A Fazenda 17: Dudu Camargo leva bronca da Record após risco em festa e reage com revolta

A madrugada em A Fazenda 17 foi marcada por tensão e intervenção da produção depois que Dudu Camargo tomou uma atitude impulsiva durante a festa. O apresentador, empolgado e sob efeito de bebidas, tentou montar “a maior fogueira da edição”, o que gerou risco real aos peões e obrigou a equipe da Record a intervir rapidamente. O episódio mudou o clima do evento e terminou com uma bronca direta ao participante, que não recebeu bem a advertência.

Tentativa de “maior fogueira da edição” preocupa produção

O que começou como uma brincadeira entre os confinados rapidamente saiu do controle. Dudu reuniu um grande volume de madeira na área externa da sede e acendeu uma fogueira muito maior do que a permitida. As labaredas altas e a fumaça intensa foram percebidas de imediato pela equipe do reality, que precisou agir prontamente para evitar danos estruturais e riscos aos participantes.


A área externa da sede fica tomada de fumaça após Dudu Camargo montar uma fogueira (Vídeo: reprodução/X/@DanteDias23)


Com a situação fugindo do esperado para uma atividade coletiva, profissionais da produção foram até o local e encerraram a ação antes que o fogo se espalhasse. A atitude de Dudu, vista como irresponsável, gerou comentários na casa e desencadeou uma mudança brusca no clima da festa.

Dudu Camargo se incomoda com advertência

De acordo com as imagens transmitidas aos assinantes, Dudu ficou claramente desconfortável depois da intervenção da produção. Mesmo sem o áudio oficial da bronca divulgado, sua expressão séria e mudança corporal deixaram evidente a irritação. Carol Lekker e Saory Cardoso, que estavam próximas no momento da intervenção, também notaram imediatamente a mudança de humor.

O apresentador se afastou do grupo, ficou mais calado e evitou participar das brincadeiras que continuaram após o susto. Entre os peões, o episódio virou assunto e foi interpretado como mais um exemplo do comportamento imprevisível de Dudu Camargo dentro da casa. A percepção geral é de que suas atitudes explosivas podem influenciar diretamente a convivência e a dinâmica do jogo na reta final. O incidente reforçou o alerta da produção sobre segurança e conduta.

Incêndio atinge Pavilhão dos Países na COP30

Um incêndio atingiu o Pavilhão dos Países na tarde desta quinta-feira (20). O espaço fica na Zona Azul da COP30, em Belém-PA. A princípio, o fogo começou pouco depois das 14h e gerou correria entre visitantes e equipes técnicas. Sobretudo, a organização afirmou que as chamas foram controladas em seis minutos, mas reforçou que 19 pessoas receberam atendimento após inalar fumaça.

Evacuação imediata e suspensão das atividades

Imediatamente, equipes de segurança ordenaram a evacuação completa da área, o que interrompeu todos os trabalhos da conferência. A United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) informou que os bombeiros iniciaram uma checagem minuciosa das instalações e que a Zona Azul ficará fechada até, pelo menos, 20h. 


Incêndio atinge pavilhão da COP30 (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)


A área concentra salas de reuniões, espaços de negociação e estandes nacionais, e abriga debates decisivos sobre a agenda climática. Localizado na entrada da Blue Zone, o espaço recebe mesas temáticas e apresentações de delegações e organizações internacionais.

Hipóteses iniciais e avaliação das autoridades

O governador do Pará, Helder Barbalho, disse à jornalista Andréia Sadi que as equipes trabalham com duas hipóteses iniciais. A primeira envolve uma possível falha em um gerador. Já a segunda, considera um curto-circuito em um stand. Nesse sentido, as investigações continuam e incluem análises técnicas sobre cabos, equipamentos e sistemas elétricos.

Apesar da ação rápida das equipes de emergência, o incidente ampliou preocupações anteriores sobre falhas estruturais no evento. A ONU havia alertado, há uma semana, sobre vulnerabilidades que exigiam resposta imediata. A carta enviada pela UNFCCC citou portas sem monitoramento, segurança insuficiente e dificuldade de resposta integrada entre forças federais e estaduais.


Autoridades evacuam pessoas do pavilhão em chamas (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)


Além disso, o documento também destacou problemas de infraestrutura, como calor excessivo, falhas de climatização, infiltrações causadas por chuva e riscos relacionados à proximidade entre equipamentos elétricos e água.

Função central do Pavilhão dos Países

Em síntese, o Pavilhão dos Países funciona como vitrine para projetos climáticos e políticas públicas. Ali, representantes técnicos, observadores e instituições parceiras apresentam soluções e experiências que dialogam com as negociações formais da conferência.

A COP30 começou em 10 de novembro e reuniu líderes globais para discutir iniciativas climáticas. Na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “é mais fácil financiar o clima do que guerras”, além de destacar a relevância de Belém como sede para o evento.

Bateria de lítio pega fogo e avião da Air China desvia para Xangai

Uma bateria de lítio pegou fogo na bagagem de mão de um passageiro durante o voo CA139, da Air China, realizado neste sábado, que partia de Hangzhou (China) com destino a Incheon, na Coreia do Sul. A mala estava no compartimento superior quando o incêndio começou, e a tripulação interveio prontamente. Ainda não está claro se a bateria fazia parte de um dispositivo eletrônico ou se era uma unidade reserva.

Fogo no bagageiro e pouso de emergência

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o bagageiro superior em chamas, com fumaça tomando a cabine e deixando os passageiros apreensivos. A aeronave desviou e realizou um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai. Não houve feridos, informou a companhia.


 

Momento do acidente no avião (Vídeo: reprodução/X/@aviationbrk)

O incidente ocorreu poucos meses depois de a China impor, em caráter emergencial, restrições a determinados tipos de baterias portáteis em voos. A medida, em vigor desde junho, foi adotada após o órgão regulador alertar para o aumento do risco associado a essas baterias durante o transporte aéreo.

Baterias de lítio na aviação

Nos últimos anos, milhões de baterias de lítio presentes em celulares, notebooks, carregadores portáteis e cigarros eletrônicos foram alvo de recalls por risco de incêndio. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) ressalta que esses componentes podem entrar em combustão espontânea quando danificados ou submetidos a curto-circuito.

Até 30 de junho deste ano, a FAA contabilizou 38 ocorrências em voos de passageiros e de carga envolvendo baterias de lítio que resultaram em fumaça, fogo ou superaquecimento; no ano anterior, foram 89 registros.

Diante disso, governos e companhias aéreas apertaram as regras de transporte, definindo onde essas baterias podem ser acomodadas nas aeronaves. Nos Estados Unidos, por exemplo, elas são proibidas na bagagem despachada, salvo quando os dispositivos que as contêm estão completamente desligados.

Na China, após o governo classificar as baterias como risco à segurança, passou a ser proibido que passageiros levem em voos domésticos baterias portáteis sem a marcação visível de certificação de segurança chinesa. A regra, porém, não se estende às baterias removíveis. De acordo com a companhia aérea, o incêndio deste sábado teve origem justamente em uma bateria desse tipo.

Incêndio florestal na Turquia atinge área residencial e obriga moradores a abandonarem casas

A província de Izmir, na Turquia, sofreu com um incêndio florestal que se espalhou para áreas residenciais. De acordo com informações da prefeitura, cerca de 20 casas foram destruídas pelas chamas. Autoridades turcas trabalharam nesta segunda-feira (30) para acabar com as chamas. Além de bombeiros, helicópteros e aviões também auxiliaram no combate à queimada.

Moradores deixaram suas casas

Até o momento, mais de 50 mil pessoas precisaram abandonar suas casas em 41 localidades de Izmir e arredores. Moradores que viviam em quatro aldeias e dois bairros precisaram evacuar de suas residências por questões de segurança, de acordo com o ministro Florestal Ibrahim Yumakli. Os telhados de algumas casas caíram e restaram apenas as paredes queimadas.


Cenas do incêndio florestal que atingiu área residencial em Izmir (Reprodução/X/@anadoluajansi)


“Temos 40 anos de memórias aqui”, lamentou um morador. “Só consigo virar as costas para isso, não consigo olhar para isso. É o quanto isso me dói”.

No domingo (29), uma equipe de mobilização de ajuda humanitária salvou um idoso que usava cadeira de rodas quando o fogo atingiu sua casa. Um dos socorristas carregou o homem para longe das chamas enquanto o outro carregou sua cadeira.


Socorristas salvam idoso em cadeira de rodas (Foto: reprodução/X/@gztcom)


Vento propagou as chamas

O prefeito da província de Izmir, Cemil Tugay, afirmou que ventos fortes contribuíram para que as chamas se espalhassem. Tugay ainda acrescentou que o incêndio nas áreas de moradias foi praticamente controlado.

A Direção Geral Florestal declarou que quatro aviões, 14 helicópteros e 106 caminhões de bombeiros foram disponibilizados e chamados para combater as chamas. O incêndio florestal afetou as áreas de Menderes e Seferihisar, em Izmir. As regiões da costa da Turquia foram atingidas por incêndios flores nos últimos anos devido aos verões que têm se tornado cada vez mais quentes e secos. De acordo com especialistas, esse é um efeito direto das mudanças climáticas causadas pela ação humana.

Fumaça provocada por incêndio em centro de resíduos toma o céu de Paris

Na manhã desta segunda-feira, 7 de abril, um incêndio de grandes proporções atingiu um centro de eliminação de resíduos nos arredores de Paris, lançando uma densa fumaça preta que rapidamente se espalhou pela cidade. O episódio causou preocupação entre moradores e autoridades, que emitiram alerta para que a população permanecesse dentro de casa.

As imagens que circularam nas redes sociais mostravam o céu da capital francesa encoberto por uma nuvem escura e espessa, visível a quilômetros de distância. Segundo o Corpo de Bombeiros local, o incêndio começou por volta das 10h (horário local) e mobilizou dezenas de profissionais e viaturas para conter as chamas.

Recomendações das autoridades

A fumaça, com odor forte e coloração escura, provocou desconforto respiratório em diversas regiões de Paris, levando as autoridades de saúde a recomendarem o fechamento de janelas e portas. “Pedimos à população que evite sair de casa, mantenha os ambientes ventilados com janelas fechadas e procure ajuda médica caso sinta sintomas como tosse persistente ou falta de ar”, informou um comunicado da prefeitura da cidade.

Ainda não há informações oficiais sobre a causa do incêndio, mas as investigações preliminares já estão em andamento. Também não há registro de vítimas até o momento. O centro atingido é responsável pelo tratamento e eliminação de resíduos sólidos, o que pode ter contribuído para a toxicidade da fumaça.


Armazém em chamas (Vídeo: reprodução/X/@Taticru79846829)

Moradores relataram sensação de ardência nos olhos e na garganta, além de um forte cheiro químico. “Nunca vi uma fumaça tão densa assim. A cidade parece coberta por uma neblina escura”, contou Marc Dubois, residente do 12º arrondissement, uma das áreas afetadas.

Prejuízos ao meio ambiente

As autoridades ambientais estão monitorando a qualidade do ar e devem divulgar novos boletins ao longo do dia. Enquanto isso, escolas e creches próximas à região foram orientadas a manter as crianças em ambientes fechados, e os serviços de transporte público operam com restrições em determinadas rotas.

O episódio reacende o debate sobre a localização de centros de tratamento de resíduos próximos a áreas urbanas densamente povoadas, além dos riscos ambientais associados à sua operação. As autoridades locais prometeram transparência nas investigações e reforçaram o compromisso com a segurança da população.

Incêndio na Rodovia Presidente Dutra deixa faixas no sentido SP e RJ interditadas

Na tarde desta segunda-feira, 3 de fevereiro, um caminhão-tanque pegou fogo na Rodovia Presidente Dutra, na altura do bairro Jardim América, zona norte do Rio de Janeiro. O veículo seguia no sentido São Paulo quando colidiu na pista central e, logo em seguida, foi tomado pelas chamas. O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio já foi controlado.

Início do incêndio

O fogo começou entre meio-dia e 13h, causando a interdição da rodovia nos dois sentidos. Pouco depois da chegada dos bombeiros, a pista em direção ao Rio de Janeiro foi liberada, enquanto o sentido São Paulo permaneceu fechado para a atuação das equipes.


Carreta em chamas em rodovia (Foto: reprodução/x/g1)

Pelo menos dois carros foram atingidos pelo fogo, mas, felizmente, não houve feridos. O motorista da carreta sofreu ferimentos leves e foi encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre seu estado de saúde ou sua identidade.

Possível caso

De acordo com as primeiras apurações, o acidente foi causado por um curto-circuito provocado pelo calor intenso. Equipes do Corpo de Bombeiros do Quartel de Irajá estiveram no local, com reforço de outras unidades, incluindo Parada de Lucas, Guadalupe, Campinho, Penha e Campos Elíseos.

A interdição causou congestionamento na região, afetando o trânsito tanto na rodovia quanto nas vias de acesso ao local do acidente. Motoristas precisaram buscar rotas alternativas para evitar maiores atrasos.

O incêndio do caminhão-tanque na Rodovia Presidente Dutra causou transtornos não apenas no trânsito, mas também para moradores e comerciantes da região, que relataram sentir o forte cheiro de fumaça e ouvir explosões vindas do local do acidente. A alta temperatura das chamas danificou parte do asfalto, o que pode exigir obras de reparo nos próximos dias.

Além do Corpo de Bombeiros, equipes da Polícia Rodoviária Federal e da concessionária responsável pela rodovia auxiliaram na ocorrência. Especialistas alertam para a necessidade de fiscalização rigorosa em caminhões que transportam substâncias inflamáveis para evitar novos acidentes desse tipo.

Incêndio da Ilha do Governador pode ser visto por toda região metropolitana

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fábrica de óleo na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, neste sábado, dia 08 de fevereiro. O fogo teve início por volta das 12h30 e mobilizou diversas equipes do Corpo de Bombeiros, que seguem trabalhando no local para conter completamente as chamas. A operação deve se estender até o domingo, conforme informaram os bombeiros, apesar de o incêndio já estar parcialmente controlado.

A fábrica

A fábrica atingida pertence à empresa Moov e está localizada na rua Campo Ribeira. Segundo informações divulgadas pela própria empresa, o fogo não chegou a atingir os tanques de combustível, o que evitou uma tragédia ainda maior. No entanto, a intensa propagação das chamas e a fumaça densa preocupam moradores da região, que relatam dificuldades respiratórias devido à grande quantidade de fuligem no ar.

No primeiro momento, foram acionados três quarteis do Corpo de Bombeiros para conter o incêndio. No entanto, devido à complexidade da situação e ao risco de expansão do fogo, outras equipes foram chamadas, totalizando 65 profissionais e 15 corporações envolvidas na operação. Os bombeiros enfrentaram dificuldades para conter as chamas, principalmente devido à presença de material inflamável na fábrica, o que tornou o combate ao fogo mais desafiador.

Condição do ar

Incêndio na fábrica Moov (Foto: Reprodução/x/g1)

O Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) também foi acionado para monitorar a qualidade do ar e avaliar os possíveis impactos ambientais do incêndio. A preocupação das autoridades se concentra principalmente na liberação de substâncias tóxicas na atmosfera e na contaminação do solo e da água com resíduos químicos provenientes da fábrica. Até o momento, não há registro de feridos, mas moradores da região foram aconselhados a evitar exposição prolongada à fumaça. Equipes médicas estão em alerta para atender possíveis casos de intoxicação respiratória. Especialistas alertam que a inalação de fumaça pode causar irritação nos olhos, tosse, falta de ar e outros problemas de saúde, especialmente para pessoas com doenças respiratórias preexistentes.

As causas do incêndio ainda não foram determinadas, e uma investigação será conduzida para apurar o que levou ao incidente. Autoridades locais afirmam que será feita uma análise rigorosa para identificar eventuais falhas de segurança na fábrica e evitar novos episódios semelhantes no futuro. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros segue no local, garantindo que o fogo seja completamente extinto e que os riscos sejam minimizados para a população.

Incêndio em Pacific Palisades já é considerado o pior de Los Angeles 

O incêndio no bairro Pacific Palisades, que teve início na manhã desta terça-feira (7), é o mais destrutivo do Condado de Los Angeles, segundo dados do CalFire. O incêndio florestal queimou mais de 25 quilômetros quadrados nesta quarta-feira (8), e já destruiu cerca de mil residências nos bairros Palisades, Eaton, Hurst e Woodley. 

De acordo com Daniel Swain, cientista climático da Universidade da Califórnia, este incêndio pode ser entendido como um dos mais devastadores da história. Cerca de 37 mil pessoas já receberam ordens de evacuação de suas residências e, segundo as autoridades, o fogo ainda está 0% contido. 


Cachorro do lado de fora de uma casa pegando fogo durante o incêndio florestal Eaton (Foto: reprodução/Caroline Brehman/ BBCNews)

Com a força e intensidade dos ventos na região, mais de 2,3 mil hectares estão em chamas. Gavin Newson, governador do estado da Califórnia,  declarou estado de emergência na terça-feira. As autoridades abriram dezenas de abrigos para acolher cidadãos residentes das áreas mais atingidas. O ator Steve Guttenberg, morador do local atingido, descreveu para a ABC News como foi deixar sua casa. 

Foi o maior incêndio que já vi na minha vida. Às 9:00 da manhã estava tudo bem e às 10:00 o céu estava preto e o fogo já estava queimando. Não sei como começou, de repente as pessoas estavam fugindo e, antes que você percebesse, a colina estava completamente em chamas

Situação Climática

As condições climáticas do local que incluem, ventos fortes, altas temperaturas e clima seco foram determinantes para o acontecimento do incêndio. Não é a primeira vez que as mudanças climáticas atingem o estado da Califórnia com a formação de incêndios. Em 2018, o incêndio Camp devastou o norte do estado e se tornou o incêndio florestal mais mortal da história dos Estados Unidos. 


Imagens do incêndio Camp em 2018 (Vídeo: reprodução/Youtube/The Guardian)

Um dos fatores que contribuem para a dificultação do controle das chamas são os chamados ventos de Santa Ana. Estes ventos secos removem a umidade da vegetação e criam rajadas de 160 km/h em algumas regiões. Com estas fortes rajadas, o fogo pode se espalhar em uma alta velocidade que pode chegar a 22 km/h.


Donald Trump critica o governador Gavin Newson (Foto: Reprodução/Will Oliver/Pleno.News)

O presidente eleito, Donald Trump, que costuma negar as mudanças climáticas, criticou o governador Gavin Newson e culpou as políticas ambientais adotadas no estado pelo desastre. O presidente afirmou que o incêndio é uma grande tragédia e que as políticas que resultaram na falta de água eram o grande problema para a contenção do fogo. 

Acidentes climáticos nos EUA 

Os Estados Unidos registraram um grande aumento de incêndios florestais nas últimas duas décadas. Um estudo da Science revelou que desde 2020, o fogo nas florestas do estado da Califórnia, que possui um histórico de queimadas, passou a se espalhar quatro vezes mais rápido do que há 20 anos.

O mesmo estudo indicou que a região Oeste dos EUA teve os incêndios intensificados em 250% mais rápidos do que em 2001. Desde o ano 2000, uma média de 72.400 incêndios florestais atingiram  2.832.800 hectares de terras no país. Uma estimativa da Noaa (Administração de Oceanos e Atmosfera dos EUA) indicou que 84% dos incêndios florestais no país são ocasionados por atividades humanas.

Como os astrônomos vem melhorando as técnicas para detectar possíveis perigos ao nosso planeta 

Em 4 de setembro de 2024, um asteroide de um metro de diâmetro, nomeado RW1, foi detectado em rota de colisão com a Terra, no entanto apesar da apreensão inicial as autoridades tranquilizaram o público afirmando que o objeto se desintegraria ao entrar na atmosfera algo que de fato acorreu, o asteroide produziu uma bola de fogo espetacular, que foi amplamente compartilhada nas redes sociais por moradores das Filipinas, onde o evento ocorreu.

O RW1 foi o nono asteroide detectado antes de impactar a Terra, o que reforça a eficácia dos sistemas de monitoramento atuais. No entanto, a pergunta que permanece é: estamos prontos para lidar com asteroides muito maiores e potencialmente mais perigosos?

Os chamados objetos próximos à Terra (NEOs, na sigla em inglês) vem representando uma preocupação crescente. Embora tenhamos catalogado cerca de 36 mil desses objetos até setembro de 2024, estimativas indicam que ainda desconhecemos a vasta maioria, que pode ultrapassar 1 bilhão.

O impacto de asteroides já moldou a história da Terra. Há 66 milhões de anos, um objeto de 10 km de diâmetro foi responsável pela extinção dos dinossauros. Hoje, asteroides de 25 a 1.000 metros são monitorados com atenção, pois podem causar danos locais consideráveis. Apesar de raros, objetos dessa magnitude representam um risco real.

Em resposta, programas como o telescópio infravermelho NEOsurveyor da NASA buscam melhorar a detecção desses corpos celestes. Além disso, missões recentes como a Dart, que colidiu com a lua de um asteroide em 2022, demonstram a possibilidade de desviar a trajetória de asteroides potencialmente perigosos.


Missão Dart da NASA, teve como objetivo demonstrar a nossa capacidade de desviar a orbita de objetos possivelmente perigos (Vídeo: Reprodução/Instagram/NASA)


No entanto embora os avanços estejam sendo feitos, ainda há um longo caminho para garantir nossa proteção contra possíveis impactos catastróficos com a detecção precoce e estratégias de mitigação sendo fundamentais para enfrentar essa ameaça silenciosa do espaço.

São Paulo realiza uma mobilização com 20 aeronaves para combater os incêndios

Neste sábado (14), a Defesa Civil informou que o estado de São Paulo enfrentou a maior mobilização aérea em sua história. 20 aeronaves trabalham nesta operação para combater focos de incêndios em áreas de difícil acesso. A situação climática está bastante intensa nessas regiões.

As chamas se espalham para mais 17 estados 

A situação passou a ficar mais prejudicial quando os focos de incêndio passaram a atingir 17 municípios, destacando Campinas, Vale do Paraíba e entre outras cidades da Grande São Paulo. Os combatentes que atuam na Zona Norte Paulista, registraram as operações para mostrar o difícil acesso nessas áreas afetadas.

Equipes do governo estadual também se mobilizam para acompanhar áreas de risco verificando a qualidade do ar e as previsões meteorológicas, buscam respostas positivas para uma trégua aos incêndios.


Representação do Climatempo pelas queimadas (Foto: reprodução/GettyImages/NurPhoto)


Posição do governo

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, fala sobre a importância do combate ao fogo: “A função do gabinete de crise é otimizar o tempo de resposta para a população. Fazer com que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil cheguem o mais rápido possível ao foco de incêndio para evitar catástrofes, tragédias e situações críticas“, declarou.

O uso das aeronaves foi essencial para que as áreas com difícil acesso terrestre como em Caconde, Campo Limpo e Várzea Paulista.

Emergência no estado

Já foram registrados mais de mil focos de incêndio no mês de setembro, relata o instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado de São Paulo permanece em alerta, com a quantidade de incêndio. Os parques permanecerão fechados até o final de setembro. Em 2021, o Parque Estadual do Juquery, que abriga um grande Cerradi na região metropolitana, teve sua área verde consumida 53% consumida pelo fogo.

Desde o começo do mês, o governo tomou a decisão de fechar 79 parques e unidades de conservação temporariamente, para proteger a população, pois o risco de novos focos é grande. O estado de São Paulo enfrenta o maior crise de sua história. A Defesa Civil e as forças de segurança, contribuem em diferentes setores para evitar o pior catástrofe do estado de São Paulo.

Matéria por Náthali Oliveira (Lorena – R7)