Dólar se recupera e Ibovespa fecha em queda

Em meio a uma sessão de negociações cheia de altos e baixos, o mercado financeiro brasileiro fechou a quarta-feira (13) em baixa, refletindo uma série de fatores internos e externos. Após uma alta significativa na véspera, o Ibovespa recuou 0,88%, fechando aos 136.704,65 pontos. Por outro lado, o dólar se valorizou ligeiramente, revertendo a forte queda do dia anterior.

Varejo Pressiona o Mercado Doméstico

Um dos principais motores para a queda do Ibovespa foi o setor de varejo. Dados divulgados pelo IBGE mostraram que as vendas no comércio brasileiro caíram 0,1% em junho, contrariando a expectativa do mercado de crescimento. Essa retração, somada às quedas de 0,4% em maio e 0,3% em abril, acendeu um alerta sobre a desaceleração da atividade econômica no país. O economista Bruno Martins, do BTG Pactual, explicou que esses números indicam uma forte contração nos segmentos cíclicos e reforçam a visão de que o PIB do segundo trimestre de 2025 pode ter um crescimento de apenas 0,2%.

A percepção de fraqueza no setor impactou diretamente as ações de empresas do segmento, como CVC Brasil (queda de 10,78%) e GPA (queda de 10,56%), que também enfrentaram desafios internos. A CVC, por exemplo, divulgou um prejuízo no segundo trimestre, enquanto a GPA teve a renúncia de um diretor-chave. Outras empresas de varejo, como Petz, Assaí e Magazine Luiza, também registraram perdas consideráveis.


Enquanto o Ibovespa sofria com as notícias domésticas, o dólar fechou em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,40 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Dólar e o Cenário Externo

Enquanto o Ibovespa sofria com as notícias domésticas, o dólar fechou em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,40. A valorização da moeda veio após ter atingido seu menor valor no ano na véspera. O movimento, no entanto, foi contido e a cotação se manteve em uma faixa estreita, mesmo após o anúncio do governo brasileiro de um plano de ações para apoiar os setores afetados pela nova tarifa de 50% dos Estados Unidos. Esse plano, que inclui um montante de R$ 30 bilhões em crédito, já era amplamente esperado pelo mercado e, por isso, não gerou grandes movimentações cambiais.

A valorização do dólar no dia se contrapôs à tendência global de enfraquecimento da moeda americana. Nos EUA, a expectativa de que o Federal Reserve (Banco Central americano) possa cortar os juros em breve, impulsionada por dados fracos de emprego e inflação moderada, tem enfraquecido o dólar. No entanto, o cenário interno brasileiro, com incertezas sobre as contas públicas e o impasse nas negociações comerciais com os EUA, continua a influenciar o câmbio, deixando a moeda brasileira sensível. O especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, ressaltou que a cautela se mantém por conta das percepções de fragilidade fiscal.

Destaques e Outros Setores

Em contrapartida, às quedas, algumas empresas se destacaram positivamente. A MRV&Co, por exemplo, subiu 6,63% após apresentar sinalizações otimistas sobre suas margens e o guidance para 2025, apesar de ter divulgado um prejuízo no segundo trimestre. Outros setores também sentiram o impacto do pregão, com Petrobras e Vale fechando em queda, influenciadas pela fraqueza do petróleo e pela estabilidade do minério de ferro, respectivamente. O Banco do Brasil foi um dos poucos a registrar alta, com os investidores de olho no balanço do segundo trimestre que seria divulgado no dia seguinte.

Em Wall Street, o otimismo prevaleceu, com o S&P 500 atingindo uma nova máxima de fechamento, refletindo as esperanças de um afrouxamento monetário nos EUA. Esse cenário externo, no entanto, não foi suficiente para impulsionar o mercado brasileiro, que se manteve cauteloso e reagiu principalmente aos dados e às incertezas domésticas.

EUA enviam forças militares à America Latina para combater cartéis de drogas

Os Estados Unidos mobilizaram forças aéreas e navais para o Mar do Caribe Meridional com o objetivo de enfrentar cartéis de drogas latino-americanos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (14) por duas fontes à agência Reuters.

Operação

De acordo com uma das fontes, a operação “visa lidar com ameaças à segurança nacional dos EUA vindas de organizações narcoterroristas especialmente designadas na região”. Detalhes adicionais não foram divulgados, mas a ação já havia sido discutida anteriormente pelo então presidente Donald Trump, que defendia o uso das Forças Armadas contra quadrilhas de tráfico classificadas como organizações terroristas globais.


Sinaloa, estado do México (Foto: reprodução/divulgação/euronews)

Objetivo da ofensiva e alvos

A repressão aos cartéis integra a estratégia central do governo norte-americano, que busca reforçar a segurança, conter a imigração e proteger a fronteira com o México. Desde o início do governo Trump, segundo a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, cerca de 39 mil mexicanos foram deportados anualmente para o país de origem.

Nos últimos meses, Washington já havia enviado pelo menos dois navios de guerra para auxiliar nas ações de segurança de fronteira e combate ao narcotráfico. Entre os principais alvos da nova ofensiva estão o Cartel de Sinaloa, no México, e o grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, ambos classificados como organizações terroristas globais em fevereiro.

Além do deslocamento de tropas, as Forças Armadas dos EUA têm intensificado a vigilância aérea na região para coletar informações estratégicas e planejar operações contra as atividades ilícitas dessas organizações. Trump também chegou a oferecer o envio de militares ao território mexicano para reforçar o combate ao narcotráfico, proposta que foi recusada pelo governo do México. A movimentação militar no Caribe indica que o combate aos cartéis segue como prioridade na agenda de segurança norte-americana.

A mobilização reforça o posicionamento dos Estados Unidos em tratar o combate ao narcotráfico como questão estratégica de segurança nacional, estendendo sua presença militar na região e sinalizando que a pressão sobre cartéis e grupos criminosos latino-americanos deve se intensificar nos próximos meses.

Após perseguir universidades, Trump mira museus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (12), em carta enviada ao Smithsonian Institution, que 8 museus localizados em Washington e pertencentes à rede, incluindo o Museu Nacional de História Americana, Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana e Museu Nacional do Índio Americano, passarão por uma revisão de conteúdo. Além dos 8 museus, outros centros culturais serão inspecionados em uma segunda fase, afirmou a carta.

A análise inicial envolverá exposições e mostras itinerantes atuais e futuras (para os próximos 3 anos), além de orçamentos, organogramas, manuais para funcionários, descrições de cargos e comunicados internos sobre seleção e aprovação das obras de arte. 

Em 30 dias, os museus devem catalogar todos esses itens e receber “visitas de observação no local”. Haverá também entrevistas a curadores, em até 75 dias. A previsão é que as “correções” comecem a ser feitas dentro de 3 meses.

Instituição de pesquisa e preservação já fora alvo de Trump anteriormente

Essa não foi a primeira vez que o bilionário estadunidense ameaçou a Smithsonian Institution, maior complexo de museus e pesquisa dos Estados Unidos, com 21 centros culturais e 142 milhões de itens sob administração.

Em janeiro, a rede teve de interromper as atividades de seu escritório de diversidade após uma ordem executiva proibir políticas de equidade e inclusão em organizações financiadas pelo governo.

Em março, um decreto intitulado “Restaurando a Verdade e a Sanidade da História Americana”, voltado diretamente à instituição, determinava a remoção de “ideologias inapropriadas, divisivas ou antiamericanas” de seus museus. O documento atribuía ao vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, a missão de, junto a líderes do Congresso, indicar novos membros para o conselho diretor da entidade.


Um dos mais importantes do país, o Museu Nacional de História Americana, em Washington, faz parte da Smithsonian Institution (Foto: reprodução/Kevin Carter/Getty Images embed)


Em maio, Trump transmitiu através das redes sociais a demissão da diretora da Galeria Nacional de Retratos, vinculada à rede, Kim Sajet. Primeira mulher a dirigir o museu, desde 2013, Sajet nasceu na Nigéria e tem formação em história da arte. 

Ela é uma pessoa altamente partidária e uma firme defensora das políticas de diversidade, equidade e inclusão, o que é totalmente inapropriado para o cargo. Sua substituta será nomeada em breve”

Trump

Em julho, devido a pressões do governo Trump de demissão de funcionários, o Museu Nacional de História Americana alterou o conteúdo da exposição “Presidência Americana: Um Fardo Glorioso” para que não constasse mais as referências às duas tentativas de impeachment que Trump sofreu em seu primeiro mandato.

Universidades também sofreram com ações de Trump

Ainda neste ano, os noticiários mundiais foram tomados com a escalada de tensão entre Trump e grandes universidades, como Princeton, Columbia e Harvard. É que, sob justificativa de apoio a ações antissemitas (por terem sido ocupadas por estudantes contrários à guerra na Faixa de Gaza), o presidente estadunidense congelou verbas bilionárias destinadas à pesquisa.

A primeira grande instituição a sofrer com os cortes foi a Universidade de Columbia, em Nova York, onde os protestos começaram. Em março, Trump suspendeu o financiamento de 400 milhões de dólares à universidade, que, na esperança de conseguir reavê-los, se comprometeu a punir os manifestantes e coibir novas mobilizações estudantis. O dinheiro nunca retornou e a reitora Katrina Armstrong foi tão criticada que decidiu renunciar ao cargo, no mesmo mês.

Em abril, Trump enviou uma carta a Harvard, considerada um dos melhores centros de ensino superior do mundo, exigindo controle sobre a contratação de docentes, ingresso de alunos e alocação de recursos. Harvard foi a primeira universidade de ponta dos EUA a negar as demandas governamentais e, por isso, sofreu um corte de 2,2 bilhões de dólares para a pesquisa.

Dias depois, a Associação Americana de Faculdades e Universidades (AAC&U) e a Academia Americana de Ciências e Artes publicaram uma declaração pública criticando o “uso coercitivo” de financiamento público para pesquisa, que recebeu a assinatura de quase 600 dirigentes de instituições e organizações acadêmicas, entre os quais os reitores de Harvard, Princeton, MIT, Yale e Cornell.

Um levantamento da revista científica Nature aponta que cerca de 6 bilhões de dólares já foram congelados pela Casa Branca para o financiamento de pesquisas durante a administração Trump, o que mostra que o artifício financeiro é usado não apenas contra instituições culturais, mas contra à abrangente intelectualidade de seu próprio país.

Lula confirma envio de convite a Trump para participação na COP30 em Belém

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (13) que enviou uma carta convidando o presidente americano Donald Trump. O convite é para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, também conhecida por COP30, visto que é o 30ª encontro. O evento, marcado para novembro em Belém (PA), reunirá líderes mundiais para discutir medidas urgentes contra o aquecimento global.

A princípio, Lula destacou que a conferência será o momento para países como o Brasil cobrarem ações concretas das nações mais ricas. Ele lembrou que, desde 2009, líderes prometeram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões) anuais para a preservação das florestas, mas o recurso nunca foi entregue.

Clima político e críticas aos EUA

Além do tema ambiental, Lula reagiu a um relatório do Departamento de Estado dos EUA que aponta retrocessos nos direitos humanos no Brasil. Nesse ínterim, o presidente disse que “ninguém está desrespeitando regras” e acusou a capital Washington de criar “imagens de demônio” contra países com os quais deseja confronto. Ele defendeu o Judiciário brasileiro e rejeitou a acusação de desrespeito à Constituição.

O documento americano também critica a prisão de apoiadores de Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito. Lula rebateu e afirmou que o Brasil não aceitará rótulos injustos no cenário internacional e que o Judiciário brasileiro é um órgão “autônomo” que garante a Constituição brasileira.

BRICS e novos desafios comerciais

Anteriormente, Lula ainda confirmou que pretende convencer países integrantes do BRICS a negociarem sem depender do dólar americano, criando uma moeda própria para o comércio. A decisão surge em meio a tensões comerciais após Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, medida que o governo avalia retaliar com reciprocidade.


ONU convoca reunião extraordinária com Brasil (Vídeo: reprodução/YouTubee/CNN Brasil)

Na pauta ambiental, o presidente brasileiro prometeu foco na poluição plástica durante a COP30, embora o Brasil não tenha aderido ao “Apelo de Nice” durante a Conferência da ONU sobre os Oceanos, na França. Já o BRICS pediu que países desenvolvidos ampliem o financiamento climático, propondo US$ 1,3 trilhão até o encontro de Belém.

Taylor Swift anuncia “The Life Of A Showgirl” com capa oficial e data de lançamento

Taylor Swift surpreendeu os fãs nesta quarta-feira ao revelar oficialmente a capa e a data de lançamento de seu 12º álbum de estúdio, intitulado The Life Of A Showgirl”. A divulgação encerra semanas de especulação e vazamentos que circularam nas redes sociais e em podcasts, incluindo uma prévia no “New Heights”, apresentado por Travis Kelce.

A capa mostra a cantora em um conceito luxuoso e teatral, imersa em uma banheira com pérolas e joias, reforçando a estética de espetáculo que dá nome ao projeto. A imagem rapidamente viralizou, gerando debates e teorias sobre as referências e mensagens ocultas que Swift costuma inserir em seus trabalhos.

O conceito de “The Life Of A Showgirl” parece explorar a dualidade entre a vida pública e os bastidores do estrelato. A estética combina glamour com uma dose de vulnerabilidade, mostrando que por trás da imagem de artista impecável existem histórias de superação e sacrifício. Especialistas apontam que essa pode ser a obra mais autobiográfica de Swift até agora. Trechos de letras já vazados sugerem temas sobre identidade, fama e a solidão de viver sob os holofotes.

A estética e conceito de “The Life Of A Showgirl”

A imagem de capa apresenta Taylor Swift submersa em água, vestindo um figurino luxuoso repleto de pérolas e cristais, transmitindo uma atmosfera cinematográfica e dramática. A escolha visual reforça a proposta do álbum de explorar os bastidores e o brilho da vida de uma “showgirl”. O design também remete a referências clássicas do glamour de Hollywood, misturadas à estética pop contemporânea.

Segundo insiders próximos à produção, cada faixa do álbum irá representar um “ato” diferente dessa vida performática, explorando temas como vulnerabilidade, ambição e reinvenção. Essa abordagem conceitual já está gerando comparações com projetos anteriores da cantora, mas com um toque mais teatral e ousado.


Capa do 12ºálbum de Taylor Swift, “The Life of a Showgirl” (Foto: reprodução/Instagram/@taylorswift)


Produção de peso e colaborações especiais

Além de Taylor Swift, o projeto conta com a produção de Max Martin e Shellback, responsáveis por alguns dos maiores sucessos da cantora, como “Blank Space” e “We Are Never Ever Getting Back Together”. A parceria com Sabrina Carpenter na música que dá nome ao álbum promete ser um dos grandes destaques, unindo duas gerações do pop em uma faixa energética e coreografada.

Rumores apontam que outras participações surpresa podem aparecer no projeto, embora nada tenha sido confirmado oficialmente. O álbum deve misturar baladas emocionantes com hits dançantes, explorando sonoridades que vão do synthpop ao country pop reformulado.

O lançamento de “The Life Of A Showgirl” também será acompanhado por uma série de apresentações intimistas e performances televisivas, segundo fontes próximas à equipe da artista. A expectativa é que Swift utilize a turnê para explorar elementos teatrais e narrativos, aproximando ainda mais o público da história que pretende contar.

Com a data marcada para outubro, fãs ao redor do mundo já iniciam contagens regressivas e teorias sobre as letras e referências escondidas. Se depender do histórico da cantora, a nova era promete não apenas músicas, mas toda uma experiência multimídia que consolida Taylor Swift como uma das artistas mais influentes de sua geração.

Dólar sob pressão: por que o trono da moeda americana segue firme

O domínio do dólar no comércio internacional dura quase oito décadas, desde que Bretton Woods e o Plano Marshall consolidaram a moeda como pilar da economia global, ambos os planos refletem a ascensão dos Estados Unidos como potência mundial. Mesmo com o avanço da pauta pela desdolarização, liderada por países como Brasil, China e Rússia, especialistas alertam: tirar a moeda americana do trono é tarefa para décadas e exige mais que vontade política.

O dólar como pilar do domínio do dólar global

O domínio do dólar foi consolidado após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA emergiram como a maior potência industrial e militar. No acordo de Bretton Woods, a moeda americana foi equiparada ao ouro e se tornou referência para transações internacionais.

Poucos anos depois, o Plano Marshall despejou bilhões de dólares na reconstrução da Europa Ocidental. O objetivo era evitar o avanço soviético e manter o continente alinhado a Washington. Assim, boa parte do mundo passou a girar em torno do dólar.

Rede financeira e infraestrutura que sustentam o domínio do dólar global

O sistema criado após a guerra combinou confiança, liquidez e infraestrutura financeira sob liderança americana. E, embora ciclos de contestação surjam, como no recente encontro do Brics, onde Brasil e Rússia defenderam negociações em moedas locais, a substituição do dólar exige mais do que alianças políticas. É preciso uma alternativa igualmente robusta, estável e amplamente aceita.

Desafios da desdolarização e fortalecimento do domínio do dólar global

No século XIX, a libra esterlina era a moeda do comércio global, reflexo da supremacia britânica. Mas a Segunda Guerra mudou o tabuleiro. Com a Europa enfraquecida, o domínio do dólar consolidou-se como instrumento econômico e geopolítico.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o dólar ainda responde por 58% das reservas internacionais dos bancos centrais. Esse número caiu em relação aos 70% do início dos anos 2000, mas continua muito à frente de qualquer rival. Além disso, mais de 70% das transações internacionais passam pela moeda americana, reforçando seu papel no sistema Swift.

O peso político da moeda americana nas relações internacionais

Na cúpula do Brics realizada no Rio de Janeiro, Lula e Putin defenderam o uso de moedas locais nas transações internas do bloco. A proposta irritou Washington. O presidente americano, Donald Trump, reagiu com ameaças de tarifas e, pouco depois, anunciou a taxação de 50% sobre importações brasileiras. Analistas interpretaram o gesto como retaliação.

Mas, para economistas, trocar o dólar por outra moeda é um processo muito mais complexo. “A substituição de uma moeda dominante exige mais do que vontade política: é necessário um emissor que ofereça estabilidade macroeconômica, segurança jurídica, infraestrutura financeira comparável e, acima de tudo, confiança dos agentes privados”, afirma Luis G. Ferreira, vice-CEO da EFG Asset Management.

O exemplo europeu e o avanço do yuan chinês

O euro é um exemplo claro dessa dificuldade. Criado em 1999 para integrar a União Europeia e rivalizar com o dólar, ele responde hoje por apenas 20% das reservas mundiais.

A China, por sua vez, elevou sua participação nas transações internacionais para 20% e utiliza o yuan em negociações com mais de 120 países. Ainda assim, a falta de convertibilidade plena e o risco político limitam o avanço da moeda.


Análise: Brasil busca países do Brics (Reprodução/CNN)

A dependência brasileira do dólar

No Brasil, a ligação com o dólar é profunda. Embora o Banco Central mantenha 5% das reservas em yuan, cerca de US$ 350 bilhões permanecem atrelados à moeda americana.

“Todas as transações internacionais do país são em dólar, inclusive com nossos principais parceiros, à exceção da China”, lembra Mauro Rochlin, professor da FGV. “Qualquer mudança significativa levaria décadas”, conclui.

Futuro incerto, mas o trono do dólar permanece firme

Defensores da desdolarização olham para alternativas como ouro e moedas fortes: franco suíço, libra esterlina e yen japonês. Porém, nenhuma reúne todas as condições para destronar a moeda americana. Como resume Matheus Spiess, economista: “Diferentemente da libra esterlina, que foi gradualmente substituída, o dólar não tem um concorrente à altura no curto prazo.”

Marty Supreme: Timothée Chalamet e Gwyneth Paltrow brilham no Ping-Pong dos anos 50

Nesta quarta-feira, dia 13, o estúdio A24 liberou o primeiro trailer de sua nova produção, Marty Supreme. A narrativa acompanha o ator norte-americano de 29 anos Timothée Chalamet, na pele de Marty Mauser, alter-ego do lendário mesa-tenista Marty Reisman, e marca o retorno de Gwyneth Paltrow às telas em um papel cheio de nuances.

Sob a direção de Josh Safdie (de Joias Brutas), o longa mergulha no vibrante cenário nova-iorquino dos anos 1950, revelando a obstinação de Mauser para provar que o ping-pong pode ser tão emocionante quanto qualquer grande esporte americano. Em meio a partidas disputadíssimas e bastidores de cassinos clandestinos, Chalamet aparece treinando sob luzes dramáticas e até demonstrando um inusitado espetáculo de abertura ao lado dos Harlem Globetrotters.

Paixão por Paltrow

Além de celebrar o espírito de superação do protagonista, que aos 67 anos viria a se tornar o jogador mais velho a vencer um nacional dos EUA, o trailer antecipa um romance ardente com a estrela de cinema vivida por Paltrow. A atriz comenta ter gravado “muitas, muitas cenas de paixão” ao lado de Timothée Chalamet, prometendo entregar química de sobra.


Timothée Chalamet e Gwyneth Paltrow nas gravações (Foto: reprodução/Instagram/@vamosalcine507)


Com roteiro assinado por Ronald Bronstein e orçamento estimado em US$90 milhões, Marty Supreme também reúne no elenco nomes como Odessa A’zion, Fran Drescher, Tyler, the Creator, Kevin O’Leary e Penn Jillette. Nos Estados Unidos, o filme estreia em 25 de dezembro de 2025, já no Brasil, a Diamond Films agendou sua chegada aos cinemas para o início de 2026, apostando numa forte temporada de premiações para este drama que mistura humor, romance e a adrenalina do esporte.

A ascensão da A24

A24 nasceu em 2012 pelas mãos de três executivos do cinema indie de Nova York, Daniel Katz, David Fenkel e John Hodges. O nome veio de uma estrada na Itália que Katz percorria a caminho de Roma e decidiu batizar o estúdio como um sinal de liberdade e aventura no mercado cinematográfico.


Filmes da A24 (Foto: reprodução/Instagram/filmtitan)


Em 2021, a A24 chegou a receber ofertas de aquisição de até US$3 bilhões, rumores apontavam até a Apple como interessada. Embora a compra não tenha ocorrido, o estúdio garantiu US$225 milhões em investimentos para ampliar sua produção global e fortalecer sua presença em séries de TV, como o sucesso “Euphoria”, da HBO. Hoje, a A24 não é apenas um estúdio, mas um selo cultural que redefine narrativas e conquista fãs fiéis em todo o mundo.

Camp Rock 3: Jonas Brothers e Demi Lovato reacendem rumores da continuação

A franquia musical Camp Rock, que marcou gerações na Disney, voltou a entrar em pauta recentemente. No último domingo (10) os Jonas Brothers e Demi Lovato protagonizaram momentos que levaram fãs a imaginar a possibilidade do terceiro filme. Entre apresentações ao vivo e brincadeiras públicas, os artistas reacenderam a nostalgia e o interesse pelo universo musical que consagrou seus personagens.

Música e nostalgia

Camp Rock é uma franquia de filmes musicais da Disney Channel, lançada originalmente em 2008. O conceito gira em torno de um acampamento de música para jovens talentos, onde adolescentes têm a chance de desenvolver habilidades artísticas, competir, fazer amigos e lidar com desafios pessoais e profissionais. Nesse sentido, um marco da cultura pop adolescente dos anos 2000, criando uma base de fãs leal que até hoje relembra a nostalgia da série.


DVD oficial do filme (Foto: reprodução/Disney/Camp Rock)

Demi e Jonas Brothers

Em agosto de 2025, os Jonas Brothers convidaram Demi Lovato para uma performance surpresa durante sua turnê. Juntos, cantaram hits da franquia, como “This Is Me” e “Wouldn’t Change a Thing”. A apresentação emocionou fãs e reforçou a química histórica entre os artistas, mostrando que o espírito de Camp Rock continua vivo. Além disso, o encontro gerou um post no Instagram de ambos ao som de “Wouldn’t Change a Thing”.


Joe e Demi no show (Foto: reprodução/Instagram/@joejonas)

Camp Rock: possibilidade e rumores

Durante um evento recente, Joe Jonas surpreendeu o público ao ler em voz alta uma anotação no celular que mencionava o terceiro filme, brincando em seguida sobre a Disney. Apesar do tom descontraído, o episódio rapidamente viralizou, gerando especulações sobre uma possível continuação da franquia.

Ainda, em entrevista a um podcast, os irmãos Jonas revelaram que estão gravando um novo filme, embora ainda não tenham dado detalhes sobre o projeto.


Jonas Brothers reunidos (Foto: reprodução/Instagram/@joejonas)

O legado de Camp Rock

Camp Rock transformou a Disney Channel Original Movie em uma plataforma de lançamento para artistas pop. A trilha sonora e os personagens ajudaram a consolidar a carreira dos Jonas Brothers e Demi Lovato, criando um vínculo emocional duradouro com o público. A expectativa de Camp Rock 3 não é apenas sobre um filme, mas sobre revisitar a era de ouro do pop adolescente e celebrar sua influência cultural.

Taylor Swift destrona Bad Bunny no Spotify e antecipa segredos de “The Life of a Showgirl”

Na quarta-feira do dia 13 a artista Taylor Swift destronou Bad Bunny no topo do ranking diário de artistas mais ouvidos no Spotify logo após revelar seu próximo álbum, “The Life of a Showgirl”. Com o anúncio, ela saltou da segunda para a primeira posição global, registrando mais de 4 milhões de reproduções adicionais em apenas 24 horas.

A hashtag #ShowgirlEra chegou ao topo dos Trending Topics da rede social X (antigo Twitter) em menos de duas horas, provando que a estratégia de divulgação da cantora continua afiada. Além de “Style” (1,27 milhão de streams) e “Blank Space” (1,23 milhão), outras faixas clássicas ganharam impulso.

Músicas em novas posições

“Cruel Summer” recentemente subiu 28 posições, August pulou 14 degraus e “Midnights”, seu último álbum, viu todas as faixas reaparecerem no Top 200. As versões Taylor’s Version de “Love Story” e “Wildest Dreams” também conquistaram picos inéditos, reforçando o apetite dos fãs por suas regravações.

Ouvintes mensais

Hoje, Taylor Swift acumula 83,6 milhões de ouvintes mensais, ocupando o nono lugar na rede de streaming Spotify, e lidera o ranking de seguidores com 140,6 milhões, atrás apenas do cantor indiano Arijit Singh. Nos últimos dois anos, ela foi imbatível: fechou 2023 com 26,1 bilhões de streams e já soma 26,6 bilhões em 2024. Seu filme-concerto da “Eras Tour” ultrapassou US$250 milhões de bilheteria mundial, fazendo da artista também um fenômeno no cinema.


Taylor Swift com suas obras (Foto: reprodução/Instagram/@taylorswift)


Enquanto aguarda o lançamento de “The Life of a Showgirl”, produzido por Jack Antonoff e Aaron Dessner, Taylor Swift promete surpresas no roteiro: rumores falam em colaborações com artistas internacionais e uma turnê que comece ainda no primeiro semestre de 2026. Em paralelo, ela segue engajada em causas sociais, do apoio a músicos independentes à doação de royalties para instituições de saúde mental. A vida de uma showgirl nunca pareceu tão grandiosa.

Jensen Ackles e a possibilidade de reviver Dean Winchester em Supernatural

Jensen Ackles contou sobre a possibilidade de retornar à série que marcou sua carreira e a história da televisão americana. O seu personagem, Dean Winchester, brilhou em Supernatural, sendo um dos protagonistas mais amados e acompanhados. Por isso, em uma entrevista, ele revelou o que o faria considerar a ideia de voltar as telas como Dean.

Supernatural

Lançada em 2005, Supernatural acompanhou a saga dos irmãos Winchester — Dean e Sam — enquanto enfrentavam criaturas, demônios e eventos sobrenaturais. Por isso, a série se destacou não apenas pela longevidade, mas também por criar uma base de fãs apaixonada.

Além disso, o carisma dos atores principais (Jensen e Jered Padalecki) consolidou o carisma dos protagonistas, tornando-os ícones da cultura pop. A química entre os irmãos, a mistura de humor e drama e os arcos complexos dos personagens contribuíram para o sucesso duradouro da série de 15 temporadas.


Dean e Sean em capa (Foto: reprodução/PrimeVideo/Supernatural)

Supernatural: o retorno

Ackles enfatiza que a integridade da série é prioridade. Por isso, para ele o retorno sem a participação dos criadores poderia comprometer a essência de Dean Winchester e da história construída ao longo de 15 temporadas. Essa postura demonstra seu comprometimento com os fãs e o respeito pela trajetória da série, que se tornou referência no gênero sobrenatural.


Dean e Sean nas filmagens (Foto: reprodução/Instagram/@jensenackles)

Supernatural e a ligação com The Boys

Ackles já havia discutido a ideia de reviver Dean com Eric Kripke, mas na época, o criador estava envolvido em outros projetos, como The Boys. Agora, com o término da série, existe a possibilidade de retomada, mas sempre sob a condição de que a liderança criativa permaneça fiel à narrativa original.

Outro ponto interessante é que, apesar de o retorno de Dean ser especulado há anos, Ackles nunca considerou a ideia isoladamente, ele valoriza o trabalho coletivo e o legado da série mais do que aparições ocasionais ou spin-offs sem respaldo criativo. Ademais, a quinta temporada de The Boys parece que se inspirou em Supernatural e conta com participações dos atores.


Jensen em evento (Foto: reprodução/Instagram/@jensenackles)

Em resumo

A decisão de Jensen Ackles de condicionar seu retorno à liderança de Eric Kripke e dos roteiristas originais reflete maturidade artística e respeito pelo legado de Supernatural. Embora ainda seja incerta, a possibilidade mantém viva a chama da série entre fãs e críticos. Se o retorno acontecer, Dean Winchester poderá mais uma vez atravessar as telas, mantendo a essência que conquistou gerações.