Looks all black dominam o Festival de Veneza 

O Festival de Cinema de Veneza teve início nesta quarta-feira (27), o evento continua até o dia 6 de setembro. Sendo considerado um dos mais importantes festivais de cinema dentro do circuito europeu, o line up do evento combina superproduções, dramas, looks incríveis e muitas séries prestigiadas, sempre com a presença de estrelas como, Emma Stone, Kim Kardashian, Bojtorjan Barabas e Andrea Waskovics. 

Abertura do evento

Neste segundo dia de evento as estrelas do longa “Orphan”, um drama histórico sobre a revolta húngara em 1957, do diretor László Nemes, está concorrendo ao prêmio Leão de Ouro. Entre as estrelas presentes no longa estão Andrea Waskovics, Bojtorjan Barbas e Grégory Gadebois, eles inclusive pareciam estar combinando os looks já que estavam todos de preto.


Elenco do filme Orphan posando junto no tapete vermelho do Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Laurent Hou/Getty Images embed)


Na sequência, tivemos a première do filme do aclamado diretor Yorgos Lanthimos, “Bugonia”, o longa que tem Emma Stone como protagonista, retrata dois homens (Jesse Plemons e Aidan Delbis) obcecados por teorias da conspiração, sequestram uma jovem CEO (Emma Stone), convencidos que ela é uma alienígena que quer destruir a terra. 

Para a première do seu quarto trabalho com o diretor que lhe rendeu o segundo Oscar da carreira com Pobres Criaturas, Emma Stone elegeu um vestido rendado todo preto Louis Vuitton. 


Emma Stone em look Louis Vuitton all black no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stephane Cardinale/Getty Images embed)


Outros famosos

Mas não foi só estrelas do cinema que brilharam com looks all black no segundo dia de festival, Kim Kardashian surgiu belíssima com com um vestido longo preto, o modelito contava com decote halter, recortes geométricos no busto e um capuz! 

Outras famosas como Riley Keough, Noomi Rapace, Anna Ferzetti, também elegeram looks all black para o tapete vermelho da 81° edição do Festival de Cinema Internacional de Veneza. 


Riley Keough, Noomi Rapace e Anna Ferzetti com looks all black no tapete vermelho do Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/JB Lacroix/Getty Images embed)


Todos esses looks provam que o bom e velho pretinho básico (às vezes nem tão básico assim), nunca sai de moda e é sempre uma aposta certeira para qualquer evento! Não importando se é um tapete vermelho ou uma simples saída com os amigos, o preto sempre está presente nos looks. 

Festival de Veneza inicia 82ª edição com estrelas e glamour

O Festival Internacional de Cinema de Veneza deu início à sua 82ª edição nesta quarta-feira (27). O evento, reconhecido como o mais antigo do mundo, reúne superproduções, dramas e séries de prestígio. Entre os grandes nomes presentes estão Julia Roberts, George Clooney, Cate Blanchett e a brasileira Fernanda Torres, que integra o júri desta edição.

Tapete vermelho abre em grande estilo

O primeiro dia do festival foi marcado pelo glamour do red carpet. A estreia ficou por conta do longa “Mother“, da diretora Teona Strugar Mitevska, estrelado por Noomi Rapace. A atriz sueca arrancou flashes ao posar para os fotógrafos com o seu carisma. Além disso, chamou a atenção com seu visual “All black“.


Noomi Rapace no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stephane Cardinale/Getty Images Embed)


Fernanda Torres

A atriz brasileira, Fernanda Torres, única brasileira no júri, foi um dos grandes destaques no tapete vermelho. Sua presença reforça a relevância do cinema nacional no cenário internacional, trazendo representatividade para esta edição histórica. Ela optou por um visual em cor neutra, com detalhes brilhantes, mesclando maximalismo e minimalismo.


Fernanda Torres no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stefania D’Alessandro/Getty Images Embed)


Tilda Swinton

A atriz britânica Tilda Swinton também marcou presença na premiação, protagonizando momentos de muito carinho e admiração com Fernanda Torres. A artista optou por um look sofisticado, no tom “Black and White“, e não passou despercebida na passarela do tapete vermelho.


Tilda Swinton no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stefania D’Alessandro/Getty Images Embed)


Tiziana Rocca

Ao lado de seu marido, o diretor de cinema italiano Giulio Base, Tiziana escolheu usar um vestido longo com fenda comprida e decote sem alças, com detalhe na cor branca.


Tiziana Rocca no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stefania D’Alessandro/Getty Images Embed)


Emi Renata Sakamoto

A influenciadora e modelo nipo-brasileira, Emi Renata Sakamoto, também marcou presença no festival. A jovem optou por um vestido longo, com comprimento transparente e detalhes em renda, equilibrando sensualidade e elegância em seu visual.


Emi Renata Sakamoto no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Alessandra Benedetti/Getty Images Embed)


Barbara Palvin

A Top Model húngara, Barbara Palvin, conquistou o público com seu carisma e beleza natural. A supermodelo escolheu um vestido longo, com uma fenda comprida e optou por usar meia-calça de fio “fino“, para trazer autenticidade e destacar o seu estilo.


Barbara Palvin no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/JB Lacroix/Getty Images Embed)


Leni Klum

A modelo alemã, Leni Klum, também escolheu um vestido preto e longo para prestigiar o evento. O destaque ficou por conta da grande joia, usada em seu pescoço, trazendo harmonia ao visual “all black“.


Leni Klum no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Elisabetta A. Villa/Getty Images Embed)


Claire Holt

A atriz australiana Claire Holt surgiu com um vestido longo na cor “marrom-chocolate”;marrom-chocolate“, a peça, com tecido em seda e detalhes em renda no busto, ornou perfeitamente com a joia luxuosa que ostentava em seu pescoço.


Claire Holt no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stefania D’Alessandro/Getty Images Embed)


Zhao Tao

A atriz chinesa, Zhao Tao, esbanjou elegância, desfilando no tapete vermelho com vestido de comprimento e mangad longas, na cor azul. A artista também usou brinco e colar, para compor o visual.


Zhao Tao no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stefania D’Alessandro/Getty Images Embed)


Shannon Murphy

A diretora de cinema australiana, Shannon Murphy, arrasou na produção e escolheu um vestido volumoso em camadas, com recorte assimétrico, na cor rosa. A artista, combinou o vestido com uma bolsa e salto alto em bloco, ambos na cor dourada.


Shannon Murphy no Festival de Veneza 2025 (Foto: reprodução/Stefania D’Alessandro/Getty Images Embed)


O equilíbrio entre produções grandiosas e dramas autorais deve conquistar tanto o público quanto os críticos. Filmes de diretores consagrados, aliados ao prestígio de novas produções, reforçam o caráter diversificado do evento. A presença de grandes personalidades da moda e do cinema, garante que o festival continue sendo referência cultural além da sétima arte, consolidando sua posição de destaque no calendário mundial.

Marc Jacobs ganha documentário com direção de Sofia Coppola

Nesta terça-feira (22), foi anunciado que Sofia Coppola será responsável pela direção de “Marc by Sofia“, um documentário que retrata a vida e carreira do estilista Marc Jacobs. A estreia mundial do filme está prevista para agosto, durante a 82ª edição do Festival de Veneza.

Coppola, reconhecida por suas produções sensíveis e intimistas, levará esse estilo ao documentário sobre o designer americano, revelando um lado mais pessoal dele. O projeto também marca o primeiro lançamento de Sofia no formato documental, embora ela já tenha dirigido fashion films para algumas marcas, como a Chanel.

O título do documentário remete à antiga linha de Jacobs, chamada “Marc by Marc Jacobs“, e reforça uma narrativa que cria uma conexão maior entre o público e o estilista. Além disso, apresentará o legado do estilista com trabalhos com estéticas desde grenge até surrealismo, e também imagens de arquivo de seus desfiles.

Conexão entre Sofia Coppola e Marc Jacobs

A amizade de longa data surgiu na década de 1990, quando Sofia era adolescente e Marc trabalhava para Perry Ellis. Ela frequentava os desfiles da marca junto com a mãe, e desde então passou a ser musa e colaboradora de Jacobs. Coppola já estrelou campanhas da marca e teve sua própria linha de bolsas na Louis Vuitton durante a direção criativa do amigo.

Em um post publicado no Instagram, Marc relata sobre a parceria com Sofia:

[Sofia] queria me conhecer e, quando nos conhecemos, foi amor à primeira vista! Não me senti atraído apenas pela aparência dela, pelo seu estilo, mas também por seus modos, seu comportamento, sua vida, suas ambições e criatividade… Ela representava tudo o que me atrai – talento, estilo, criatividade, uma ‘visão e voz’ únicas”

Marc Jacobs.

Sofia Coppola e Marc Jacobs em post publicado pela marca (Foto: reprodução/Instagram/@marcjacobs)

Vida e carreira de Marc Jacobs

Marc Jacobs nasceu no dia 9 de abril de 1963 em Nova Iorque, onde passou boa parte da juventude. Ele cursou Moda na Parsons School of Design, uma das mais prestigiadas nos Estados Unidos e se destacou com três honrarias: Estudante de Design do Ano, Prêmio Perry Ellis Gold Thimble e Chester Weinberg Gold Thimble Award.

Em 1989, Marc ingressou na vice-presidência da marca Perry Ellis na categoria de Moda Feminina e foi demitido da empresa em 1993 por conta do fracasso comercial da coleção grunge. Apesar do ocorrido, ele ganhou o prêmio de Designer Feminino do Ano.


Marc Jacobs durante a Semana de Moda de Nova Iorque 2016 (Foto: reprodução/Gilbert Carrasquillo/Getty Images Embed)


Em 1997, ele tornou-se o diretor-criativo da Louis Vuitton na época em que confeccionava apenas bolsas e malas e trabalhou na grife francesa por 16 anos, quando decidiu deixar o cargo em outubro de 2013. Durante sua gestão, Jacobs quadruplicou os lucros da Louis Vuitton em dez anos, sendo um dos responsáveis pelo crescimento global da grife, e adquiriu prêmios como:

  • Geoffrey Beene Lifetime Achievement do CFDA
  • Designer de Moda Feminina do Ano
  • Designer de Acessórios do Ano
  • Designer de Moda Masculina do Ano

Além dos trabalhos com a Louis Vuitton, ele também tinha sua linha secundária chamada “Marc by Marc Jacobs”, na qual tinha a intenção de tornar a moda mais acessível e atualmente está na linha principal de sua própria marca. O designer possui grande influência no mundo da moda contemporânea e é conhecido por suas produções experimentais, vindas de uma combinação entre clássico e inovação.

“Ainda Estou Aqui” é premiado pelo Festival Internacional de Vancouver

A produção nacional “Ainda Estou Aqui”, estrelada por Fernanda Torres e Selton Mello, acaba de conquistar mais um prêmio em sua trajetória pelos festivais de cinema mundiais, agora alcançando o prestígio do VIFF Audience Award, concedido pelo Festival Internacional de Vancouver, no Canadá. 


Produção brasileira é premiada com o VIFF Audience Award (reprodução/Instagram/@viffest)

A notícia foi publicada nas redes sociais do festival na sexta-feira passada (11), estampando a capa do carrossel. Ao todo, mais de 41 mil votos populares foram contabilizados ao longo das sessões exibidas neste ano, premiando os favoritos do público, que inclui o drama nacional dirigido por Walter Salles. 

Pelo mundo 

Drama baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, já debutou mundo afora pelos festivais internacionais, como o de Veneza, onde a produção recebeu a aclamação do público, tendo sido eleito a melhor exibição do festival pela crítica internacional e seu roteiro também foi premiado.


Elenco de “Ainda Estou Aqui” no 81º Festival de Veneza (reprodução/Instagram/@sonypicturesbr)

O novo “garoto dourado” do cinema brasileiro também foi apresentado no Festival Internacional de Toronto e na Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, aclamado por ambos os públicos.

O longa-metragem ainda é o responsável por colocar o Brasil nos trilhos do Oscar 2025, onde concorrerá na categoria de “Melhor Filme Internacional”, passando na frente de outras produções internacionais, como “Motel Destino”. 

Entusiasmo nacional 

“Ainda Estou Aqui” também se tornou combustível para o entusiasmo nacional quando se trata de acompanhar a sétima arte produzida no Brasil, característica que caminhava lentamente entre o público do próprio país, deixando nossas produções a margem do esquecimento. 

A direção de Walter Salles recobrou a animação dos brasileiros para acompanhar o que é interno, levando o filme a ser amplamente comentado pelos internautas, assim como a se tornar aguardado nos cinemas.  

Mais detalhes

Com roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega, “Ainda Estou Aqui” teve seu trailer divulgado no começo de outubro, quase um mês depois de seu premiado debute no Festival de Veneza, antes disso, tudo o que o público tinha acesso eram as imagens oficiais compartilhadas pela Sony Pictures Brasil, onde era possível ter um pequeno vislumbre de Fernanda Torres como Eunice Paiva, Selton Mello como Rubens e também da gigante Fernanda Montenegro na versão mais velha do mesmo papel de sua filha, Eunice.


Trailer de “Ainda Estou Aqui” (reprodução/YouTube/Sony Pictures Brasil)

“Ainda Estou Aqui” é baseado no drama do escrito brasileiro Marcelo Rubens Paiva, onde ele relata os desafios percorridos por sua mãe quando seu o marido desapareceu em meio a Ditadura Militar no Brasil, deixando Eunice no escuro do paradeiro do pai de seus filhos enquanto vivenciava as incertezas de um período obscuro e completamente omisso de justiça. 

O longa chega aos cinemas brasileiros em 7 de novembro. 

“Ainda Estou Aqui”: roteiro de filme brasileiro é premiado no Festival de Veneza

A 81ª edição do Festival de Veneza foi marcada de emoção para o público do Brasil, já que o filme brasileiro intitulado “Ainda Estou Aqui” ganhou o prêmio de Melhor Roteiro, durante o evento que ocorre em Veneza, na Itália. Para celebrar a conquista, Walter Salles falou sobre a importância simbólica dessa premiação.

“O prêmio de Melhor Roteiro abraça todo um filme, porque um roteiro é a sua argamassa. Nele, o Festival reconhece o trabalho destes roteiristas tão talentosos que são Murilo Hauser e Heitor Lorega, o livro incrível de Marcelo Rubens Paiva, a história de Eunice, Rubens e de seus filhos, e o nosso desejo de contá-la no cinema”.

Reconhecimento após anos sem premiação

O Brasil não conquistava um troféu na seleção oficial no festival italiano desde 1981, ano em que “Eles não usam Black-tie” de Leon Hirszman foi premiado.

Walter Salles passou cerca de 7 anos se dedicando, buscando detalhes e realizando pesquisas para o filme. Pois ele conheceu a família Paiva quando jovem e chegou a frequentar a casa deles no Rio de Janeiro, na década de 1970 (época da ditadura, que militares levaram Rubens Paiva para nunca mais voltar).


Roteiristas Heitor Lorega e Murilo Hauser com o prêmio de de Melhor Roteiro (Foto: reprodução/Instagram/@videofilmes_produtora)

Após diversas críticas reveladas pela imprensa internacional, o filme já mencionado, recebeu avaliações bastante positivas, dando ênfase à atuação de Fernanda Torres.

E conforme o site americano “Deadline”, quando a plateia presente no Festival de Veneza acompanhou a história do filme “Ainda Estou Aqui” em 1 de agosto, houve 10 minutos de aplausos.

Conheça o enredo de “Ainda Estou Aqui”

Inspirada na história real da brasileira Eunice Paiva, que é mãe de Marcelo, passou mais de 40 anos em busca de saber de fato a verdade em torno o desaparecimento de seu marido Rubens (interpretado por Selton Mello). Fernanda Torres e Fernanda Montenegro completam o elenco principal e dão vida a Eunice em fases diferentes de idades.


Selton Mello e Fernanda Torres dão vida a Rubens e Eunice Paiva (Foto: reprodução/Instagram/@seltonmello)

A data de estreia do filme no Brasil ocorrerá de maneira exclusiva nos cinemas, mas segue sem data divulgada e tem produção pela Videofilmes, RT Features e Mact Productions. O longa-metragem “Ainda Estou Aqui” é uma coprodução da GloboPlay com a Arte France e a Conspiração.

Filme brasileiro “Manas” é premiado no Festival de Veneza 2024

O longa-metragem brasileiro “Manas”, dirigido por Marianna Brennand, foi agraciado com o prêmio mais importante da Giornate Degli Autori, um importante amostra paralela do Festival de Veneza. A seleção oficial do evento, que inclui filmes como “Coringa: Delírio a Dois” e “Ainda Estou Aqui”, será divulgada no sábado (7).

Produção nacional “Manas” recebe prêmio em destaque

O filme que é brasileiro recebeu o prêmio GDA Director’s Award no Festival de Veneza. A mostra paralela Giornate Degli Autori é uma das mais relevantes do Festival de Veneza e concede prêmios a filmes de cineastas emergentes e inovadores. O filme ganhador recebeu 20 mil euros (cerca de R$123.000, na cotação atual) para fins de promoção e circulação. O 81° Festival Internacional de Veneza termina neste sábado, dia 7/9.

A distinção, desse  ano foi decidido  por um júri presidido pela cineasta Joanna Hogg (“The Souvenir”), dividido igualmente entre o cineasta e o distribuidor internacional, Bendita Film Sales.


Cena do filme “Manas”(foto: reprodução/Instagram/@revistaselect)

O projeto, filmado na região amazônica, narra a história de meninas e mulheres que sofrem abuso sexual na Ilha de Marajó, no Pará.

O longa foi gravado na ilha de Marajó

O longa narra a história de uma menina de 13 anos que, à medida que cresce, percebe estar presa a um ambiente abusivo.


Trailer do filme “Manas” (vídeo: reprodução/Instagram/@dirapaes)


O longa-metragem se passa na Ilha do Marajó, no Pará, e traz a atriz estreante Jamily Correa, que interpreta a menina Marcielle.

Mais cincos filmes brasileiros no festival

Além de “Manas”, há cinco outros filmes brasileiros em exibição nesta edição do festival italiano. O longa “ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Montenegro, é uma das candidatas à premiação principal do Leão de Ouro. A obra é uma adaptação do romance homônimo de Marcelo Rubens Paiva e se concentra na personagem de Eunice, mulher do deputado Rubens Paiva cassado e assassinado durante a ditadura militar.

Na seleção Fora de Concurso, há “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, e, na mostra Horizontes Curtas, está “Minha mãe é uma vaca”, de Moara Passoni. “A exposição de Augusto Matraga”, de Roberto Santos, e “40 dias sem sol”, de João Carlos Furia, também estão em exibição. “Manas” também está confirmada para o Festival do Rio 2024.

“Queer”: Novo filme de Luca Guadagnino é ovacionado em festival de Veneza

O ator renomado Daniel Craig surpreendeu o público no Festival de Cinema de Veneza ao estrelar “Queer”, o novo drama romântico dirigido por Luca Guadagnino. Na noite de terça-feira (3), o filme foi recebido em sua estreia mundial, com uma ovação entusiasmada de 9 minutos no Salão Principal do festival, destacando a transformação do ator britânico em um papel muito distante de seu icônico personagem James Bond.

A trama e elenco

Em Queer, Craig interpreta William Lee, um americano expatriado no México dos anos 50 e viciado em opiáceos e álcool, a vida de seu personagem se transforma quando conhece Eugene Allerton, interpretado por Drew Starkey, que desperta em William uma forte obsessão.

O filme, baseado no romance de William S. Burroughs, conduz o espectador por uma mistura de narrativa romântica e psicodélica, que lembra mais o tom de terror sobrenatural de “Suspiria” do que o drama romântico Me Chame Pelo Seu Nome”, que Guadagnino também dirigiu.


Ator Daniel Craig em cena do filme “Queer” (Foto: reprodução/Instagram/@lucaguadagninoarchive)

O elenco de “Queer” ainda conta com nomes como Lesley Manville de “The Crown”, Jason Schwartzman de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes“, o brasileiro Henrique Zaga de “Depois do ‘Universo‘” e o cantor Omar Apolo, que está fazendo sua estreia como ator.

O filme também conta com trilha sonora composta pelos premiados Trent Reznor e Atticus Ross, dupla vencedora do Oscar por “A Rede Social” e “Soul“, além de figurinos desenhados pelo diretor criativo da Loewe, Jonathan W. Anderson, já trabalhado. com o diretor no recente filme “Rivais” de 2023.

Exibição do filme em Veneza e reação do público

Durante a exibição do filme para a imprensa, algumas cenas explícitas, de nudez e sexo foram mostradas, levando alguns espectadores a deixarem a sala, mas o público presente na estreia oficial do filme no festival internacional de cinema de Veneza, permaneceu até o fim, demonstrando uma recepção calorosa aos trabalho de Craig e Starkey, com inúmeros aplausos Craig foi visto emocionado abraçando Guadagnino e retribuindo os elogios aos seus admiradores.

Georgina Rodríguez surpreende com vestido deslumbrante no 81º Festival de Veneza

Nesta terça-feira (09), a empresária, influencer, modelo argentina-espanhola, e esposa do jogador Cristiano Ronaldo, Georgina Rodríguez, de 30 anos, conquistou a premiação Diva e Donna, como a “Mulher do Ano”, devido à qualidade e sucesso de seu documentário “Soy Georgina”.

Este foi o sétimo dia em que se sucedeu o grande, memorável e o mais antigo evento do mundo cinematográfico da humanidade, como também um dos mais renomados da indústria, o 81 º Festival de Cinema de Veneza, além dos já conhecidos festivais de Berlim e Cannes. Este ano o festival celebra seu 92º aniversário, em terras italianas.

O icônico festival cinematográfico ocorre todos os anos no fim do mês de agosto e início de setembro no Palazzo del Cinema no Lungomare Marconi, na ilha Lido, Lagoa de Veneza. O evento estreou na quarta-feira, dia 28 de agosto e chegará ao fim em 7 de setembro.

Famosos que desfilaram pelo red carpert de Veneza

Das muitas personalidades famosas que abrilhantaram o tapete vermelho com seus talentos, looks estilosos e carisma, estavam Daniel Craig, ator principal do longa-metragem “Queer”, do produtor, roteirista e diretor de cinema italiano, Luca Guadagnino, e a influencer Georgina Rodríguez, que roubou os holofotes para si ao exibir um figurino para lá de chamativo com sua chegada arrebatadora no evento.


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Georgina no tapete vermelho do prêmio “Diva E Donna” – 81º Festival Internacional de Cinema de Veneza (Foto: Reprodução/Daniele Venturelli/Getty Images Embed)


Um vestido digno de elogios

Georgina Rodríguez arrancou suspiros de todas as partes ao desfilar pelo red carpert do festival com um belo figurino composto por um longo vestido branco, estilo tomara-que-caia e justo ao corpo, que marcava suas belas curvas de modelo. Calçando nos pés um par de saltos altos claros e lindíssimos, o adereço serviu apenas para ressaltar a grande fenda do vestido, proporcionando a espanhola um ar de leveza, sensualidade e elegância inigualáveis.


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Joias usadas por Georgina no tapete vermelho do prêmio “Diva E Donna” – 81º Festival Internacional de Cinema de Veneza (Foto: Reprodução/Daniele Venturelli/Getty Images Embed)


Para arrematar a composição, a influenciadora aderiu ao uso de algumas joias, como os anéis em forma de flores nos dedos, um colar e um par de brincos que complementavam o conjunto de pedrarias. No rosto, Georgina optou por uma maquiagem entre discreta e marcante, que destacou sua beleza natural.

“Ainda Estou Aqui”: primeira imagem de Fernanda Montenegro é divulgada

Neste sábado (31), tivemos o primeiro vislumbre da atriz Fernanda Montenegro no filme “Ainda Estou Aqui”. A imagem foi divulgada através das redes sociais e mostra a gigante da atuação como a versão mais velha de Eunice Paiva, que também será interpretada por sua filha, Fernanda Torres. 

Detalhes da trama 

Com base nas memórias do escritor e jornalista Marcelo Rubens Paiva, a trama de “Ainda Estou Aqui” se passa em meio a um Brasil controlado pelo regime militar na década de 1971, se aprofundando nas nuances envoltas no poder ditatorial e também como o regime autoritário consumia as vidas dos afetados, como a da família de Eunice Paiva, mãe de Rubens. 


Fernanda Torres como Eunice Paiva em “Ainda Estou Aqui” (reprodução/Instagram/@conspiracaofilmes)

Com direção de Walter Salles, a história verídica conta como Eunice se adaptou em meio a crise e ao sumiço do marido após ser sequestrado pela Polícia Militar, desaparecendo, deixando sua esposa e seus cinco filhos completamente no escuro de seu paredeiro. 

O longa também é palco para o retorno de Salles após 12 anos longe da cadeira de diretor, assim como o reencontro de Fernanda Montenegro, com quem dirigiu um dos maiores marcos de sua carreira, o filme “Central do Brasil”, de 1998, rendendo uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 1999. 

Em família 

Um dos marcos de “Ainda Estou Aqui” está na colaboração entre mãe e filha atuando juntas em um mesmo papel em épocas, discernimento e maturidade completamente distintas. No filme, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam a mesma pessoa, Eunice Paiva, no entanto, em momentos diferentes da trama, sendo Montenegro a versão mais velha de Torres. O fato de mãe e filha estarem lado a lado na trama alavancou as expectativas dos fãs e tornou a produção ainda mais almejada. 

Além de mãe e filha, o longa ainda conta com Selton Mello, Marjorie Estiano, Antonio Saboia, Humberto Carrão e Valentina Herszage no elenco. 


Selton Mello como Rubens Paiva em “Ainda Estou Aqui” (reprodução/Instagram/@conspiracaofilmes)

“Ainda Estou Aqui” não tem data de estreia confirmada nos cinemas brasileiros, mas sua primeira exibição já está confirmada neste domingo (1º), no Festival de Veneza. 

Mesmo sem datas, ainda estaremos aqui esperando para conferir as memórias de Rubens Paiva sob o olhar de Walter Salles e interpretado pelos rostos talentosos de Montenegro e Torres.

Nicole Kidman é aplaudida por seis minutos na première mundial de “Babygirl”

O Festival Internacional de Cinema de Veneza ocorreu na última sexta-feira (30), tendo os astros Nicole Kidman e Harris Dickinson como centro das atenções, devido a premiere mundial de “Babygirl”, longa co-produzido por Halina Reijn, que já trabalhou em “Isabelle” e “Morte, Morte, Morte”. Produzido pela A24, o longa teve uma ovação de 6,5 minutos, com a plateia aplaudindo até o fim dos créditos.


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Trailer do filme “Babygirl” (Vídeo: Reprodução/YouTube/@Topsworldfilms)

Recepção do longa

Após a apresentação no festival, discussões intensas foram geradas, devido à abordagem ousada e as cenas repletas de erotismo. Comentando sobre o teor provocante da obra, Halina Reijn disse que todos possuímos uma caixa preta pequena carregada de fantasias tabu, a qual na maioria das vezes nunca é compartilhada com nenhuma outra pessoa.


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Antonio Banderas, Nicole Kidman e Harris Dickinson no tapete vermelho de “Babygirl” no Festival Internacional de Cinema de Veneza (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Stefania D’Alessandro)


Na história, acompanhamos a interpretação de Kidman como uma poderosa CEO que dá início a um relacionamento sadomasoquista com seu estagiário (Harris Dickinson), e a exploração dos limites de jogos de poder no ambiente profissional.

A experiência das mulheres envolvidas na obra

Nicole disse à imprensa de Veneza que fazer o filme com Reijn foi uma experiência “libertadora”. Ainda em seus comentários, mais do que sobre sexo, o filme é sobre desejo, pensamentos íntimos, casamento, verdade, poder, consentimento. É a história de uma mulher contada a partir de seu ponto de vista, sendo esse inclusive um dos pontos mais únicos para a atriz: a história de uma mulher, escrita por uma mulher, e interpretada por uma mulher. “Foi muito profundo compartilhar essas coisas, e muito libertador”, adiciona.

Os pensamentos de Reijn são similares aos de Kidman, com a diretora tendo comentado como gostou de criar um filme sobre o desejo feminino, mas também sobre algo muito além disso, é sobre uma crise existencial em diversas camadas. Em seu núcleo, o filme é sobre a questão: “Eu consigo me amar em todas as minhas diferentes camadas?”