativos de sua nova cápsula, agora programada para lançamento no final de março.

A Nasa avaliou o uso de uma cápsula alternativa para manter o cronograma, mas decidiu que aguardar a conclusão da nova nave era a opção mais segura e confiável. A agência também destacou a importância de sobreposição de tripulações na ISS, garantindo uma transição mais eficiente entre missões.

Entenda o histórico

A missão da dupla começou em 5 de junho, com o lançamento da Starliner, espaçonave da Boeing, no primeiro voo tripulado da empresa para a ISS, onde sua espaçonave permanece acoplada.  Originalmente, a nave, que deveria trazê-los de volta uma semana após o lançamento, foi interrompida após problemas no sistema de propulsão terem sido detectados, o que de fato fez a Nasa questionar a confiabilidade da empresa da nave. 

Após essa descoberta, em setembro, a espaçonave retornou à Terra vazia, e equipes das duas empresas realizaram testes para tentar entender melhor a causa dos problemas verificados durante a viagem, responsável por levantar preocupações sobre sua capacidade de sair da órbita e realizar voos tripulados com segurança.

Segundo a agência espacial americana, os problemas estariam em cinco dos 28 propulsores da cápsula da nave que falharam durante a acoplagem na estação espacial, além do superaquecimento e vazamentos de hélio identificados pela Boeing.

Desafios técnicos e futuros voos com a SpaceX

Cerca de dez anos atrás, a NASA firmou contratos com a Boeing e a SpaceX para criar espaçonaves capazes de levar astronautas até a Estação Espacial Internacional. Contudo, os frequentes desafios enfrentados pela Starliner destacam a SpaceX como a opção mais confiável.

Os problemas com a Starliner refletem desafios enfrentados pela Boeing para cumprir os requisitos de segurança da Nasa. Para garantir a segurança do retorno, a SpaceX com a missão Crew-9, reservou dois assentos na Dragon, espaçonave da empresa rival da Boeing, para “dar carona” à dupla de volta para a Terra, se consolida como principal fornecedora de transporte espacial da agência, demonstrando maior confiabilidade em suas operações.

Essa missão seria um passo importante para a Boeing garantir um certificado da Nasa de permissão para a realização de viagens rotineiras, ao lado da SpaceX, de Elon Musk.

Mesmo com os contratempos, Wilmore e Williams continuam desempenhando funções críticas na ISS, enquanto aguardam a oportunidade de retornar à Terra. A situação ilustra os riscos e complexidades de missões espaciais, destacando a importância de soluções redundantes e protocolos rigorosos de segurança.

SpaceX faz pouso seguro com foguete Starship

Durante a noite da ultima terça-feira, a SpaceX realizou mais uma etapa de testes com o foguete Starship, desta vez optando por pousar o propulsor Super Heavy no Golfo do México, em vez de sua base em terra. A escolha gerou questionamentos, mas, segundo Greg Autry, reitor associado para o espaço da Universidade da Flórida Central, as operações “pareceram muito boas”.

Cautela no lançamento

Em entrevista à CNN, Autry destacou que o procedimento pode ter sido motivado por excesso de cautela, especialmente considerando a presença de figuras importantes no local do lançamento, no Texas. Entre elas, o CEO da SpaceX, Elon Musk, e o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Não acho que eles tenham tido uma grande anomalia, porque pareceu muito bom para mim”, afirmou Autry. Ele sugeriu que a opção pelo pouso no mar poderia estar relacionada à segurança, para evitar qualquer risco à integridade dos espectadores famosos. “Talvez eles só queiram ter cuidado para não matar o presidente eleito dos Estados Unidos de forma alguma”, comentou.

Implicações técnicas

No entanto, o pouso no mar trouxe algumas implicações técnicas: o propulsor não poderá ser reutilizado, já que não foi projetado para resistir à corrosão causada pela água salgada. Isso contrasta com a prática habitual da SpaceX de recuperar e reutilizar seus propulsores para reduzir custos operacionais, sendo esse o uma das principais armas da empresa diante a outras empreitadas espaciais.


Lançamento de foguete da SpaceX (Foto: reprodução/Getty Images News/Joe Raedle/Getty Images Embed)


Enquanto isso, Autry desponta como um dos possíveis nomes para assumir a administração da NASA no próximo mandato de Trump. Em declaração à CNN, a equipe do presidente eleito afirmou que as decisões sobre a formação de sua segunda administração ainda estão sendo tomadas e serão anunciadas futuramente.

O teste bem-sucedido apenas reforça o compromisso da SpaceX em avançar na exploração espacial, mas a escolha do pouso marítimo levanta discussões sobre os desafios e as estratégias de segurança em eventos com tamanha visibilidade, algo deve apenas avançar com os futuros lançamentos da empresa recebendo cada vez mais atenção

Após Janja atacar Elon Musk Lula diz que não precisa de xingamentos

No último sábado (16), durante um evento do G20, a esposa do presidente Lula, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, se irritou com a buzina de um navio e xingou o bilionário Elon Musk, dono da plataforma “X”. A fala gerou repercussão, mas algumas horas depois, durante sua própria palestra, o presidente Lula usou a oportunidade para ressaltar que é preciso focar na resolução de problemas mais urgentes, como a fome no Brasil, e destacou que em vez de xingamentos, o foco deve ser em ações construtivas.

Sem ofensas

Durante seu discurso no G20, o presidente petista reafirmou que não é necessário recorrer a ofensas para resolver as questões internacionais. Ele enfatizou a importância de focar em ações concretas para combater a fome no mundo, incentivando os líderes a se concentrarem na solução da crise alimentar global. Lula ressaltou que, em vez de se envolver em ataques pessoais, o foco deve estar em unir esforços para atender os necessitados e buscar alternativas que aliviem a escassez de alimentos em diversas regiões do planeta.


Lula no G20 no dia 16 de Novembro sendo o terceiro dia do evento (foto: reprodução/Buda Mendes/Getty Images Embed)


O ocorrido

Enquanto discursava sobre o problema da desinformação, Janja, esposa do presidente Lula, xingou o empresário Elon Musk após ser interrompida pelo som de uma buzina de navio próximo ao local do evento. Ao ouvir a buzina, ela afirmou que era o dono do antigo “Twitter” quem a estava atrapalhando naquele momento. No entanto, logo após a interrupção, continuou seu discurso, dizendo o seguinte:

Alô, acho que é o Elon Musk. Eu não tenho medo de você. Inclusive, fuck you Elon Musk“.

Resposta

Após ser alvo de xingamentos por parte da atual primeira-dama do Brasil, Janja, Elon Musk respondeu de forma contundente, afirmando que, nas eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atualmente ocupa o cargo, será derrotado nas urnas.

O G20, evento internacional de grande relevância, está acontecendo no Brasil, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro, onde líderes mundiais se reúnem para discutir questões globais.

Trump aponta Elon Musk como chefe do Departamento de Eficiência Governamental

O recém-eleito presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (12), que o bilionário da Tesla, Elon Musk, fará parte do Departamento de Eficiência Governamental durante seu mandato. Musk irá chefiar o departamento ao lado do empresário Vivek Ramaswamy, que foi candidato nas primárias republicanas para poder concorrer à presidência.

Trump cumpre promessa

O republicano prometeu a Elon Musk, um de seus maiores apoiadores durante a campanha, que o colocaria nessa comissão de eficiência governamental se assumisse o cargo. O comunicado desta semana tornou a promessa em algo oficial. A missão de Musk, nas palavras de Trump, será de “desmantelar a burocracia governamental, cortar regulamentações excessivas, cortar gastos desnecessários e reestruturar as agências federais”. 

Trump disse ainda que o departamento irá fornecer conselhos e orientações externas do governo, auxiliando a Casa Branca e o Escritório de Administração e Orçamento a impulsionar reformas em larga escala. Musk foi à rede social X para se pronunciar sobre seu novo cargo, prometendo transparência completa e que ouvirá o que os cidadãos querem.


Elon Musk disse que este é apenas o início de suas ambições no mundo da política (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images embed)


Em seu post, Musk afirma que sempre que a população achar que algo importante ou desnecessário está sendo cortado, basta comunicá-los que o departamento tomará providências. De acordo com a Associated Press, Musk doou cerca de 200 milhões de dólares à campanha de Trump e as empresas do bilionário, a SpaceX e a Tesla, possuem contratos milionários com o governo americano. Por conta disso, críticos apontam para eventual conflito de interesses, já que Elon Musk tem agora acesso aos gastos federais.

Musk prometeu um corte de US$2 trilhões, o que pode trazer “dificuldades temporárias” à nação. O empresário também deve pressionar o presidente por um relaxamento da regulamentação sobre as criptomoedas e a inteligência artificial, áreas nas quais Musk investiu fortemente. 

Em transmissão feita em 5 de novembro, data da eleição americana, Musk comunicou aos seus seguidores que esse era apenas o começo de seus interesses políticos. A ideia de ter o empresário assumindo o “DOGE”, como os apoiadores de Trump chamam o Departamento de Eficiência Governamental, é de realizar cortes cirúrgicos no governo, igual aos que Musk fez ao comprar a rede social Twitter, que foi renomeada de X.

O parceiro de Musk na agência

Elon Musk trabalhará diretamente com Vivek Ramaswamy, que foi chamado de “Novo Trump” durante as primárias republicanas, que decidem quem será o candidato do Partido a concorrer à presidência. Ramaswamy é um bilionário que trabalha no setor de biotecnologia e é filho de imigrantes indianos. O empresário segue pontos da cartilha da extrema direita e diz que todos os imigrantes ilegais devem ser deportados do país.


O bilionário Vivek Ramaswamy compartilha os mesmos ideias de Trump em relação à imigração irregular (Foto: reprodução/ David Dee Delgado/Getty Images embed)


Musk já iniciou os trabalhos ao lado de Howard Lutnick, o copresidente da equipe de transição de Donald Trump. Ele é considerado um dos principais nomes para assumir o cargo de Secretário do Tesouro. Trump diz esperar que a parceria dos bilionários traga um choque de gestão ao governo e a expectativa é que ambos concluam seus trabalhos na agência até 4 de julho de 2026.

Trump se diz ainda ansioso para ver Elon Musk e Vivek Ramaswamy realizando mudanças na burocracia federal, focando na eficiência e na melhoria da vida de cidadãos americanos. O presidente chamou o “DOGE” de o potencial “Projeto Manhattan” dos tempos atuais. Lembrando que esse projeto foi o responsável pelo desenvolvimento da primeira bomba atômica nas mãos de cientistas como Oppenheimer, durante o período da Segunda Guerra Mundial.  Apesar do comunicado, ainda não está claro como a agência será financiada nem como funcionará.

Nave Dragon da SpaceX é responsável por ajudar a manter Estação Espacial em órbita

A nave Dragon, da SpaceX, realizará uma manobra inédita nesta sexta-feira (8) ao dar um “empurrãozinho” na Estação Espacial Internacional (ISS) para mantê-la em órbita. A manobra, anunciada pela NASA em coletiva de imprensa, é uma tentativa de preparar a SpaceX para assumir, até 2030, a missão de desativar a estação e trazê-la de volta à Terra de forma controlada.

Preparação para o desafio da desativação da ISS

Após acoplar-se à Estação Espacial Internacional, a nave Dragon, da empresa de Elon Musk, SpaceX, acionará seus propulsores para elevar a altitude da ISS, que lentamente perderá altura por causa do arrasto da atmosfera. Essa operação é necessária não só para manter a ISS a cerca de 400 km de altitude, mas também para que a SpaceX se prepare para uma missão ambiciosa: desorbitar e desativar a estação espacial até 2030.

A partir da próxima década, com o surgimento de estações espaciais comerciais, a ISS será desativada e guiada de volta à Terra para uma reentrada segura. A SpaceX foi a empresa escolhida para liderar essa complexa tarefa, que envolve o uso de uma nave Dragon modificada com mais de 40 propulsores, uma evolução em relação aos 16 propulsores da versão atual. De acordo com Jared Metter, diretor de confiabilidade de voo da SpaceX, essa demonstração inicial ajudará a coletar dados importantes para as futuras adaptações da Dragon para a missão de desorbitar a ISS.


A Dragon se aproximando da estação espacial internacional (Post: eprodução/X/SpaceX)

Mudança nos procedimentos e alternativas tecnológicas

A necessidade de reajustes de altitude da ISS surge porque o atrito com as moléculas da atmosfera terrestre puxa a estrutura para baixo, exigindo impulsos ocasionais. Antes, espaçonaves russas Soyuz executavam essas manobras. No entanto, a invasão da Ucrânia e o foco da Rússia em sua própria estação espacial levaram a NASA a buscar novas opções. A nave Cygnus, da Northrop Grumman, foi testada em 2022, mas o procedimento foi abortado em poucos segundos, mostrando a importância da Dragon para essa tarefa. A SpaceX encara esse desafio como uma oportunidade de aprimorar a nave Dragon e consolidar seu papel na exploração espacial, apesar de incidentes recentes com lançamentos do Falcon 9 e o sistema de paraquedas da Crew Dragon, todos resolvidos rapidamente sem impacto na segurança.

Fortuna dos 10 mais ricos dispara com vitória de Trump: Elon Musk lidera salto de US$ 64 bi

A reeleição de Donald Trump gerou um recorde de aumento de riqueza para os dez maiores bilionários do mundo. Somente no dia após a vitória, esses ultra-ricos viram suas fortunas crescerem em US$ 64 bilhões, impulsionados pela alta das ações e pelo otimismo com um futuro de menos regulamentação e mais incentivos ao mercado, o maior crescimento diário registrado desde o início do Bloomberg Billionaires Index, em 2012. Liderando essa expansão, Elon Musk, fundador da Tesla, acrescentou impressionantes US$ 26,5 bilhões à sua fortuna.

Trump e outros ultra-ricos

Liderando esse aumento colossal, Elon Musk, o homem mais rico do mundo, viu sua fortuna saltar US$ 26,5 bilhões, para um total de US$ 290 bilhões. Musk, um dos apoiadores mais fervorosos de Trump, acabou consolidando ainda mais sua posição no topo do ranking global de bilionários. Outros pesos-pesados, como Jeff Bezos, que adicionou US$ 7,1 bilhões ao seu patrimônio, e Larry Ellison, com um incremento de US$ 5,5 bilhões, também registraram ganhos significativos.

Esse cenário beneficia nomes de destaque como Bernard Arnault, do grupo LVMH, e os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, entre outros gigantes da tecnologia e do setor financeiro, como Mark Zuckerberg. A expectativa é que o novo mandato de Trump traga novos estímulos ao mercado financeiro e ao setor imobiliário, criando oportunidades de lucros de curto e médio prazo, conforme apontam especialistas como Samy Chaar, economista-chefe da Lombard Odier.


Trump junto com seu aliado Elon Musk em um comício na Pensilvânia (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


Um mercado aquecido no novo governo Trump

A vitória de Trump parece representar uma continuidade nas políticas de desregulamentação e cortes tributários que ele iniciou em seu primeiro mandato, o que explica o entusiasmo dos investidores. O dólar também subiu, sinalizando a confiança em uma nova fase para a economia sob a gestão de Trump. Analistas financeiros acreditam que essas diretrizes podem gerar estímulos significativos em setores como o imobiliário e o mercado financeiro, trazendo um período de crescimento acelerado. Samy Chaar, economista-chefe da Lombard Odier, ressalta a importância dessas políticas, afirmando que elas “oferecem novas oportunidades de lucro, especialmente para o setor financeiro e para os grandes investidores”.

Além do impacto nas fortunas pessoais dos bilionários, a valorização da empresa de mídia social de Trump, a Truth Social, também refletiu esse otimismo. Após a reeleição, as ações da empresa dispararam, aumentando a fortuna de Trump para cerca de US$ 5,3 bilhões em valor de mercado, acima dos US$ 3,9 bilhões do dia anterior. Como acionista dominante da companhia, Trump se beneficiou diretamente desse boom inicial, que mostra a confiança do mercado nas promessas de desregulamentação e incentivo às grandes corporações.

Com o cenário favorável à frente, investidores e empresários ultra-ricos se posicionam para capitalizar ainda mais, enquanto a nova administração se compromete a seguir uma linha de crescimento econômico consistente e focado em fortalecer o mercado americano.

SpaceX envia primeiro satélite com estrutura de madeira ao espaço

A companhia aeroespacial de Elon Musk realizou nesta terça-feira (5), o lançamento bem-sucedido do minissatélite batizado de LignoSat. O artefato espacial foi enviado em um foguete não-tripulado, com previsão de ser colocado em órbita cerca de um mês após sua chegada a ISS (Estação Espacial Internacional). O dispositivo deverá orbitar a aproximadamente 400 km acima da Terra.


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Sustentabilidade no espaço – O primeiro satélite de madeira do mundo, construído por pesquisadores japoneses, foi lançado ao espaço nesta terça-feira (5). Chamado de LignoSat, o satélite desenvolvido pela Universidade de Kyoto e pela construtora Sumitomo Forestry, foi lançado para a Estação Espacial Internacional em uma missão da SpaceX, do bilionário Elon Musk. Posteriormente, será lançado em órbita a cerca de 400 km acima da Terra. Nomeado em homenagem à palavra latina para “madeira”, o LignoSat, do tamanho da palma da mão, tem a tarefa de demonstrar o potencial cósmico do material renovável na exploração do espaço. Com um plano de 50 anos de plantar árvores e construir casas de madeira na Lua e em Marte, a equipe de Doi decidiu desenvolver um satélite de madeira certificado pela Nasa para provar que o material tem qualidade espacial. “Os aviões do início dos anos 1900 eram feitos de madeira”, disse o professor de ciências florestais da Universidade de Kyoto, Koji Murata. “Um satélite de madeira também deve ser viável.” A madeira é mais durável no espaço do que na Terra, porque não há água ou oxigênio que possam apodrecê-la ou inflamá-la, acrescentou Murata. Um satélite de madeira também minimiza o impacto ambiental no final de sua vida útil, dizem os pesquisadores. Satélites desativados devem reentrar na atmosfera para que não se tornem detritos espaciais. Os satélites convencionais de metal criam partículas de óxido de alumínio durante a reentrada, mas os de madeira simplesmente queimariam, com menos poluição, disse Doi. Veja mais em g1. #spacex #espaço #tiktoknoticias

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SpaceX lança satélite de madeira (Vídeo: reprodução/TikTok/@g1)

Tecnologia na criação do minissatélite

Com um peso aproximado de 900 gramas e dimensões de 10 centímetros por lado, o LignoSat foi construído pela Universidade de Kyoto em parceria com a empresa japonesa Sumitomo Forestry, especializada em madeira, produtos florestais e construção sustentável. Os painéis do equipamento foram feitos de madeira honoki, proveniente de uma espécie de magnólia nativa do Japão. Além disso, foi utilizada uma técnica tradicional que dispensa o uso de parafusos e cola.

Cientistas apontam benefícios

Takao Doi, astronauta e pesquisador da Universidade de Kyoto, explicou que a madeira se mostra mais resistente no espaço do que na Terra, uma vez que não há presença de água ou oxigênio para causar a deterioração ou combustão do material.

Com a madeira, um material que nós mesmos podemos produzir, seremos capazes de construir casas, viver e trabalhar no espaço para sempre”


Takao Doi, professor e pesquisador na Universidade de Kyoto (Foto: reprodução/Meteored)

Além dos pontos levantados por Takao Doi, segundo pesquisadores da NASA que estudam a nova tecnologia, o uso de madeira em satélites contribui para reduzir o impacto ambiental ao fim de sua vida útil. Satélites fora de operação precisam entrar novamente na atmosfera para evitar que se transformem em lixo espacial. Enquanto os modelos convencionais de metal liberam partículas de óxido de alumínio ao retornarem à Terra, os feitos de madeira apenas se desintegrariam, gerando menos poluição.

Elon Musk consegue permissão para sortear milhões de dólares a eleitores de Trump e gera controvérsia

O bilionário Elon Musk, voltou a ser o centro das atenções na corrida presidencial dos Estados Unidos ao doar milhões de dólares em sorteios direcionados a eleitores indecisos nos chamados “estados-pêndulo”. A iniciativa, promovida pelo grupo America PAC, tem sido vista como uma estratégia para atrair votos para o ex-presidente Donald Trump, de quem Musk tornou-se um apoiador neste ano, divulgando a campanha do candidato através de sua plataforma de mídia social, o “X” (anteriormente Twitter).

Doações em estados-chave incentivam eleitores indecisos

A polêmica ação foi anunciada pelo America PAC através da plataforma X, onde a entidade apoiadora de Trump agradeceu “a todos que apoiaram o direito à posse e porte de armas”. Essa assinatura na petição pró-armas foi o critério para elegibilidade ao sorteio, gerando discussões em meio a um cenário eleitoral já tenso. Desde o início da campanha, Musk já desembolsou US$ 18 milhões em prêmios para eleitores dos estados considerados cruciais para o resultado da eleição.


Elon Musk apoia Donald Trump em sua campanha eleitoral (Foto: reprodução/Instagram/@clarincom)


Biden critica estratégia de Musk

A resposta à estratégia do bilionário foi imediata. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou as doações como “totalmente repugnantes”, afirmando que a prática parece uma tentativa de influenciar votos. Críticos de Trump também acusam Musk de “comprar votos” ao direcionar seus sorteios para eleitores indecisos em estados estratégicos.

A decisão judicial, que ocorreu nesta segunda-feira (04), autorizou os sorteios um dia antes do fechamento das urnas. Segundo o Departamento de Justiça, pagamentos para influenciar votos podem infringir a lei federal, mas até agora nenhuma ação formal foi tomada contra o grupo. Desde o início da campanha, Musk já investiu cerca de US$ 120 milhões (R$ 700 milhões) no America PAC, com o objetivo de mobilizar eleitores e impulsionar o apoio ao ex-presidente e candidato republicano.

X ainda não alcançou números habituais da plataforma após desbloqueio no Brasil

Desbloqueado em 8 de outubro por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o X, rede social pertencente ao polêmico Elon Musk, ainda não conseguiu retomar seu volume habitual de publicações no Brasil. Contudo, dados recentes sugerem uma tendência de recuperação, com um aumento gradual na atividade e no engajamento dos usuários. Essa situação reflete um processo de adaptação da plataforma, que está trabalhando para restabelecer sua presença e relevância no mercado brasileiro, apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos meses. A expectativa é que, com o tempo, o número de postagens volte a se aproximar dos patamares anteriores ao bloqueio.


Elon Musk, CEO do Tesla e SpaceX e dono do antigo Twitter (Foto: reprodução/Chesnot/Getty Images Embed)


Dados do levantamento

Um estudo inédito da consultoria Arquimedes mostra que, nas últimas duas semanas, a plataforma X teve uma média diária de 9,9 milhões de postagens em português. Esse número representa uma queda de 16% em relação ao engajamento que a plataforma apresentava antes do bloqueio, que ocorreu em agosto devido a questões judiciais. Naquele período, os usuários estavam publicando aproximadamente 11,8 milhões de mensagens diariamente. Essa redução no volume de postagens sugere que, embora haja uma recuperação gradual após o desbloqueio, a plataforma ainda não voltou aos níveis anteriores. Essa situação reflete as consequências do bloqueio e a necessidade de restabelecer a confiança e o engajamento dos usuários.

Embora tenha havido uma queda significativa no volume de publicações durante o período de bloqueio, a consultoria Arquimedes aponta que a recuperação da rede social X é evidente, especialmente ao analisar as médias semanais de postagens. Uma comparação com os dados coletados durante o bloqueio mostra um aumento considerável na atividade da plataforma. Quando Alexandre de Moraes e o STF decidiram suspender o serviço, a média de postagens diárias caiu drasticamente para apenas 2,4 milhões. Esses posts foram, em grande parte, feitos por usuários fora do Brasil ou aqueles que conseguiram burlar a proibição.

Outras alternativas durante o bloqueio

Durante intervalo de restrição, outras plataformas como BlueSky e Threads se destacaram como alternativas atrativas para os usuários insatisfeitos com a falta do X. O crescimento dessas opções aumentou a concorrência no mercado de redes sociais, ressaltando a necessidade de a plataforma X não apenas retomar suas atividades, mas também desenvolver estratégias para reconquistar e manter seus usuários, que agora têm acesso a mais opções.