Líder rebelde houthi ameaça Israel após bombardeio em cidade portuária

Neste sábado (20), uma parte dos governantes do lêmen, os houthis, informaram que haverá vingança devido os ataques de Israel. A fala é de um dos líderes do movimento rebelde, o qual é apoiado pelo Irã.

Segundo o líder, a ação do bombardeio será “paga”. O ataque ocorreu um dia após um cidadão falecer e outras duas pessoas se ferirem na capital israelense, Tel Aviv, devido drones dos houthis.

Os drones ultrapassaram o sistema de defesa de Israel, deixando vítimas na capital, e fazendo com que Israel fizesse diversas ameaças de retaliação.

Bombardeio em Hodeida

Mohamed al-Bukhaiti, membro do Comitê Político Houthi, disse em seu perfil do X que a investida contra instalações civis da entidade sionista será respondida “escalada com escalada”.


https://twitter.com/M_N_Albukhaiti/status/1814706164430745915
Membro do Comitê Político Houthi pronuncia-se sobre o ataque de Israel em rede social (Foto: reprodução/X/@M_N_Albukhaiti)

Conforme a mídia administrada pelos houthis, e um correspondente da AFP, também neste sábado diversos bombardeios atingiram a cidade portuária iemenita controlada pelos rebeldes houthis, Hodeida.

O correspondente em Hodeida relatou ouvir diversas fortes explosões, enquanto o canal de televisão dirigido pelos rebeldes, al Masirah, contou que as instalações de armazenamento de combustível no porto sofreram inúmeros ataques.

Segundo o ministério da saúde (também administrado pelos houthi), os ataques inimigos de Israel deixaram diversos mortos e feridos, mas não houve especificidade nos números.

Israel fala sobre os drones dos houthis

Os drones utilizados foram descritos pelo exército israelense como capaz de atravessar longas distâncias, e foi detectado. Contudo, os sistemas de defesa e de intercepção não foram ativados, devido “um erro humano”. As informações foram fornecidas por um oficial militar na mesma sexta-feira do ataque, em uma entrevista coletiva.

O contra-almirante israelense, Daniel Hagari, relatou que a averiguação inicial determinou que o drone é de fabricação iraniana, e deve ter vindo do lêmen.

Os responsáveis serão retaliados decisivamente e de forma surpreendente, segundo o ministro da defesa israelense, Yoav Gallant.

Segundo os houthis, o drone chamado “Jafa” na verdade é novo, sendo capaz de burlar os sistemas do inimigo, além de não ser possível detectá-lo através de radares. Os houthis são aliados do Hamas, movimento islâmico palestino.

Um anexo da embaixada dos Estados Unidos em Israel foi atingido pela explosão de sexta-feira, narrou um jornalista da AFP. A polícia contou que um homem na faixa dos 50 anos foi atingido por estilhaços em seu apartamento, tendo sido encontrado morto posteriormente.

Kenanth Davis, um israelense que estava no hotel da frente ao que foi atingido, descreveu que tudo explodiu no quarto, e que acordou porque os tremores eram similares aos de um Boeing 747.

Campanha com Bella Hadid para Adidas é cancelada; entenda a polêmica

A modelo de ascendência palestina Bella Hadid não será mais a cara da campanha de divulgação do novo tênis Adidas Samba. O item divulgado em questão faz referência às Olimpíadas de 1972, evento no qual 11 atletas da equipe olímpica de Israel foram mortos por terroristas palestinos após serem feitos de reféns. Tendo em vista que a modelo tem ascendência palestina e é ativamente pró a causa palestina, a campanha foi cancelada devido aos comentários e repercussão negativa que contou com acusações de antissemitismo por parte da marca. 

Detalhes do caso

A modelo palestino-americana já vem sendo uma crítica de Israel em meio à guerra em Gaza há um bom tempo, denunciando os ataques feitos aos civis palestinos. Logo, o seu envolvimento com um item comemorativo ao evento em questão que acabou ficando marcado pelas mortes, causou polêmica no Comitê Judaico Americano. Segundo o TMZ, o comitê criticou a Adidas pelo que foi chamado de “erro flagrante”, dizendo: “Para a Adidas escolher uma modelo anti-Israel para relembrar essas Olimpíadas sombrias é um descuido massivo ou intencionalmente inflamatório. Nenhum dos dois é aceitável”.


Campanha com a modelo Bella Hadid para o novo Adidas Samba (Foto: reprodução/Adidas/Divulgação)


Pedido de desculpas

Em comunicado da Adidas, a marca emitiu um pedido de desculpas pelo suposto discurso antissemita dizendo: “estamos conscientes de que foram feitas conexões com eventos históricos trágicos – embora sejam completamente involuntários – e pedimos desculpas por qualquer transtorno ou angústia causados (…) acreditamos no esporte como uma força unificadora ao redor do mundo e continuaremos nossos esforços para promover a diversidade e a igualdade em tudo o que fazemos”, A Adidas também afirma que estão revisando o restante da campanha por conta da repercussão negativa do episódio, mas ainda não divulgou quais serão as mudanças. 

Israel convoca primeiros ultraortodoxos para as Forças Armadas após decisão controversa

O governo israelense anunciou que irá começar a convocação de jovens ultraortodoxos para o serviço militar, a começar no próximo domingo (21). Alguns acreditam que essa decisão pode enfraquecer a coalizão responsável por manter Benjamin Netanyahu no poder como primeiro-ministro de Israel.

Decisão histórica

Resultante de um descontentamento da população, o Supremo Tribunal do país resolveu por convocar os jovens religiosos a se alistarem para o serviço militar, uma vez que, por um acordo político, esses homens estavam isentos do recrutamento obrigatório para o restante dos homens judeus.

Essas isenções causaram ressentimento entre alguns israelenses, especialmente porque já se passaram 9 meses desde o início da guerra contra o Hamas em Gaza e, milhares de homens participaram e participam desse confronto direto.

Agora, inicia-se o processo de convocação pelas Forças Armadas e é um longo processo que pode durar meses e que, ainda pode ter mais uma dificuldade: a adesão dos religiosos em acatar a decisão do Supremo Tribunal. Ainda não foi divulgado quando os ortodoxos deverão começar a servir e nem quantos serão necessários.


Homens ultraordoxos não estão mais isentos e deverão se alistar no Exército (Vídeo: reprodução/Youtube/UOL)

Discriminação ou liberdade religiosa?

O Supremo declarou que o sistema que fornecia a isenção a homens religiosos estudarem em seminários judaicos enquanto os demais homens eram forçados a servir para as Forças de Defesa de Israel (FDI), era discriminatório.

Em contrapartida, os líderes religiosos ultraortodoxos defendem que os estudos religiosos são tão importantes para o futuro do país quanto o serviço militar e que, o estilo de vida levado por gerações anteriores pode estar ameaçado caso os seguidores jovens precisem se alistar.

Conflito de interesses

O problema é que a coalizão que mantém Netanyahu no governo é diretamente dependente de partidos ultraortodoxos que deixam claro seu descontentamento com a decisão. Eles ainda não deixaram claro qual será o próximo passo e, caso optem por quebrarem a coligação governante, será necessário antecipar as eleições em dois anos antes do previsto.

Os homens ortodoxos já se manifestaram contra a decisão com protestos em massas nessas comunidades religiosas, bloquearam estradas principais e houveram até mesmo prisões. Desde a noite de segunda-feira (15), as comunidades têm se manifesto contra, chegando a cercar carros de comandantes militares e ameaçar os policias, chamando-os de assassinos e jogando itens em direção a eles, segundo a mídia local.

Após final de semana sangrento, Israel volta a atacar em Gaza

Nesta segunda-feira (15), Israel voltou a atacar a Faixa de Gaza, pelo sul e pelo centro. Moradores de Rafah relataram que as forças israelenses explodiram várias casas.

A mesma guerra de narrativas para justificar o injustificável

Os bombardeiros aéreos e de tanques foram intensificados pelos militares. Os históricos campos de refugiados de Al-Bureji e Al-Maghazi foram os principais alvos. Cinco palestinos foram mortos em um ataque aéreo israelense em uma casa no campo de Maghazi, de acordo com as autoridades de saúde.

Por outro lado, os militares israelenses disseram que dezenas de alvos militares palestinos foram atingidos pelas forças aéreas, acertando vários homens armados em Rafah e no centro de Gaza. Houve, inclusive, combate corpo a corpo.


Rafah em mais um dia de conflito (Foto: reprodução/Eyad Baba/AFP/Getty Images embed)


Uma ramificação do grupo militante da Jihad Islâmica, brigada Al-Quds, teria feito um comunicado de que seus combatentes estavam envolvidos em batalhas ferozes no campo de Yabna, em Rafah.

A Zona Segura não era segura

Centenas de milhares de palestinos fugiram para Mawasi, periferia de Khan Yunis, após Israel declarar um local seguro. Essa zona populosa, próxima da costa do Mediterrâneo, transformou-se em um terreno baldio carbonizado, com muitos carros queimados e corpos mutilados, após os ataques do fim de semana.

Israel justificou que o ataque visava dois altos dirigentes do Hamas: Mohamed Deif, seu chefe militar, e Rafa Salama, comandante do grupo em Khan Yunis. Esses foram apresentados como “os dois cérebros do massacre de 7 de outubro”, que desencadeou a guerra.

O Exército anunciou que Salama morreu no bombardeiro. Um alto comandante do Hamas afirmou que Deif está vivo.

Erdoğan faz discurso contra EUA por ajuda a Israel

O presidente da Turquia Tayyip Erdoğan, acusou nesta quinta-feira (11), em entrevista ao Newsweek, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden e membros de seu governo, de serem cúmplices de possíveis crimes contra civis cometidos por Israel desde que iniciou a ofensiva contra o grupo militar palestino, Hamas, na Faixa de Gaza.

Erdoğan criticou a administração do governo Joe Biden, afirmando que eles apoiam as supostas violações do direito internacional por Israel na Faixa de Gaza. Ele endureceu seu discurso ao acusar o exército israelense de cometer assassinatos brutais contra civis.

Pontos-chave da entrevista

O presidente turco está em Washington para a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em comemoração do aniversário de 75 anos da aliança. Ele concedeu uma rápida entrevista à Newsweek e fez duras acusações à ajuda dos Estados Unidos para Israel neste conflito contra o Hamas.

Erdoğan chamou os ataques do exército de Israel a hospitais, escolas e centros de ajuda a civis, de assassinatos brutais e os denominou como crimes de guerra.

Ao comentar sobre a ajuda do Governo de Joe Biden, que fornece armas para o exército de Israel, ele chamou a administração dos Estados Unidos de cúmplices de todas as possíveis violações do direito internacional.

Concluindo, Erdoğan fez um questionamento sobre possíveis sanções a Israel devido aos ataques a civis na Faixa de Gaza. Segundo o presidente turco, nenhum país do ocidente está levantando tal questão e permanecem de olhos fechados para a situação em Gaza.


Joe Biden e Erdogan se cumprimentam (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Beata Zawrzel/NurPhoto)


Israel responde

O governo israelense nega qualquer acusação de violação do direito internacional ou de cometer crimes de guerra no conflito contra o Hamas. Referente ao ataque aos civis, o exército afirma que faz as averiguações internas necessárias.

Desde o início do conflito em 07 de outubro de 2023, entidades não-governamentais e a Cruz Vermelha afirmam que mais de 38 mil palestinos, de maioria civis inocentes, foram mortos.

Vários países acusam Israel de cometer crimes de guerra, entre eles o Brasil. Todas as propostas de cessar-fogo enviadas para as partes envolvidas no conflito foram negadas, e não existe no momento perspectiva para retirada do exército de Israel da Faixa de Gaza.

Matéria por Mauricio França (Lorena R7)

Alemanha cede sistema de defesa antimíssil para Ucrânia

Segundo o embaixador de Berlim, a Ucrânia recebeu mais um sistema de defesa aérea Patriot, nesta sexta-feira (5). Este é o terceiro sistema de defesa após meses de apelos por parte dos ucranianos por equipamentos que defendessem seus civis e infraestrutura do país frente aos constantes ataques aéreos russos.

Ataques russos e pedidos ucranianos

Moscou prosseguiu com seus ataques aéreos na Ucrânia, em especial nas redes elétricas que alimentam a nação nos últimos meses, resultando em apagões devastadores para a população local.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, declarou no início de 2024  que seu país precisava no mínimo de sete sistemas Patriot para se proteger dos ataques russos.

O embaixador alemão Martin Jaeger se pronunciou no X a respeito de como o sistema Patriot irá ajudar a aumentar o grau de proteção da população e da infraestrutura ucraniana. Além disso, ele completa que a tripulação ucraniana concluiu o treinamento na Alemanha.

O que é um ‘sistema Patriot’?

São conhecidos como sistema de defesa antimíssil Patriot e tem sido um grande aliado da Ucrânia quando se diz repeito a sua estratégia defensiva. Esse equipamento já foi usado em outros países como Arábia Saudita, Iraque e Israel. 


Sistema Patriot sendo usado por Israel em ação (Vídeo: reprodução/YouTube/Felipe Silva)

Foi criado no começo dos anos 60, tendo sido fabricado por uma empresa americana conhecida na indústria bélica, chamada Raytheon. O radar de um sistema Patriot pode rastrear 50 mísseis e atacar cinco deles em uma única vez e, alcança os alvos mesmo a 160km de distância.

O sistema Patriot requer uma grande quantidade de pessoal para operá-lo, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais cada unidade precisa de cerca de 90 soldados para a sua operação.

Como ele ajuda a Ucrânia?

O sistema de defesa é usado como reforço na defensiva dos ucranianos contra os ataques russos.

Esse recurso só chegou à Ucrânia após uma série de apelos a países ocidentais com sistemas de defesa aérea mais sofisticados, a fim de proteger sua estrutura energética civil contra a Rússia.

Até a chegada dos sistemas Patriot, os soldados ucranianos estavam usando sistemas de defesa aérea de curta distância e mísseis americanos antigos.

Conflito segue em Gaza após Israel afirmar que Hamas não estava mais na área

Houve fortes ataques na cidade de Gaza pelo quarto dia seguido. Milhares de palestinos saíram do bairro de Shujaiya, que foi mais impactado após as declarações de Israel sobre o Hamas. As negociações intermitentes por um cessar-fogo em Gaza e um acordo de libertação de reféns não avançaram muito até o momento. No sábado, o Hamas afirmou que não havia “novidades” no plano apresentado pelos mediadores americanos.

Nas últimas 24 horas, as forças terrestres e aéreas israelenses realizaram alguns ataques contra complexos usados por militantes, resultando na eliminação de vários terroristas. Além disso, confrontos foram registrados na região central de Gaza e na área sul de Rafah. Essa ação ocorre na semana seguinte após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmar que a fase mais devastadora do conflito estava se encerrando.


Imagens da cidade destruída pelo confronto (Photo by -/AFP via Getty Images)


A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que entre 60 e 80 mil pessoas foram evacuadas do local dos bombardeios. Para aqueles que ficam, a vida se torna um verdadeiro inferno na Terra. Os moradores afirmaram que estavam presos, pois é inviável sair do local sob ataque.

“Não sabemos para onde ir”, relatou Siham al-Shawa.

O primeiro ministro fez a seguinte declaração: “forças israelenses estão operando em Rafah, Shujaiya, em toda a Faixa de Gaza”. De acordo com um comunicado do gabinete do primeiro ministro, “dezenas de terroristas estão sendo eliminados todos os dias.”

Destruição total

No dia 7 de outubro, no sul de Israel, houve os primeiros ataques na cidade, ocasionando na morte de 1.195 pessoas, a maioria deles civis, segundo a AFP

O troco de Israel matou no mínimo 37.877 pessoas e também, na maioria deles, civis. Esses dados foram publicados pelo Ministério de Saúde, controlado por Hamas e seus exércitos.

Em Rafah, cidade situada na sua maior parte ao sul da Faixa de Gaza, exércitos israelenses fizeram uma intervenção terrestre nos primeiros dias de maio, ocasionando o fechamento do local.


 Tanque de guerra na Faixa de Gaza (Photo by JACK GUEZ/AFP via Getty Images)


Diversas agências de ajuda humanitária demostraram sua preocupação sobre a ameaça de fome que esse conflito trouxe para 2,4 milhões de habitantes em Gaza.

“Não há água lá, não há saneamento, não há comida. E agora, as pessoas estão vivendo de volta nesses edifícios que são como conchas vazias”, disse Louise Wateridge, da UNRWA, agência da ONU.

“Genocídio em Gaza”

Osama Hamdan, um representante do Hamas no Líbano, confirmou que o movimento islâmico recebeu a proposta mais recente, porém afirmou que ela não trouxe “avanços significativos”. Ele criticou as ofertas como “inúteis” e sugeriu que visavam apenas conceder a Israel “tempo extra para continuar praticando seu genocídio”. Segundo o Hamas, Israel recusou diversos pedidos de cessar-fogo e a retirada dos exércitos em Gaza.

Avanço do exército israelense em Rafah e ataques aéreos deixam 11 mortos em Gaza

Nesta segunda-feira (24), dois ataques aéreos israelenses mataram cerca de 11 palestinos em Gaza. Os ataques ocorreram em Rafah, no sul do enclave. Os palestinos que foram mortos esperavam por suprimentos de ajuda, segundo os médicos.

Os bombardeios atingiram locais onde a população palestina buscava itens de auxílio. Um dos ataques atingiu um ponto de distribuição de alimentos na cidade de Gaza, perto do histórico campo de refugiados de Shati, matando três pessoas. O outro ataque aconteceu perto da cidade de Bani Suhaila, no sul da Faixa de Gaza, onde oito pessoas morreram, incluindo guardas que acompanhavam os caminhões de assistência.


Palestinos deslocados buscaram refúgio seguro em Khan Younis, distrito de al-Mawasi, a oeste de Rafah, ao sul de Gaza em 22 de junho de 2024 (Foto: Reprodução/ Ahmad Salem/Getty Images Embed)


O que dizem as autoridades de Israel

Israel não comentou sobre os bombardeios e negou ataques contra iniciativas de ajuda humanitária, sugerindo que os militares causam danos aos civis ao operarem entre eles.

Quanto ao ataque aéreo em uma clínica médica na cidade de Gaza que resultou na morte do diretor do Departamento de Ambulâncias e Emergências de Gaza, o comunicado oficial afirmou que o exército israelense visava Mohammad Salah, responsável, segundo eles, pelo desenvolvimento de armamentos do Hamas.

É importante destacar que muitos profissionais de saúde foram mortos durante o conflito. O número de profissionais médicos mortos por disparos israelenses desde o início dos combates em 7 de outubro atingiu 500, incluindo o assassinato de Hani al-Jaafarawi, segundo o Ministério da Saúde.

Tanques israelenses avançam em Rafah

Em Rafah, cidade palestina situada no sul da Faixa de Gaza, o exército israelense já domina as partes leste, sul e central da cidade e continua sua incursão nas áreas oeste e norte. O relato é dos residentes que descrevem combates intensos na região.

Trégua na guerra Israel x Palestina

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou que continua comprometido com um acordo de cessar-fogo e um acordo de reféns proposto pelo presidente dos Estados Unidos em maio deste ano.

“Estamos comprometidos com a proposta israelense que o Presidente Biden acolheu. Nossa posição não mudou. Em segundo lugar, o que não contradiz o primeiro, não vamos encerrar a guerra até eliminar o Hamas”, disse Netanyahu.

A guerra entre Israel e Palestina se arrasta há oito meses sem perspectiva de acordo de paz. Apesar das mediações internacionais, um acordo de trégua ainda parece distante. Para o Hamas, o acordo de paz deve pôr fim à guerra, enquanto Israel concorda apenas com pausas no confronto até erradicar o grupo terrorista palestino.

“Não é possível eliminar o Hamas”, declara o Porta-voz do Exército Israelense 

Nesta quarta-feira (19), o porta-voz do Exército israelense declarou não haver possibilidade de eliminação do grupo terrorista Hamas e seu movimento. Comentários foram rebatidos quase imediatamente pelo gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Cenário atual

Com declarações feitas sobre a situação contra o grupo terrorista Hamas, após o porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari, afirmar não ser possível eliminar o grupo, o governo de Israel rebateu seu discurso salientando seu compromisso em extingui-lo.  

O conflito armado na Faixa de Gaza, declarado como “ofensiva” pelo governo israelense, começou após o ataque do grupo Hamas no território de Israel, em 7 de outubro. Desde então há tentativas brutais da erradicação do grupo no território praticamente destruído de Gaza e regiões próximas.  


Destroços após bombardeio em região de Gaza (Foto: reprodução/ Agência Brasil/Shadi Tabatibi)

“Hamas é uma ideologia, não podemos eliminar uma ideologia. Dizer que vamos fazer o Hamas desaparecer é jogar areia nos olhos das pessoas”, afirmou o contra-almirante Daniel Hagari à emissora nacional, Canal 13. “Se não oferecermos uma alternativa, no final, teremos o Hamas no poder em Gaza”, acrescentou o porta-voz.  

Insatisfeitos, o governo contra-argumentou de forma quase imediata, enfatizando que a ofensiva só terminará quando o Hamas for derrotado.  

O gabinete político e de segurança liderado pelo primeiro-ministro Netanyahu definiu como um dos objetivos da guerra a destruição das capacidades militares e governamentais do Hamas“, declarou em comunicado. “As FDI — Forças de Defesa de Israel — estão, obviamente, comprometidas com isso”, foi acrescentado.

Por outro lado, o exército emitiu outro comunicado com destaque nas palavras de Hagari sobre “a destruição do Hamas como ideologia e ideia”, somando ao apontamento de que as palavras do contra-almirante foram “claras e explícitas”. “Qualquer outra declaração seria tirar as coisas de contexto”, complementou.  

Guerra Israel x Gaza

O início do conflito se deu em 7 de outubro, após ataque do Hamas em território israelense matando cerca de 1.194 pessoas, sendo em sua maioria civis, e sequestrando mais 250 no Sul do país, segundo contagem da AFP com base em dados oficiais de Israel. Segundo o Exército, estima-se que 116 pessoas continuem sequestradas em Gaza, 41 das quais teriam morrido. 

A atual ofensiva vinda de Israel se deu como resposta ao ataque em seu território. Até o momento, os ataques de Israel contra o território palestino já deixou 37.396 mortos apenas em Gaza, sua maioria sendo civis. As informações são relatadas pelo Ministério da Saúde de Gaza.  

Israel intima Hezbollah com a possibilidade de “guerra total” no Líbano

Nesta terça-feira (18/06), o ministro de relações exteriores de Israel, Israel Katz, ameaçou o grupo Hezbollah dizendo que declararia uma guerra total ao Hezbollah no Líbano se for necessário. Nos últimos tempos, tem acontecido um aumento de tensão na fronteira com o Líbano, onde está localizado a sede do Hezbollah. Tendo uma troca de ataques de ambos nos últimos dias.

A declaração de Israel Katz ocorre após o Hezbollah ter publicado imagem que foram feitas com um drone na cidade portuária localizada no norte de Israel, Haifa. O movimento Hezbollah tem origem no Líbano e obtém fortes laços com o Irã.


Soldados israelenses durante ação (Foto: reprodução/ X/@IDF)

Atuação americana no conflito

A divulgação das imagens pelo Hezbollah acontece justamente quando acontece a visita de um enviado pelo presidente americano Joe Biden, Amos Hochstein, a Beirute com o objetivo de tentar diminuir as tensões na região.

O Hezbollah aumentou os seus ataques contra militares israelenses, isso acontece depois da morte de um comandante do Hezbollah durante um dos ataques israelenses.

Amos Hochstein esteve em reuniões com Nabih Berry, presidente do Parlamento do Líbano e no dia seguinte de reuniu como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu em Jerusalém. Amos disse que o tema da reunião com Nabih Berry foi a situação politica e de segurança do Líbano e sobre um acordo sobre Gaza, que foi apresentado por Joe Biden.

Exército israelense está de prontidão

Israel já está preparado para caso as medidas diplomáticas fracassem. Os militares dizem que os planos operacionais para um eventual avanço, já estão validadas e aprovadas. O FDI se posicionou em comunicado dizendo que “os planos foram aprovados pelo comandante do Comando Norte e pelo chefe da Direção de Operações durante uma avaliação situacional conjunta para preparar a continuação do combate.”

O movimento Hezbollah que já disparou 5.000 foguetes contra o norte de Israel, e anteriormente o grupo se posicionou dizendo que só pararia os ataques contra Israel quando se encerrasse a guerra em Gaza.

Por outro lado, Israel conseguiu retirar mais de 60 mil pessoas que moravam na fronteira norte. Também tiveram que fugir de suas casas ao menos 60 mil libaneses.