Israel acusa Hamas de manter reféns em túneis

Na última segunda-feira (27), um general de Israel relatou que alguns dos reféns liberados pelo Hamas desde o cessar-fogo estiveram em túneis do Hamas durante até oito meses, sem acesso à luz, e sem poder ver outras pessoas.

Em 19 de janeiro iniciou-se o cessar-fogo entre Israel e Palestina. Quatro soldadas e três civis israelenses foram libertas e, em troca, Israel soltou mais de 290 palestinos.


Palestinos regressam para casa (Foto: Reprodução/X/@Timesofgaza)

Estados dos reféns segundo Israel

O Coronel Dr. Avi Banov, vice-chefe do corpo médico militar israelense, disse a jornalistas que algumas das reféns comentaram ter passado meses no subsolo, em túneis. As que mencionaram terem ficado sozinhas durante o período, sem qualquer contato humano, estavam piores do que as que estavam unidas, conta o médico.

Ao regressarem para Israel, as reféns passaram por uma série de exames, os quais estão sendo monitorados pelo exército local. No sábado (25) o Hamas informou que o bem-estar dos reféns é preservado. A Reuters, fonte desta matéria, tentou contato com o braço armado do grupo, mas não obteve retorno.

Tratamento recebido

Segundo as mulheres mantidas em Gaza, seus últimos dias foram os mais tranquilos por receberem comida melhor, acesso a banho e troca de roupa. Nos vídeos, suas condições estavam melhores, até mesmo sorrindo, nos dias que antecederam sua libertação.

Banov relatou que nenhuma mulher continha sinais de abuso ou tortura, apesar de não terem sido tratadas quanto aos ferimentos que sofreram durante o ataque efetuado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

As civis receberam alta do hospital no domingo (26), e as soldadas estão recebendo tratamento em outro centro médico. As israelenses foram libertas nos dias 19 e 25 de janeiro, respectivamente.

Reféns em Gaza

Desde outubro de 2023, mais de 250 pessoas foram mantidas reféns, e cerca da metade foi solta em novembro, durante a única trégua que aconteceu antes da guerra, quando demais foram resgatados mortos ou vivos no decorrer dos combates.

Na lista de Israel, há 90 prisioneiros em Gaza, e aproximadamente 30 foram declarados mortos à revelia. A expectativa é de que 26 pessoas, entre crianças, doentes, feridos, idosos e mulheres, sejam liberados na primeira fase do cessar-fogo, que durará seis semanas. No domingo, foi entregue pelo Hamas uma lista especificando o estado das pessoas.

De acordo com autoridades israelenses, a maioria dos que estão em Gaza devem estar vivos, e receiam pelo estado dos demais. Banov presume que os próximos liberados estejam mais doentes, fora os que vieram a óbito durante seu período no território adversário.

Palestinos retornam para o norte da Faixa de Gaza 

Milhares de palestinos deslocados pelo conflito entre Israel e o Hamas começaram a voltar para o norte de Gaza na manhã desta segunda-feira (27). A volta foi possível depois da liberação de Israel. O desbloqueio das vias foi anunciado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no domingo (26), em uma publicação na rede social X. 

A decisão ocorreu após um acordo entre o país e o Hamas. O grupo concordou em liberar a israelense Arbel Yehud e mais outras duas reféns até sexta-feira (31). Antes do entendimento, ambos os lados se acusavam de violar as tréguas e o primeiro-ministro se recusava a liberar os pontos da travessia. 

Famílias palestinas voltam para a Cidade de Gaza 

A agência de notícias Reuters registrou imagens de milhares de famílias palestinas na travessia para o norte de Gaza. Nas imagens, foi possível observar os palestinos sendo transportados por carros, caminhões e carroças, além de alguns que estavam a pé. As carroças continham colchões, alimentos e tendas que serviram de abrigo por mais de um ano.


Palestinos retornam para Gaza (Vídeo: Reprodução/Youtube/ CNN Brasil)

Apesar do clima de tensão por conta dos conflitos entre Israel e o Hamas, o retorno foi comemorado pelas famílias, que se abraçaram e tiraram fotos. Segundo testemunhas da Reuters, o primeiro ponto da travessia foi liberado às 7h do horário local (2h no horário de Brasília). Os primeiros palestinos chegaram à cidade nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira.

15 meses de conflito

A guerra entre o Hamas e Israel começou em outubro de 2023 após um ataque surpresa do grupo que resultou em 1,2 mil pessoas mortas e 251 pessoas tomadas como reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva contra o Hamas em Gaza, que neste momento está em ruínas. 

No total, mais de 46 mil palestinos foram mortos durante as operações dos militares israelenses, segundo o ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. De acordo com um estudo realizado pela ONU em novembro de 2024, 70% dos mortos são mulheres e crianças. Em relação à infraestrutura de Gaza, a ONU afirmou que 68% das estradas foram danificadas ou destruídas e que 50% dos hospitais estão fechados ou funcionam parcialmente. 

 Jovem palestino esfaqueia israelense em Tel Aviv

Na tarde deste sábado, dia 18 de janeiro, um jovem palestino esfaqueou um homem israelense na rua Levontin, em Tel Aviv. Testemunhas relataram que o agressor tentou atingir outras pessoas, mas apenas um homem foi ferido.

O incidente gerou grande tumulto, e as forças armadas interditaram o local para investigação. Um civil conseguiu neutralizar o jovem, identificado como Salah Yahya, de 19 anos, oriundo da Cisjordânia. Segundo as autoridades, ele estava em Israel de forma ilegal, tendo viajado de Tulkarem para Tel Aviv. A motivação do ataque ainda é desconhecida e está sendo apurada pelas forças policiais israelenses.


A chegada da polícia até o local após o ataque (Foto: reprodução/X/g1)

Estado da vítima

A vítima, um homem de 30 anos, foi socorrida e levada ao hospital Ichilov. Inicialmente, seu estado era grave, mas ele não corre mais risco de vida e está estável, conforme informações médicas divulgadas.

As informações iniciais sobre o incidente foram fornecidas à imprensa pelo civil que neutralizou Salah Yahya. O ataque reforça a complexidade do cenário de segurança em Israel e na Cisjordânia, especialmente em um momento tão delicado, com negociações de paz em curso e esforços internacionais para encerrar a violência que tem marcado a região.

O cessar-fogo

O ataque ocorreu em um momento de grande tensão, às vésperas de um acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, programado para entrar em vigor às 3h30min (horário de Brasília) deste domingo, dia 19 de janeiro.

Esse acordo tem como objetivo pôr fim a um conflito que já dura 17 meses, com um plano dividido em fases de transição para a estabilização da região. O acordo foi mediado com o apoio de potências internacionais e propõe um plano dividido em fases de transição, para a estabilização da região.

A primeira fase estabelece o fim imediato de ações militares, como ataques aéreos por parte de Israel e lançamentos de foguetes pelo Hamas. Em seguida, as partes se comprometerão a reduzir progressivamente o bloqueio imposto a Gaza e a implementar medidas para apoio e assistência

Além disso, está prevista a retomada de negociações políticas para abordar questões mais amplas, como o status de Gaza e a busca por uma solução mais rigorosa para o conflito. Apesar do otimismo com o acordo, ainda há ceticismo, já que cessar-fogo anteriores foram interrompidos por novas hostilidades.

Israel e Hamas chegam a um cessar-fogo após 17 meses de guerra

Depois de um longo e doloroso período de 17 meses de conflito, que deixou um saldo devastador de quase 48 mil mortes, Israel e Hamas finalmente chegaram a um acordo de cessar-fogo. O pacto, anunciado nesta quarta-feira (15), e previsto para entrar em vigor no próximo domingo (19), reacende a esperança de paz para milhões de pessoas afetadas pela violência.

O cessar-fogo não é apenas uma trégua temporária, mas um esforço para criar um caminho para o fim definitivo do conflito. Entre os pontos principais do acordo estão a libertação de reféns de ambos os lados e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza.


Cessar-fogo entre palestinos e israelenses (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

O início do resgate

Na primeira fase do acordo, o Hamas se comprometeu a libertar 33 reféns israelenses e estrangeiros, em troca de centenas de palestinos presos em Israel. Para muitas famílias, a notícia traz alívio, mas também a angústia de esperar pela libertação de todos os cativos.

“Estamos muito felizes, mas isso é só o começo. Queremos que todos os reféns voltem para casa”, desabafou Arnon Cohen, amigo de dois israelenses capturados pelo Hamas no ataque de 7 de outubro de 2023.

Em frente ao Museu de Arte de Tel Aviv, no chamado “Praça dos Reféns”, amigos e familiares dos cativos celebram a notícia, enquanto mantêm a pressão sobre o governo israelense para garantir o retorno de todos.

No lado palestino, a população de Gaza também recebeu o anúncio com esperança e alívio. Em Khan Younis, uma das cidades mais destruídas pelos bombardeios, os moradores se reuniram para expressar otimismo com a trégua.

“Queremos apenas viver em paz, sem bombardeios ou destruição. Espero que possamos voltar às nossas casas e recomeçar”, disse Abdallah Al-Baysouni, deslocado após a ofensiva israelense.

Outro ponto celebrado pelos palestinos é o aumento da ajuda humanitária prometida no acordo. Gaza enfrenta uma crise severa, e muitos moradores dependem de alimentos, remédios e outros itens básicos para sobreviver.


Destruição da cidade de Gaza, cessar-fogo entre Israel e Hamas (Foto: reprodução/Pinterest/@usnewspe)

Detalhes do acordo

O cessar-fogo, mediado por Catar, Egito e Estados Unidos, inclui várias etapas, entre elas, Israel começará a retirar suas tropas de Gaza em fases, mas manterá controle em áreas estratégicas, como a fronteira com o Egito, para impedir o contrabando de armas. Assim como haverá uma entrada significativa de alimentos, medicamentos e outros suprimentos essenciais no território.

Sobre o futuro da cidade, ainda não está claro quem administrará a região após o conflito. Israel descarta o retorno do Hamas ao poder e também rejeita a Autoridade Palestina como única responsável.

Uma guerra marcada pela dor

O conflito teve início em outubro de 2023, devastou a Faixa de Gaza e matou mais de 46 mil pessoas, entre as quais mulheres e crianças. Em Israel, 1.200 pessoas foram mortas. Apesar do avanço das negociações, existem ainda muitas incertezas. A comunidade internacional está pressionando no sentido de uma solução duradoura, mas os desafios para o cumprimento do acordo são imensos.

Para os envolvidos, o cessar-fogo constitui uma chance para interromper o ciclo de violência. “É um pequeno passo para o futuro de paz”, disse o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman.

Enquanto isso, em Tel Aviv e no Gaza, famílias aguardam ansiosamente um fim ao conflito que leva de volta seus entes queridos e concede a ambas as populações a possibilidade de reconstruir suas vidas.

Israel e Hamas: acordo de cessar-fogo põe fim a mais de 460 dias de guerra

Nesta quarta-feira (15), o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, declarou que o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrará em vigor no domingo (19). No entanto, ele destacou que as negociações sobre os detalhes da implementação continuam em andamento. Israel informou que alguns pontos ainda precisam ser definidos, e uma votação no governo israelense está marcada para quinta-feira.

O acordo inclui um cessar-fogo temporário que, por enquanto, interromperá a destruição em Gaza, juntamente com a libertação de 94 israelenses mantidos em cárcere, e cerca de 10 mil prisioneiros palestinos. Além disso, permitirá que os palestinos deslocados retornem às suas casas, embora muitas delas tenham sido destruídas pela força israelense.


Anúncio do Primeiro Ministro do Qatar feito em conferência. (Vídeo: reprodução/Youtube/ABC News)


O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, interrompeu sua viagem à Europa, para retornar ao país e participar de uma reunião do governo sobre o cessar-fogo, marcada para quinta-feira (16). O ministro da Cultura e Esportes, Miki Zohar, afirmou que votará a favor do acordo, considerando ser dever de todo ministro apoiar a medida.

Mais cedo, o Hamas divulgou uma declaração sobre uma reunião entre um de seus líderes, Mohammed Darwish, e Ziad al-Nakhalah, chefe do grupo Jihad Islâmica, destacando os esforços conjuntos para o sucesso das negociações.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, acolheu positivamente a notícia do acordo, afirmando: “Nossa prioridade deve ser aliviar o tremendo sofrimento causado por este conflito. Peço a todas as partes que facilitem o socorro humanitário rápido, desimpedido e seguro para todos os civis necessitados.”

Fases do Acordo

O acordo de cessar-fogo será implementado em duas fases. Na primeira fase, Hamas concordou em libertar 33 prisioneiros israelenses, incluindo mulheres, crianças e civis com mais de 50 anos. Em contrapartida, libertará um número maior de prisioneiros palestinos. Além disso, as forças israelenses irão se retirar das áreas residenciais de Gaza, limitando sua presença a, no máximo, 700 metros dentro da fronteira de Gaza.

Outra medida importante será a permissão para o retorno de civis ao norte de Gaza, além do aumento significativo na ajuda humanitária, com até 600 caminhões podendo entrar diariamente no enclave. Também será autorizado que palestinos feridos deixem Gaza para tratamento médico, com a passagem de Rafah sendo aberta em até sete dias, após o início da implementação dessa primeira fase.

O acordo também prevê a redução da presença militar israelense no Corredor Filadélfia, a área de fronteira entre Gaza e o Egito, com a retirada completa das forças israelenses até o 50º dia pós-implementação do cessar-fogo.

Na segunda fase, caso todas as condições sejam atendidas, o Hamas comprometer-se-á a liberar todos os prisioneiros israelenses restantes, que são, em sua maioria, soldados. Em troca, Israel libertará mais prisioneiros palestinos. A segunda fase culminará com o início da retirada total das forças israelenses de Gaza.

Reações e Expectativas

Até o presente momento, nem Israel nem o Hamas confirmaram oficialmente o acordo, mas fontes próximas às negociações disseram à National Public Radio (NPR), que ambas as partes concordaram com um cessar-fogo provisório, procurando encerrar mais de 15 meses de combate intenso.

Segundo a Al Jazeera, veículos de mídia israelenses relataram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se dirigirá ao público, até que a votação sobre o cessar-fogo seja concluída e os processos formais sejam finalizados.


Anúncio Oficial do Presidente dos Estados Unidos para a imprensa. (Vídeo: reprodução/Youtube/ABC News)


Está prevista para amanhã uma reunião importante no gabinete de segurança de Israel. O acordo estabelece uma pausa no combate, mas ministros de extrema-direita temem que a guerra possa ser retomada após a primeira fase. “O público israelense quer um acordo de cessar-fogo para trazer de volta os prisioneiros, não para acabar com o sofrimento do povo palestino”, afirmou a repórter Hamdah Salhut.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, pronunciou-se nesta tarde, confirmando as tratativas de cessar fogo entre os dois países e que está em contato com os presidentes do Kuwait e Egito, para garantir que as negociações saiam nos conformes.

Israel bombardeia Iêmen como forma de retaliação

Aviões israelenses realizaram bombardeios no Iêmen nesta sexta-feira (10), atingindo uma usina elétrica e dois portos controlados pelos Houthis. A ofensiva foi uma retaliação aos ataques de drones lançados pelos Houthis contra Israel e um porta-aviões norte-americano no Mar Vermelho nos últimos dois dias.

Portos e infraestrutura atingidos

Os ataques israelenses deixaram uma pessoa morta e nove feridas. O porto de Ras Issa foi atingido, assim como o de Hodeidah, alvo de nove bombardeios. A província de Amran também sofreu ataques. Segundo a empresa britânica Ambrey, Israel buscava atingir instalações de armazenamento de petróleo, mas nenhum navio mercante foi danificado.

Em outro ataque, 13 bombardeios foram direcionados à estação central de energia na capital do Iêmen, Sanaa. A ação deixou três pessoas gravemente feridas, destruiu casas e causou danos significativos à infraestrutura local.


Pessoas saindo de lugar devastado por bombardeios em Iêmen (Foto: reprodução/X/@g1)

Tensão crescente no Oriente Médio

O Exército israelense afirmou que os alvos atingidos são considerados fontes de energia que sustentam o “regime terrorista” dos Houthis.

Nos últimos dias, os Houthis intensificaram ataques contra Israel, disparando três drones em direção a Tel Aviv, além de alvejar um porta-aviões norte-americano na região.

O conflito entre Israel e os Houthis aumenta a tensão no Oriente Médio, já marcada por disputas geopolíticas e ações militares na região do Mar Vermelho. A escalada de violência ameaça ampliar o impacto humanitário no Iêmen, um país que já enfrenta uma grave crise humanitária devido a anos de guerra.

O cenário agrava as preocupações internacionais sobre a estabilidade na região e a segurança do comércio marítimo, especialmente em áreas estratégicas como o Mar Vermelho.

O crucial como o Mar Vermelho, um corredor estratégico para o transporte global de petróleo e mercadorias. A intensificação das hostilidades também pode atrair a participação de outras potências regionais e globais, complicando ainda mais as tentativas de mediação e resolução de conflitos.

Além disso, a comunidade internacional teme que os confrontos entre Israel e os Houthis possam desviar a atenção dos esforços para mitigar a crise humanitária no Iêmen, onde milhões de pessoas continuam a enfrentar fome, deslocamento e falta de acesso a serviços básicos. Organizações humanitárias alertam que a escalada do conflito pode dificultar a entrega de ajuda vital à população iemenita, agravando ainda mais o sofrimento das comunidades mais vulneráveis.

Atentado em Moscou: Ucrânia reivindica morte de general russo Igor Kirillov

 Nesta terça-feira, (17) de dezembro, o tenente-general Igor Kirillov, chefe das forças de defesa nuclear, biológica e química da Rússia, morreu em um atentado a bomba em Moscou. O ataque aconteceu quando um explosivo, escondido em uma scooter elétrica estacionada na entrada de um edifício residencial, foi detonado remotamente, resultando na morte de Kirillov e de seu assistente. 

General deixava edifício quando houve a explosão

Segundo o site G1, o comitê de Investigação informou que: “Um artefato explosivo colocado em uma scooter estacionada perto da entrada de um imóvel residencial foi ativado na avenida Riazanki em Moscou”, e terminou dizendo, “O comandante das forças russas de defesa radiológica, química e biológica, Igor Kirillov, e seu adjunto morreram”.


Local do atentado que matou general Igor Kirillov( Foto: reprodução/Alexander Nemenov/ Uol News)

Kirillov foi acusado de usar armas químicas proibidas

Segundo a SBU, o general já tinha sido acusado de usar armas químicas proibidas durante a invasão militar russa em território ucraniano, que iniciou em 2022. De acordo com informações desta terça-feira, o ataque teve como alvo uma autoridade russa desde 2022, quando se iniciou a guerra.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) reivindicou a responsabilidade pela ação, classificando Kirillov como um “alvo legítimo”. Segundo a SBU, o general teria desempenhado um papel ativo no suposto uso de armas químicas contra tropas ucranianas durante o conflito em curso entre os dois países. Desde 2017, o general Kirillov comandava as forças russas especializadas em defesa radiológica, química e biológica, sendo uma figura central na estratégia militar de Moscou. Seu nome constava em listas de sanções de países ocidentais devido a alegações de envolvimento em violações de convenções internacionais sobre armamentos proibidos.

O evento gera preocupações sobre a segurança interna em Moscou e a resposta de Vladimir Putin, em um momento delicado das relações russo-ucranianas. A morte de Kirillov pode ter implicações significativas no cenário militar e político da região.

Alianças entre rivais dos EUA estão na pauta de Biden e Trump

Nesta quarta-feira (11), a Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um memorando confidencial de segurança naciona,l detalhando o caráter ascendente da cooperação entre os principais rivais do país, como Rússia, Coreia do Norte, Irã e China. O documento, concluído antes da vitória de Donald Trump à presidência, foi elaborado como um guia estratégico para auxiliar a próxima administração no enfrentamento desses desafios internacionais.

Desenvolvido entre julho e setembro, por funcionários da administração Biden, o memorando serve como um guia de auxílio governamental para a estruturação de uma abordagem a respeito dos estreitamentos de relações entre os principais adversários dos Estados Unidos.

Recomendações principais do documento

O documento traz em sua estrutura quatro principais recomendações, segundo a agência de notícias, Associated Press: o aprimoramento da cooperação entre agências governamentais dos EUA, a aceleração do compartilhamento de informações com aliados sobre os adversários, a calibragem do uso de sanções econômicas e o fortalecimento em preparação para crises simultâneas.

Autoridades também ressaltaram, segundo a Associated Press, que o texto manterá a confidencialidade, não sendo divulgado publicamente devido à sensibilidade de suas conclusões.

Monitoramento da aliança

O estreitamento das relações entre os quatro países vem sendo monitorado há anos, intensificando-se após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Nesse contexto, a Rússia buscou apoio militar do Irã, recebendo drones e mísseis; e da Coreia do Norte, que forneceu armamento bélico e tropas, além de auxiliar a repressão das forças ucranianas na região de Kursk, ocupada pela contraofensiva ucraniana.


Ataque russo em território ucraniano (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Em troca, a Rússia tem contribuído com tecnologia militar e aeronaves para o Irã, enquanto fortalece suas trocas técnico-militares com a China e abastece financeiramente a expansão bélica da Coreia do Norte, considerada com um “estado nuclear”.

Além disso, Rússia e China têm feito um trabalho de patrulha conjunta em regiões estratégicas, como o Ártico. Essas alianças representam desafios significativos para a política externa e a segurança dos EUA, exigindo do governo uma abordagem coordenada e eficaz.

Junção Biden x Trump

Apesar das diferenças políticas, as administrações Biden e Trump estão alinhadas na transição de informações sobre segurança nacional. Segundo fontes do governo, o objetivo do documento é fortalecer as capacidades estratégicas do próximo governo, sem impor diretrizes específicas, mas oferecendo uma base sólida para decisões futuras.

Os funcionários ouvidos pela Associated Press afirmaram que o memorando aprovado por Biden “não está tentando prender (a administração Trump) ou incliná-los para uma opção de política ou outra”.


Biden durante evento na Casa Branca (Foto: reprodução/Samuel Corum/Getty Images Embed)


A crescente cooperação entre os principais adversários dos EUA reflete uma nova dinâmica no cenário global, exigindo ações estratégicas para mitigar os riscos dessas alianças.

Pelo menos 218 pessoas foram mortas em conflito na Síria, afirma ONG

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), ONG com sede no Reino Unido, afirmou nesta terça-feira (10), que pelo menos 218 pessoas foram mortas em um conflito na região, as mortes teriam ocorrido em um período de três dias. A disputa começou após grupos apoiados pela Turquia e curdos aproveitarem os resultados da ofensiva do grupo Hayet Tahrir al-Sham (HTS) contra o regime de Bashar al-Assad. O regime do então presidente sírio caiu após uma ofensiva apoiada pelas forças militares de Israel.

Temores

Com a queda do regime de Bashar al-Assad, há temores de que a Síria possa entrar em um período ainda mais tenso, uma vez que há diversas forças com interesse no território. O regime de Assad, que iniciou com o seu pai, Hafez al-Assad, começou em 2011 após a Primavera Árabe. Em seus últimos dias o regime apoiou o grupo Hezbollah, que está em conflito com as forças de Israel.


Forças de Israel destruíram equipamentos militares da Síria. (Foto: reprodução/ X/ @MonicaLaredo2)

O governo enfrentou diversas crises por conta de corrupção e falta de apoio popular, porém mantinha um grande poder e influência militar na região. Com o vácuo de poder, outros grupos na região iniciaram uma disputa pelo controle do território, o que tem causado destruição e mortes. Os combates estão concentrados nas regiões de Raqqa e Manbij.

As forças curdas, minoria étnica na região, têm se mostrado um dos principais aliados dos Estados Unidos na região, lutando sob a bandeira de Forças Democráticas Sírias. Após a queda do regime de forças extremistas, os curdos aproveitaram para aumentar suas áreas de influência na região.

Conflitos regionais

A região do Oriente Médio sofre com diversas disputas entre grupos extremistas ou políticos. Os combates se intensificaram após o início do conflito entre palestinos e israelenses, onde há o embate entre as forças de Israel e o grupo palestino Hamas. Nas últimas semanas a Síria foi atacada pelo menos 480 vezes pelas forças israelenses.

Trump promete retaliação severa se reféns em Gaza não forem libertos até sua posse

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas declarações sobre o conflito na Faixa de Gaza, enviando um recado direto aos grupos palestinos que mantêm reféns desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Em publicação na rede social, Truth Social, nesta segunda-feira (2), Trump afirmou que, caso os reféns não sejam libertos até 20 de janeiro de 2025, data de sua posse, “os responsáveis ​​serão atingidos com mais força do que qualquer outro na longa e célebre história dos Estados Unidos da América, libertem os reféns agora!”.


O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


“Se reféns não forem libertados antes de 20 de janeiro de 2025, data em que assumirei com orgulho o cargo de presidente dos Estados Unidos, vão pagar caro no Oriente Médio aqueles que cometeram essas atrocidades contra a humanidade”

Além disso, o Trump ainda prometeu apoio firme a Gaza e a Israel, país que o atual presidente Joe Biden também tem apoiado, embora com críticas ocasionais a maneira como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu conduz a ofensiva militar na faixa de gaza em 7 de outubro de 2023.

Crise humanitária

Essa declaração do presidente eleito, surge em meio à escalada de tensão na região Palestina e destaca a disposição do futuro governo americano em adotar medidas drásticas contra o palestino, Hamas. Grupo esse que foi responsável por realizar o ataque mais mortal já visto contra Israel, o que resultou em 1208 mortos, sendo a maioria civis. Além de capturarem mais de 250 pessoas, conforme registros israelenses, incluindo cidadãos israelenses e estrangeiros.

Fontes israelenses relatam que cerca de 97 reféns continuam sendo mantidas em cativeiro vivos, mas enfrentam condições precárias em cativeiro. O Hamas, por sua vez, informou que 33 reféns morreram durante a represália de Israel, que resultou na morte de mais de 44.000 pessoas em Gaza, de acordo com números do Ministério da Saúde dos territórios considerados confiáveis pela ONU.


Guerra no Oriente Médio é responsável pelo sumiço de diversos cidadãos (Foto: reprodução/Sean Gallup/Getty Images Embed)


Joe Biden adotou uma postura de apoio crítico ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A insistência de Netanyahu em continuar a guerra até a erradicação completa do Hamas tem sido alvo de críticas internacionais, principalmente por rejeitar qualquer possibilidade de trégua, ocasionando protestos dentro de Israel que pedem negociações para um cessar-fogo e a liberação dos reféns.

Futuro do conflito

Com a posse de Trump se aproximando, o impasse sobre os reféns promete se tornar um ponto central na política internacional, na diplomacia e no conflito na região, mantendo o mundo em alerta para os desdobramentos dessa questão.

O grupo Hamas exige o fim das operações militares de Israel e a retirada total das forças israelenses de Gaza como condição para libertar os reféns. Netanyahu, no entanto, rejeita categoricamente.

O conflito, que já resultou em mais de 44.400 mortes de palestinos e no deslocamento de grande parte da população de Gaza, vem criando uma situação humanitária sem precedentes.  A situação agrava quando se pensa no alerta para a falta de alimentos, medicamentos e as possíveis doenças na população fora de seu território.

A expectativa em torno das ações do futuro governo americano mantém o mundo em alerta.