Trump encerra organização de ajuda humanitária internacional, segundo Elon Musk

Na última segunda-feira (03), o bilionário Elon Musk afirmou, através da rede social X, que o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em acabar com a instituição de ajuda humanitária internacional (USaid). A organização presta auxílio a países que vivem em situações de extrema pobreza, crise humanitária ou instabilidade política.

Em transmissão na internet, Musk declarou que a agência era um “ninho de vermes”, e que se tratava de uma instituição criminosa.

No sábado (01), a equipe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do novo governo de Donald Trump, foi impedida de acessar áreas restritas do prédio da agência. Os dois funcionários que impediram o acesso foram afastados do cargo.

O site da instituição, que conta com mais de 10 mil funcionários, está fora do ar desde sábado. O prédio da USaid amanheceu fechado na última segunda-feira (03), e os empregados foram orientados a trabalharem de casa.

Donald Trump, por sua vez, apoiou a postura de Elon Musk e afirmou que a Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USaid) era um bom conceito, mas era comandada por “lunáticos radicais de esquerda”.

Novo diretor

A Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional, agora está sob o comando do secretário de Estado do governo de Trump, Marco Rubio. Rubio assim como Trump e Elon Musk, disse que a instituição precisa passar por mudanças e que ela tem que agir em defesa dos interesses dos Estados Unidos.

O novo diretor interino também afirmou que a agência era “completamente irresponsiva”, pois se recusava a compartilhar informações sobre os programas que controlava.


USaid oferecendo assistência alimentar (Foto: reprodução/Instagram/@usaidsaveslives)

USaid

Criada em 1961, durante a Guerra Fria, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USaid) foi uma agência independente colocada em vigor por John F. Kennedy, e tinha como propósito aumentar a influência americana pelo mundo, naquele período.

A instituição continuou de pé durante muitos governos, porque a manutenção de ajuda humanitária era vista como uma questão de segurança nacional, uma vez que evitaria que problemas externos afetassem a população americana.

Além de ser a instituição que mais doa alimentos no mundo, a USaid atua ativamente nas zonas de guerra, prestando socorro por meio de hospitais improvisados.

Musk ameaça retaliar senadores que não apoiarem indicados de Trump

O bilionário Elon Musk ameaçou retaliar senadores que não apoiarem os indicados do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para compor o secretariado do novo governo. As informações foram reveladas pela revista Time nesta segunda-feira (20).

Plano de ação e Super PAC

Mais de 50 nomes indicados por Trump para o próximo governo precisam ser aprovados pelo Senado. A maioria das indicações corresponde a secretários, que ocupam cargos equivalentes ao de ministros de Estado no Brasil. Até agora, apenas Marco Rubio foi confirmado como secretário de Estado. Os outros indicados continuam sendo sabatinados ou aguardam votação.

Musk, segundo a Time, prometeu usar um Super Comitê de Ação Política (Super PAC) para financiar campanhas de candidatos que se oponham à reeleição de senadores que votarem contra os nomes indicados por Trump. O Super PAC é uma ferramenta legalmente permitida nos EUA que permite contribuições ilimitadas a favor de candidatos, o que pode influenciar diretamente os resultados eleitorais.

Senadores republicanos e resistência interna

Embora o Partido Republicano ocupe a maioria das cadeiras no Senado, com 53 de 100, nem todos os senadores apoiam todas as escolhas de Trump. A mais controversa tem sido a indicação de Pete Hegseth para o cargo de secretário de Defesa. Hegseth, sendo um veterano da Guarda Nacional e famoso apresentador de TV, enfrenta resistência devido a acusações de abuso e questionamentos sobre sua qualificação para comandar o Pentágono.

Diante disso, uma senadora republicana que inicialmente se mostrou cética em relação à indicação de Hegseth decidiu apoiá-lo publicamente após as ameaças de Musk.

Relação de Musk com o governo e o risco de conflito de interesses

Musk, chefe do Departamento de Eficiência Governamental no governo Trump, tem o desafio de analisar os gastos do governo e promover cortes no orçamento. Além disso, o bilionário é visto como uma peça-chave na campanha de Trump para as eleições de 2024, tendo investido cerca de US$ 200 milhões na corrida presidencial republicana.


Musk esteve na posse de Trump ao lado de outros CEO de grandes empresas americanas (Foto: reprodução/X/@ayeejuju)

No entanto, críticos alertam para o risco de um possível conflito de interesses, já que Musk terá acesso a dados de agências federais enquanto suas empresas, como Tesla e SpaceX, prestam serviços para o governo. A relação entre Musk e o governo Trump levanta preocupações sobre a imparcialidade e transparência nas decisões administrativas e financeiras.

Trump abre possibilidade de compra do TikTok

O destino do TikTok nos Estados Unidos tornou-se uma questão central nas tensões entre Washington e Pequim. Recentemente, o recém eleito presidente Donald Trump sinalizou estar aberto a um acordo que envolveria Elon Musk, CEO da Tesla, ou Larry Ellison, fundador da Oracle, como possíveis compradores do aplicativo de compartilhamento de vídeos. A proposta inclui ainda a participação do governo americano como sócio na operação.

A proposta de Trump

Durante um evento na Casa Branca, Trump sugeriu que metade do valor da empresa poderia ser destinada aos Estados Unidos como parte de um acordo que garantiria a licença para o funcionamento do TikTok no país.

Apesar da abertura ao diálogo, a ByteDance, empresa controladora do TikTok, permanece relutante em vender a plataforma. A companhia enfrenta pressão para cumprir uma lei que exige desinvestimento nos Estados Unidos devido a preocupações de segurança nacional. Pequim, por sua vez, vê espaço para negociação, mas é improvável aceitar um acordo politicamente motivado.


Donald Trump (Foto: reprodução/Pool/Getty Images Embed)


Possíveis compradores

Entre os interessados na compra do TikTok estão figuras de destaque no mundo dos negócios. Além de Musk e Ellison, nomes como o empresário Frank McCourt e o investidor Kevin O’Leary já demonstraram interesse. McCourt, ex-dono do Los Angeles Dodgers, sugeriu adquirir o aplicativo sem seu mecanismo de recomendação, enquanto O’Leary afirmou que poderia fechar o negócio rapidamente, avaliando a operação em cerca de US$ 20 bilhões.

Outro grupo interessado inclui o criador de conteúdo MrBeast, que se uniu ao empresário Jesse Tinsley para fazer uma proposta pela plataforma. No entanto, questões como o acesso ao algoritmo do TikTok e preocupações antitruste podem complicar as negociações.

Tensões com a China

A principal resistência à venda está na relação entre a ByteDance e o governo chinês. O Partido Comunista Chinês possui leis que permitem acesso a dados das empresas nacionais, gerando receios de espionagem. Embora a ByteDance negue que dados de usuários americanos sejam compartilhados com autoridades chinesas, a Suprema Corte dos EUA manteve recentemente a lei que exige a venda ou o banimento da plataforma.

Próximos passos

Com a ordem executiva de Trump estendendo o prazo para um possível acordo por mais 75 dias, o TikTok segue temporariamente disponível nos Estados Unidos. Analistas avaliam que, com permissão para operar, a empresa poderia alcançar um valor de mercado de até US$ 1 trilhão.

Enquanto isso, o TikTok enfrenta um futuro incerto, dependendo de como as negociações entre governo americano, potenciais compradores e a ByteDance se desenrolarão. Para os milhões de usuários da plataforma, o desfecho dessa disputa pode redefinir o panorama das redes sociais nos Estados Unidos.

Elon Musk faz saudação polêmica na posse de Donald Trump

Na última segunda-feira (20), Donald Trump tomou posse do governo dos Estados Unidos, e Elon Musk discursou no evento. A comemoração da posse do republicano ocorreu no ginásio Capital One Arena, onde o dono da Tesla realizou um gesto, supostamente, de saudação nazista, durante sua fala.


Discurso de Elon Musk durante posse de Donald Trump (Vídeo: reprodução/X/@elonmusk)

Elon Musk discursa na posse de Donald Trump

O chefe do Departamento de Eficiência Governamental, criado por Donald Trump, subiu ao palco, animado, pulando, com os braços abertos. Elon Musk celebrou a vitória, discorrendo sobre como não foi fácil, e que foi determinante para todas as pessoas, para a civilização humana no geral.

Musk agradeceu a todos os estadunidenses que votaram em Trump, ressaltando que não teria sido possível sem eles, e agradeceu-os por ter feito com que o futuro com o republicano seja possível. Em seguida, a saudação nazista foi feita, o que chamou a atenção do mundo todo.

O empresário compartilhou o vídeo de seu discurso em postagem no X (antigo Twitter), dizendo que o futuro é empolgante. Futuro este que, segundo o dono da SpaceX, terá cidades e fronteiras seguras.

Propostas de Donald Trump cativam Elon Musk

Durante seu discurso inaugural, o presidente falou sobre os Estados Unidos colocarem uma bandeira em Marte, o que empolgou o dono da empresa SpaceX, responsável por voos espaciais privados, tendo, inclusive, um contrato com o governo estadunidense.

Seguindo a mesma linha, em sua fala, Musk comentou que o momento em que astronautas estadunidenses hastearem a bandeira do país em outro planeta será inspirador.

Ainda em celebração da vitória do atual presidente dos Estados Unidos, a conta de Donald Trump em sua rede social foi restaurada, o que foi comemorado pelo empresário, que exaltou o que chamou de “o retorno do rei”.


Perfil de Donald Trump no X volta à ativa (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

A conta de Trump no X (antigo Twitter) havia sido suspensa permanentemente em janeiro de 2021, antes da compra da plataforma pelo dono da Tesla, devido aos riscos de mais incitação à violência. A suspensão aconteceu dois dias depois de apoiadores de Trump terem invadido o Congresso dos Estados Unidos violentamente, o que causou a morte de cinco pessoas.

Elon Musk enfrenta novas acusações da SEC em caso envolvendo compra do Twitter

O bilionário Elon Musk, uma das figuras mais controversas do mundo dos negócios, está novamente no centro de um embate com a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Desta vez, a disputa judicial envolve supostas irregularidades na aquisição do Twitter, agora chamado de X, realizada em 2022.

O motivo das acusações

Segundo a SEC, Musk violou normas do mercado financeiro ao não informar, dentro do prazo legal, a compra de uma participação significativa de 5% nas ações do Twitter. A legislação exige que esse tipo de movimentação seja divulgada em até 10 dias, mas Musk teria demorado 21 dias para fazer o anúncio. A agência alega que o atraso causou um impacto econômico negativo nos investidores, já que o preço das ações subiu mais de 27%, após a revelação da aquisição.

Além de exigir uma multa, a SEC busca que Musk devolva os lucros obtidos com a suposta violação. O processo foi aberto em um tribunal federal de Washington.

A defesa de Musk

Alex Spiro, advogado do empresário, rebateu as acusações com veemência. Ele classificou a ação como “infundada” e acusou a SEC de perpetuar uma perseguição contra Musk. Em uma declaração, Spiro afirmou que o atraso no preenchimento do formulário exigido pela Seção 13(d) da legislação é uma infração administrativa de pouca relevância, caso seja comprovada.

Musk, por sua vez, não economizou as críticas à agência. Em um post na rede social X, o magnata chamou a SEC de uma “organização falida” e questionou o foco das investigações, dizendo que há crimes reais sendo ignorados, enquanto ele é perseguido.

Histórico de conflitos com a SEC


Securities and Exchange Commission ,SEC (Foto: reprodução/Pinterest)

Esta não é a primeira vez que Musk enfrenta problemas com a Comissão de Valores Mobiliários. Em 2018, ele foi acusado de fazer declarações enganosas sobre a possibilidade de tornar a Tesla, uma empresa privada, o que resultou em um acordo judicial. Desde então, a relação entre Musk e a agência tem sido marcada por tensões constantes.

Em 2023, o magnata também foi alvo de apelos de parlamentares para que fosse investigado por possíveis fraudes relacionadas à sua empresa Neuralink. Apesar disso, Musk continua a desafiar a SEC publicamente, alimentando uma narrativa de confronto entre o empresário e os reguladores.

Próximos passos

Enquanto o caso se desenrola nos tribunais, o impacto dessas acusações sobre a reputação de Musk e suas empresas continua sendo observado de perto. Por outro lado, ele também tem recebido apoio de figuras políticas influentes, como o recém-eleito presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou Musk como líder de um novo Departamento de Eficiência Governamental.

A trajetória de Musk é marcada por inovações e polêmicas, e este episódio parece ser mais um capítulo em uma história de desafios legais e embates com instituições reguladoras. O mundo agora aguarda para ver se ele conseguirá sair mais uma vez por cima, ou se, finalmente, terá que enfrentar consequências mais severas por suas ações.

Jonas Gahr Store demonstra preocupação com interferência política de Elon Musk

Nesta segunda-feira (6), o primeiro-ministro da Noruega revelou preocupação caso existam envolvimentos do bilionário Elon Musk em relação às políticas internas em outros países, fora dos Estados Unidos da América. Recentemente, o dono do antigo Twitter anunciou que vai ter uma conversa com a Alice Weidel, sendo a líder do partido, a qual representa a extrema-direita da Alemanha, dias antes das eleições no país europeu.

Preocupação

Em entrevista à emissora Norueguesa NRK, Jonas Gahr Store demonstrou preocupação:

“Acho preocupante que um homem com maior acesso às mídias sociais se envolva diretamente nos assuntos internos de outros países.”

Tendo em vista o informado pelo mesmo, a forma de tentar resolver situações pertinentes a locais que não sejam pertencentes aos EUA não deveria ser conduzida deste jeito. Ele ainda recomendou que não haja envolvimento do local em questão.


Elon Musk em discurso pós-vitória de Donald Trump (Foto: reprodução/Allison Robert-Pool/Getty Images embed)


Críticas

Além de ter buscado conexões com a Alemanha, Musk ainda teceu críticas a alguns locais pertencentes à Europa. Elon criticou políticos que são ligados a partidos de base da centro-esquerda, endossando seu posicionamento para o lado da base mais direitista. O líder da Noruega reagiu frente ao fato da reação da liderança do país alemão, a qual criticaram um possível envolvimento do criador da Tesla, sendo para eles uma interferência eleitoral.

Investigação

No momento, já está ocorrendo uma investigação acerca de como a rede do antigo Twitter lida com a desinformação. A comissão europeia está analisando se o X está cumprindo com as obrigações frente às questões relacionadas quanto a fake news. A ideia é buscar impedir conteúdos ilegais na plataforma. O porta-voz Thomas Reigner disse que o proprietário precisa assegurar que não utilizem a plataforma de maneira indevida.

Elon Musk divulgou recentemente que fará uma reunião com a líder da extrema-direita Alicia Weidel.

Ações da Tesla caem, reduzindo fortuna de Elon Musk

Segundo a lista das pessoas mais ricas do mundo da Forbes, Elon Musk, que possui empresas como Tesla Motors, X e SpaceX, ocupa o topo do ranking. Todavia, sua fortuna teve uma queda de US$ 11,4 bilhões (R$ 70,7 bilhões) após as ações da Tesla caírem.

Apesar da queda, o patrimônio do bilionário permanece acima de US$ 400 bilhões, conforme dados da Forbes EUA, que acompanha em tempo real os valores das fortunas.

O último ano da Tesla

No quarto trimestre de 2024, a Tesla divulgou uma produção que teve um resultado menor que o esperado, tendo uma baixa de 6,9% no mercado eletrônico Nasdaq.

Foram produzidos 495,9 mil veículos no trimestre citado, uma baixa de 2,84% das expectativas dos analistas, que estimaram o número de 510,4 mil veículos. Por mais que não tenha sido o número esperado, houve uma alta de 7,1% comparado com o trimestre anterior, além de ser 2,4% maior que os veículos produzidos no trimestre final de 2023.

Em 2024, analistas previam que seria gerado 1,8 milhão, e a Tesla produziu 1,78 milhão. No ano retrasado, foram fabricados 1,8 milhão de automóveis. Esta é a primeira vez que a empresa teve uma queda anual em sua produção, fazendo com que se busque entender se a razão pode ter sido por demandas diferenciadas, a economia global, ou mesmo novos concorrentes, como a empresa chinesa BYDDY, que produziu 4,3 milhões de veículos no último ano.

Investidores preocupam-se com queda da empresa

Poucos meses antes, a Tesla havia comunicado que sua taxa de crescimento anual composto (CAGR) era de 50%, fazendo com que a comunicação da queda surpreendesse os investidores da empresa de Musk.

Com a notificação da taxa de crescimento de 50%, os investidores não cogitaram a possibilidade desvalorização, mesmo após a Tesla comunicar que a taxa de crescimento dos veículos poderia ser menor por estarem preparando o lançamento de um novo produto da geração Gigafactory Texas.

Cybertruck da Tesla explode em Las Vegas

Fora a queda de produção, na primeira quarta-feira (2) do ano, houve uma explosão na frente do Trump International Hotel em Las Vegas envolvendo um dos Cybertrucks da empresa, que causou a morte de uma pessoa, e ferimentos em outras sete.


Momento em que Cybertruck da Tesla pega fogo em frente a hotel de Las Vegas (Vídeo: reprodução/X/@BNONews)

Ainda não se sabe como a explosão ocorreu, mas o xerife o Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, Kevin McMahill, informou que foram encontrados fogos de artifício grandes, recipientes de combustível e cilindros de gás.

A investigação da explosão explora a possibilidade de um ataque terrorista, relacionado com uma explosão que ocorreu no mesmo dia, em Nova Orleans, que levou a óbito quase 15 pessoas.

Em postagem no X, Musk disse que o veículo utilizado era alugado que foram utilizados fogos de artifícios, não havendo quaisquer relações com falhas ou problemas com o automóvel.

Forbes indica as 10 pessoas mais ricas do mundo

O diretor-executivo da Tesla Motors, Elon Musk, inicia 2025 no topo do ranking das 10 pessoas mais ricas do mundo, e o único bilionário em quase quarenta anos a possuir um patrimônio líquido maior que US$ 400 bilhões, equivalendo a R$ 2,48 trilhões, conforme averiguado pela Forbes.

O patrimônio total destas dez pessoas ultrapassa S$ 1,9 trilhão (R$ 11,78 trilhões), sendo um acréscimo de US$ 1,8 trilhão (R$ 11,16 trilhões) desde 1 de dezembro. Destes dez bilionários, sete estão ainda mais ricas do que estavam há um mês.

A pessoa mais rica do mundo

Em janeiro de 2025, seu patrimônio é considerado em volta de US$ 421,2 bilhões (R$ 2,61 trilhões), tendo aumentado US$ 91 bilhões (R$ 564,2 bilhões) desde o início de dezembro. Isso se deve após a SpaceX, empresa criada por Musk, ter aceitado comprar novamente ações de investidores internos, depois de um acordo que mostrou que a empresa valia US$ 350 bilhões (R$ 2,17 trilhões).

A nova avaliação tornou a SpaceX a empresa privada mais valiosa do mundo, superando a ByteDance e a OpenAI, responsáveis pelo TikTok e ChatGPT, respectivamente; Musk possui cerca de 42% de participação da empresa de foguetes.

Elon ganhou ainda mais relevância após Donald Trump ganhar a eleição presidencial dos Estados Unidos no ano passado, e tê-lo nomeado como co-líder do Departamento de Eficiência Governamental, um órgão consultivo novo, gerado para aumentar a eficácia do governo e reduzir seus gastos.

O ranking das 10 pessoas mais ricas do mundo

1 – Elon Musk


Elon Musk escuta o presidente eleito Elon Musk (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 421,2 bilhões (R$ 2,61 trilhões)

Fonte: Tesla, SpaceX, xAI, X

2 – Jeff Bezos


Jeff Bezos na cúpula anual DealBook do New York Times em 2024 (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 233,5 bilhões (R$ 1,45 trilhão)

Fonte: Amazon

Bezos sobe da terceira posição para a segunda, conforme registros de dezembro de 2024. Possuindo cerca de 9% da Amazon, sendo fundador e presidente do concelho da mesma, sua fortuna expandiu-se em US$ 10 bilhões (R$ 62 bilhões) no último mês.

3 – Larry Ellison


Larry Ellison, em 2019, na Gala do “Rebeldes Com Uma Boa Causa” (Foto: reprodução/Phillip Faraone/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 209,7 bilhões (R$ 1,30 trilhão)

Fonte: Oracle

Na última semana houve um aumento das ações da Oracle na bolsa de valores em mais de 12%, fazendo com que Ellison ultrapasse o fundador da Meta.

4 – Mark Zuckerberg


Mark Zuckerberg em um evento da Meta no ano passado (Foto: reprodução/David Paul Morris/Bloomberg via Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 202,5 bilhões (R$ 1,25 trilhão)

Fonte: Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp)

Em dezembro do ano passado, o fundador do Facebook ocupava o terceiro lugar, com uma fortuna de US$ 213,4 bilhões, resultante do uso das redes sociais da Meta, e soluções em Inteligência Artificial.

5 – Bernard Arnault


Bernard Arnault chega ao Palácio do Eliseu presidencial, para participar de um jantar de Estado com o casal real belga, em outubro de 2024 (Foto: reprodução/Chesnot/Getty Images rmbed)


Patrimônio líquido: US$ 168,8 bilhões (R$ 1,05 trilhão)

Fonte: LVMH / bens de luxo

Em abril de 2024, Arnault era a pessoa mais rica do mundo, até que perdeu US$ 10,3 bilhões (R$ 58 bilhões) em um dia, após o Grupo LVMH ter resultados péssimos depois da China ter mudado a maneira como consome. Isso impactou demasiadamente o grupo, visto que a Ásia é o principal consumidor de artigos de luxo.

6 – Larry Page


Larry Page, em 2016, na 5ª Cerimônia Anual do Prêmio Revelação no NASA Ames Research Center (Foto: reprodução/Tim Mosenfelder/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 156 bilhões (R$ 967,2 bilhões)

Fonte: Google

Mesmo com os problemas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que disse que a empresa monopolizou o mercado de buscas online, Larry subiu quatro posições no ranking de mais ricos desde dezembro de 2024.

7 – Sergey Brin


Sergey Brin na 10ª Cerimônia Anual do Prêmio Revelação (Foto: reprodução/Steve Granitz/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 149 bilhões (R$ 922,8 bilhões)

Fonte: Google

O antigo dirigente da Alphabet passou por um processo judicial no ano passado após um de seus aviões terem sido equipados com um tanque de combustível extra, matando duas pessoas a bordo.

8 – Warren Buffett


Warren Buffett em 2017, na estreia de “The Post” (Foto: reprodução/Paul Morigi/WireImage/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 141,7 bilhões (R$ 878,5 bilhões)

Fonte: Berkshire Hathaway

No ano passado, somente no período de 20 a 24 de dezembro, foi comunicado à SEC (Comissão de Valores Mobiliários, em tradução livre), que a companhia do investidor obteve 143.400 ações da VeriSign.

9 – Steve Ballmer


Steve Ballmer participa do LA Clippers Tip-Off da temporada da NBA no Intuit Dome (Foto: reprodução/Leon Bennett/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 124,3 bilhões (R$ 769,9 bilhões)

Fonte: Microsoft, Clippers, investimentos

Ballmer foi um dos primeiros funcionários da Microsoft, e atuou como CEO da empresa por quase 14 anos. Em julho do ano passado, sua fortuna chegou a US$ 157,2 bilhões, ultrapassando os US$ 156,7 bilhões de Gates, que criou a Microsoft nos anos 70, ao lado de seu amigo, Paul Allen.

10 – Jensen Huang


Jensen Huang recebe o Prémio Vinfuture pelas suas contribuições científicas, em Hanói, no dia 6 de dezembro de 2024 (Foto: reprodução/Nhac Nguyen/Getty Images embed)


Patrimônio líquido: US$ 117,2 bilhões (R$ 725,4 bilhões)

Fonte: Nvidia

O CEO e co-fundador da Nvidia entra pela primeira vez no ranking, com sua fortuna tendo alavancado após participar na fabricação de chips, fazendo com que suas ações subissem em 171% em 2024. A empresa encerrou o ano tornando-se mais valiosa que a Microsoft. Huang ultrapassa o fundador da Zara, Amancio Ortega.

Cybertruck explode em frente ao Trump Hotel, mata uma pessoa e deixa feridos

Em Las Vegas, o primeiro dia de 2025 teve um acidente fatal que matou uma vítima, e deixou outros feridos: um Cybertruck da Tesla, empresa de Elon Musk, explodiu na frente do Trump International Hotel. A polícia local confirmou o ocorrido, e solicitou que o povo evitasse a região.

A morte causada pela explosão foi de uma pessoa que estava dentro do veículo. Pessoas que estavam nos arredores tiveram ferimentos leves.


Momento em que Cybertruck da Tesla pega fogo em frente a hotel de Las Vegas (Vídeo: reprodução/X/@BNONews)

Investigações locais

Segundo Kevin McMahill, xerife da Polícia Metropolitana de Las Vegas, o veículo chegou ao prédio Trump às 08h40, horário local. O xerife disse que a polícia estava inteirada sobre o atropelamento em Nova Orleans que ocorreu às 03h15 de quarta-feira (1), deixando 15 pessoas mortas, que está investigado pelo FBI como um ato de terrorismo.

Apesar de informar que não há indícios de haver uma segunda ameaça para a comunidade, McMahill disse que estão buscando por um segundo dispositivo, além das providências estão sendo tomadas para que o local permaneça seguro.


Cybertruck da Tesla pegando fogo em frente ao Trump International Hotel (Vídeo: reprodução/X/@kaaaassuu)

Elon Musk, dono da empresa Tesla Motors, disse na rede social X (antigo Twitter) que, após investigações por uma equipe de especialistas, foi confirmado que a causa da explosão foram fogos de artifício enormes, ou então, uma bomba que estava sendo transportada na caçamba do Cybertruck alugado, não havendo qualquer relação com o produto da Tesla.


Elon Musk sobre o acidente envolvendo Cybertruck da Tesla (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Modelo do Cybertruck utilizado

O Cybertruck do incêndio foi anunciado em 2019 pela Tesla, e chegou ao mercado no final de 2023. Suas linhas retas e aparência que não remete muito ás picapes tradicionais, mas entra nessa categoria, é o que mais chama atenção.

As inspirações são os automóveis de “Blade Runner: O Caçador de Androides”, o Wet Nellie de “007 – O Espião Que Me Amava”, e “Mad Max: Estrada da Fúria”.

Especialistas em veículos dizem que incêndios em veículos elétricos diferem dos motores de combustão interna, normalmente durando mais, e sendo mais difíceis de serem apagados.

Donald Trump descarta Elon Musk como presidente dos EUA

Durante um evento em Phoenix, Arizona, o presidente eleito Donald Trump disse que o diretor-executivo da Tesla Motors não poderia ocupar o cargo executivo no país por não nascer nos EUA. A afirmação de Trump é uma resposta aos seus adversários, que sugeriram que o atual dono do X estava com forte influência política no governo do presidente.

O presidente afirmou que seus opositores, os democratas, sempre elaboram suposições sobre seu governo e suas alianças. Ele disse que agora a “nova invenção” era sobre ele ter passado a presidência para Elon Musk, o que não iria acontecer.

A influência de Musk na política

Na última semana, Trump e Musk derrubaram o acordo bipartidário que previa a continuação do financiamento do governo. A decisão gerou confusão no Congresso e resultou em uma quase paralisação da máquina federal.

A presença de Elon Musk no governo americano é recorrente, ele também tem aconselhado o republicano em nomeações para o gabinete. Apesar das suposições dos democratas, o republicano destacou o papel fundamental do diretor-executivo da SpaceX na campanha que consagrou sua vitória. No período eleitoral Musk chegou a passar um mês no estado da Pensilvânia, onde fez ampla campanha para o candidato, que chegou a vencer no estado com larga vantagem.


Publicação republicada por Elon Musk (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

A parceria entre Trump e Musk

A relação entre o empresário e o presidente é bastante sólida e antiga. Anteriormente, Donald Trump havia anunciado Elon Musk como futuro chefe do Departamento de Eficiência do Governo. Além disso, o bilionário foi o responsável pelo desbloqueio do político na plataforma X (antigo Twitter) durante o período eleitoral deste ano.

Embora tenha sido descartado como possível presidente por Donald Trump, o bilionário continuou a se posicionar a favor do presidente em seu perfil na rede social X (antigo Twitter); onde compartilha publicações contrárias às imigrações no país e simpatizantes com a posição política do republicano.