Filme “Rivais” é projetado para ser a maior estreia de Luca Guadagnino nos EUA

Na última quarta-feira (23), a revista “Deadline” divulgou que o novo filme de Luca Guadagnino “Challengers” ou “Rivais” em tradução, deve obter em torno de US$ 15 milhões em seu primeiro final de semana nos Estados Unidos.

Além disso, o portal também divulgou que os dados de pré-venda indicam que a produção já supera filmes como “Não Se Preocupe, Querida” e “O Urso do Pó Branco” que estrearam com US$ 19.3 milhões e US$ 23.2 milhões no país.

O diretor de “Rivais” já trabalhou em filmes como “Até os Ossos” (2022), “Suspiria – A Dança do Medo” (2018), “Me Chame pelo seu Nome” (2017) e “Um Sonho de Amor” (2009).

Estrelado por Zendaya, Mike Faist, Josh O’Connor e Heidi Garza, o filme chega em território nacional no dia 25 de abril.


Pôster de “Rivais” para o IMAX (Reprodução/X/BoxReport)

Sinopse do filme

O filme abordará a vida de Tashi (Zendaya), uma ex jogadora de tênis que decidiu se tornar técnica e passou a treinar seu marido Art (Mike Faist). A condução dos treinos feitos por Tashi transformou seu marido em um grande profissional nas quadras, dessa forma, ele vira vencedor dos maiores prêmios disputados no tênis. Após vencer diversos Grand Slams, Art passa por uma sequência ruim de jogos e sua esposa decide inscrevê-lo em um torneio Challenger. Durante o torneio eles encontram Patrick (Josh O’Connor), uma ex promessa do tênis, ex melhor amigo de Art e ex namorado de Tashi.


Trailer de “Rivais” (Reprodução/Youtube/MGMstudios)

Aclamação Crítica

“Rivais” conquistou os críticos de cinema, atualmente o filme conta com a aprovação de 95% na plataforma agregadora de notas Rotten Tomatoes, dessa forma, recebeu o certificado “fresh”. Além disso, ainda conta com uma nota 85 no Metacritic. 

Com seu trio de excelentes artistas jogando seu poder de estrela para frente e para trás sem nunca deixar a bola cair, “Challengers” é uma brincadeira cinética e sexy na quadra.

Consenso criado pelos críticos no site Rotten Tomatoes

EUA aprovam ajuda de US$ 95 bilhões para Ucrânia, Taiwan e Israel

Neste sábado (20) a câmara dos deputados dos Estados Unidos da América aprovou um grande apoio bipartidário, um pacote legislativo de US$ 95 bilhões (ou cerca de 500 bilhões de reais na contação atual) para fornecer assistência de segurança para Israel, Taiwan e Ucrania, apesar de diversas críticas e objeções de figuras republicanas. 

Projeto passa pela câmara

Em fevereiro, os senadores americanos, em sua maioria democratas, aprovou uma medida semelhante. Após a criação do pedido, líderes do país, Desde do Presidente democrata Joe Biden e o Senador Mitch McConnell, pressionaram o presidente republicano da câmara Mike Johnson para levar o assunto para votação. 

Na proposta são previstos US$ 60,8 bilhões para a Ucrânia, cerca de US$ 8 bilhões para a Taiwan e a região do Indo-Pacífico e aproximadamente US$ 26 bilhões para Israel. 


Presidente da câmara Mike Johnson (Foto/reprodução/Win McNamee/Getty Images/AFP)

Proibição do TikTok

Outra medida aprovada pela câmera foi uma eventual proibição ao aplicativo TikTok no país, determinando é necessário a plataforma cortar seus vínculos com a empresa chinesa ByteDance se quiser continuar operando nos EUA. 

A legislação agora seguira para o senado americano, formado em sua maioria por políticos democratas, é previsto que a primeira seja feita na próxima terça-feira (23), como a provável aprovação, a medida será enviada a Biden para sancioná-la. 

Reações mistas

Uns dos primeiros a comentar sobre a aprovação foi o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, que agradeceu a câmara pelo projeto que ajudará seu país. 

“Sou grato à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a ambos os partidos e pessoalmente ao presidente [da Câmara] Mike Johnson pela decisão que mantém a história no caminho certo”, postou Zelenskiy no X (o antigo Twitter). 



Enquanto isso, alguns republicanos da ala linha-dura, continuaram a forte oposição ao pacote de ajuda, aguentando que os Estados Unidos, não teria como arcar com o valor quando já obtém uma dívida interna de 34 trilhões de dólares. 

Ataque aéreo lançado por Israel contra o Irã é abatido

De acordo com um oficial americano, na noite desta quinta-feira (18), ataques aéreos foram lançados de Israel para o Irã. Segundo o jornal The New York Times, sob condição de anonimato, as autoridades israelenses confirmaram o ataque ao Irã. Segundo um militar iraniano, não houveram estragos no país, já que os drones foram abatidos. 

Foram ouvidas explosões em Isfahan, uma base militar e uma das maiores cidades iranianas, a 450 km de distância de Teerã, capital do Irã. Como a base possui instalações nucleares, segundo as autoridades iranianas, o barulho de explosão ativou a ação de defesa aérea. De acordo com a autoridade, não houveram ataques de mísseis. O espaço aéreo foi fechado e voos foram cancelados. 

Drones sendo vistos na região do Irã (Reprodução/YouTube/Streetministries4Christ)

O Irã e Israel não confirmaram oficialmente o ataque. As informações disponíveis até agora foram fornecidas à imprensa por fontes anônimas dos países. Não há confirmação sobre o número de drones envolvidos, mas relatos da imprensa iraniana afirmam que três drones foram derrubados enquanto sobrevoavam Isfahan por volta das 21h30.

Há menos de uma semana, no último sábado (13), o Irã lançou mais de 300 mísseis e drones, um ataque nunca antes visto, contra Israel. Desde este último acontecimento, Israel vem preparando uma resposta militar.

EUA dizem não ter envolvimento 

Em uma reunião do G7 em Capri, na Itália, o secretário de estado dos Estados Unidos negou qualquer envolvimento ofensivo no ataque aéreo. Na declaração, o secretário afirma: 

“Eu não vou comentar sobre isso, exceto que os EUA não estão envolvidos em nenhuma operação ofensiva”.

Antonio Trajani, Ministro de Relações Exteriores da Itália, afirmou que os Estados Unidos realmente não possuem nenhum envolvimento no ataque e foram avisados do lançamento dos drones no último minuto. 

Irã não tem plano de revidar imediatamente

Um oficial sênior iraniano afirmou para a Agência Reuters que o Irã não tem planos de contra-atacar imediatamente, já que as circunstâncias  do ataque de Israel ainda são desconhecidas. O oficial declarou:

“A origem estrangeira do incidente não foi confirmada. Não recebemos nenhum ataque externo, e a discussão parece mais uma infiltração do que um ataque”.

Autoridades norte-americanas afirmaram à Reuters que não possuem qualquer envolvimento no ataque, porém foram notificados sobre a ação por Israel. 

Além do ataque ao Irã, a Síria, por meio de sua agência estatal, afirmou que sua base aérea também foi atacada por mísseis nesta sexta-feira (19). Israel foi responsabilizado pelos ataques. Até o momento, Irã e Israel não se pronunciaram sobre o ataque oficialmente.

Ucrânia derruba avião russo bombardeiro pela primeira vez na guerra

Nesta sexta-feira (19), a Ucrânia derrubou uma aeronave bombardeira russa, marcando a primeira vez na guerra que um armamento desse tipo é repelido de forma bem-sucedida. De acordo com as autoridades da Rússia, dos quatro pilotos, um foi confirmado morto, e outro está desaparecido.

Pela primeira vez, unidades de mísseis antiaéreos da Força Aérea, em cooperação com a Inteligência de Defesa da Ucrânia, destruíram um bombardeiro estratégico de longo alcance Tu-22M3“, afirmou a Força Aérea da Ucrânia em um comunicado.

A aeronave, que segundo o comandante Mykola Oleshchuk estava sendo utilizada como porta-mísseis supersônico de longo alcance para atacar cidades ucranianas, foi abatida na região de Stavropol, no sul do país. Embora as autoridades russas tenham afirmado que o avião militar caiu devido a um problema técnico, a Ucrânia posteriormente tomou crédito pelo abatimento da nave.


Resultados de bombardeio russo em área residencial na sexta (19) (Foto: reprodução/REUTERS/Mykola Synelnykov)

Bombardeios

O modelo Tu-22M3 é especificamente arquitetado para destruir alvos, tanto terrestres quanto marítimos, a partir de mísseis guiados e bombas aéreas. Trata-se do exato tipo de munição utilizada no ataque presenciado pelo território ucraniano pouco antes, na região de Dnipropetrovsk. Os mísseis, atingindo edifícios residenciais, deixaram 8 mortos e mais de 25 feridos.

A Rússia deve ser responsabilizada pelo seu terror e cada míssil, cada Shahed deve ser abatido,” disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. “O mundo pode garantir isso e os nossos parceiros têm as capacidades necessárias.

Geopolítica

Com a continuidade do conflito, os ministros das Relações Exteriores do G7 concordaram em “reforçar os meios de defesa aérea da Ucrânia“. As autoridades do país esperam que isso seja a entrega de um sistema de defesa aérea, que vem sido requisitado já há muito tempo para derrubar as aeronaves da Rússia.

Entre outras medidas, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos também vai votar, nesse sábado (20), sobre a entrega de um pacote de US$ 61 bilhões (cerca de R$ 305 bilhões), que vem sido bloqueado por congressistas republicanos. Caso Washington não envie mais ajuda militar, o diretor CIA, Bill Burns, já afirmou que a Ucrânia poderá perder a guerra até o final de 2024.

Estados Unidos e Reino Unido impõem sanções econômicas ao Irã

Nesta quinta-feira (18), os Estados Unidos anunciaram que serão impostas novas sanções econômicas contra o Irã, de modo a tentar bloquear a sua produção de drones militares. No total, já foram confirmados os bloqueios de transações financeiras com 16 pessoas e duas entidades que estavam envolvidas na construção dos veículos não-tripulados.

Que fique claro para todos aqueles que permitem ou apoiam os ataques do Irã: os Estados Unidos estão comprometidos com a segurança de Israel,” disse o presidente estadunidense, Joe Biden, no anúncio das sanções. “Estamos comprometidos com a segurança de nosso pessoal e dos nossos parceiros na região. E não hesitaremos em tomar todas as medidas necessárias para responsabilizá-los.

De acordo com Biden, o Reino Unido também deve assumir uma postura geopolítica similar, impondo sanções econômicas com os mesmos objetivos. Além de frear a produção de mísseis e drones, os dois países também devem implementar medidas para atacar a economia de base do Irã, interferindo nas suas exportações da indústria do aço, que é uma fonte de bilhões de dólares em renda ao país.


Área de alcance dos respectivos projéteis iranianos. (Foto: reprodução/O Globo)

Sanções Econômicas

As medidas graves são forçadas a entrar em jogo após o lançamento, no último sábado (13), aproximadamente 330 mísseis e drones iranianos terem sido lançados contra Israel. Além do Domo de Ferro, sistema de defesa local, foi necessária a colaboração com vários países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, e França, para interceptar a maior parte dos projéteis.

O ataque, sem precedentes, poderia ser o prelúdio para uma guerra mais generalizada no Oriente Médio, o que as sanções econômicas buscam evitar. São principais alvos as empresas fabricantes de motores e montadoras iranianas, e conforme o afirmado pela secretária do Tesouro, Janet Yellen, isso servirá para “degradar e interromper aspectos-chave da atividade maligna do Irã”.

Israel e Irã

Tanto diplomatas do Reino Unido quanto da Alemanha advertiram Israel a não responder aos ataques do Irã, o que poderia provocar uma guerra generalizada no Oriente Médio.

Agradeço aos nossos amigos pelo apoio na defesa de Israel. Eles têm todos os tipos de sugestões e conselhos, e sou grato,” disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “Contudo, gostaria de esclarecer: nós tomaremos nossas próprias decisões.”

As atuais tensões entre os dois países iniciaram quando Israel bombardeou o consulado do Irã na Síria, matando um total de 16 pessoas. Posteriormente, o Irã revidou com o ataque do sábado, que envolveu os drones e mísseis cujas linhas de produção estão sendo atacadas por Israel e seus aliados.

Entenda o que pode acontecer caso Donald Trump seja condenado em julgamento

Na segunda-feira (15), iniciou-se o julgamento do ex-presidente Donald Trump em Manhattan, sobre as 34 acusações criminais de falsificação de registros comerciais para esconder pagamentos feitos à estrela pornô Stormy Daniels, que afirma ter tido um caso com ele. O objetivo era evitar uma depreciação da campanha eleitoral de 2016. 

O fato é considerado inédito nos Estados Unidos, e apesar da Constituição apresentar soluções para algumas questões, a situação delicada abre margem para que decisões inesperadas sejam tomadas de acordo com o desenrolar do julgamento. 


Donald Trump realizando campanha (foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)


O que diz a Constituição 

Segundo a Constituição americana, para uma pessoa concorrer ao cargo de presidente do país, é preciso: ter 35 anos ou mais, ter nascido nos Estados Unidos e morar no país por pelo menos 14 anos. Não há qualquer informação nas leis sobre alguém condenado ou com antecedentes criminais ser impedido de assumir a posição. 

Caso condenado pelo júri, Donald Trump pode ser preso, mas essa decisão é feita pelo juiz que definirá qual é a melhor sentença. Para as leis, o americano continuaria elegível mesmo preso, sendo estabelecido que, se for eleito e não conseguir cumprir os deveres do cargo, a autoridade é passada ao vice-presidente. 

Porém, especialistas afirmam que devido à complexidade do evento, não sabem exatamente o que pode acontecer no caso de uma possível condenação e eleição. 


Protestos contra Trump em Nova York (foto: reprodução/Drew Angerer/Getty Images Embed)


Eleitores divididos 

Apesar de Trump continuar com a campanha, os impactos de uma condenação podem ser significativos nas urnas. A Bloomberg News e a Morning Consult realizaram uma pesquisa nos estados do Arizona, Geórgia, Michigan, Carolina do Norte, Pensilvânia, Nevada e Wisconsin (decisivos na eleição), sendo que metade dos eleitores não votariam em Donald numa possível sentença.

A CNN, em levantamento feito na Carolina do Norte, informou que seis a cada 10 eleitores ouvidos consideram o ex-presidente apto para a função e também acreditam que a vitória de Biden em 2020 foi ilegítima. Isso mostra que a reação dos americanos a uma possível pena de Donald Trump iria variar de acordo com o posicionamento político adotado nesta campanha eleitoral. 

Wagner Moura surpreende público internacional no filme “Guerra Civil”

Wagner Moura é um dos protagonistas do filme “Guerra Civil”, nova produção cinematográfica dos estúdios A24, e vem impressionando o público internacional não só com seu talento e performance nas telas, mas também com sua beleza. O ator vive um jornalista inserido em um cenário de conflitos políticos e sociais que acaba por desembocar em uma guerra civil nos Estados Unidos.


Pôster oficial do filme “Guerra Civil” (Foto: reprodução/divulgação/A24)

O sucesso de Wagner Moura

O ator já era bastante conhecido internacionalmente pela sua atuação magistral na série “Narcos”, da Netflix, em que interpreta o traficante colombiano Pablo Escobar. Agora, Wagner Moura se destaca ainda mais com sua participação em “Guerra Civil”. 

Desde o lançamento do trailer, internautas, jornalistas e críticos de cinema já comentavam não apenas sobre a performance do ator, bem como sobre sua beleza, chegando até a originar uma matéria no site The Daily Beast, intitulada como “Podemos falar sobre como Wagner Moura está gostoso em ‘Guerra Civil’?”. 

Na matéria mencionada, o autor Kevin Fallon, além de discutir e abordar questões que envolvem o filme, aproveita para elogiar Wagner Moura, seja por sua atuação, ou aparência. 

A A24, responsável pela produção do filme, compartilhou nas redes sociais um compilado de artigos e matérias sobre “Guerra Civil”, e os mais diversos comentários sobre Wagner Moura surgiram tecendo elogios ao ator.


Publicação da A24 compartilhando artigos e matérias sobre “Guerra Civil” (Publicação: reprodução/X/ @A24)

Sem dúvidas o longa promete ser repleto de emoções, e Wagner Moura é um dos grandes destaques em todos os sentidos. O ator entrega beleza e uma performance impecável já conhecidas, aclamadas e admiradas pelo público brasileiro, e com certeza ele continuará encantando e surpreendendo tanto nas telas nacionais quanto internacionais.

Sobre “Guerra Civil”

A trama é centralizada em um grupo de jornalistas de guerra que viaja pelos Estados Unidos em meio à primeira guerra civil do país desde 1865. Os estados do Texas e da Califórnia surpreendem ao deixar de lado suas diferenças e se unirem para derrotar o governo autoritário.

O grupo é composto por Joel, personagem de Wagner Moura, um jornalista que pretende conseguir uma entrevista com o presidente dos Estados Unidos; pela fotógrafa de guerra, Lee Smith, interpretada por Kirsten Dunst; e por um jornalista veterano e uma jovem fotógrafa vividos por Stephen Henderson e Cailee Spaeny.

Confira o trailer:


Trailer do filme “Guerra Civil” (Vídeo: reprodução/Youtube/A24)

Na pré-estreia do filme no Brasil, Wagner Moura falou um pouco sobre seu personagem Joel e sobre a trama que permeia “Guerra Civil”.


Wagner Moura explicando a trama de “Guerra Civil” e falando sobre seu personagem Joel (Vídeo: reprodução/Instagram/@wagnermouraupdates)


O ator ainda aproveitou e disse que acredita que o filme será um grande sucesso entre o público brasileiro.


Wagner Moura falando sobre possível repercussão do filme no Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@wagnermouraupdates)


“Guerra Civil” chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 18 de abril.

Jovem brasileira contrai bactéria rara nos Estados Unidos

A brasileira Claudia de Albuquerque Celada, de 23 anos, contraiu uma bactéria rara, que desencadeou o botulismo, doença neurológica grave, que em alguns casos pode deixar o corpo do ser humano paralisado. O caso ocorreu com a jovem que se contaminou durante um intercâmbio feito na cidade de Aspen, no estado americano do Colorado. Ela, que está há quase dois meses internada, ainda respira com ajuda de respiradores.

A doença

Conforme o material do Ministério da Saúde, o botulismo é uma doença bacteriana rara e de potencial grave, não contagiosa, causada pela bactéria Clostridium botulinum (C botulinum), que após o desenvolvimento no corpo humano, tem poder de causar a paralisia.

A bactéria em questão pode entrar no organismo através de machucados ou pela ingestão de alimentos contaminados, principalmente os enlatados, conservados de formas inadequadas e muito consumidos por americanos. 

A suspeita é de que a brasileira tenha sido infectada com uma refeição pronta comprada no supermercado.

Segundo Luisa Albuquerque Celada, de 28 anos, irmã da intercambista, nem os médicos locais sabiam como tratar a doença, pois alegaram nunca terem visto botulismo em suas carreiras.

“Eles falam que é uma doença extremamente rara, a maioria deles nunca pegou um caso de botulismo na carreira, tiveram de ‘estudar’ sobre essa doença para atendê-la da melhor maneira”

Luisa Celada, irmã de Claudia em entrevista ao jornal O Globo.

Tratamento

A jovem foi internada no dia 17 de fevereiro de 2024, com um quadro inicial de falta de ar, tontura e visão turva, diferente do Brasil que disponibiliza o Sistema único de saúde para a população sem nenhum custo, nos EUA não há sistemas públicos de saúde e todas as internações são pagas. 

A família, atualmente, possui uma dívida milionária com o hospital em que Cláudia está internada, e estima se que os gastos com a hospitalização estejam acima de R$ 5 milhões.

Há um desejo da família em trazer ela ao Brasil, pois Cláudia teria um tratamento mais próximo da família, porém o valor do transporte custa em torno de US $200 mil(1 milhão de reais) na cotação atual.

“Como a Cacau precisa do respirador, precisa também da ambulância aérea. Sozinha, ela não consegue. Ainda precisa de muito suporte para concluir a transferência — conta Malu, que ajuda Luisa a divulgar a iniciativa.”

Malu, amiga de Claudia.

Publicação via Instagram da Claudia, sobre a vaquinha on-line. (Reprodução/Instagram/@cacau_albuquerque.)


A partir disso, a família e amigos criaram uma vaquinha on-line para arrecadar este valor, para conseguirem trazer ela de volta ao Brasil. A divulgação foi feita via Instagram e conta atualmente com o valor de R$ 154.203,00 arrecadado.

Ludmilla investiu R$ 8 milhões no show da Coachella neste domingo

Neste domingo (14), a cantora e compositora Ludmilla apresentou-se no palco principal do festival Coachella, nos Estados Unidos. Trata-se de um marco da primeira mulher negra da América Latina a participar do evento californiano, e para ajudar, a artista investiu um total de R$ 8 milhões no show.

Você tem noção de quantas emissoras, produtoras, artistas e gravadoras estão com a atenção voltada para o Coachella hoje?” Ludmilla exclamou. “O mundo está olhando para esse evento e faz todo o sentido que o maior investimento da minha carreira seja feito nele!

Além dela, também se apresentaram artistas como Lana Del Ray, Tyler, The Creator, e Doja Cat. O evento Coachella ocorre anualmente desde a sua inauguração em 1999, com foco em especial para a música pop e em inglês. Em anos recentes, a diversidade dos talentos selecionados tem aumentado, com maior número de artistas estrangeiros selecionados, incluindo agora a Ludmilla.


“Do Rio, Brasil, até Califórnia, todo o caminho até o Coachella. Senhoras e senhores, Ludmilla!” anunciou Beyoncé (Foto:Reprodução/g1)

Beyoncé

Eu estou me sentindo muito honrada e grata com esse momento. Ocupar esse palco, vindo do Brasil, cantando em português, é um feito muito grande, ainda mais vindo de onde eu vim“, disse a cantora. “Eu me preparei muito para viver esse momento e estou animada demais com essa oportunidade.

Na sua apresentação, o show foi aberto com um áudio da Beyoncé, cantora que inspirou a sua carreira, ao ponto de seu primeiro nome artístico ter sido, em 2012, MC Beyoncé. O áudio foi seguido de uma mensagem da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) a exaltando como a mulher negra mais ouvida na América Latina. Tais foram apenas alguns dos detalhes especialmente selecionados para tornar a apresentação do jeito que achou mais desejável.

Agora, eu sou realmente dona da minha carreira, dos meus cronogramas. Eu sempre tive essa vontade de ter controle sobre as minhas obras“, afirmou Ludmilla.

Ludmilla

Ludmilla já construiu uma tradição de investir nas suas apresentações, mudando a estrutura do palco do Rock in Rio em 2022, e investindo cerca de R$ 2 milhões na apresentação. O mesmo ocorreu durante o festival The Town, onde a artista investiu mais de R$ 3 milhões.

Eu quero mostrar para o mundo o poder, resiliência e o empoderamento de uma mulher brasileira e esse é só o primeiro passo”, complementa a cantora.

Ela ainda vai se apresentar novamente no próximo sábado (21), uma vez que o festival Coachella ocorre em dois finais de semana. Para o resto do ano, está com a turnê no Brasil já marcada para junho, e deve focar em expandir seu lado empresarial, como já fez em 2018 criando uma agência de artistas do funk carioca.

Domo de Ferro: sistema de defesa de Israel está perto de completar 2 décadas de idade

Neste último sábado (13), novamente pode ser observado em funcionamento o sistema de defesa israelense chamado de Domo de Ferro. Ao som de sirenes, a ferramenta antimíssil rapidamente disparou interceptadores automáticos contra os mais de 200 drones e mísseis enviados pelas forças iranianas.

De acordo com as autoridades das Forças de Defesa de Israel (IDF), foram interceptados mais de 99% dos projéteis lançados no sábado, mas a agência estatal do Irã apontou que vários mísseis conseguiram ultrapassar o famoso “Iron Dome” (nome em inglês).

O sistema de defesa já havia sido utilizado algumas vezes no conflito contra o Hamas, mas esteve em funcionamento há muito mais tempo, sendo desenvolvido tão cedo quanto 2006, após o conflito com o grupo Hezbollah, do sul do Líbano.


Como funciona o Domo de Ferro (Foto:Reprodução/g1)

Funcionamento do Domo

Em primeiro lugar, o sistema de defesa utiliza seu sistema de rastreamento – que funciona em quaisquer condições meteorológicas – para rastrear foguetes. Em segundo lugar, um computador analisa, de forma mais rápida do que um ser humano seria capaz, quais foguetes vão acertar áreas povoadas ou não.

Após esses procedimentos, são disparados os mísseis interceptadores de acordo com a prioridade estabelecida, de forma a minimizar os gastos e maximizar a eficácia do sistema de defesa. Cada estação de defesa pode lançar de 60 a 80 desses interceptadores em uma única leva.

O Domo de Ferro foi criado com o apoio dos Estados Unidos, e utilizado pela primeira vez em 2011 para derrubar um míssil na Faixa de Gaza. Neste último sábado, o sistema deixou passar mísseis que atingiram um centro militar e deixaram ao menos uma pessoa ferida no deserto de Negev.

Irã e Israel

O envolvimento do Irã nesse conflito, a ponto de lançar mísseis, ocorreu após o ataque israelense ao consulado iraniano na Síria, que causou a morte de sete membros da Guarda Revolucionária do Irã e provocou retaliação.

Este novo desenvolvimento do conflito no Oriente Médio ameaça desestabilizar ainda mais a região, e perpetuar o conflito violento. Em seis meses de conflito, as estimativas de óbitos até o momento podem chegar até quase 35 mil.