Denzel Washington se afasta do cinema e prioriza projetos com significado artístico

Durante uma entrevista à GQ com o diretor Spike Lee e o músico A$AP Rocky, Denzel Washington surpreendeu ao revelar de forma honesta que não assiste mais a filmes, nem mesmo aqueles em que atua. O ator, de 70 anos, explicou que se afastou do cinema por estar cansado da rotina intensa da indústria. Ele disse que prefere dedicar sua energia a projetos que tenham verdadeiro significado artístico, em vez de se prender a hábitos ou expectativas externas, valorizando histórias que inspirem e deixem impacto real no público.

A carreira extensa de Washington

Washington estimou ter participado de cerca de 50 produções ao longo das décadas, e sua declaração reflete um distanciamento consciente da indústria que o consagrou.

Entretanto, seu desinteresse vai além do consumo de filmes, sendo acompanhado de uma atitude crítica em relação à premiação: “Eu não faço isso pelos Oscars. Já estou nisso há muito tempo.” O ator diz que já ganhou quando não merecia e já esperou o prêmio e, não ocorreu. Assim, alegando uma espécie de incoerência da premiação.

Projetos com propósito

Apesar da distância dos holofotes, Denzel segue ativo em produções que o inspiram. Por exemplo, ele atua ao lado de Spike Lee em Highest 2 Lowest, um remake contemporâneo do clássico High and Low, que estreia em Apple TV. Além disso, o ator tem direcionado sua energia apenas para trabalhos que carregam profundidade, é a paixão pelo ofício, e não por prêmios ou fama, que o motiva seguir em cena.


Spike Lee, A$AP Rocky e Denzel Washington (Foto: reprodução/Youtube/GQ)

Nesse sentido, ele valoriza o impacto social e emocional de cada projeto, priorizando trabalhos que transmitam mensagens profundas. Portanto, essa postura reflete maturidade artística e compromisso com a integridade de sua carreira, servindo de exemplo para atores mais jovens que buscam equilibrar sucesso e significado.

Busca por significado

As declarações de Washington revelam um momento de reflexão e transição. Portanto, desencantado com as formalidades do estrelato, ele reafirma a busca por significado. Como por exemplo, na escolha de papéis, na consideração sobre o legado ou na forma de se conectar com o público.

Por isso, sua trajetória, marcada por atuações icônicas e compromisso social, se mostra mais intensa quando desacompanhada da urgência por reconhecimento.

ByteDance prepara recompra de ações que avalia empresa em mais de US$ 330 bilhões

A ByteDance, controladora do TikTok, deve lançar até o fim do ano um novo programa de recompra de ações de funcionários que avalia a companhia em mais de US$ 330 bilhões, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

A empresa oferecerá US$ 200,41 por ação aos funcionários atuais, valores 5,5% superiores aos US$ 189,90 pagos em uma operação semelhante realizada há cerca de seis meses. Na ocasião, a ByteDance havia sido avaliada em aproximadamente US$ 315 bilhões.

Faturamento alto

O movimento ocorre em meio à consolidação da companhia como a maior plataforma de mídia social do mundo em termos de receita. No segundo trimestre, a ByteDance registrou faturamento de cerca de US$ 48 bilhões, alta de 25% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo mercado chinês. No trimestre anterior, a empresa já havia superado a Meta dona de Facebook e Instagram ao faturar US$ 43 bilhões, contra US$ 42,3 bilhões da rival norte-americana.

Apesar do avanço, a avaliação de mercado da ByteDance permanece distante da Meta, avaliada em cerca de US$ 1,9 trilhão. Analistas atribuem a diferença aos riscos políticos e regulatórios nos Estados Unidos.


Logo do TikTok (Foto: reprodução/Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images Embed)


Pressão nos EUA e futuro do TikTok

A companhia segue no centro de uma disputa política em Washington. O Congresso norte-americano aprovou uma lei que obriga a ByteDance a se desfazer das operações do TikTok nos EUA até 19 de janeiro de 2025, sob risco de banimento do aplicativo, que conta com 170 milhões de usuários no país.

O presidente Donald Trump, no entanto, tem concedido prorrogações sucessivas ao prazo. Na semana passada, ele estendeu o limite para 17 de setembro e admitiu que pode adiar novamente, destacando haver “compradores na fila” para o TikTok.

Segundo fontes, os negócios da ByteDance como grupo são lucrativos, mas o TikTok nos Estados Unidos ainda opera no vermelho. A venda das operações americanas deve resultar em uma joint venture controlada por um consórcio de investidores locais, com participação minoritária da ByteDance.

Entre os interessados estão fundos como Susquehanna International Group, General Atlantic, KKR e Andreessen Horowitz. A Blackstone, por sua vez, deixou o consórcio após sucessivos atrasos nas negociações.

Além da disputa em torno do TikTok, a ByteDance também reforça sua presença em inteligência artificial. A companhia tem investido bilhões de dólares em chips da Nvidia, infraestrutura de IA e no desenvolvimento de modelos próprios, buscando ampliar sua competitividade global.

Países sul-americanos declaram apoio aos EUA em conflito contra a Venezuela por narcotráfico

Nos últimos dias, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, intensificou as publicações em suas redes sociais com informações sobre o conflito envolvendo o governo Trump e a Venezuela. Algumas das postagens referem-se ao apoio de países sul-americanos a Donald Trump na guerra contra o narcotráfico na região. Argentina, Equador, Paraguai não só apoiaram a ofensiva estadunidense contra o governo venezuelano, como também classificaram o Cartel de Los Soles como organização terrorista.

Apoio aos Estados Unidos 

Em meados de agosto, o presidente do Equador, Daniel Noboa, emitiu um decreto que classificou o Cartel de Los Soles como um “grupo terrorista do crime organizado”, autorizando seu serviço de inteligência a mapear conexões com quadrilhas locais.  Poucos dias depois, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, assinou um decreto similar, referindo-se ao grupo como uma “organização terrorista internacional” e reforçando o compromisso do país em combater o crime transnacional. 


Carta do presidente do Paraguai, Santiago Peña, contra o Cartel de Los Soles (Foto: reprodução/X/@PresidenciaPy)

Na sequência, na última terça-feira (26), o presidente argentino Javier Milei, também, declarou o Cartel de Los Soles como organização terrorista, inserindo a organização no Registro Público de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento (RePET). O governo de Milei justificou a decisão com base em relatórios oficiais argentinos. Além de vincular o Cartel a outras redes criminosas regionais, apontou, também, o envolvimento do grupo com narcotráfico, contrabando e exploração ilegal de recursos naturais.


Publicação do Ministério de Segurança Nacional argentino sobre o Cartel de Los Soles (Foto: reprodução/X/@MinSeguridad_Ar)

Manifestações diversas

A escalada da tensão entre os EUA e o governo de Nicolás Maduro ganhou fortes contornos nas últimas semanas, com Washington intensificando sua presença militar no mar do Caribe. A declaração formal, chamando o Cartel de los Soles como organização terrorista internacional, veio acompanhada de sanções econômicas, confisco de bens e, principalmente, do envio de navios de guerra e milhares de soldados estadunidenses para patrulhar a região.


Declaração do secretário de Estado Marco Rubio, ao lado do presidente Donald Trump, sobre combate ao narcotráfico (Vídeo: reprodução/X/@RapidResponse47)

Contudo, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, qualificou tudo como invenção, reiterando que o Cartel seria apenas uma narrativa forjada pelos adversários do país. No entanto, a oposição venezuelana, representada por María Corina Machado, comemorou o apoio dado aos EUA por países sul-americanos, acrescentando que esses movimentos são passos importantes para desmantelar o “sistema” que Nicolás Maduro teria formado.

A Guiana, por sua vez, emitiu uma nota expressando “profunda preocupação” com o narco terrorismo e com o papel que redes como o Cartel venezuelano de Los Soles teriam nesse contexto, ressaltando a necessidade de cooperação internacional para enfrentar essa ameaça. Em contrapartida, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que “o Cartel de Los Soles não existe; é uma desculpa fictícia usada pela extrema-direita para derrubar governos que não a obedecem”, mantendo uma posição crítica contra as ações dos EUA e seus aliados na região.

EUA aplicam tarifas sobre aço importado de 10 países, incluindo o Brasil

Na terça-feira (26), o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou a aplicação de tarifas antidumping dos EUA contra o Brasil e outros nove países nas importações de aço resistente à corrosão. A medida segue investigação que identificou práticas comerciais consideradas desleais e tem como objetivo proteger o setor siderúrgico norte-americano.

A aplicação da tarifa

As importações afetadas chegam a cerca de US$ 2,9 bilhões, equivalentes a aproximadamente R$ 15,75 bilhões na cotação atual. Além do Brasil, a decisão abrange Austrália, Canadá, México, Holanda, África do Sul, Taiwan, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Vietnã. Além disso, o Departamento de Comércio apontou que o aço Core desses países estava sendo vendido abaixo do preço de mercado ou recebendo subsídios indevidos.

O aço resistente à corrosão é amplamente usado na produção de automóveis, eletrodomésticos, equipamentos industriais e construções civis. Por isso, a aplicação das tarifas busca garantir que empresas e trabalhadores americanos compitam em condições justas. William Kimmitt, subsecretário de Comércio Internacional, afirmou: “Empresas e trabalhadores dos EUA merecem competir em igualdade de condições.”


EUA analisam possível aplicação de tarifas antidumping contra siderúrgicas brasileiras (Vídeo: reprodução/YouTube/BM&C NEWS)

Próximos passos e efeitos das tarifas antidumping dos EUA contra o Brasil

A Comissão de Comércio Internacional (ITC) agora fará uma análise sobre possíveis prejuízos ao setor siderúrgico dos EUA. Caso a ITC confirme impactos negativos, o Departamento de Comércio em seguida emitirá oficialmente as tarifas antidumping (AD) e compensatórias (CVD). Além disso, especialistas alertam que a decisão também pode refletir no comércio global, levando países exportadores a revisar preços e práticas comerciais.

No caso do Brasil, o setor siderúrgico já avalia alternativas para minimizar impactos sobre exportações e, assim, manter a competitividade internacional. Portanto, as tarifas antidumping dos EUA contra o Brasil não apenas protegem a indústria americana, mas também podem influenciar negociações e preços no mercado mundial.

De forma adicional, analistas reforçam que a medida pode gerar debates sobre acordos comerciais e, consequentemente, revisões tarifárias futuras, afetando políticas de comércio exterior de diversos países. Em resumo, a ação destaca a importância de acompanhar políticas comerciais e compreender seus efeitos sobre o comércio brasileiro.

Tragédia em escola católica nos EUA deixa vítimas fatais

Um novo capítulo de dor e luto se abateu sobre os Estados Unidos, com mais um ataque a tiros em uma escola, desta vez em Minneapolis, Minnesota. A Escola Católica Anunciação, um local que deveria ser de aprendizado e segurança, foi palco de uma tragédia que resultou na morte de duas crianças e deixou outras gravemente feridas. O agressor, após cometer o ato hediondo, tirou a própria vida, encerrando uma onda de violência que chocou a comunidade e o país.

Tragédia em escola de Minneapolis expõe falhas na segurança

O ataque, que ocorreu nesta quarta-feira (27), ceifou a vida de duas crianças, de apenas 8 e 10 anos. Além delas, a violência deixou um rastro de destruição, com 17 pessoas feridas, incluindo 14 crianças e 3 adultos. As famílias, que esperavam seus filhos na área de reunificação, vivenciaram o que nenhum pai deveria: o abraço, o choro e a mão dada, enquanto a angústia de não saber o paradeiro de seus pequenos se instalava. A notícia da morte das crianças foi comunicada aos pais, transformando o local de espera em um cenário de profunda tristeza.

A rapidez e a brutalidade do ataque levantaram uma série de perguntas sobre a segurança em ambientes escolares nos EUA. O atirador utilizou três armas diferentes — um rifle, uma espingarda e uma pistola — e disparou dezenas de vezes, mostrando a facilidade com que armamentos de alto poder destrutivo são acessados por indivíduos que desejam causar o caos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, confirmou o triste saldo de mortos e feridos, e a investigação inicial busca entender a motivação por trás do ataque.


A tragédia mobilizou as autoridades locais e federais. O governador de Minnesota (Vídeo: reprodução/X/@CNNBrasil)

Autoridades se mobilizam, mas tragédia reacende debate sobre controle de armas nos EUA

A tragédia mobilizou as autoridades locais e federais. O governador de Minnesota, Tim Walz, expressou sua profunda tristeza, afirmando que “está rezando por nossos filhos e professores, cuja primeira semana de aula foi marcada por esse horrível ato de violência“. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ativou a equipe de resposta a emergências, enquanto o presidente Donald Trump, em uma postagem na plataforma Truth Social, pediu orações e informou que a Casa Branca monitora a situação. Essas manifestações de apoio, no entanto, parecem insuficientes diante da repetição de tais eventos.

Mais uma vez, a nação se depara com a urgência de debater o controle de armas. A tragédia em Minneapolis se junta a uma longa lista de ataques a tiros que assombram escolas e locais públicos nos Estados Unidos. A dor das famílias de Minneapolis é um eco da dor sentida em Columbine, Sandy Hook, Parkland e tantos outros lugares.

A sociedade americana se divide entre a defesa do direito de portar armas e a necessidade de proteger a vida de crianças e adolescentes. O silêncio das armas não é mais uma opção. A busca por soluções efetivas e a garantia de um futuro mais seguro para as próximas gerações é um clamor que ecoa em meio à dor.

Ariana Grande insinua retorno triunfal aos palcos em 2026 com “Eternal Sunshine”

Ariana Grande finalmente confirmou aos fãs que os palcos vão sentir sua presença novamente em 2026 ao compartilhar, nesta quarta-feira (27), um teaser enigmático que traz toda a estética de seu álbum “Eternal Sunshine”. A cantora, que esteve longe das turnês desde a “Sweetener World Tour”, aproveita o visual solar e as cores vibrantes para marcar o fim de seu hiato musical e anunciar uma nova era pop cheia de energia.

No vídeo divulgado no Instagram, um painel de computador exibe a mensagem “Corrupt file found and corrected”, seguida pelas frases “vejo vocês no ano que vem” e “carregando anúncio”. O material foi publicado em parceria com o perfil oficial de sua nova era, “Brighter Days Inc”, reforçando a ligação direta com os clipes e a identidade visual de “Eternal Sunshine” e de sua edição deluxe, “Brighter Days Ahead”.

Lançamentos da cantora

Ariana não faz uma turnê desde 2019, quando percorreu o mundo com a “Sweetener World Tour”. Depois disso, ela lançou “Positions” (2020) e “Eternal Sunshine” (2024), ambos sem calendário de shows, o primeiro afetado pelas restrições da pandemia e o segundo pela imersão da artista em projetos cinematográficos e teatrais.


Ariana Grande no Oscar (Foto: Reprodução/Arthuro Homes/Getty Images Embed)


A versão deluxe de “Eternal Sunshine”, com seis faixas inéditas, chegou às plataformas em março de 2025, deixando claro que essas novas músicas devem compor o repertório de sua futura turnê.

Novos projetos

Enquanto se prepara para voltar aos palcos, Ariana investiu em sua carreira como atriz e cantora de teatro. Ela interpreta Glinda em Wicked: For Good, cujo segundo ato estreia em novembro, e grava o filme Entrando Numa Fria. Mesmo com a agenda lotada, a artista deixou recados de que nunca pretende abandonar a música, aproveitando o momento para recarregar as energias antes do grande retorno.


Ariana Grande cantando no Oscar (Foto: Reprodução/Kevin Winter/Getty Images Embed)


Nas redes, os fãs já especulam que as primeiras datas da nova turnê serão anunciadas em 7 de setembro, abrindo caminho para shows que misturarão inéditas de “Eternal Sunshine: Brighter Days Ahead” e clássicos como “Thank U, Next” e “No Tears Left to Cry”. A expectativa é de que Ariana repita a combinação de vocais acrobáticos, coreografias marcantes e momentos intimistas que definiram seus concertos anteriores.

China rejeita proposta de Trump sobre desarmamento nuclear

Nesta quarta-feira (27), a China classificou a proposta de desarmamento nuclear do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “irracional e irrealista”. A declaração foi feita por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, após Trump afirmar que havia discutido a proposta com a Rússia e que gostaria que a China participasse.

Guo Jiakun ressaltou em sua declaração que a política nuclear da China difere radicalmente das políticas de países com maiores arsenais nucleares. A diferença entre os níveis das forças nucleares da China e dos EUA também foi citada, com o porta-voz ressaltando as diferenças políticas:

“O ambiente de segurança estratégica e as políticas nucleares dos dois países são totalmente diferentes.”

Política chinesa 

Desde que se tornou uma potência no quesito nuclear, a China adotou uma política estratégica de não ser o primeiro país a usar armas nucleares. Essa política difere fortemente com as políticas dos EUA e da Rússia, que possuem os maiores arsenais de armas nucleares. 

Guo afirmou que devido a essa política, Pequim é impedido de assumir uma postura de autodefesa em uma disputa de poder nuclear ou até mesmo se envolver em uma corrida armamentista com outro país. De acordo com ele, os países que detém os maiores arsenais nucleares devem cumprir com a devida seriedade suas responsabilidades com o desarmamento nuclear.


Donald Trump (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Declaração de Trump

Os comentários acerca da participação da China no desarmamento nuclear foram feitos por Trump nesta segunda-feira (25) a jornalistas, antes de se encontrar com o presidente sul-americano, Lee Jae Myung. Trump afirmou à imprensa que uma das coisas que seu governo está tentando realizar em conjunto com a Rússia e a China é a desnuclearização, citando que o objetivo é muito importante. Ainda em sua declaração, Trump acrescentou que a Rússia está disposta a participar do projeto e que acredita que a China estaria também. O presidente norte-americano afirmou:

“Não podemos deixar que as armas nucleares proliferem.”

No mês passado, o ministro das Relações Exteriores da Malásia disse que a China assinaria um tratado do Sudeste Asiático proibindo armas nucleares na área. Entretanto, a negociação entre China e Estados Unidos não parece ter o mesmo resultado positivo, influenciado pelas forças nucleares divergentes e pela política adotada pelo país do leste asiático em caso de uso das armas nucleares de seus arsenais.

Entre críticas por defender intervenção e pena de morte, Trump afirma “não ser um ditador”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se defender contra as acusações de autoritarismo nesta terça-feira (26), ao afirmar “Não sou um ditador”. O discurso ocorre em meio a uma série de medidas polêmicas tomadas por seu governo, como a intervenção federal em Washington (D.C), a remoção de pessoas em situação de rua e a ameaça em aplicar também essas medidas em outras cidades americanas. 

O discurso de Trump ocorreu durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, onde Trump também elogiou o trabalho da Guarda Nacional no chamado reforço de segurança em Washington e rebateu as críticas onde é chamado de ditador:

O discurso é que eu sou um ditador, mas eu paro o crime. Então, muita gente diz: ‘Se esse for o caso, eu prefiro um ditador’. Mas eu não sou um ditador. Eu só sei como parar o crime.”. 

Ao mesmo tempo que as medidas são criticadas por autoridades locais, Trump anunciou que endurecer as penas contra crimes na capital estão nos planos de seu governo, incluindo a busca por pena de morte em casos de homícidios. A declaração ocorreu após o depoimento de uma correspondente da Casa Branca, que alega ter sido espancada e ficado sob a mira de uma arma em Washington a alguns anos. Entretanto, a pena de morte no Distrito de Colúmbia – que é onde Washington está localizada – foi abolida na década de 80, o que torna o discurso de Trump mais ofensivo. 

Para Trump, a intervenção federal na capital americana e a possibilidade de expandir a medida para outras cidades – como mencionou na última sexta-feira (22) – são medidas necessárias para o que chama de “bagunça e violência descontrolada”. Apesar desse discurso realizado pelo presidente norte-americano, dados e análises divulgados por órgãos de segurança pública apontam o contrário. A criminalidade em Washington vem registrando queda constante nos últimos anos, com 2024 registrando o menor índice em trinta anos. 

Intervenção em outras cidades

Desde que federalizou a segurança de Washington, Trump tem repetido em seus discursos que a medida não será isolada e exclusiva para a capital americana. As cidades que o presidente norte-americano indicou em discurso como alvos de medidas semelhantes na última semana são: Chicago, Nova York e São Francisco. Coincidentemente, as três cidades são governadas pela oposição. Em seu discurso, Trump não forneceu números ou dados que sustentem suas palavras sobre a violência nas cidades citadas. 

No caso de Chicago, Trump atacou diretamente o prefeito da cidade, o chamando de “extremamente incompetente”. Na mesma declaração, ainda disse que “ajudaria Nova York” após tornar Chicago “segura” e em seguida “poderiam fazer uma limpa em San Francisco”


Membros da Guarda Nacional em frente ao Capitólio dos Estados Unidos, em 25 de agosto (Foto: reprodução/Tasos Katopodis/Getty Images Embed)


Reforço militar na segurança de Washington

No dia 11 de agosto, Trump declarou uma intervenção federal na segurança da capital americana, colocando em prova uma de suas estratégias mais polêmicas. A justificativa do presidente norte-americano é de que o crime está fora do controle na capital, havendo uma “trágica emergência de segurança”. Trump até mesmo comparou a taxa de homicídio da cidade com outras capitais do mundo, como Brasília. A decisão foi acompanhada pela Guarda Nacional, que recebeu ordens de controlar a polícia da cidade. De acordo com o The New York Times, a medida deverá durar 30 dias, mas Trump já declarou que o cronograma pode ser estendido. 

Ao total, 2.000 homens da Guarda Nacional foram mobilizados e seguiram em direção a Washington. Autoridades locais avaliam a intervenção de Trump como ilegal, rebatendo os dados informados por ele em suas justificativas. A prefeita de Washington, Muriel Bowser (Partido Democrata), classificou a medida como “alarmante e sem precedentes”. Já o procurador-geral de Colúmbia, Brian Schwalb, repetiu que a medida é sem precedentes, acrescentando ser “desnecessessária e ilegal”. As ações de Trump colocam em ameaça a autonomia das autoridades locais e acende um debate sobre os limites de poder de um presidente.

Trump defende retomada de diálogo sobre desnuclearização

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a abertura de conversações sobre desnuclearização com Rússia e China. A iniciativa, segundo ele, deve se somar aos esforços para reativar a diplomacia estagnada com a Coreia do Norte.

O então presidente Donald Trump afirmou a jornalistas, na segunda-feira (25), que a desnuclearização da Rússia e da China é uma das prioridades de seu governo. A declaração foi feita na Casa Branca, pouco antes de uma reunião com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung. O republicano disse acreditar que Moscou e Pequim demonstram disposição para discutir limites em seus arsenais, ressaltando que a proliferação nuclear não pode continuar.

Temos que acabar com as armas nucleares. O poder é muito grande”, declarou.

Trump falou com o Presidente Putin


Putin e Donald Trum conversando(Foto:Reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Mais cedo, em evento separado na Casa Branca, Trump revelou ter tratado do tema com o presidente russo, Vladimir Putin, embora não tenha detalhado quando a conversa ocorreu.

Estamos falando sobre a limitação das armas nucleares. Vamos envolver a China nisso”, acrescentou.

Os comentários coincidem com o desejo expresso por Trump de se reunir ainda este ano com o líder norte-coreano, Kim Jong Un. Até agora, porém, o dirigente de Pyongyang tem ignorado os apelos para retomar o diálogo direto, retomando uma agenda que marcou o primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021, mas que não resultou em acordos concretos para frear o programa nuclear da Coreia do Norte.

Falou com o Presindente da China também

A proposta de relançar o debate sobre controle de armas nucleares não é inédita. Em fevereiro, o republicano já havia indicado que pretendia envolver Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, em discussões sobre limites para os arsenais estratégicos. À época, afirmou que a desnuclearização seria uma prioridade de um eventual segundo mandato.

O movimento ganha força diante da aproximação do prazo de expiração do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo Start), firmado em 2010 e válido até 5 de fevereiro de 2026. O acordo é hoje o último em vigor entre EUA e Rússia para restringir o número de ogivas nucleares e sistemas de lançamento.

Moscou, no entanto, já alertou que as chances de renovação são baixas. Sob o governo anterior, de Joe Biden, Washington tentou atrair a China para negociações formais sobre o tema, mas sem avanços significativos.

Navios de guerra americanos intensificam tensão com Venezuela

De acordo com a Agência Reuters, os Estados Unidos determinaram o deslocamento de mais um navio de guerra, além de um submarino de ataque veloz, para as águas do sul do Caribe, em proximidade ao litoral da Venezuela. A agência de notícias afirma que a confirmação partiu de duas fontes anônimas do Pentágono.

EUA e Venezuela

Na terça-feira passada (19), os EUA já tinham enviado três embarcações militares para perto do litoral venezuelano, alegando que precisavam frear a possível ameaça de grupos de traficantes de drogas por ali. Em contrapartida, Trump tem sinalizado que seu próximo alvo é Nicolás Maduro, já que, de acordo com informações da Reuters, seis navios de guerra foram mandados para o sul do Caribe. A justificativa oficial veio da porta-voz do governo, Karoline Leavitt, que fez declarações fortes contra Maduro e afirmou que os EUA usariam “toda a força” contra o governo venezuelano.

Segundo alegações de Donald Trump, Nicolás Maduro estaria à frente de uma organização denominada Cartel de los Soles, supostamente comandada pela alta cúpula das Forças Armadas da Venezuela. A mídia latino-americana reporta que o grupo funcionaria como um facilitador de rotas de narcotráfico para outras organizações que comercializam substâncias ilícitas no mercado americano, a exemplo do Cartel de Sinaloa, do México, e do Tren de Aragua, também da Venezuela.


Coletiva de imprensa com a porta-voz do governo dos EUA, Karoline Leavitt ( Vídeo: reprodução/Instagram/@belavista neves.panama)


Os Equipamentos

Fontes da área confirmaram que o USS Lake Erie, um cruzador de mísseis guiados, e o Uss Newport News, um submarino de ataque veloz com energia nuclear, são os novos recursos aguardados para o começo da próxima semana. Próximo à costa venezuelana, já estão presentes três destróieres da marinha americana, dotados do avançado sistema de combate Aegi, três embarcações de assalto anfíbio, aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon e, no mínimo, um submarino, somando um contingente de 4.000 marinheiros e fuzileiros

Diante dessa situação, Maduro comunicou o acionamento de 4,5 milhões de integrantes da milícia nacional, com o objetivo de neutralizar o que ele descreve como um perigo vindo dos Estados Unidos. A capacidade bélica venezuelana enfrenta dificuldades. De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), as Forças Armadas da Venezuela funcionam com limitações e dificuldades de preparo, em virtude das sanções internacionais, do isolamento na região e da crise econômica, que, ao longo das últimas décadas, reduziram a possibilidade de adquirir equipamentos militares de ponta.

A mesma tem orçamento militar de US$ 640 milhões em 2024 queé 0,1 do orçamento dos EUA no mesmo ano. Por conta disso muita incerteza se cria em relação as capacidade mi litar real da Venezuela mesmo tendo alguns equipamentos modernos.