Governo Trump defende monitoramento de redes sociais de imigrantes 

O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), através de suas redes sociais, informou nesta quarta-feira (09), que passará a monitorar as redes sociais de solicitantes de vistos permanentes a fim de conceder ou não tais vistos. O objetivo do USCIS é verificar publicações antissemitas e identificar o que classificou de “simpatizantes de terroristas”. 

Em sua publicação, o departamento informa que tais medidas visam a Segurança Nacional e de judeus residentes nos EUA . Salienta, ainda, que “simpatizantes terroristas do mundo” não são bem-vindos ao país, mesmo que tentem se respaldar na constituição americana. 

A medida abrange cidadãos que possuem vistos de estudantes e, também, solicitantes de “Green Card”, possuidores de vistos temporários. 

A ação adotada pelo (USCIS) gerou críticas de especialistas e defensores dos direitos humanos, uma vez que não há informações claras sobre o que seria considerado “discurso antissemita” e quem poderia ser classificado como “simpatizante” de grupos, denominados pelos EUA, como terroristas. 

As críticas também levam em conta até que ponto a vigilância realizada pelo Governo Trump sobre as atividades de civis, estaria preservando  a Segurança Nacional ao comprometer a liberdade de expressão assegurada pela Constituição dos EUA. 


Monitoramento de Trump à imigrantes (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNBrasil)

Em sua publicação o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), não dá mais informações de quando ou como essa vigilância ocorreria. 

Revogação de vistos de estrangeiros 

O Secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, em entrevista à repórteres, no último dia 27 de março (2025), confirmou a revogação de mais de 300 vistos de estudantes  e  visitantes estrangeiros. Em sua declaração, informou, ainda, que assinou cada uma das revogações.

Segundo Rubio, a ação foi necessária uma vez que tais estudantes estavam envolvidos em “atividades contrárias aos interesses nacionais”.  Ainda, de acordo com o Secretário de Estado, são manifestantes que ingressam no país solicitando visto de estudante e lideram movimentos que trazem perturbação às Universidades. 


Revogação de mais de 300 vistos de estrangeiros (Vídeo: reprodução/Youtube/@@DRMNewsPortuguese) 

Marco Rubio, finaliza sua entrevista, declarando que os EUA cancelarão vistos de qualquer um que perturbe a ordem nacional, causando distúrbios e vandalizando edifícios. 

Os questionamentos a Rubio ocorreram após uma estudante da Turquia, Rumeyse Oztuk, que fazia doutorado nos EUA, ter seu visto de estudante revogado por participar de manifestação de apoio à Palestina, contra Israel e a Guerra em Gaza.

Promessa de campanha

Durante a campanha para assumir pela segunda vez a presidência dos EUA, o presidente Donald Trump defendeu a reformulação da Política de Imigração do país. Em suas falas, Trump se posicionou de forma favorável à deportação em massa de pessoas que permaneciam ilegalmente nos EUA.

Desde quando assumiu a presidência neste ano (2025), o Governo Trump tem realizado várias deportações, recebendo críticas da comunidade internacional, uma vez que, muitas destas deportações estão em desacordo com políticas relacionadas aos Direitos Humanos. 

Segundo especialistas, a maneira como o presidente Donald Trump tem conduzido o processo de revogação de vistos e deportado cidadãos estrangeiros, ferem acordos internacionais e o direito de liberdade de expressão garantido por Lei. 

Cartão imigratório: Donald Trump mostra “cartão ouro” que dará direto a cidadania americana por 28 milhões

Nesta quinta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos apresentou o “Golden Card” ou “Cartão de Ouro”, que concederá a empresários o direito à cidadania americana por US$ 5 milhões (cerca de 28 milhões de reais). O documento, anunciado pelo republicano, começará a ser comercializado a partir da próxima semana.

O cartão funcionará como uma alternativa ao visto EB-5, criado nos anos 1990 para atrair investidores estrangeiros. “Eles serão ricos e bem-sucedidos, gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muitas pessoas. Acreditamos que terão grande sucesso”, declarou Trump.

Segundo o presidente, a criação do Cartão Dourado faz parte de uma estratégia alinhada às políticas de controle imigratório do governo. Desde seu retorno ao cargo, ele tem implementado leis mais rígidas para a fiscalização das fronteiras e a deportação de imigrantes ilegais. Trump ainda afirmou que o benefício será concedido a empresários estrangeiros que se cadastrarem e forem aprovados no programa de cidadania, acrescentando que foi o primeiro a adquiri-lo.

Como funcionará

Com o objetivo de estimular a economia, o governo Trump lançou o “Golden Card”, um visto destinado a estrangeiros dispostos a pagar US$ 5 milhões para garantir sua permanência no país. Os aprovados receberão o documento ainda em seus países de origem.

Em fevereiro, ao anunciar o programa, Trump destacou que o novo cartão substituirá o visto EB-5. Segundo o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, a iniciativa busca reformular o processo de obtenção da residência permanente para investidores internacionais.

Atualmente, empresários que aplicam recursos em negócios nos EUA ou geram ao menos 10 empregos para cidadãos americanos podem solicitar o visto de permanência. Com a nova proposta, todos os candidatos precisarão apresentar uma solicitação ao governo e passar por uma avaliação criteriosa. Lutnick também ressaltou que empresas americanas poderão usar o programa para contratar profissionais qualificados do exterior.


Donald Trump (Foto: reprodução/X/@thewhitehouse)


Políticas anti-imigração

Desde que reassumiu a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump tem adotado medidas mais rigorosas contra imigrantes ilegais. De acordo com dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA, apenas no primeiro mês de seu mandato, 37,6 mil pessoas foram deportadas. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu realizar a maior deportação da história do país.

Venezuelanos alegam maus tratos em centro de detenção nos EUA

Venezuelanos deportados nos Estados Unidos alegaram ter sofrido maus tratos em centros de detenção. Eles dizem que seus direitos básicos não foram respeitados e que foram agredidos, tanto moralmente, quanto fisicamente, afirmando até mesmo que foram tratados como criminosos e escravos.

O caso de maus tratos

Imigrantes venezuelanos deportados dos Estados Unidos, fizeram reclamações, afirmando que enquanto estavam em centro de detenção, sofriam maus tratos das autoridades do local. Foi dito que as condições enfrentadas violam os direitos humanos básicos.

Nesta segunda-feira (24), em um vídeo postado no Telegram, pelo Ministro das Comunicações da Venezuela, Freddy Nanez, cidadãos venezuelanos fizeram relatos sobre o que passaram durante detenção nos EUA. Um dos relatos afirmou que os deportados para a Venezuela tiveram seus direitos violados e passaram por muitos traumas psicológicos, emocionais e físicos.

Em um voo de repatriação rumo ao seu país de origem, os venezuelanos foram vistos cantando seu hino nacional e canções folclóricas tradicionais, durante todo o trajeto de volta.


Migrantes venezuelanos saindo do avião que os levou para sua terra natal (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Outro deportado também alegou que chegaram a ser tratados como criminosos e escravos, apesar de não terem cometido nenhuma infração.

Não cometemos nenhum crime, nem sequer recebemos uma multa, e eles nos trataram como criminosos simplesmente porque temos tatuagens com os nomes dos nossos filhos”, afirmou o venezuelano.

Os voos impedidos

Em outro caso, um grupo com 199 migrantes venezuelanos que foram deportados dos Estados Unidos conseguiram retornar a Caracas nesta segunda-feira (24), após os dois países terem chegado a um acordo para à volta dos seus cidadãos, que haviam sido impedidos de retornar à sua terra natal.

Os EUA acusaram a Venezuela de recusar os voos de deportação. Em contrapartida, os venezuelanos acusaram os americanos de fazer esse bloqueio.


Venezuelano voltando a seu país (Foto: reprodução/Ivan McGregor/Anadolu/Getty Images Embed)


A Venezuela também nega a participação de seus migrantes em gangues, que foram erradicadas, segundo o governo americano. Os advogados e familiares dos migrantes deportados também negaram participação em gangues, dizendo ainda que o motivo da deportação foram suas tatuagens.

Governo americano vai revogar visto de estrangeiros que viviam nos EUA

Donald Trump continua na missão contra imigrantes. Na sexta-feira (21), o governo dos EUA comunicou que irá revogar o status legal de 530 mil imigrantes latino-americanos, incluindo cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos, que estavam protegidos por um programa de asilo criado pelo governo de Biden. A medida de Donald Trump traz uma nova leva de deportações em massa e pode ser a maior desde o início do governo.

O fim do programa de asilo e as consequências

O programa iniciou em 2022, especialmente para venezuelanos e foi expandido em 2023 para cubanos, haitianos e nicaraguenses. O programa permitia que os cidadãos desses países obtivessem vistos temporários nos EUA, com a condição de ter patrocinadores norte-americanos que arcassem com a viagem.

Esse visto era válido por dois anos e possibilitava a entrada legal desses imigrantes por via aérea, uma medida que visava oferecer uma alternativa à imigração ilegal, especialmente considerando as altas taxas de deslocamento irregular para os EUA.

Contudo, a administração Trump considera esse programa uma violação das leis federais e decidiu revogá-lo. A revogação do status legal entrará em vigor no dia 24 de abril. Essa decisão coloca esses imigrantes em uma situação vulnerável, pois, sem esse status, muitos podem ser alvo de deportação se não regularizarem sua situação antes do prazo.

Trump e as deportações


Donald Trump responde perguntas sobre suas decisões contra imigrantes (Reprodução/Instagram/@abcnews)


Desde seu retorno à Casa Branca, o presidente Donald Trump implementou políticas imigratórias rigorosas que refletem sua postura firme contra imigrantes. Trump tem buscado expandir as operações de deportação.

Em janeiro, ele assinou ordens que aumentaram as deportações e suspenderam a entrada de refugiados, propôs o fim da cidadania automática para filhos de imigrantes e recentemente, o presidente chegou a tentar usar uma lei extrema utilizada apenas em guerras, para deportar venezuelanos. E em fevereiro, os brasileiros que foram deportados, desembarcaram no país acorrentados e algemados, alegando vários maus tratos durante a viagem.

Papa Francisco critica políticas de deportações em massa

O Papa Francisco criticou as políticas de deportações em massa, expressando uma profunda preocupação com as medidas do presidente dos EUA, Donald Trump. Em sua carta aos bispos norte-americanos, disse que essas ações representam uma crise que ameaça a dignidade humana. Também pediu aos fiéis que rejeitem narrativas discriminatórias contra imigrantes e refugiados.

Defesa da dignidade humana

No documento, o Papa reforçou a necessidade de ver os imigrantes e refugiados como pessoas em busca de dignidade, não como ameaças à segurança. “Nenhum ser humano deve ser reduzido a um problema a ser eliminado. Precisamos de soluções que respeitem a dignidade e os direitos de todos”, escreveu. Ele destacou que a migração é um fenômeno humano e que respostas rígidas, baseadas apenas na força, não resolvem os desafios envolvidos.


Papa Francisco preside a Missa no domingo (26), na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: reprodução/Franco Origla/Getty Images Embed)


Em outros momentos, Francisco já havia se manifestado contra barreiras físicas e políticas migratórias que fossem restritivas. Novamente o Papa Francisco critica as políticas de deportações em massa, enfatizando a importância de acolher aqueles que fogem das guerras, da fome e de perseguições.

Reações e impactos

Os debates sobre imigração continuam sendo um dos temas mais polêmicos nos EUA e a fala do Papa pode influenciar a postura de líderes religiosos e políticos ao redor do mundo. Especialistas indicam que a crítica do pontífice pode gerar impacto significativo entre os fiéis católicos que apoiam o presidente.

O posicionamento do Papa Francisco gerou uma forte reação nos círculos conservadores dos EUA. Os aliados de Trump argumentam que as políticas de deportação adotadas visam proteger os empregos de cidadãos norte-americanos e reforçar a segurança do país. O presidente Trump não se pronunciou ainda, no entanto, membros de sua administração criticaram o vaticano pelo envolvimento em questões políticas do país.

Donald Trump teria libertado imigrantes brasileiros, dizem fontes

Nesta segunda-feira (3), foi divulgado que duas fontes teriam informado sobre a soltura de alguns imigrantes que haviam sido presos no início do mandato de Donald Trump. Segundo a informação, os brasileiros teriam sido soltos por não haver espaço nas prisões. Apesar disso, o serviço de imigração pode rastreá-los por estarem com tornozeleiras ou pulseiras eletrônicas, em qualquer local em que estejam presentes.

Centros de detenção

De acordo com Tom Homan, o responsável por controlar a imigração, indicado por Donald Trump, é necessário fazer mais centros de detenção para poder prender os imigrantes que estão ilegalmente nos Estados Unidos, ele estaria solicitando ao governo, um financiamento adicional para poder construir mais locais, considerando as necessidades, frente a situação atual no país, além disso, o governante atual já deixou claro que irá aumentar o espaço da Baia de Guantánamo.


Tom Homan, em 29 de janeiro de 2025, retornando a Casa Branca após ser entrevistado na TV no North Law(reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Imigrantes ilegais

Na última semana, 7.500 brasileiros haviam sido detidos no país. O governo americano, já enviou 109 voos de deportação, sendo 65 deles ainda durante o mandato de Joe Biden, e mais 44 no governo de Trump. No relatório produzido por Tom Cartwright, é informado que oito aviões, quatro deles com destino para Guatemala e outros com destino para Honduras, Equador e Peru, eram Boeing C-17 da força aérea americana.

Construção de mais centros

Os fuzileiros dos Estados Unidos já começaram a trabalhar para expandir os centros de detenção no local em questão. Conforme Kristi Noem, a secretária de segurança interna do país, presidido por Trump, já informou que não existe planos para manter os imigrantes presos por tempo indeterminado, na localidade em que eles estão sendo mantidos.

Ainda não se sabe, quantas pessoas de fato foram soltas entre as 7.500 que foram presas.

México cria centros de imigração para as deportações em massa dos EUA

Rosa Icela Rodríguez, Ministra do Interior do México, anunciou nesta terça-feira (28), durante a conferência La Mañanera del Pueblo, que os dez centros de acolhimento destinados aos mexicanos deportados dos Estados Unidos já estão em funcionamento, mas, até o momento, estão vazios. O evento foi presidido pela presidente Claudia Sheinbaum.

A iniciativa prevê a instalação de dez centros de acolhimento ao longo da fronteira, com a expectativa de que quase todos os ramos do governo mexicano contribuam com serviços, como transporte de retorno às cidades de origem, cuidados médicos e a inclusão dos deportados em programas de assistência social. Entre os serviços oferecidos estão pensões, cursos de aprendizagem remunerados e cartões de auxílio financeiro.

“Estamos prontos para recebê-los deste lado da fronteira”, afirmou a ministra, em recente pronunciamento.


Presidente do México apresenta plano de acolhimento aos refugiados (Vídeo: reprodução/Youtube/Claudia Sheinbaum)


México te Abraça

A presidente Claudia Sheinbaum também participou do anúncio e ressaltou que aqueles que decidirem retornar de forma voluntária também serão repatriados.

“Os imigrantes mexicanos não são criminosos. Eles atravessaram a fronteira, contribuíram para a economia dos Estados Unidos e também para o México. São pessoas trabalhadoras, que se esforçam todos os dias para progredir. Hoje, o México os espera”

Claudia Sheinbaum

Até o momento, abrigos já foram construídos em Ciudad Juárez, na fronteira com El Paso, no Texas, e os primeiros centros estão em construção em Nogales, no México, em frente à cidade homônima do estado do Arizona, além de Piedras Negras e Matamoros. A informação foi confirmada pela Associated Press.

Em comunicado oficial, a presidente mencionou que o número de deportações na terça-feira foi inferior à média diária de 500, do ano anterior, e que os abrigos estavam menos ocupados em comparação ao mesmo período de 2024, quando o número de imigrantes aumentou significativamente.

México e EUA

O governo de Claudia Sheinbaum se antecipou às ordens executivas de Washington e condenou a adoção de medidas unilaterais” no contexto da relação bilateral. O México já se prepara para mitigar os impactos dos recentes anúncios de Washington.

A presidente anunciou, semanas atrás, que um dos principais pontos da negociação com o governo de Donald Trump será evitar que o México tenha que absorver toda a responsabilidade pelo acolhimento dos deportados. Sheinbaum afirmou que o país só assumirá a responsabilidade por um pequeno grupo de imigrantes. Autoridades mexicanas resistem à ideia de se tornar um “país terceiro seguro”, o que tem gerado críticas internas.

Entre as prioridades do governo mexicano estão os impactos dessas medidas na população nacional, especialmente entre os mais de cinco milhões de imigrantes mexicanos sem documentos, e aqueles que vivem nos Estados Unidos há muitos anos.

EUA revoga status de proteção para quase 600 mil venezuelanos 

A récem-nomeada secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, anunciou nesta quarta-feira (29), que reduzirá a duração das proteções contra deportação para aproximadamente 600 mil venezuelanos, encerrando a prorrogação do status de proteção temporária, que permitia a permanência dos imigrantes no país. A decisão ocorre enquanto o Governo Trump busca formas de intensificar as remoções de cidadãos venezuelanos, conforme informações da Fox News.

“O povo deste país quer estes imbecis (dirtbags) fora”

Kristi Noem

Além disso, Noem afirmou estar colaborando com o secretário de Estado, Marco Rubio, para encontrar soluções para deportar venezuelanos e outros imigrantes provenientes de países que limitam o número de deportações. Quando questionada sobre a possibilidade de enviar imigrantes para a base naval dos EUA em Guantánamo, Cuba, ela afirmou que essa medida está sendo considerada pela administração.


Discurso de posse feito pela secretária, na terça-feira , 28 (Vídeo: reprodução/Youtube/CBS News)


Guantánamo possui uma instalação destinada ao abrigamento de imigrantes — separada da prisão de alta segurança — que foi utilizada ocasionalmente ao longo das últimas décadas, incluindo para haitianos e cubanos interceptados no mar.

Proteção Temporária 

O Temporary Protected Status (TPS) é um programa de imigração temporária, que permite a cidadãos de determinados países viver e trabalhar nos Estados Unidos quando não é seguro retornar ao seu país de origem. O programa foi estendido para venezuelanos, devido à grave crise humanitária e política no país.

Durante a gestão do ex-presidente Joe Biden, o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, havia alertado sobre a possibilidade de redução do status no início de janeiro, antes da posse de Donald Trump, destacando a crise política e econômica em curso na Venezuela.

Os republicanos, no entanto, argumentam que o programa TPS tem se desviado de sua missão original. Noem acrescentou que, a partir de agora, o status de proteção de todos os imigrantes beneficiados pelo programa será reavaliado.

A decisão da secretária de segurança foi amplamente criticada por defensores dos direitos dos imigrantes e por líderes democratas. O congressista texano Joaquin Castro, em entrevista à NPR, chamou a medida de “ultraje”.

“Como uma nação que se considera um farol de luz, esperança e refúgio para pessoas fugindo de líderes perigosos, isso é uma traição aos nossos valores”

Joaquin Castro

Situação Imigratória

Segundo o Fórum Estadunidense de Imigração, cerca de 4 milhões de imigrantes vivem nos Estados Unidos, sendo a maioria originária da Venezuela e do México. A relação entre EUA e Venezuela tem sido marcada por conflitos diplomáticos, sanções e acusações de atividades criminosas e tentativas de golpes de Estado.


Líder da oposição da Venezuela, Edmundo Gonzalez (Foto: Reprodução/Francesco Spotorno/Getty Images embed)


Edmundo Gonzalez, líder da oposição venezuelana, pediu ao governo Trump que interrompesse as negociações com o presidente Nicolás Maduro e considerasse a remessa dos deportados para um terceiro país, conforme declarado em entrevista ao Washington Post.

O Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE), em meio à situação delicada do país, tem fornecido poucas informações sobre os imigrantes detidos recentemente, especialmente em relação a seus antecedentes criminais.

Imigrantes brasileiros alegam maus-tratos e violência durante deportação

Relatos de violência e condições desumanas de brasileiros deportados dos Estados Unidos chocaram neste sábado (25). As 84 pessoas deportados desembarcaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), em voo da Força Aérea Brasileira (FAB), após falhas técnicas em uma aeronave americana em Manaus. Entre as denúncias, os passageiros relataram agressões, ameaças, uso de algemas e pavor pela insegurança. 

Tratamento degradante e relatos de agressões

Os brasileiros que foram expulsos dos EUA alegaram experiências terríveis durante o processo de deportação. As denúncias de agressões físicas e psicológicas envolveram até mesmo crianças e mulheres.

A gente estava todo amarrado, preso: mãos, pés, barriga… Crianças estavam passando mal, desmaiando 

Matheus Henrique, de 22 anos

Donald Trump, tomou posse no início do ano, tem feito alegações agressivas contra imigrantes, intensificando o projeto de deportações. Um dos deportados alegaram que ouviram que foram tratados como “imigrantes deveriam ser tratados”. 


Reportagem do CNN relatando os maus-tratos (Vídeo: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)


Foi terrível, vim preso nos braços, nas pernas e na cintura, eles não respeitaram a gente. Bateram em nós. Disseram que iam deixar derrubar o avião e que o nosso governo não era de nada

Carlos Vinícius de Jesus, de 29 anos

A aeronave em que estavam teria apresentado problemas técnicos, causando medo e tumulto. Segundo um passageiro, alguns brasileiros pediram aos agentes americanos para sair da aeronave quando posaram para abastecer, mas o pedido foi negado e eles foram agredidos após o pedido. 

Resposta do governo brasileiro

A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, afirmou que os relatos são muito graves. Ela comenta sobre crianças autistas e deficientes, expostas a situações degradantes. O governo brasileiro repudiou o uso indiscriminado de algemas e correntes que viola os termos do acordo com os EUA.

O Ministério das Relações Exteriores vai encaminhar pedido de esclarecimento ao governo norte-americano e segue atento às mudanças nas políticas migratórias naquele país, de modo a garantir a proteção, segurança e dignidade dos brasileiros ali residentes

Governo Federal

O governo federal garantiu que acompanhará os casos e reforçou seu compromisso com a proteção dos direitos humanos, independentemente das políticas migratórias internacionais.

Avião contendo sul-americanos deportados dos EUA chega a Belo Horizonte nesta noite

Na noite desta sexta-feira (24), é previsto a chegada do primeiro voo contendo imigrantes brasileiros dos Estados Unidos. A deportação ocorre devido à política de cerco aos imigrantes no país, proposta anunciada pelo presidente Trump desde sua campanha eleitoral.

O avião de porte militar, providenciado pelo governo americano, irá aterrissar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado no município de Confins, em Minas Gerais.

Anulação da cidadania automática é interferência direta

Como parte das medidas de combate a imigração ilegal no país, Trump determinou o fim da chamada “Cidadania Automática”, que dava direito a cidadania americana para filhos de estrangeiros nascidos em solo norte-americano. Como consequência, o visto de milhares de brasileiros que se enquadravam na condição, foi anulado da noite para o dia, fazendo com que todos fossem imediatamente enviados de volta para a América do Sul.


Reportagem sobre anúncio da deportação em massa nos EUA (Post: Reprodução/X/@dw_brasil)

Após o decreto do presidente, o juiz federal John Coughenour chegou a determinar o bloqueio da ordem executiva temporariamente, alegando que a medida seria inconstitucional. Contudo, os imigrantes seguem sendo exilados do país, mesmo com a contrapartida aplicada pelo judiciário.

A medida e suas consequências

Centenas de imigrantes considerados “ilegais” foram alvo de busca e apreensão desde o começo da semana, quando o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou posse em seu segundo mandato como chefe do poder executivo. Cerca de 538 pessoas, condenadas e procurados por crimes graves, foram presas, em uma operação iniciada nas primeiras horas da manhã no horário local, e as demais seguem sendo deportadas de volta para suas casas, sem direito a defesa ou apelação.


Presidente Donald Trump (Foto: Reprodução/Mandel NGAN/AFP/Getty Images Embed)


O presidente afirma que o país esteja ficando “sobrecarregado” com a alta taxa de imigrantes presentes no território americano, fruto de um discurso já reproduzido pelos republicanos desde décadas atrás, reforçando a necessidade de ter medidas mais rígidas.