Compromisso com a ética: Fabricante do ChatGPT faz ação contra desinformação

Cinco operações secretas focadas em tentativas de influência foram desmanteladas pela OpenAI nos últimos três meses em países como Rússia, China, Irã e Israel. Os produtos de Inteligência Artificial descendentes do fabricante do Chat GPT eram usados com má conduta. 

Relatórios

Após a descoberta do uso indevido de inteligência artificial por países estrangeiros, a OpenAI chegou a bloquear cerca de cinco operações que tinham como objetivo a manipulação de opinião pública ou molde de resultados políticos, dissimulando verdadeiras identidades.  

Com novo relatório do fabricante do famoso chat de inteligência artificial, Chat GPT, a preocupação relacionada ao uso autônomo de plataformas de tecnologias inteligentes ganha mais força, especialmente com o possível papel que tais tecnologias podem desempenhar nas eleições globais programadas para este ano. De acordo com a empresa, foram listadas várias maneiras nas quais usaram ferramentas para enganar pessoas com mais eficácia, todas elas utilizadas por grandes redes de influência. 

São exemplos de tais crimes, o uso de IA na geração de textos e imagens em grandes quantidades e com mínima aparição de erros na linguagem do que aconteceria se fossem escritos apenas por humanos. Apesar do cenário devastador, a empresa ressaltou o equívoco das campanhas relatando não terem conseguindo aumentar de forma significativa seus resultados com os serviços da OpenAI.  


Foto em em Mulhouse, leste francês, onde expõe figuras ao lado do logotipo do ChatGPT (Foto: reprodução/ SEBASTIEN BOZON/ AFP)

As cinco redes encontradas pela empresa incluíam grupos, redes e operações, respectivamente como “Doppelganger” (pró-Rússia), “Spamouflage” (pró-China) e a União Internacional de Mídia Virtual (IUVM). Outras redes também foram apontadas pela OpenAI, a empresa as identificou como vindas da Rússia e de Israel. O novo grupo russo apelidado de “Bad Grammar” pela startup usou modelos de IA da empresa assim como outros, por exemplo o Telegram, em configuração de canal de spam de conteúdo. O grupo anteriormente secreto usou modelos de inteligência artificial para livrar códigos direcionados a automatização de postagens no aplicativo e ainda gerou comentários em russo e inglês para responder tais postagens usando inúmeras contas. Uma delas foi citada pela OpenAI expelindo comentários contra o apoio dos Estados Unidos a Ucrânia: 

Estou farto e cansado desses idiotas com danos cerebrais brincando enquanto os americanos sofrem”, explicitava o texto. “Washington precisa definir suas prioridades ou sentirá a força total do Texas!” 

A OpenAI identificou o uso de inteligência artificial após notar erros comuns de IAs em mensagens, como: “como modelo de linguagem de IA, estou aqui para ajudar”. A startup também salientou o uso de ferramentas próprias para identificar e se defender contra tais campanhas.  

“A história mostra que as operações de influência que passaram anos sem chegar a algum lugar podem de repente despontar se ninguém estiver procurando por elas”, disse Bem Nimmo, pesquisador principal da equipe de Inteligência e Investigações da OpenAI. Ele também reconheceu que podem existir grupos que usem ferramentas que a empresa ainda não tem conhecimento. Plataformas como a Meta Platforms Inc, fizeram divulgações parecidas tempos atrás. A OpenAI também afirmou o compartilhamento de ameaças com colegas do setor e que é parte do seu objetivo realizar trabalhos de detecção.  

O possível perigo das IA’s

Muitas questões sobre o uso de inteligência artificial generativa foram levantadas no último ano e meio, de acordo com BEN Nimmo. Ele ainda acrescentou que com os relatórios entregues sobre a situação atual, lacunas seriam preenchidas.  

O formato de utilizar a tecnologia de ponta para operações de influência onde há tentativas de manipular a opinião pública e resultados políticos se tornou um alvo da startup, considerando seu objetivo inicial com o lançamento das plataformas e ferramentas de IA. Ainda segundo Nimmo, os grupos são diferentes das famosas e frequentes redes de desinformação vinculadas a fake news, pois, muitas vezes promovem informações corretas mas de forma inverídica.  

Por mais que propagandas usem plataformas de mídias sociais há bastante tempo, as ferramentas de IA generativa são novas. A empresa expressou que as operações feitas tiveram ajuda de formatos tradicionais, como textos escritos de forma manual ou até uso de memes nas principais redes de mídia. Algumas redes de influência também utilizaram produtos da empresa para aumentar sua produtividade. 

Ofensiva de Israel em Rafah deixa 45 mortos

No segundo dia de ataque do exército de Israel à cidade de Rafah, cerca de 45 pessoas morreram neste domingo (26). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas. O ataque também deixou dezenas de feridos e destruiu tendas humanitárias após as explosões. A cidade abriga cerca de 1,5 milhão de realocados palestinos da guerra Israel-Hamas.

O ataque em Rafah

Segundo publicação feita pelo exército de Israel, o ataque aéreo tinha como alvo um complexo do Hamas em Rafah e os locais atingidos eram legitimados sob as leis internacionais, pois as forças do país tinham “informações precisas” que indicavam que a área era utilizada pelo grupo. Dois líderes do grupo terrorista foram mortos durante a operação. O exército israelense diz estar ciente dos civis feridos e analisa o caso.

Na sexta-feira passada, a Corte Internacional de Justiça, o mais alto tribunal da ONU, ordenou que Israel cessasse todas as operações militares em Rafah. A corte também determinou que o governo israelense permitisse o acesso da ajuda humanitária e de observadores externos, para monitorar a situação, pela fronteira entre o sul de Gaza e o Egito. A sentença é obrigatória, mas o tribunal não possui força policial para garantir que o país cumpra a decisão. 


Rafah tem sido bombardeada por Israel desde o início do ano. Agora, com os novos ataques, o país mostra que está descumprindo as ordens do tribunal internacional (Foto: reprodução/AFP/Getty Images Embed)


Em resposta à determinação da corte, o governo replicou que as alegações apresentadas eram “falsas, ultrajantes e nojentas” e que a campanha deles apenas opera em áreas específicas, sem arriscar a vida de civis da cidade. O Hamas comunicou que apoia o plano do tribunal de enviar representantes à Faixa de Gaza e que irá cooperar. Caminhões de ajuda humanitária vindos da fronteira de Kerem Shalom, controlada por Israel, começaram a entrar no território neste domingo (26). O Egito se recusa a coordenar a entrega da ajuda por Rafah enquanto o lado palestino da passagem for controlado por Israel, deixando a tarefa para as autoridades israelenses e para a ONU.

Ainda no domingo (26), o Hamas lançou foguetes contra a capital israelense, Tel Aviv, soando as sirenes e urgindo os cidadãos a se protegerem pela primeira vez em quatro meses. Israel afirma que pelo menos oito foguetes foram disparados e vários outros foram interceptados.

A importância de Rafah na guerra

Desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, a cidade de Rafah foi o principal ponto de comunicação entre Gaza e o restante do mundo. A cidade também é a principal entrada de ajuda humanitária para os palestinos e o ponto de saída de estrangeiros e reféns libertados durante o cessar-fogo de novembro de 2023. Com o avançar do confronto, Rafah virou o último refúgio dos que tentam escapar dos horrores da guerra, com a cidade recebendo mais e mais refugiados, chegando ao número de 1,5 milhão.


A população local se reuniu em Ramallah para protestar contra os ataques de Israel no acampamento palestino (Foto: reprodução/Zain Jaafar/Getty Images Embed)


Israel também acredita que a cidade seja o último reduto do grupo terrorista, que teria inclusive uma rede de túneis na cidade. Com os novos ataques, a população israelense volta a pressionar o governo por um acordo de libertação dos reféns em Gaza e um cessar-fogo. O Egito e o Catar continuam a intermediar um acordo entre os dois, mas ainda não houve progresso nas negociações.

Itamaraty se solidariza pela morte de brasileiro que foi refém do Hamas 

Nesta sexta-feira (24), a morte de Michel Nisenbaum (59) foi lamentada pelo Itamaraty. O brasileiro estava sob o poder do Hamas desde os últimos ataques no dia 7 de outubro do último ano.

O governo brasileiro emitiu um comunicado se solidarizando com a família de Michel e repudiando os atos terroristas do Hamas, que mataram diversas pessoas inocentes. O governo também pediu a libertação dos reféns e o fim das hostilidades na Faixa de Gaza.

A nota emitida diz o seguinte:“O governo brasileiro solidariza-se e manifesta sinceras condolências aos familiares e amigos de Michel Nisembaum, bem como ao povo de Israel”.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda afirma que Michel estava na lista de sequestrados pelo Hamas desde seu último ataque:“Os atentados tiveram como saldo mais de 1.200 pessoas assassinadas no território israelense e cerca de 250 tomadas como reféns”

Pronunciamento do Presidente Lula

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou no X sobre a morte de Michel, afirmando que o país continuará lutando pela libertação dos reféns do Hamas.

“Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina.”, escreveu Lula em sua publicação. 


Presidente Lula e familiares de Michel Nisenbaum (Reprodução/CNN)

Michel já residia em Israel 

O brasileiro, que era nascido em Niterói no Rio de Janeiro, já morava em Israel desde os seus 12 anos e era profissional de computação e possuía dupla nacionalidade. Ele morou na cidade israelense de Sderot, perto da Faixa de Gaza, por 40 anos. Michel deixa dois filhos e seis netos. 

Tribunal da ONU pede que Israel faça interrupção de suas operações em Rafah

Nesta sexta-feira (24),a Corte Internacional de Justiça, o mais alto tribunal de justiça da ONU que julga conflitos entre Estados, decretou que Israel interrompa as atividades militares na região da Faixa de Gaza. 

Também foi determinado que o governo de Israel auxilie nas entradas humanitárias na fronteira entre o Sul da Faixa de Gaza e o Egito e dar acesso aos observadores externos que auxiliam a monitorar a situação e reportam a corte em um período de um mês, sobre as medidas que serão adotadas. 

Resposta de Israel às acusações 

O governo israelense respondeu às acusações, alegando que são “falsas, ultrajantes e nojentas” e também afirmou que a campanha militar não levou e não levará à destruição da comunidade palestina em Rafah. 

O governo de Israel  continuou sua declaração afirmando que sua operação em Rafah prosseguirá e respeitará o direito internacional. Por outro lado, o ministro de Finanças de Israel afirmou que não há como aceitar a decisão, já que é uma demanda para que Israel não exista. 

O grupo Hamas fez um comunicado afirmando que o plano para enviar representantes à Faixa de Gaza é bem-vindo e prometeram cooperação. 

A sentença dada pela Corte se deu por um pedido de emergência do governo da África do Sul ao tribunal sediado em Haia, na Holanda. O governo sul-africano acusou as forças militares de Israel de genocídio, mas os israelenses alegam legitima defesa. 

Apesar da decisão da Corte da ONU ser obrigatória, a organização não possui uma força policial para garantir o cumprimento de Israel. 

O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, também fez uma crítica à decisão do CIJ, alegando que é um colapso moral e um desastre moral por não determinar que o Hamas devolva os reféns. 

Na quinta-feira (23), um representante do governo israelense afirmou que nenhuma sentença será capaz de impedir Israel de garantir a segurança de seus cidadãos e de combater o Hamas em Gaza.

Israel iniciou uma ofensiva na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no começo deste mês, apesar da forte oposição internacional, incluindo dos Estados Unidos. Isso ocorreu devido ao temor de um massacre, já que Rafah é considerada o “último refúgio” para palestinos que fugiram das incursões israelenses no norte e no centro de Gaza.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão em Rafah atualmente, o que constitui mais da metade da população total da Faixa de Gaza.

A cidade, que se localiza na fronteira com o Egito, tem sido a principal via de entrada de ajuda humanitária, uma vez que as outras saídas de Gaza, todas nas fronteiras com Israel, foram fechadas no início do conflito entre Israel e o Hamas.

Os advogados sul-africanos fizeram um pedido ao Tribunal Internacional na semana passada para que decretassem uma medida de emergência. 

A decisão do CIJ deve intensificar a pressão diplomática sobre o governo de Benjamin Netanyahu.

Na segunda-feira (20), o procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional – outra corte da ONU situada em Haia – solicitou aos juízes que emitam mandados de prisão contra Netanyahu, o ministro da Defesa Yoav Gallant, e três líderes do Hamas.

O procurador do TPI, Karim Khan, acusou Netanyahu e Gallant de cometerem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo extermínio, uso da fome como arma e ataques deliberados contra civis. Israel negou enfaticamente essas acusações e apelou aos seus aliados para que rejeitem o tribunal.

Discussão sobre o conflito na CIJ

O processo movido pela África do Sul no CIJ alega que Israel está conduzindo um genocídio patrocinado pelo Estado contra os palestinos. Embora a corte ainda não tenha se pronunciado sobre essa acusação, ela rejeitou o pedido de Israel para encerrar o caso.

Corte Internacional de Justiça localizada em Haia, na Holanda (Reprodução/EFE)

Em decisões anteriores, o tribunal instruiu Israel a evitar atos genocidas contra os palestinos e a permitir a entrada de ajuda em Gaza, sem exigir a suspensão das operações militares israelenses.

Israel iniciou sua ofensiva aérea e terrestre contra Gaza em outubro, depois que militares do Hamas invadiram comunidades no sul do país, resultando na morte de 1.200 pessoas e na captura de mais de 250 reféns.

Até agora, mais de 35 mil palestinos foram mortos na ofensiva de Israel, a maioria na região da Faixa de Gaza. Essas informações foram dadas pelo Ministério da Saúde Gaza, que é controlado pelo Hamas.

Israel ordena retirada de embaixadores europeus por reconhecimento de Estado Palestino

Nesta quinta-feira (23), Israel repreendeu embaixadores da Irlanda, Espanha e Noruega a respeito do plano desses respectivos governos em reconhecer um Estado palestino, de acordo com autoridades israelenses que desprezam essa iniciativa e a descrevem como “uma tentativa de ressucitar políticas antigas e fracassadas”.  

Os três países europeus anunciaram na quarta-feira (22) que reconheceriam um Estado palestino no dia 28 de maio, com objetivo de frear a ofensiva israelense na faixa de Gaza e reastivasr negociações de paz paradas já mais de uma década.


Israel repreende embaixadores (Vídeo: Youtube/Record News)

Conflito

O conflito persiste devido a fatores como a influência crescente dos militantes do Hamas que estão no controle de Gaza e que defendem a destruição de Israel, e a expansão contínua de assentamentos judaicos na Cisjordânia, se recusando a ceder seus territórios aos palestinos.

Uma escalada de violência, desencadeada por uma série de ataques que incluíram assassinatos e sequestros, atribuídos a membros do Hamas em outubro de 2017, exacerbou as tensões na região da Cisjordânia. Essa onda de violência resultou em uma diminuição significativa do ímpeto diplomático por parte de Israel em relação à busca pela paz.


Irlanda, Noruega e Espanha reconhecem Estado palestino (Vídeo: Youtube/UOL)

Reação de Israel

Em resposta aos recentes acontecimentos, autoridades israelenses expressaram preocupação com a segurança futura de seus cidadãos. “Se Israel aprendeu alguma coisa nos últimos meses, é que nossos filhos merecem um futuro melhor e mais seguro – não a ressurreição de políticas antigas e fracassadas”, declarou o porta-voz do governo, Avi Hyman.

Hyman enfatizou a posição de Israel sobre o reconhecimento de um Estado palestino, argumentando que tal medida não contribuiria para a paz, mas sim para a perpetuação do conflito. “O reconhecimento de um Estado palestino não promove a paz. Perpetua a guerra”, disse ele a repórteres. “Qualquer tipo de suposta solução para o conflito Israel-Palestina que comprometa a segurança de Israel não significa paz. Não haverá nenhum comprometimento em nossa segurança.”

Além disso, como parte de sua resposta às tensões crescentes, Israel convocou três enviados para o Ministério das Relações Exteriores em Jerusalém. Lá, eles foram apresentados a imagens anteriormente não divulgadas que mostravam membros do Hamas mantendo recrutas do exército feminino em cativeiro, informaram autoridades.

Como medida adicional, Israel também chamou seus próprios embaixadores em Dublin, Oslo e Madri para consultas. Enquanto isso, outras potências ocidentais sugerem que o reconhecimento de um Estado palestino deve ser discutido dentro do contexto das negociações em andamento.

Irlanda, Espanha e Noruega anunciam que reconhecem Estado Palestino

Irlanda, Espanha e Noruega anunciam nesta quarta-feira (22), de maneira coordenada, que vão reconhecer formalmente o Estado da  Palestina. O reconhecimento passará a valer na próxima terça-feira , 28 de maio. Atualmente 144 países dos 193 membros da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecem a Palestina como um Estado independente com o Brasil reconhecendo desde 2010. 

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que o reconhecimento não é contra o povo de Israel e nem contra os judeus. “Não é a favor do Hamas. É a favor da coexistência.” Além disso, acrescentou sobre o premiê de Israel Benjamin Netanyahu não acatar os pedidos de cessar-fogo. “O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se faz de surdo e continua castigando a população palestina” , criticou.

Já o primeiro-ministro da Irlanda Simon Harris acredita que esse reconhecimento feito pelos países europeus vai incentivar outros líderes a fazerem o mesmo. “Antes do anúncio de hoje, falei com outros líderes e estou confiante de que mais países se juntarão a nós para dar esse importante passo nas próximas semanas.” Já o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre diz que a existência de dois Estados trará paz e segurança para os povos palestino e israelense.

Palestina e ONU

Essa foi a primeira vez desde o início da guerra entre Israel e Hamas que algum governo reconhece a Palestina como um Estado independente. Isso acontece após no último dia 10 a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas aprovar uma resolução que abre a possibilidade da Palestina se tornar um país membro e concede novos “direitos e privilégios” aos palestinos. A medida que fará a ONU reconhecer a Palestina como um “Estado Observador” foi aprovada com 143 votos a favor, nove contra e 25 abstenções. Agora, a medida passará pelo Conselho de Segurança

Resposta de Israel

O Ministério de Relações Exteriores de Israel em resposta ao anúncio dos primeiros-ministros da Espanha, Irlanda e Noruega ordenou a saída imediata de seus embaixadores em Madri, Dublin e Oslo e convocou os três embaixadores em Tel Aviv. 

Tweet do Ministro de Relações Exteriores Israel Katz (Reprodução: x/@Israel_katz)

O ministro das Relações Exteriores, Katz afirmou que Israel não permanecerá em silêncio e que a medida terá consequências mais graves. “A loucura irlandesa-norueguesa não nos detém; nós estamos determinados a atingir os nossos objetivos: restaurar a segurança dos nossos cidadãos, desmantelar o Hamas e trazer os reféns para casa.” Além disso, em seu X (antigo Twitter), Katz afirmou que a decisão envia uma mensagem direta para a Palestina e para o mundo: o terrorismo compensa.

Governo israelense apreende equipamentos de trabalho da Associated Press

A agência de notícias Associated Press (AP) teve seus equipamentos de câmera de gravação confiscados, nesta terça-feira (21), por autoridades israelenses. O motivo, segundo as autoridades, é por violação da lei ao transmitir informações ao vivo para a rede de televisão Al Jazeera. 

Os equipamentos foram devolvidos à AP ainda no mesmo dia, após determinação do Ministério de Comunicações do país. 

Emissora fechada 

Em abril, o Estado de Israel determinou o fechamento de todos os escritórios locais da rede de notícias estrangeira Al Jazeera, abrindo espaço para uma disputa entre a emissora e o governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense. 

Junto à proibição de operar no país, a Al Jazeera também teve seu equipamento de trabalho confiscado pelas autoridades, assim como o impedimento de transmissão e o bloqueio de seus websites. 

A Al Jazeera debutou o tenso marco de ser a primeira emissora retirada do ar pelo governo israelense.

A emissora foi removida do ar dos principais serviços de streaming logo após a medida de censura. 

Na época do ocorrido a emissora se manifestou:

“A supressão contínua de Israel à imprensa livre, vista como um esforço para esconder suas ações na Faixa de Gaza, viola o direito internacional e humanitário.”

Além da AP, a Reuters também fornece transmissão ao vivo de Gaza para diversas emissoras e similares, inclusive a Al Jazeera, que criticou a medida e classificou a acusação de ser uma ameaça nacional como uma “mentira perigosa e ridícula”.



Interligados 

Pelo bloqueio da Al Jazeera no país, qualquer transmissão em sua função se tornou uma violação da legislação aprovada em abril, que dá permissão ao governo israelense para a retirada de emissoras estrangeiras, interrompendo por tempo indeterminado suas operações para, segundo eles, garantir a segurança nacional. 

O Ministério de Comunicações de Israel afirmou em um comunicado que a apreensão temporária dos equipamentos da AP em Sderot foi ligada ao fato do fornecimento de material para a Al Jazeera, detalhando que a Associated Press foi notificada na semana passada sobre a proibição de contribuir para a imprensa Jazeera. 

No comunicado, o Ministério afirmou que a câmera confiscada transmitia ilegalmente o norte da Faixa de Gaza ao vivo para a Al Jazeera, inclusive suas atividades de forças de defesa de Israel, o que colocava em risco os combatentes.

Repercussão e movimentações 

A Casa Branca se manifestou quanto ao ocorrido, evidenciando sua preocupação quanto ao incidente. Karine Jean-Pierre, a secretária de imprensa, disse que a Casa Branca analisaria a situação e que acredita existir o direito de um jornalista realizar o seu trabalho. 

A Associated Press (AP), em nota, também deu seu parecer, afirmando que recebeu a ordem de desligar uma transmissão ao vivo que mostrava uma vista da Gaza a partir da cidade de Sderot, em Israel, dizendo que não se baseava no conteúdo, mas sim pautado nos uso abusivo do governo israelense da lei que permite a proibição de emissoras estrangeiras no país. 

A AP afirmou que recebeu uma ordem verbal, em 16 de maio, para encerrar a transmissão, mas no entanto, as recusou a cumpri-la. A agência de notícias não evidenciou seus motivos. 

“A Associated Press condena com veemência as ações do governo israelense de encerrar nossa transmissão ao vivo, mostrando uma visão da Faixa de Gaza, e apreender o equipamento da AP”, afirmou Lauren Easton, representante da AP.

A agência ainda afirmou que cumpriu com a censura militar empregada pelo governo israelense quanto a transmissão de detalhes específicos, como as movimentações das tropas e que as filmagens ao vivo geralmente mostravam a fumaça sobre Gaza.

Presidente Biden defende Israel e rejeita acusações de genocídio em Gaza

Nesta segunda-feira (20), durante um evento do Mês da Herança Judaica Americana na Casa Branca, o presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma firme defesa de Israel. Ele rejeitou as acusações de genocídio das forças israelenses contra o Hamas em Gaza.

O presidente dos EUA enfatizou que, desde o ataque do Hamas em 7 de outubro que resultou na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de centenas, Israel tem sido a vítima. “O que está acontecendo em Gaza não é genocídio”, declarou Biden.

O líder americano reafirmou o compromisso dos EUA com a segurança israelense: “estamos ao lado de Israel para eliminar Yahya Sinwar e os outros membros do Hamas. Queremos o Hamas derrotado. Estamos trabalhando com Israel para que isso aconteça.”

Críticas de ativistas pró- palestinos 

O presidente dos EUA, Joe Biden, tem sido alvo de intensas críticas de ativistas pró- palestinos. Em eventos pelo país, manifestantes têm protestado contra seu apoio a Israel, rotulando-o como “Joe Genocida”.

A pressão política sobre Biden aumentou dentro de seu próprio partido, devido à maneira como ele lidou com o conflito entre Israel x Palestina. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número de mortos palestinos ultrapassou 35 mil, e o governo israelense criou  péssimas condições humanitárias no território.


Nuvem de fumaça sobre Khan Yunis de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, durante o bombardeio israelense em 8 de janeiro de 2024 (Reprodução/ Said KHATIB /Getty Images Embed)


Biden critica pedido de prisão contra Netanyahu

Além disso, o líder americano criticou a decisão do promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) de solicitar mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu chefe de Defesa por supostos crimes de guerra.

O promotor do TPI também anunciou a solicitação de mandados de prisão para o líder do Hamas, Yahya Sinwar, e outros dois dirigentes do grupo.

As negociações entre Israel e o Hamas estagnaram na tentativa de libertar reféns doentes, idosos e feridos ainda mantidos pelos militantes. No entanto, Biden assegurou que continuará buscando uma solução para esse impasse. O presidente também fez um apelo por um cessar-fogo imediato em Gaza.

Mohammad Mokhber pode assumir presidência do Irã após morte de Ebrahim Raisi

O primeiro-vice-presidente Mohammad Mokhber deve assumir o governo do Irã após a morte do presidente Ebrahim Raisi em uma queda de helicóptero que aconteceu neste domingo (19). Raisi tinha mandato até 2025.

Contudo, a sucessão só poderá acontecer com a aprovação do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que decide todos os assuntos de Estado. O governo do vice é transitório, já que a Constituição do Irã determina que novas eleições devem ser organizadas em até 50 dias. 

Mohammad Mokhber

Mohammad Mokhber, de 69 anos, nasceu na cidade Dezful, localizada a cerca de 680 km da capital iraniana, Teerã, em 26 de junho de 1955.

Ele trabalhou no corpo médico durante a Guerra Irã-Iraque, através do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica. Mokhber já foi chefe da Execução da Ordem do Imam Khomeini (EIKO), uma paraestatal que atua em quase todos os setores da economia do Irã, e presidente do conselho do Banco Sina, onde foi acusado de corrupção.

Antes da eleição, em 2021, o vice foi alvo de sanções internacionais pela sua participação na Eiko. Para os Estados Unidos, a entidade viola os direitos de alguns grupos, como minorias religiosas, iranianos exilados e dissidentes políticos, por meio de confiscos de bens. Já Mokhber acredita que a Eiko serve para promover uma economia de resistência no Irã.

Ebrahim Raisi


Ebrahim Raisi (Foto: reprodução/Getty Images Embed/AFP/Atta Kenare)


Ebrahim Raisi tinha 63 anos e havia sido eleito em 2021 para um mandato que duraria 4 anos. Ele venceu no primeiro turno, em 18 de junho, com abstenção recorde e muitos adversários foram impedidos de participar pelo Conselho de Guardiães da Constituição.

O presidente era considerado um ultraconservador e se declarava partidário do regime atual do país. Raisi era visto como um protegido do líder supremo Ali Khamenei e tinha fortes chances de suceder o aiatolá.

Raisi participou das comissões da morte, na década de 1980, que causaram a execução de 5 mil militantes que eram opositores ao regime dos aiatolás. 

Durante o seu governo, em 2022, cerca de 500 manifestantes foram executados em um protesto realizado pela morte da jovem Mahsa Amini, presa por não usar o véu em local público, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana). 

Tensões entre Irã e Israel

Em 1° de abril deste ano, 7 membros da Guarda Revolucionária foram mortos durante um ataque à embaixada iraniana na Síria promovido por Israel. O Irã realizou ataques aéreos com mísseis direcionados para Israel, no dia 13 de abril, que respondeu ao ataque cinco dias depois.

Projeto de lei é aprovado pela Câmera para impedir que Biden retenha armas de Israel

Nesta quinta-feira (16), foi aprovado pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos o projeto de lei, liderado pelo Partido Republicano, para impedir que Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, interrompa o carregamento de armas americanas para Israel, caso o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenasse uma invasão à cidade de Rafah, onde mais de um milhão de civis estão abrigados.

Após a entrevista à Erin Burnett da CNN, na semana passada, Biden vem enfrentando descontentamento e resistência de parlamentares de ambos os partidos.

Improvável aprovação pelo Senado


Presidente Joe Biden nas eleições (Foto: Reprodução/Instagram/@JoeBiden)

Com um placar 224 a 187, a Câmara aprova o projeto de lei impedindo Joe Biden, reprovando assim a forma como lida com a guerra entre Israel e Hamas em Gaza.

Acontece que o Senado, liderado pelos democratas, dificilmente seguirá com a aprovação do projeto de lei, assim como, a própria Casa Branca já comentou o veto ao projeto pelo Presidente, caso o Congresso o aprovasse.

A guerra

A disputa por territórios é o grande motivo para o conflito. A mistura entre religião e política, faz a confrontação durar mais de 70 anos e já resultou em milhares de mortos.

A origem dos territórios já foram ocupados por diversos povos como hebreus e filisteus, dos quais descendem os israelenses e palestinos.

O grupo radical Hamas, considerado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, não reconhece Israel como um Estado e reivindica o território israelense para a Palestina.

No outro lado, Israel exige seu reconhecimento como um estado judeu. Em uma ação para tomada de posse do território, Hamas, bombardeou Israel, em um ataque terrorista considerado o maior dos últimos anos. Após os ataques, o primeiro-ministro de Israel declarou guerra.

Essa guerra extensa atingiu recentemente um grupo de jovens que participavam de um festival de música, acarretando inclusive, na morte de um brasileiro. A quantidade de mortos de estende, entre civis e militares e não tem previsão para cessar ou ter qualquer tipo de acordo.