Nesta segunda-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estado de emergência em Washington, D.C., invocando a Seção 740 da Lei de Autonomia do Distrito de Columbia para colocar o Departamento de Polícia Metropolitana sob controle federal e enviar 800 integrantes da Guarda Nacional à capital, com o objetivo de conter o crime e remover pessoas em situação de rua.
Federalização da segurança pública e ações emergenciais
Por meio de uma ordem executiva, Trump afirmou que a medida era necessária para “ajudar a restabelecer a lei, a ordem e a segurança pública em Washington, D.C’’. A procuradora-geral Pam Bondi assumiu o comando da Polícia Metropolitana e o presidente convocou agentes de diversas agências federais para reforçar o patrulhamento.
Trump também anunciou a remoção imediata de acampamentos de moradores de rua de parques públicos, alegando que a capital deveria recuperar sua “beleza e ordem”. O presidente classificou Washington como um local tomado por gangues, criminosos violentos e “imundície” — visão fortemente contestada pela administração local.
Trump exibe estatísticas criminais durante coletiva na Casa Branca, em Washington, D.C., 11 de agosto de 2025 (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images embed)
Resistência das autoridades locais e análise da segurança atual
A prefeita Muriel Bowser e o procurador-geral local, Brian Schwalb, repudiaram a ação, classificando-a como “sem precedentes, desnecessária e ilegal”. Relatórios da Polícia de D.C. indicam que os índices de criminalidade violenta caíram 26% em 2025 e 35% em 2024, com especialistas afirmando que a capital vive um dos momentos mais seguros em décadas.
Trump, no entanto, disse que os números oficiais não retratam a realidade e reiterou que a intervenção federal era urgente para “proteger o povo americano”.
Intervenção federal
A decisão de Donald Trump de federalizar a polícia de Washington, D.C., e mobilizar a Guarda Nacional representa uma escalada sem precedentes do poder executivo em uma cidade historicamente autônoma. Embora o presidente justifique a medida como necessária para aumentar a segurança, os próprios dados apontam queda expressiva nos crimes violentos. A polêmica reacende o debate sobre os limites constitucionais entre autonomia local e intervenção federal.
