Tarifas dos EUA e ações políticas prejudicam posição do dólar como moeda global

O Broadcast, podcast apresentado pelo jornal Estadão, discutiu nas últimas semanas a desvalorização que o dólar está passando diante da economia global, que tem se intensificado devido aos processos políticos anteriores e as medidas tarifárias aplicadas pelo presidente Donald Trump.

O Podcast questionou se o reinado que a moeda ocupava no mercado ainda se mantém e o que prejudicou a posição do dólar como líder do mercado.

Decisões políticas aceleraram o processo

O reinado do dólar como principal moeda global vem sendo prejudicado desde a queda do Império Britânico, sendo resultado da queda das âncoras estruturais que davam suporte para a hegemonia da divisa. Por outro lado, a trajetória de fiscalização nos EUA nos últimos anos fez com que o dólar mantivesse sua posição, obtendo índices estáveis de inflação.

No entanto, algumas decisões políticas contribuíram para a desvalorização do dólar, como Washington usando a moeda como instrumento para punir transgressões na área geopolítica, com sanções a Rússia e China, durante o governo de Joe Biden.


Dólares em espécie (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Além disso, o estrategista global de câmbio e juros do australiano Macquarie Group, Thierry Wizman, afirmou que o futuro da globalização, que teve o dólar como um indiscutível protagonista, está sendo ameaçado por conta da ofensiva tarifária aplicada por Trump. Wizman argumenta que o uso do dólar tende a diminuir conforme os EUA se afastam da globalização e não mais considerados os precursores desse sistema.

A queda do dólar durante o primeiro semestre fez os questionamentos sobre o assunto se intensificarem. No entanto, conforme informou o estrategista – chefe de investimento na América Latina da BlackRock, Axel Christensen, o dólar ainda é considerado soberano, e mesmo que haja um risco dentro de sua gestão, ainda é cedo para questionar se o papel que a moeda exerce no sistema monetário internacional não é mais eficiente como antes.

Especialistas estudam medidas futuras

Ao mesmo tempo, em que o dólar enfrenta um momento instável, alguns economistas tem avaliado algumas medidas, como a ação dos investidores em cobrar um preço alto para pagar a dívida americana pelos Treasuries.

Pensando em outra alternativa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, considera que é um bom momento para que o euro seja um protagonista da reserva global, defendendo a abertura comercial em oposição com o protecionismo do presidente Trump. Mas algumas medidas impedem que os planos avancem, como as lacunas no mercado da União Europeia, que ainda dificultam o progresso da divisa europeia, e o bloqueio do yuan chinês causado pelo fechamento da China.

Mesmo com algumas medidas sendo estudadas, o ex-presidente do Fed de St. Louis James Bullard afirma que a decisão final sobre a designação da reserva global vai ser do mercado, pois se trata de uma decisão complexa, que deve ser analisada por milhões de pessoas no mundo, com muitos argumentos sobre qual moeda deve ser usada, e reforça que o dólar é considerado a moeda mais líquida para uso em transações internacionais atualmente.

Timothée Chalamet reacende rumores ao postar com Muhammad Ali no aniversário de Kylie Jenner

Na manhã do aniversário de Kylie Jenner, enquanto ela compartilhava cliques íntimos ao lado das irmãs e do filho de Travis Scott, Timothée Chalamet apareceu discretamente nos Stories com uma foto histórica de Muhammad Ali comemorando vitória, sobreposta pela frase “Sonhe Grande”. A publicação, curiosamente sem qualquer menção direta a Kylie, reacendeu boatos de que o casal, junto há mais de dois anos, estaria em hiato. Fãs atentos notaram que, além da ausência de posts conjuntos, Timothée não comentou nenhuma das homenagens carinhosas que Kylie recebeu de celebridades nas redes.

Fontes próximas ao astro sugerem que a postagem misteriosa faz parte da campanha de marketing de seu novo filme, Marty Supreme, que estreia no início de 2026. No longa, ele vive um atleta obsessivo por glória e rivalidades, tema reforçado pela escolha de Ali, símbolo de persistência e superação, e pelo call to action motivacional. Nos bastidores, a equipe de Chalamet planeja aparições em tapetes vermelhos que misturam press junkets de Hollywood e eventos focados em streaming, estratégia que pode explicar por que ele vem priorizando reuniões de pauta em vez de brunchs de aniversário ao lado da namorada.


Story publicado por Timothée Chalamet (Foto: reprodução/Instagram/@tchalamet)


Kylie Jenner

Do outro lado, Kylie tem mantido o foco nos negócios e na maternidade. Nesta quinta, ela apresentou uma edição limitada de batons em tons rosé inspirados no signo de Leão, todo faturamento revertido para bolsas de estudo em artes visuais.


Timothée e Kylie juntos em tapete vermelho (Foto: reprodução/Ernesto Ruscio/Getty Images Embed)


Enquanto Travis Scott gravita entre turnês internacionais, Kylie deu preferência a um almoço intimista com a filha, Stormi, e a sobrinha Dream, reforçando seu papel de empreendedora mãe. Insiders afirmam que, longe do olhar público, o casal segue conversando por mensagens cifradas e planejando férias em família para o fim do ano, quando as agendas de ambos finalmente convergirem.

Repercussão geral

No Twitter e no TikTok, teorias pipocam: tem quem acredite que tudo não passa de um “teaser” pessoal de Timothée, anunciando que ele em breve vai “sonhar grande” ao lado de Kylie em eventos futuros. Outros apostam que o silêncio digital é apenas um intervalo estratégico, e que o reencontro do casal será no Festival de Veneza, onde Marty Supreme fará sua première. Seja qual for o desfecho, está claro que nem mesmo um story enigmático consegue apagar o fascínio que Timothée e Kylie exercem como uma das uniões mais discretas, e comentadas, de Hollywood.

Saiba para onde vão os bilhões de dólares arrecadados pelas tarifas de Trump

O presidente Donald Trump reafirmou, no último final de semana, que está recebendo muito mais dinheiro do que os Estados Unidos já viram, observando os bilhões de dólares obtidos graças ao aumento dos impostos sobre a maioria dos produtos importados.

Um levantamento feito pelo Departamento do Tesouro dos EUA mostra que o país arrecadou quase US$ 30 bilhões em receita tarifária no mês de julho, o que significava um aumento de 242% na receita tarifária em comparação com julho do ano passado.

Além disso, o governo de Trump arrecadou US$ 100 bilhões em receitas, desde que o presidente implantou, em abril, uma tarifa de 10% sobre a maioria dos produtos, juntamente com outras taxas maiores que também foram implantas, um valor adquirido três vezes maior do que o foi arrecado nos últimos quatro meses de 2024. Diante disso, houve um grande questionamento sobre para onde esse dinheiro vai ser destinado.

Distribuição da receita entre os americanos

Uma das justificativas apresentadas por Trump é que o governo estaria considerando a possibilidade de redistribuir a receita tarifária entre a população americana, por conta da grande quantidade de dinheiro arrecada, afirmação que foi adiantada na semana passada em um projeto apresentado pelo senador americano Josh Hawley.


Donald Trump em discurso (Foto: reprodução/Win McNamee/Getty Images Embed)


O diretor de economia Budget Lab da Universidade de Yale e ex economista do governo de Biden, Ernie Tedeschi, afirmou para a CNN Internacional que a ação apresentada não é uma alternativa viável, pois poderia causar um aumento na inflação.

Pagamento de dívida e destino da receita

Trump também afirmou que além de distribuir dividendos entre os estadunidenses, seu objetivo é pagar a dívida trilionária do governo.

O Departamento do Tesouro administra um fundo chamado de Talão de Cheques dos Estados Unidos, que serve como depósito para toda receita obtida pelo governo e é usado para pagar contas. Quando as receitas arrecadas são inferiores às contas do governo, surge um déficit orçamentário e gera a necessidade para o governo pedir empréstimos para compensar a diferença.

Atualmente, o governo tem um valor de US$ 36 trilhões para ser reembolsado, o que vem gerando preocupação aos economistas, que afirmar que a economia americana vai ser prejudicada observando que o valor tem aumentado.


Donald Trump ao lado do economista Stephen Moore (Foto: reprodução/Brendan Smialowski/ Getty Images Embed)


Isso ocorre porque o governo americano precisa pagar juros em meio aos empréstimos solicitados. Quanto maior for o empréstimo, maiores os juros que têm que ser pagos, gerando uma despesa maior para o governo.

O economista sênior do Deutsche Bank nos Estados Unidos, Deutsche Bank, afirmou durante uma entrevista para a CNN que, mesmo que a receita tarifária arrecadada não seja suficiente para combater o déficit orçamentário adquirido, a arrecadação de tarifas causou uma diminuição neste valor, mostrando não haver uma urgência do governo de pedir empréstimos tão altos quanto precisaria sem a presença da receita tarifária.

Tarifas podem causar problemas financeiros

O uso das tarifas, mesmo ajudando o governo na teoria, pode causar alguns problemas financeiros, em especial para algumas empresas, que tem absorvido custos altos sem que seus preços aumentassem, e muitas delas, como Walmart e Procter & Gamble, emitiram um alerta sobre um aumento visível de preços.

Relatórios recentes feitos pelo governo mostram que muitos produtos, como eletrodomésticos, brinquedos e eletrônicos de consumo, estão ficando mais caros. Tedeschi afirmou, ainda em conversa com a CNN, que as tarifas trarão consequências negativas para a economia.

O economista diz que mesmo com a diminuição do Produto Interno Bruto dos EUA causado pelas tarifas, prevista para ocorrer neste ano e no próximo conforme um levantamento feito pelo Yale Budget Lab, não ajudaria a receita das tarifas por completo, porque mesmo com o aumento da receita com tarifas, graças ao um crescimento econômico menor que o previsto, é arrecado um valor menor em impostos de renda e dentro da folha de pagamento.

Mesmo com todas as preocupações envolvendo o futuro da economia americana, o governo de Trump vê a situação de maneira positiva, argumentando que os mega cortes de impostos e a lei de gastos, juntamente com a receita das tarifas, irão fazer a economia dos Estados Unidos crescer futuramente.

China quer que os EUA flexibilizem o controle sobre as exportações de chips

Contexto das Restrições

Posição da China

A China expressou preocupações de segurança sobre o modelo da Nvidia feito para o mercado chinês, alegando que não é tecnologicamente avançado nem ambientalmente sustentável. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, liderou três rodadas de negociações comerciais com a China. A equipe chinesa trouxe a questão das restrições sobre chips de memória de alta largura de banda, chamada de HBM, em algumas dessas negociações. O tesouro dos EUA não quis comentar.


Bandeiras da China e dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Wong Yu Liang/Getty Images Embed)


Prorrogação da trégua comercial

Antes do prazo de 12 de agosto para evitar a reimposição de tarifas elevadas, o secretário de Comércio dos EUA mencionou que o governo provavelmente estenderá a trégua por mais 90 dias.

O governo da China tem se mostrado frustrado com os controles impostos pelos EUA desde que o presidente Joe Biden, em 2022, anunciou medidas para impedir que os chineses viessem a comprar ou fabricar chips avançados de IA, além dos recentes empecilhos.

No momento, tudo aponta para que a China esteja diversificando suas parcerias comerciais para reduzir a dependência do mercado americano. Entretanto, a busca por soluções diplomáticas e negociações comerciais, são vistas como essenciais para restaurar a economia mundial nesse momento de incerteza.

Machine Gun Kelly quebra silêncio sobre fim com Megan Fox

Machine Gun Kelly (MGK) quebrou o silêncio e abordou pela primeira vez o término do relacionamento com Megan Fox e não poupou sinceridade. Em sua nova faixa “Treading Water”, parte do álbum Lost Americana, lançado em 8 de agosto, o artista admite ter causado danos profundos: “Eu destruí esse lar”. Na mesma música, MGK expõe sua vulnerabilidade e o impacto emocional desse fim, revelando até uma internação sigilosa em uma clínica de reabilitação durante o período de festas. Entre versos carregados de arrependimento e autocrítica, ele promete mudar pelo bem da filha que têm em comum, Saga.

Além da confissão, a canção serve como um retrato cru do estado emocional de MGK nos últimos meses, marcado por isolamento e reflexão. As letras revelam um homem em busca de reconstrução pessoal, disposto a encarar seus fantasmas e assumir responsabilidades. Para os fãs, é um convite íntimo a testemunhar não apenas o fim de um romance, mas também o início de um processo de transformação.

Reabilitação em silêncio e foco na filha

O cantor revelou que compôs “Treading Water” durante sua internação, mencionando: “No quarto três, passando o Natal na reabilitação”. Após sair da clínica, ele fez um jejum de água de quatro dias. Esses detalhes mostram uma fase intensa de introspecção e simbolismo emocional, retratada com intensidade nas letras carregadas de culpa e busca por redenção.

O álbum Lost Americana serve como uma plataforma em que MGK enfrenta seus próprios erros e sentimentos. Em entrevista ao podcast Popcast, do The New York Times, ele criticou os boatos e ressaltou que nem ele nem Megan falaram publicamente sobre o fim: “Havia um relacionamento complicado que não é da conta de ninguém.” Através da música, ele expressa o que não conseguiu dizer em palavras, um mecanismo de cura e autêntica confissão artística.


Machine Gun Kelly e Megan Fox no Grammy de 2023 (Foto: reprodução/Lester Cohen/Getty Images Embed)


Co-parentalidade e legados afetivos

Mesmo separados, MGK e Megan continuam unidos pelo vínculo da paternidade. Uma fonte contou que eles mantêm contato frequente, passam tempo juntos e compartilham a criação da pequena Saga. No álbum, Megan também aparece como compositora na faixa “Orpheus”, destacando uma colaboração artística que ultrapassa os limites da relação amorosa. Essa conexão criativa reflete uma dinâmica complexa, mas fundamentada no respeito mútuo e na priorização da família.

“Treading Water” revela um MGK mais aberto e vulnerável, alguém que reconhece ter cometido erros e deseja se redimir através da música. Com uma narrativa honesta sobre culpa, recuperação e parentalidade, o artista oferece uma visão íntima de um fim de relacionamento carregado de dor, mas também de possibilidades de reconstrução e amadurecimento.

O papel de Jack em Titanic: histórias por trás das escolhas do elenco

O ator Matthew McConaughey quase interpretou Jack Dawson em Titanic. Sendo este um dos filmes mais icônicos do cinema, segundo o livro póstumo do produtor de cinema norte-americano Jon Landau. O papel de Jack em Titanic ficou com Leonardo DiCaprio. Nesse sentido, um papel de peso, com um dos personagens mais icônicos da história do cinema, capaz de consolidar uma carreira internacional.

Titanic

O filme Titanic (1997), dirigido por James Cameron, é um épico romântico que conta a história fictícia do romance entre Jack Dawson e Rose DeWitt Bukater a bordo do navio, que naufragou em sua viagem inaugural em 1912. Com uma mistura única de drama, romance e efeitos visuais revolucionários para a época, o filme alcançou sucesso mundial.

Ademais se tornou a maior bilheteria da história por muitos anos, arrecadando mais de US$ 2,2 bilhões. Foi aclamado pela crítica por sua direção, roteiro, atuações e precisão histórica na recriação do navio. O filme ganhou 11 Oscars no total.


Kate e DiCaprio em Titanic (Foto: Reprodução/Amazon/Titanic)

McConaughey e Titanic

De acordo com o livro, o ator McConaughey conquistou Kate Winslet com seu carisma e presença em cena. Nesse sentido, o teste de tela evidenciou uma química imediata entre os dois, o que fortaleceu sua posiçãno como candidato favorito. Enquanto Winslet já estava praticamente confirmada como Rose, Cameron buscava um ator que unisse sensibilidade e força para viver Jack Dawson.

Entretanto, McConaughey insistiu em manter seu sotaque sulista texano, mesmo após Cameron pedir que ele adaptasse a fala ao personagem. Segundo Landau, o ator respondeu: “Não. Isso aí já ficou bom. Valeu.” Essa recusa levou o diretor a buscar outro intérprete, culminando na escolha de Leonardo DiCaprio.


Matthew McConaughey (Foto: Reprodução/Instagram/@officialymcconaughey/@austinfc)

McConaughey e DiCaprio como Jack em Titanic

Leonardo DiCaprio, por sua vez, foi escolhido após competir com outros candidatos. Curiosamente, no início de sua audição, ele relutou em ler o roteiro, mas ao aceitar o pedido, entregou uma performance marcante que convenceu Cameron. Entretanto, apesar da perda, a trajetória de Matthew foi marcada por papéis de destaque, incluindo o Oscar por Clube de Compras Dallas e o sucesso de Interestelar.


Kate e DiCaprio em Titanic (Foto: Reprodução/@titanicmovie/Titanic)

O filme e a repercussão

A recusa do ator em adaptar seu sotaque foi decisiva para que James Cameron escolhesse Leonardo DiCaprio, que se entregou ao papel e ajudou a criar uma das personagens mais memoráveis do cinema. Além disso, Titanic permanece até hoje um marco na indústria cinematográfica, tanto pelo impacto cultural quanto pelo avanço técnico e narrativo que representou. O filme consolidou o gênero épico-romântico.

Tesla é condenada em US$ 243 Milhões por Falha no Autopilot

Em um revés significativo para as ambições de Elon Musk e da Tesla, um júri da Flórida condenou a empresa a pagar US$ 243 milhões (equivalente à cerca de R$ 1,32 bilhão) em um processo judicial por um acidente fatal ocorrido em 2019. O veredicto, divulgado em uma sexta-feira, considerou o software de assistência ao motorista, o Autopilot, como defeituoso. A Tesla, no entanto, contestou a decisão, culpando o motorista pelo acidente e prometendo recorrer. O momento do veredicto não poderia ser pior para a fabricante de veículos elétricos. O caso vem à tona após anos de investigações federais e recalls de segurança relacionados a colisões envolvendo sua tecnologia. A decisão do tribunal, que classifica o software como defeituoso, pode prejudicar os planos de Elon Musk de expandir rapidamente o serviço de robotáxi nos Estados Unidos, um dos principais focos da empresa atualmente.

Impacto nas ambições da Tesla

Especialistas jurídicos e investidores apontam que essa decisão pode aumentar a pressão sobre os órgãos reguladores. Segundo Mike Nelson, especialista em mobilidade e fundador da Nelson Law, a percepção pública do veredicto “vai aumentar a pressão sobre os órgãos reguladores para dizerem: ‘não podemos permitir que esse produto seja lançado sem uma diligência muito maior’”. Essa pressão pode dificultar o processo de aprovação regulatória, ameaçando o objetivo de Musk de oferecer os serviços de robotáxi para metade da população dos EUA ainda este ano.

A expansão para o mercado de robotáxis é considerada crucial para o futuro da Tesla. A empresa enfrenta uma demanda menor por sua linha de veículos elétricos, que já é mais antiga, além da crescente concorrência global. O valor de mercado da Tesla, que atualmente está na casa dos trilhões de dólares, está diretamente ligado às suas apostas em robótica e inteligência artificial. Para ter sucesso nesse campo, a empresa precisa conquistar a confiança de reguladores e de potenciais clientes no seu software de direção autônoma (FSD), que é a base dos seus robotáxis.


Autopilot controla funções como a velocidade, a distância e a centralização em rodovias (Foto: reprodução/NurPhoto/Colaborador/Getty Images Embed)


Desafios do Software e o Caminho de Musk

Aaron Davis, sócio-gerente do escritório de advocacia Davis Goldman, destaca que o momento da decisão é “terrível” para a Tesla, considerando especialmente os recentes lançamentos do Full Self-Driving (FSD) — uma versão mais avançada do Autopilot. Ele ressalta que “agora, essencialmente, há uma opinião de que algum aspecto do negócio da Tesla não é seguro e talvez a segurança que a empresa anuncia não seja o que se espera”.

Enquanto o Autopilot controla funções como a velocidade, a distância e a centralização em rodovias, o FSD é capaz de operar em vias urbanas, executando manobras mais complexas como curvas e mudanças de faixa. No entanto, mesmo com versões mais modernas, o veredicto levanta sérias dúvidas.

A criação de veículos autônomos tem se mostrado um desafio enorme para toda a indústria. Altos custos com hardware e anos de desenvolvimento levaram muitas empresas, como a unidade Cruise da General Motors, a mudar de estratégia ou até a fechar as portas. Musk, por outro lado, apostou em uma abordagem mais simples e econômica, usando câmeras e inteligência artificial em vez de sensores mais caros como lidars e radares, utilizados por concorrentes como a Waymo e a Zoox. No entanto, essa abordagem agora enfrenta um novo e significativo obstáculo regulatório e de confiança do público, o que pode atrasar a realização de suas ambiciosas metas.

Para o JP Morgan, fim da era Trump não significa o fim das tarifas

O JP Morgan Chase, por meio de seu Centro para Geopolítica, publicou um relatório que sugere um cenário de política comercial nos Estados Unidos bastante diferente daquele que o mercado e os observadores internacionais vinham imaginando. A principal conclusão do estudo é que a política tarifária que caracterizou a era Trump não deve desaparecer com a possível saída do atual presidente. Pelo contrário, ela parece ter se enraizado no cenário político americano, tornando improvável um retorno ao antigo regime de comércio de tarifas baixas.

O documento aponta que as tarifas efetivas sobre importações devem se manter em torno de 22% por um tempo. A justificativa para essa permanência está no consenso crescente entre o espectro político americano de que essas tarifas são uma ferramenta crucial para fortalecer a base industrial do país, especialmente em setores estratégicos considerados essenciais para a segurança nacional. Essa visão compartilhada invalida a ideia de que as tarifas seriam apenas uma tática temporária de barganha política, como muitos no mercado acreditavam.

Política tarifária dos EUA desafia expectativas de reversão pós-Trump

Essa análise contraria a visão otimista de que os recentes acordos comerciais sinalizam uma possível suavização da postura de Washington. O relatório do JP Morgan é enfático ao afirmar que um retorno às políticas pré-Trump seria um erro de avaliação. Mesmo que um novo presidente americano tenha a intenção de reverter a estrutura tarifária atual, ele enfrentaria desafios significativos. A política se tornou tão intrínseca ao pensamento estratégico do país que sua reversão demandaria um esforço político considerável e talvez impraticável.


Matéria sobre a alteração das tarifas de exportação do governo Trump (Vídeo: reprodução/YouTube/G1)

Adaptação empresarial e custo crescente dificultam retorno ao modelo comercial anterior

Além do desafio político, o tempo também joga contra o retorno ao regime comercial anterior. O relatório sugere que, com o passar dos anos, as empresas terão tempo para se ajustar à nova realidade, recalibrando seus investimentos e cadeias de suprimentos. Esse processo natural de adaptação econômica tornará cada vez mais difícil e custoso reverter as mudanças, cimentando o novo cenário de tarifas elevadas. Um relatório anterior do JP Morgan Chase Institute já havia quantificado o impacto financeiro dessas tarifas, estimando um custo adicional de até US$ 187,7 bilhões para empresas de médio porte, um valor seis vezes maior do que o custo das tarifas vigentes no início de 2025. O Centro para Geopolítica, lançado em maio pelo JP Morgan, tem como objetivo principal auxiliar as empresas a navegar por esses e outros desafios econômicos, oferecendo análises como a que foi publicada.

Messi sofre lesão e expõe os riscos da carreira de atletas de elite

A recente lesão de Lionel Messi, uma das maiores estrelas do futebol mundial, reacendeu o debate sobre os riscos inerentes à carreira de atletas de elite e os desafios relacionados ao tempo de recuperação. O astro argentino, que recentemente se juntou ao Inter Miami, teve sua estreia adiada e sua participação em futuras partidas colocada em xeque devido a um desconforto muscular, um lembrete contundente da fragilidade física mesmo dos mais talentosos.

Estrela argentina tem estreia adiada, reacendendo debate sobre fragilidade física

Lesões musculares, como a que acometeu Messi, são comuns no futebol de alto rendimento. A intensidade dos jogos, os treinos rigorosos e a constante exigência física submetem os corpos dos jogadores a um estresse extremo. Fatores como o histórico de lesões, a idade, a condição física individual e até mesmo o tipo de gramado podem influenciar a probabilidade de sofrer tais contratempos.


Messi em jogo pelo Inter (Foto: reprodução/Instagram/@Leomessi)

O tempo de recuperação de uma lesão muscular pode variar significativamente, dependendo da gravidade e da região afetada. Em muitos casos, o retorno precoce aos gramados, impulsionado pela pressão de clubes e torcidas, pode levar a recaídas ou ao agravamento do quadro. É aqui que entra a importância de uma abordagem cuidadosa e baseada em evidências.

Recuperação de Messi: ciência e pressão no retorno de atletas de alto rendimento

Para atletas de elite como Messi, a recuperação vai além do tratamento da lesão em si. Envolve um plano de reabilitação detalhado, com fisioterapia especializada, fortalecimento muscular específico e um retorno gradual às atividades. A escassez de tempo de jogo pode ser um fator de pressão, mas a consistência em seguir o protocolo de recuperação é crucial para garantir a longevidade da carreira e a performance em alto nível.


Lionel em jogo valido pelas eliminatórias da copa (Foto: reprodução/Instagram/@Leomessi)

O caso de Messi também nos faz refletir sobre a importância de ouvir o próprio corpo e de ter uma comunicação clara entre atleta, equipe médica e comissão técnica. A decisão de jogar ou não, muitas vezes, é complexa, envolvendo não apenas a condição física, mas também o aspecto psicológico e a vontade de estar em campo.

A medicina esportiva tem avançado consideravelmente, oferecendo novas técnicas de diagnóstico e tratamento. No entanto, a natureza do esporte de alta competição sempre apresentará riscos. O desafio para clubes e atletas é encontrar o equilíbrio entre a busca por vitórias e a preservação da saúde a longo prazo, garantindo que talentos como Messi possam brilhar por mais tempo, minimizando as interrupções causadas por lesões. A recuperação de Messi será, sem dúvida, acompanhada de perto, servindo como um estudo de caso para muitos outros que enfrentam desafios semelhantes no mundo do esporte.


Trump anuncia novas tarifas sobre a Índia; total chega a 50%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (6) uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados da Índia. A justificativa foi a importação indiana de petróleo russo, que contribuiria para, de acordo com o líder estadunidense, financiar as hostilidades contra a Ucrânia.

A taxa se soma à de 25% imposta anteriormente, justificada como uma correção de assimetrias político-econômicas, e, com isso, gigante asiático pode chegar à taxação de 50% sobre o valor dos produtos exportados aos EUA. A nova medida entrará em vigor em 27 de agosto, com exceção de bens já em trânsito, para os quais ela passa a valer a partir de 17 de setembro.

Rússia é principal fornecedor de petróleo da Índia

Terceira maior importadora de petróleo bruto do mundo, a Índia aumentou em grande medida a compra do insumo russo desde o início da guerra com a Ucrânia, motivada por descontos oferecidos frente à diminuição da aquisição americana e europeia. Se, antes, a Rússia respondia por 2% do petróleo importado pelo país, o volume atual é de mais de um terço, o que torna o país vizinho seu principal fornecedor.


Narendra Modi e Vladimir Putin se cumprimentam na frente da imprensa durante visita de Modi ao Palácio do Kremlin, em Moscou, em julho de 2024 (Foto: reprodução/Contributor/Getty Images Embed)


“Eles não se importam com quantas pessoas na Ucrânia estão sendo mortas pela máquina de guerra russa”, disse Trump em um comunicado em sua própria rede social, Truth Social.

Após cinco rodadas de negociações, em que os indianos acreditavam poder manter o aumento de barreiras alfandegárias em até 15%, Nova Délhi recebeu a notícia com surpresa e classificou a decisão de Trump como “injusta, irracional e sem justificativa”. 

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi disse ainda que as importações do país “são baseadas em fatores de mercado e realizadas com o objetivo geral de garantir a segurança energética de 1,4 bilhão de pessoas”.

Índia participa dos BRICS

A “retaliação” sobre a economia de Nova Délhi já tinha sido comentada por Trump na semana passada, na Casa Branca.

“Eles têm o Brics, que é basicamente um grupo de países que são anti-Estados Unidos. É um ataque ao dólar, e não vamos deixar ninguém atacar o dólar”, afirmou o líder político e empresarial norte-americano, referindo-se à pauta da desdolarização.


Renata Lo Prete comenta a situação tarifária da Índia, Brasil e demais integrantes do BRICS em relação aos Estados Unidos (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)


De fato, a Índia integra o grupo de países que se colocam como uma alternativa às grandes potências para os países menos desenvolvidos, no contexto da cooperação Sul-Sul. A criação do Novo Banco de Desenvolvimento, em contraste ao Fundo Monetário Internacional, historicamente controlado pelos países mais ricos do Ocidente, e discussões sobre a substituição do dólar nas trocas comerciais questionam a então inabalável hegemonia dos Estados Unidos.

Além do engajamento no bloco, a pujância econômica indiana também se destaca Impulsionado pelos investimentos em infraestrutura e transparência promovidos pelo primeiro-ministro Narendra Modi, à frente de seu terceiro mandato consecutivo, o país é um dos que cresce mais rapidamente no mundo, com uma expansão de 8,2% em 2023 e 6.5% em 2024. Em 2023, a Índia ultrapassou o Reino Unido e tornou-se a quinta maior economia do mundo. As expectativas são de que, até 2050, ela supere o Japão e a Alemanha, passando a rivalizar com China e Estados Unidos.

Se comparado à superpotência, alguns arriscam, decadente e ao vizinho emergente, a Índia é, hoje, o país mais populoso do planeta, segundo a ONU, com uma juventude que se reproduz velozmente e precisa trabalhar, em contraste com a China, apontada como principal alternativa aos EUA, mas que sofre com um baixo crescimento vegetativo. A mão de obra barata e os incentivos governamentais atraem fábricas e empresas estrangeiras, muitas das quais provenientes de território estadunidense, tornando o protecionismo uma opção lógica na busca por tornar a América grande de novo.

Tarifas indianas deixam Brasília em alerta

Ao anunciar a medida contra a Índia, Trump indicou que outros países que adquirem petróleo da Rússia podem estar sujeitos a tarifas extras de 25%. No mês passado, o político declarou que, caso a Rússia não interrompesse a guerra com a Ucrânia, os Estados Unidos imporiam “tarifas secundárias de 100%” sobre países que continuassem comercializando com Moscou.

A situação causa preocupação em Brasília, uma vez que o agronegócio nacional é extremamente dependente de fertilizantes russos e, assim como o gigante asiático, o Brasil aumentou a compra de combustíveis fósseis russos após o começo do conflito. A situação é particularmente representativa no setor de diesel, em que, nos últimos 3 anos, a Rússia substituiu os EUA como principal fornecedor.