Governo Trump manda revisar contratos da SpaceX após embate com Elon Musk

Em meio a uma disputa pública com Elon Musk, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou neste mês que a Nasa e o Departamento de Defesa realizem uma revisão detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, segundo a Reuters. A medida pode abrir caminho para retaliações políticas e comerciais contra o bilionário, cujas empresas receberam bilhões de dólares em recursos públicos.

Revisão limita papel da SpaceX na defesa antimísseis dos EUA

O governo dos Estados Unidos deu início a uma apuração detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, após recentes atritos públicos entre o bilionário e o presidente Donald Trump. De acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters, a Casa Branca solicitou que tanto o Departamento de Defesa quanto a Nasa revisem os acordos que somam cerca de US$22 bilhões.

Segundo pessoas próximas ao processo, o objetivo da revisão é reunir informações detalhadas sobre os acordos mantidos com a SpaceX, especialmente no contexto de um novo programa de defesa antimísseis que a empresa poderia integrar. Fontes ligadas ao Pentágono indicaram que está em avaliação a possibilidade de restringir a atuação da companhia nesse projeto estratégico.

A iniciativa da Casa Branca surge após Trump afirmar, no início de junho, que seu governo poderia rever contratos e benefícios concedidos às empresas de Musk. A declaração soou como uma resposta direta à troca de críticas públicas com o empresário, que até recentemente integrava o governo como conselheiro e líder de um órgão dedicado à eficiência administrativa, o DOGE.


Trump acompanha o sexto lançamento de teste da Starship, nave da SpaceX, em novembro de 2024, antes dos conflitos com Musk (Foto: reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Especialistas apontam riscos de uso político de contratos

Embora ainda não esteja claro se contratos existentes podem ser legalmente revogados, a revisão alimenta suspeitas de uma possível retaliação e levanta preocupações sobre o uso de instrumentos públicos para fins pessoais ou políticos. Especialistas em governança veem riscos à transparência e à integridade na gestão dos recursos federais.

De acordo com fontes próximas ao governo, a principal motivação por trás da revisão dos contratos seria preparar o terreno para uma possível ação direta contra Elon Musk, caso o presidente decida adotar medidas mais duras. Uma das fontes chegou a afirmar que a análise busca fornecer “instrumentos políticos” que possam ser usados contra o empresário, caso necessário.

SpaceX e Departamento de Defesa não se pronunciaram. A Nasa afirmou que continuará trabalhando com parceiros do setor privado para cumprir as metas espaciais da atual gestão. Já a Casa Branca evitou comentar especificamente os contratos da SpaceX, mas ressaltou, segundo a Reuters, que todas as licitações passam por processos rigorosos de avaliação.

Mulher morre em Israel após ataque iraniano, outras 78 pessoas morreram em retaliação

Uma mulher morreu nesta sexta-feira (13) na cidade de Ramat Gan, próxima a Tel Aviv, após ser atingida por estilhaços de um projétil durante a nova escalada de conflitos entre Irã e Israel. A informação foi confirmada pela polícia israelense, que relatou que a vítima morreu no local. Esta é a primeira morte oficialmente registrada em território israelense desde o início dos recentes ataques iranianos.

Mais sobre o acidente

A região de Dan, onde ocorreu o incidente, foi duramente afetada. Equipes médicas atuaram rapidamente para socorrer diversos feridos, que foram retirados da área sob risco. Segundo um porta-voz da polícia, os serviços de emergência continuam mobilizados, dado o cenário instável e a possibilidade de novos ataques.

O ataque faz parte de uma ofensiva mais ampla lançada pelo Irã, que prometeu retaliar com intensidade qualquer ação de defesa vinda de países aliados a Israel. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou que os mísseis lançados nesta nova onda de ataques tinham como alvo centros militares e bases aéreas israelenses.

Sobre a retaliação de Israel

Em resposta, o Exército de Israel afirmou ter conseguido interceptar parte dos mísseis utilizando seus sistemas de defesa aérea, embora nem todos os projéteis tenham sido neutralizados. O Comando da Frente Interna em Israel autorizou os civis a saírem dos abrigos após o fim da última onda de ataques, sinalizando uma momentânea redução da ameaça.


Prédio no Irã após ser atingido por bomba israelense (foto: reprodução/x/@jessi_ca)

Enquanto isso, o cenário no Irã também é alarmante. De acordo com o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, ao menos 78 pessoas morreram em território iraniano em decorrência dos ataques israelenses, incluindo oficiais militares de alto escalão. Mais de 320 pessoas ficaram feridas, sendo a maioria civis.

A situação tem mobilizado lideranças internacionais. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, estão reunidos em um bunker, avaliando os próximos passos estratégicos. De acordo com fontes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com Netanyahu nesta sexta-feira, em meio às tensões crescentes na região. O conflito continua gerando apreensão global, com riscos de uma escalada ainda maior.

Irã ameaça EUA e Israel após ataques e diz que terão ‘destino amargo e doloroso’

O governo do Irã declarou que Israel e os Estados Unidos vão enfrentar consequências graves pelo ataque feito por Israel, na madrugada desta sexta-feira (13), contra locais ligados ao programa nuclear iraniano. O líder máximo do país, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que Israel terá um “final amargo”.

Durante a madrugada, o exército de Israel atacou vários locais no Irã. Explosões aconteceram em Teerã, a capital, e em outras cidades. Segundo os militares israelenses, a ação teve como objetivo tentar parar o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.


Comandante do exército Mousavi (Foto: reprodução/X/@IRIran_Military)


O ataque matou o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri. Dois cientistas que trabalhavam com energia nuclear também morreram.

Resposta do Irã aos ataques

O líder iraniano, Ali Khamenei, disse que essa ação mostra o “lado cruel” de Israel. Ele também afirmou que, apesar das perdas, novos líderes e cientistas vão assumir os cargos e continuar o trabalho que estava sendo feito.

Na televisão estatal, o porta-voz do exército iraniano, general Abolfazl Shekarchi, acusou os Estados Unidos de estarem por trás do ataque. Ele disse que tanto os EUA quanto Israel vão sofrer as consequências pelos bombardeios.

Os Estados Unidos negaram ter participado da operação. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que “Israel agiu por conta própria” e que a principal preocupação dos EUA é proteger seus soldados na região. Segundo ele, Washington foi avisado sobre a ação, mas não teve envolvimento direto.

Aumenta a tensão no Oriente Médio

O ataque aconteceu em um momento de aumento nas tensões entre Israel e Irã, em meio a acusações de que o governo iraniano estaria perto de conseguir fabricar armas nucleares. Um representante de Israel disse que o Irã já tem urânio suficiente para criar bombas.

Depois do bombardeio, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o principal alvo foi a usina de Natanz, considerada o ponto central do programa iraniano de enriquecimento de urânio.

Trump convoca gabinete e discute reação aos ataques de Israel

Na noite desta quinta-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião com seu gabinete para discutir os últimos acontecimentos envolvendo Israel e Irã. O encontro aconteceu em meio a ataques lançados por Israel em território iraniano, que, segundo o governo israelense, teriam caráter preventivo.

Fontes próximas ao governo norte-americano informaram à CNN que o encontro foi marcado antes mesmo do início da operação militar. Autoridades dos EUA já demonstravam preocupação com o aumento das tensões no Oriente Médio e viam a possibilidade de uma ação mais agressiva por parte de Israel como uma questão iminente.

Trump interrompe agenda para tratar da crise

Trump deixou um evento social na Casa Branca por volta das 20h, horário de Washington, para se reunir com seus principais assessores. O encontro ocorreu a portas fechadas, e a Casa Branca não divulgou detalhes sobre os assuntos discutidos nem sobre eventuais medidas que possam ser adotadas.

Ainda durante o dia, o presidente comentou com jornalistas que um confronto de maiores proporções na região não estava descartado. Ele afirmou que não podia garantir que algo assim fosse acontecer imediatamente, mas admitiu que a chance de um embate maior era real e poderia ocorrer em breve.

Estados Unidos avaliam próximos passos

A ofensiva israelense foi descrita por autoridades do país como uma medida de precaução. Até o momento, o Irã não se pronunciou oficialmente sobre o ataque, e não há informações concretas sobre possíveis reações.


Equipes de resgate atuam em prédio atingido por ataque israelense em Teerã, em 13 de junho de 2025. (Foto: Reprodução/AFP/Getty Images Embed)


Nos bastidores, departamentos estratégicos como o de Estado e o de Defesa seguem acompanhando a situação com atenção. As movimentações militares e diplomáticas no Oriente Médio têm levantado alertas entre aliados e organismos internacionais, que temem uma escalada do conflito na região.

A expectativa é de que o governo americano se manifeste oficialmente nas próximas horas, enquanto analistas já discutem os possíveis impactos políticos e militares desse novo capítulo da crise entre Israel e Irã.

Vice dos EUA acalma tensões entre Trump e Musk

Uma “guerra aberta” com Musk não está nas pretensões de Trump, segundo afirmou o Vice-Presidente Americano JD Vance, em entrevista que foi ao ar no último dia 07/06, concedida ao podcaster e comediante americano Theo Von. A declaração pode significar uma retomada da relação entre os poderosos, que foi por água abaixo nas últimas semanas. O dono da Tesla chegou a excluir algumas postagens feitas contra Trump, dizendo-se arrependido, também endereçando que há possibilidade para esta reconciliação.

Arrependimento mútuo

A atual relação conflituosa e desarmônica entre Trump e Musk cedeu espaço para um clima mais amigável entre eles. Falas e atitudes mais brandas ocuparam o lugar de mensagens contendo acusações, insultos e frases desagradáveis, como aconteceu no decorrer da semana passada.

Apesar de Trump ter dito à NBC News, no último sábado, sobre seu desinteresse em reconciliar-se com Musk, Vance, em fala ao podcaster Von, disse que Elon é um empreendedor incrível e que espera que haja uma reconciliação entre ele e o presidente: “Espero que, eventualmente, Elon volte para o nosso lado. Talvez isso não seja mais possível agora, porque ele passou dos limites.”


Musk, Trum e Vance (Foto: reprodução/Justin Merriman/Bloomberg/Getty Images Embed)


A CNN apurou que Musk ligou, muito rapidamente, para Trump na noite de segunda-feira (09/06) e, na sequência, apagou postagens que havia feito sobre o chefe da Casa Branca. Uma ligava-o ao escândalo envolvendo o empresário americano Jeffrey Epstein, que cometeu suicídio no ano de 2019 enquanto aguardava julgamento pela suposta prática de pedofilia e outros crimes sexuais; a outra, sugeria o impeachment do presidente.

 Absolutamente não. Donald Trump não fez nada de errado com Jeffrey Epstein. Tudo que os democratas e a mídia dizem sobre isso é totalmente besteira”, pronunciando-se Vance em defesa de Trump.


Vance e Musk

O bom relacionamento entre o Vice-Presidente Americano e o bilionário sempre foi considerado bom, e parece que continuará nesse caminho. JD disse que entende a frustração do bilionário em relação à burocracia dentro da política, reconhecendo que as coisas não são perfeitas em Washington e que o sentimento de Elon faz parte dos sentimentos dos líderes empresariais como ele.

Elon Musk foi elogiado por JD por ser um empresário que dispendeu muito esforço ao combater “desperdício, fraude e abuso”, enquanto estava à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), cargo que renunciou no último dia 28 de maio.

Trump anuncia aplicação de novas tarifas comerciais a diversos países nos próximos dias

O presidente dos EUA Donald Trump informou ontem, quarta-feira (11), que enviará aos parceiros comerciais nas próximas semanas um comunicado referente à aplicação das tarifas sobre produtos, prometidas por ele em abril (2025). A declaração de Trump foi feita a jornalistas durante uma coletiva de imprensa no Kennedy Center, em Washington D.C. O presidente compareceu ao local para assistir ao espetáculo francês, “Os Miseráveis”, um dos mais prestigiados do mundo. 

Reciprocidade tarifária

As tarifas impostas por Donald Trump atingem desde grandes potências econômicas a países em desenvolvimento. Entre diversos estabelecimentos e cancelamentos de prazo, a última data determinada pelo mandatário estadunidense para aplicação da “reciprocidade tarifária” estava marcada para 09 de julho (2025). No entanto, ontem, Trump informou que: “em determinado momento, vamos simplesmente enviar as cartas e  acho que vocês entendem o que isso significa, esse é o acordo, aceitem ou deixem’”.


Donald Trump, presidente dos EUA, apresentando a “reciprocidade tarifária” a jornalistas em abril deste ano (2025) (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Apesar de declarar que aplicará as medidas nas próximas duas semanas, o presidente norte-americano, disse estar aberto às negociações quanto à extensão do prazo. Na data de ontem, Trump informou que houve acordo comercial com a China e com as políticas tarifárias aplicadas, antecipando as negociações com o país asiático.

Mercado em alerta

A declaração de Donald Trump causou uma nova tensão no mercado financeiro. A incerteza sobre a aplicação ou não das tarifas a países parceiros dos EUA, comercialmente, fez com que o mercado de ações operasse em queda na manhã desta quinta-feira (12). 

Conforme indicadores econômicos, a Nasdaq, segunda maior bolsa de valores do mundo, está operando com queda de -0.50% e o dólar americano enfrenta grande oscilação, com recuo de -0.08%, até o momento. Bolsas europeias e asiáticas, também, fecharam em baixa e o mercado financeiro prepara-se para a possibilidade de uma nova guerra comercial travada pelo governo dos EUA contra diversos países.


Vista da sede da Nasdaq na Times Square, em Nova York, EUA (Foto: reprodução/ BRYAN R. SMITH/AFP/Getty Images Embed)


Esses números são importantes, uma vez que o dólar americano é a moeda mais utilizada no comércio global e serve como base para cotações dentro do sistema financeiro mundial. Quando há esse tipo de oscilação, ocorre o que especialistas chamam de “efeito cascata”, onde o evento principal desencadeia sucessivos eventos posteriores e, nesse caso, afetando a economia de diversos países ao redor do mundo.  

Ainda não está claro se o presidente Donald Trump, de fato, aplicará as tarifas impostas conforme informado. Porém, cada declaração feita por ele agita o mercado financeiro. Desde que assumiu o seu segundo mandato à frente da Casa Branca, Trump vem tentando implementar suas políticas fiscais, comerciais e orçamentárias, enfrentando grandes resistências dentro e fora dos EUA. Contribuindo, muitas vezes, para o enfraquecimento e desestabilização das relações diplomáticas estadunidenses com países e organizações ao nível mundial. 

Trump fecha acordo comercial entre EUA e China

Nesta quarta-feira (11), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou ter fechado um acordo comercial com a China, dependendo da aprovação final do presidente chinês Xi Jinping.

Trump detalhou em suas redes sociais que a China vai fornecer, de forma antecipada, todos os ímãs e quaisquer terras raras necessárias. Disse ainda que, da mesma forma, os EUA vão fornecer à China o que foi acordado, o que inclui estudantes chineses que vão poder utilizar as faculdades e universidades norte-americanas, o que para ele sempre foi algo positivo.

De acordo com a Casa Branca, o presidente Donald Trump já estudava os detalhes do acordo acompanhado de sua equipe no começo da tarde desta quarta-feira.


Presidente norte americano Donald Trump fecha acordo comercial com a China (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


Expectativa

O secretário do comércio, Howard Lutnick, disse nesta quarta-feira (11), que a China irá aprovar “todos os pedidos” de ímãs feitos pelas empresas norte-americanas e apontou que “o lado chinês sempre quer remover os controles de exportação”.

O secretário falou também que a China concordou em encontrar maneiras de o país fazer mais negócios com os EUA. Segundo o secretário, acordos comerciais com outros países podem acontecer a partir da próxima semana.


Acordo comercial entre EUA e China depende da assinatura de Xi Jinping, presidente da China (Foto: reprodução/Instagram/@xi.jinping_cn)


Como e onde ocorreu o acordo

Foram dois dias de negociações comerciais, antes do acordo acontecer. Autoridades americanas e chinesas se reuniram em Londres, Inglaterra, para tratar das tarifas de importação e também sobre recursos importantes para a indústria tecnológica. Na mesa de negociações entrou a questão que envolve terras raras e ímãs.

Para o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, o acordo obtido em Londres com a China vai ajudar na relação econômica entre a China e os Estados Unidos.

Sabrina Carpenter retorna ao topo do Spotify Global com “Manchild”

Sabrina Carpenter retorna com força total e lança sua nova era musical com o single “Manchild”, que estreou na última quinta-feira (5), e rapidamente se tornou a maior estreia de sua carreira no Spotify, acumulando mais de 8 milhões de reproduções em apenas 24 horas. A faixa combina uma batida disco dançante com letras afiadas que ironizam um relacionamento marcado pela imaturidade emocional.

A produção é assinada por Jack Antonoff, parceiro frequente da cantora, que também colaborou na composição ao lado de Amy Allen.

Cantora transforma desilusão amorosa em hino pop

Sabrina Carpenter voltou a liderar o Spotify Global com seu single “Manchild”. Na última segunda-feira (9), a faixa ultrapassou 5,576 milhões de reproduções na plataforma.

Seguindo o sucesso de “Espresso”, que dominou 2024, “Manchild” carrega o mesmo frescor ensolarado, evocando a liberdade de uma viagem de verão com os vidros abaixados. A faixa se abre com um sarcástico “Oh boy!” e mergulha em um refrão direto que questiona o comportamento de um ex-parceiro emocionalmente despreparado.

Segundo Sabrina, a intenção era transformar o incômodo em algo leve. “Queria uma música que fosse como revirar os olhos, mas com carinho, e que embalasse o verão”, afirmou a cantora.

A cantora compartilhou que a música nasceu espontaneamente em uma terça-feira qualquer, pouco após finalizar o álbum “Short n’ Sweet”. Para ela, a canção representa os anos confusos, caóticos e divertidos da juventude, e por isso precisava ser lançada no verão, como trilha para momentos de liberdade.

O single ainda contará com uma versão em vinil de 7 polegadas, com a faixa complementar “Inside of Your Head When You’ve Just Won an Argument with a Man”, reforçando o tom provocativo da nova fase.


Clipe de “Manchild’ (Vídeo: reprodução/YouTube/Sabrina Carpenter)

Estratégia promocional

A campanha de divulgação começou dias antes do lançamento, com teasers nas redes sociais em que Sabrina aparece de shorts jeans, camisa branca e salto alto à beira de uma estrada empoeirada, pedindo carona com uma mala ao lado.

Outdoors também foram espalhados em cidades-chave, repetindo a estratégia de impacto utilizada no Coachella do ano anterior.

Em uma ação promocional, ela ainda fez referência a Lana Del Rey ao cantar versos de “Norman Fucking Rockwell”, usando a expressão “Goddamn, manchild”, inspiração direta para o título de seu novo trabalho.

A estreia marca o primeiro lançamento inédito de Sabrina Carpenter desde a edição deluxe de “Short n’ Sweet”, que incluiu parcerias de destaque como “Please Please Please” com Dolly Parton.

Além disso, “Manchild” abre caminho para uma agenda lotada de compromissos: a cantora é headliner do Primavera Sound 2025 em Barcelona e se apresenta em grandes festivais como o Lollapalooza e o Austin City Limits.

Ainda este ano, ela embarca em uma nova etapa da turnê “Short n’ Sweet” na América do Norte, incluindo três noites no icônico Madison Square Garden.

Trump pretende manter Starlink na Casa Branca mesmo após rompimento com Elon Musk

Nesta segunda-feira (09), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que não pretende descontinuar o serviço da Starlink na Casa Branca. O serviço de internet via satélite é de uma das empresas do bilionário Elon Musk, com quem o presidente trocou insultos na semana passada. 

“Talvez eu mude um pouco o Tesla de lugar, mas acho que não faremos isso com o Starlink. É um bom serviço”, disse o presidente norte-americano.

Desde a corrida presidencial de Trump em 2024, o bilionário Elon Musk se juntou ao republicano, iniciando um vínculo que não viria a durar por muito tempo. Isso porque, no último dia 30 de maio Musk informou sua saída oficial do governo.

Apesar do rompimento no último dia 30, a desavença só se tornou pública na última quinta-feira (05), quando ambos trocaram farpas através das redes sociais.


Matéria da CNN Politics sobre a desavença entre Trump e Musk (Foto: reprodução/X/@CNNPolitics)


O estopim da briga

A troca de ofensas entre o presidente norte-americano e o bilionário da Tesla começou na última quinta-feira (05), quando Musk criticou o novo projeto de lei orçamentária proposto pelo governo Trump. 

Nomeado de “One Big Beautiful Bill”, o projeto visa implementar cortes permanentes de impostos, principalmente sobre heranças e rendas individuais, além da inclusão de novas reformas em programas sociais, políticas de imigração e energia. 

No último dia 30, Musk já havia criticado o projeto, alegando que, diferente do que é defendido por Trump, a nova medida apenas aumentará o déficit do governo. A oposição do bilionário atrapalhou os esforços republicanos para a implementação do projeto no congresso.

O presidente, por sua vez, afirma que Musk ficou chateado, pois parte do projeto pode atingir a Tesla, empresa do bilionário, já que retira incentivos fiscais para carros elétricos.

Os insultos trocados por Trump e Musk

Na última quinta-feira (05), a desavença política entre o presidente norte-americano Donald Trump e o bilionário Elon Musk se tornou pública, após ambos trocarem insultos pelas redes sociais. 

Através da rede social “Truth Social”, Trump ameaçou cortar todos os laços do governo com as empresas de Musk, alegando que “A maneira mais fácil de economizar dinheiro no nosso orçamento é encerrar os subsídios e contratos governamentais do Elo”.

Em resposta, Musk ameaçou desativar a nave espacial Dragon, da SpaceX, muito importante para o projeto espacial norte-americano que visa colocar novamente o homem na lua. Além disso, Musk afirmou que sem ele Trump não teria vencido as eleições:

“Sem mim, Trump teria perdido a eleição, os democratas controlariam a Câmara e os republicanos estariam em desvantagem de 51 a 49 no Senado. Quanta ingratidão”, publicou o bilionário na última quinta-feira (05).

Ele ainda afirma que o nome de Trump está nos arquivos da investigação do caso Epstein (empresário acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade) e que “essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos”. 

Elon Musk apagou algumas das suas publicações que insultavam Trump e o seu governo, entretanto, a desavença ainda não tem um desfecho. 

Repórter é atingida em protesto na cidade de Los Angeles nos EUA

A repórter australiana, Lauren Tomasi, foi atingida por uma bala de borracha, a repórter cobria os protestos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na transmissão ao vivo para o canal “9news” no domingo (8), ela estava de costas para uma linha de policiais quando um deles apontou sua arma e disparou, atingindo-a na perna. Os protestos, que ocorrem há dias, são uma reação às políticas do presidente Trump, que busca expulsar imigrantes. A cidade de Los Angeles, que abriga uma significativa comunidade latina, tem visto manifestações intensas.

Nos tumultos, homens encapuzados incendiariam veículos, e a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha, resultando em pelo menos 27 prisões, conforme relatado pelo Los Angeles Times. Trump, em uma rede social, afirmou que “multidões violentas” estariam atacando agentes federais e prometeu restaurar a ordem, reafirmando sua intenção de expulsar imigrantes ilegais. Gavin Newsom, governador do estado da Califórnia, localizado nos Estados Unidos criticou a presença das tropas federais, na opinião de Gavin isso seria abuso de poder.

A chegada da força nacional aumentou a tensão

As tensões aumentaram após a chegada da Força Nacional, o que levou a novos confrontos no centro de Los Angeles, onde manifestantes se reuniram em apoio aos imigrantes. Segundo a polícia americana esses protestos são “reuniões ilegais”, eles informaram que foram atacados com pedras e garrafas. A situação ficou mais tensa quando centenas de pessoas se reuniram em frente a uma prisão, o que gerou confronto.


Lauren Tomasi antes de ser atingida no protesto em Los Angeles (Foto: reprodução/X/@g1)

Trump, que não invocou a Lei de Insurreição de 1807, ele apenas utilizou uma legislação federal que permite a federalização da Guarda Nacional em algumas situações específicas. Essa mobilização é controversa, pois, em geral, forças militares não deveriam atuar em segurança pública contra cidadãos americanos, exceto em emergências. A Guarda Nacional, uma força híbrida que pode operar sob comando estadual ou federal, é agora vista como uma ferramenta para enfrentar a “ilegalidade”.

Mais sobre a história do conflito

Històricamente, a mobilização de tropas nos EUA ocorreu em momentos de crise, como durante a luta pelos direitos civis e em resposta a distúrbios. Embora tenha sido usada em situações de emergência, geralmente ocorreu com o consentimento dos governadores estaduais. A posição de Trump sobre o uso de forças militares para controlar protestos e sua intenção de reforçar políticas de imigração têm gerado discussões acaloradas sobre a legalidade e a ética dessas ações.