Retaliaçâo: Irã envia drones e mísseis em direção a Israel

De acordo com fontes militares israelenses, neste sábado (13), o Irã realizou um ataque com drones e mísseis contra o território de Israel. Os drones levaram horas para alcançar seu alvo, enquanto explosões foram ouvidas em Jerusalém pouco antes das 20h. Sirenes de alerta foram ativadas em várias regiões do país, conforme relatado pela mídia local.

Em um comunicado lançado na última sexta-feira (12), os Estados Unidos confirmaram que havia uma grande possibilidade de Irã revidar contra Israel pelo ataque ao consulado iraniano na Síria que ocorreu no dia 1. Joe Biden, o presidente dos EUA, afirmou que ataque ocorreria em breve.

Planos Revelados

Conforme o jornal “The Wall Street Journal”, Israel está em alerta para o possível ataque, onde podem ser bombardeados por mísseis iranianos, que serão utilizados para retaliar seus rivais geopolíticos, e depois como instrumentos para afastar outros países que que poderiam ficar contra eles. 


ataque de Israel a Siría(Foto/reprodução/Firas Makdesi/Reuters)

Revelados em junho do ano passado, o Irã demostrou seus primeiros misseis balísticos, baseados nos designs de armas russas e da coreia do norte, os projeteis podem chegar à velocidade próxima a cinco vezes a velocidade do som, difíceis de ser interceptados por conseguir realizar trajetórias complexas. 

Mísseis do Irã

Na semana passada, a ISNA, uma agência de notícias semioficial, postou um gráfico que revela alguns misseis em posse do país do oriente médio entre elas, são: 

  • ‘Sejil’, que tem a capacidade de voar a 17 mil km por hora e possui um alcance de 2.500 quilômetros. 
  • ‘Kheibar’, pode alcançar 2.000 kms. 
  • ‘Haj Qasem’, consegue tem o alcance de 1.400 kms (recebeu tal nome em sua forma de homenagem ao comandante das forças Quds Qasem Soleimani, vítima em um ataque dos EUA em Bagdá, no Iraque, em 2020). 

Desde que foram revelados, os Estados unidos e as nações do continente europeu se declaram contra o programa de mísseis do Irã, a nação em informou que mesmo com as críticas iriam continuar com seus planos  

Auxilio a Israel

John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA informou que o seu país garantirá suporte aos israelenses ao tudo que precisarem para se defender, inclusive estão a analisando a possibilidade de envio de milhares de soldados americanos para a região. 


John Kirby em entrevista ( Foto/reprodução/SAUL LOEB-POOL/GETTY IMAGES)

“tenham o que precisam e que sejam capazes de se defender“. Disse Kirby. “garantir que estamos devidamente preparados”. Completou o porta voz. 

Autoridade do Hamas promete “arruinar Israel” após ataque com palestinos mortos e feridos

Após 33.545 mortes de palestinos, a guerra entre Israel e Palestina continua. Nesta sexta-feira (12), o exército israelense lutou contra os palestinos no norte e no centro da Faixa de Gaza.

As tropas israelenses se retiraram de Gaza para se prepararem para um ataque à cidade de Rafah, ao sul, onde mais de 1 milhão de palestinos estão abrigados. No entanto, os combates persistiram em várias regiões.

Número de mortos não para de subir

Moradores do campo de Al-Nusseirat (onde refugiados palestinos se abrigam, localizado no meio da Faixa de Gaza), disseram que após uma ofensiva terrestre surpresa na quinta-feira, dezenas de pessoas foram relatadas como mortas ou feridas devido aos bombardeios israelenses por ar, terra e mar, entre eles estava um jornalista turco, identificado como Sami Shahada, que teve sua perna amputada em consequência. Houve relatos de casas e duas mesquitas destruídas durante os ataques.

Já na cidade de Gaza, o ministério da saúde (hoje controlado pelo Hamas), afirmou que 89 palestinos foram mortos por ataques militares israelenses em 24 horas, sendo pelo menos 25 da mesma família, os Tabaribi.

De acordo com a agência de notícias palestina Wafa, helicópteros de guerra israelenses também atingiram casas nos bairros de Zeitoun, Shujayea e Remal, causando mais ferimentos a civis.

O IDF (Forças de Defesa de Israel), afirmou que estavam realizando “uma operação precisa baseada em inteligência” contra militares e sua infraestrutura no centro de Gaza.

No último dia, os caças da IDF atingiram mais de 60 alvos terroristas na Faixa de Gaza, incluindo postos de lançamento subterrâneos, infraestrutura militar e locais onde operavam terroristas armados“, disseram em comunicado militar. “Paralelamente, a artilharia da IDF atingiu a infraestrutura terrorista na região central da Faixa de Gaza.”

Khaled Meshaal


Khaled Meshaal (PPM via Getty Images)


Khaled Meshaal, um dos dirigentes da organização islâmica Hamas, grupo que liderou um ataque ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, disse que vai “arruinar o inimigo em breve”, depois de 6 meses de guerra.

Faixa de Gaza: ONG dos EUA continua operações humanitárias após ataques

Nesta última quinta-feira (11), o projeto humanitário American Near East Refugee Aid (Anera) retomou as suas operações na Faixa de Gaza. Isso ocorre apesar do ataque de Israel que matou trabalhadores da World Central Kitchen (WCK) no dia 1ª de abril, a razão pela qual as operações foram inicialmente pausadas.

Como sabem, a decisão de interromper temporariamente nossas operações não foi fácil”, afirmou Sean Carrol, presidente e CEO da Anera. “Com o total apoio de nossa equipe de Gaza, determinamos que as circunstâncias mudaram o suficiente para retomar nosso trabalho humanitário vital em Gaza”.

De acordo com Carrol, as autoridades israelenses garantiram maior segurança está sendo estabelecida a partir de medidas que vão proteger os trabalhadores de ajuda humanitária – incluindo os da Anera. Em grande parte, tais concessões podem ser traçadas como conclusões do ataque de 1º de abril, que despertou maior pressão do cenário internacional.


Veículo de ajuda humanitária atingido por ataque israelense (Foto:Reprodução/Mohammed Saber/IstoE)

World Central Kitchen

O incidente, que repercutiu na mídia por todo o mundo, resultou na morte de trabalhadores humanitários do Reino Unido, Polônia, Austrália, Canadá, e Estados Unidos por ataque de drone das Forças de Defesa de Israel (IDF) contra o veículo demarcado onde se encontravam.

Após a confirmação do ataque, várias ONGs optaram por interromper seus esforços na região, uma vez sinalizada a hostilidade de Israel à ajuda humanitária. Mas agora, o evento parece ter sido superado, com a retomada parcial das iniciativas de pacotes de alimentos, kits de higiene, tratamentos médicos, e tendas, entre outras coisas.

Seguimos a direção de nossa equipe em Gaza, que enfrentou morte, perda e destruição desde o início da guerra,” disse Sean Carroll.

Ajuda Humanitária

Desde o início do conflito, Israel tem demonstrado uma atitude quase completamente focada em seus objetivos militares, optando por prosseguir com bombardeios na Faixa de Gaza mesmo com a presença de civis, e aprovando operações na cidade de Rafah, que era para ser um local seguro para refugiados.

Também esse ano, ao final de fevereiro, ocorreu o incidente em que soldados israelenses atiraram contra caminhões que carregavam mantimentos e ajuda humanitária, matando mais de 100 palestinos que se encontravam no local. Apesar da pressão da ONU para um cessar-fogo, Israel deu continuidade ao conflito, priorizando os seus próprios objetivos nacionais.

Durante todo o período do conflito, também foram mortos mais de 175 trabalhadores humanitários da UNRWA, agência das Nações Unidas.

Governo de Israel revida falas de Irã sobre possíveis ataques no país

Nesta quinta-feira (11), Benjamin Netanyahu se pronunciou oficialmente sobre as possíveis ofensas oriundas do Irã contra Israel. O primeiro-ministro deixou claro em sua fala que as forças armadas israelenses estarão preparadas para lidar com qualquer tipo de interferência em seu território.

“Quem quer que nos prejudique, nós os prejudicaremos. Estamos preparados para atender a todas as necessidades de segurança do Estado de Israel, tanto defensivamente quanto ofensivamente.” relatou Netanyahu. As tensões entre Israel e Irã começaram no dia primeiro de abril, após um ataque aéreo comandado por tropas israelenses atingir um complexo da embaixada iraniana.

Entenda mais sobre o ataque

No dia primeiro de abril, aviões militares de Israel chocaram-se com um complexo do consulado iraniano em Damasco, região localizada na Síria. Na ocasião, o comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Reza Zahedi, foi uma das vítimas fatais. Além dele, as autoridades do país confirmaram a morte de mais sete militares.

Em resposta ao acontecido, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, culpou diretamente as forças israelenses classificando-os como um “regime maligno” e afirmando que deverão ser punidos por suas ações. As autoridades iranianas ainda recorreram a ONU, a fim de arquitetar uma reunião de emergência para resolver o ataque, além de se mostrarem dispostos a revidar a agressão.


Ali Khamenei, líder do Irã, durante as eleições do país de 2024 (Foto: reprodução/Getty images embed)


As Forças de Defesa de Israel (FDI) se pronunciaram brevemente sobre o ocorrido ao apenas contestar a finalidade do complexo atingido. Segundo o porta-voz do órgão, o local não servia como consulado do Irã. No entanto, nenhuma explicação foi dada acerca das mortes causadas pelo confronto.

Cerca de quatro autoridades israelenses chegaram a afirmar para o veículo americano The New York Times que Israel teria sido o autor do ataque. A informação foi tratada como fonte sigilosa e não foi confirmada por nenhuma outra instituição oficial do país.

Israel se prepara para uma possível retaliação

Na última quarta-feira (10), moradores de cidades como Tel Aviv e Jerusalém amanheceram sem sinal de GPS. O motivo da não conexão se deu por conta de um bloqueio proposital do exército israelense com o objetivo de impedir possíveis ataques aéreos das forças iranianas.

O ocorrido veio como uma solução de “neutralizar as ameaças”, segundo o porta-voz da FDI. Entretanto, a ação causou frustração em parte da população, principalmente aqueles que necessitavam usufruir de aplicativos em suas redes móveis no dia a dia.

Israel enfrenta pressão dos EUA para maior ajuda humanitária em Gaza

No último domingo (7), mais de 300 caminhões de auxílio humanitário entraram no enclave palestino. A Casa Branca elogiou, mas afirmou que seriam necessários, pelo menos, 350 caminhões por dia, enquanto durarem as negociações pelo cessar-fogo e pela libertação dos reféns.

Processo de negociação

John Kirby, porta-voz da Casa Branca, disse que o diretor da CIA, William Burns, esteve no Cairo no último final de semana com o objetivo de focar em negociações para libertar os reféns que estão mantidos em Gaza pelo grupo palestino Hamas.

 “Deveria ser óbvio, apenas pela quantidade de diplomacia que estamos fazendo e que nossos correspondentes estão fazendo, que estamos levando isso muito, muito a sério. E realmente queremos chegar um acordo sobre os reféns o mais rápido possível”.

John Kirby

Palavras ditas por Kirby ao ser questionado pelos repórteres se haveria motivo para otimismo sobre um possível acordo pelos reféns.

O saldo desse embate, até agora, são 1.200 pessoas mortas em um massacre no sul de Israel, em 7 de outubro pelo Hamas, de acordo com informações israelenses; e mais de 33.000 palestinos mortos pelo contra-ataque de Israel, segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, governada pelo Hamas.


Palestinos evacuam área após ataque aéreo israelense, em outubro de 2023 (Foto: reprodução/Mahmud Hams/AFP/Getty Images embed)


Israel dá resposta à Casa Branca

Atendendo ao apelo dos EUA, Israel enviou nesta segunda-feira (8), 419 caminhões de ajuda humanitária. Segundo as Forças de Defesa de Israel, é a maior entrega de auxílio em um único dia, desde 7 de outubro do ano passado, quando iniciou o conflito.

Antes disso, entre 450 e 500 caminhões com suprimentos entravam em Gaza diariamente. O PAM (Programa Alimentar Mundial) disse que 88% da população em Gaza está em estado de emergência pela insegurança alimentar, e é iminente a fome no norte da Faixa.

Conselho de Direitos Humanos da ONU exige que países parem de vender armas à Israel

Nesta sexta-feira (5) o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução para que países parem de fornecer armas e munições ao país de Israel, seja por meio de repassagem ou venda. A medida foi elaborada pelo Paquistão e tem em mente “prevenir novas violações do direito humanitário internacional e violações e abusos dos direitos humanos”.

O texto teve a maioria de votos a favor (incluindo o Brasil) e também recomenda o cessar imediato de comércio envolvendo equipamentos militares, pedindo pela interrupção de tais operações. Dos 47 países no Conselho, 28 votaram em favor, 6 votaram contra, e 13 se abstiveram.

Entre os países que votaram contra a medida (Argentina, Paraguai, Bulgaria, Malawi) dois deles, a Alemanha e os Estados Unidos, são notáveis porque compõem parte dos poucos países que ainda comercializam armamentos com Israel. Por ter sido aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos mas não pelo Conselho de Segurança, é possível que esses países continuem o comércio, sem obrigação por lei internacional.


Em verde, países que reconhecem o Estado da Palestina (Foto:Reprodução/Wikipedia Commons)

Países fornecedores

Atualmente, existem cinco países que fornecem armas e munições à Israel:

  • Os Estados Unidos;
  • O Reino Unido;
  • A França;
  • A Alemanha;
  • A Austrália.

Há pouco tempo, este número era maior, mas outros seis países (Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Japão e Canadá) suspenderam suas exportações de equipamento militar após o início do conflito.

Conselhos da ONU

Em alguns casos, tais resoluções tem como objetivo mais aumentar a pressão geopolítica internacional do que de fato impor um julgamento final. Por exemplo, embora o Conselho de Segurança tenha acordado por um cessar-fogo na Faixa de Gaza semana passada (25 de março), o governo israelense ignorou a resolução.

O que de fato pode ajudar a resolver a guerra são as consequências de tal pressão, que faz com que países se tornem menos populares por rejeitar a decisão da ONU. Em ano de eleição nos Estados Unidos, a esfera política tem maior preocupação com tais detalhes, o que pode acabar influenciando diretamente a situação de Israel, que depende de seus aliados internacionais.

Casa Branca força Israel a abrir rotas de ajuda humanitária para Gaza

Nesta sexta-feira (5), o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que Israel vai permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza a partir de pontos seletos. Isso ocorreu após um pedido do presidente estadunidense Joe Biden, e a decisão foi saudada pela Casa Branca.

O pedido ocorreu nesta última quinta-feira (4) após um telefonema entre os dois líderes, e forçou a ação de Netanyahu ao estabelecer uma condição para a continuidade do apoio dos Estados Unidos à Israel: a proteção dos civis palestinos em Gaza, que foi pela primeira vez imposta como necessária pelo presidente. E tal proteção requer, de acordo com Washington, a implementação de certas medidas.

Essas medidas, incluindo um compromisso de abrir o porto de Ashdod para a entrega direta de assistência em Gaza, abrir a passagem de Erez para uma nova rota de assistência para chegar ao norte de Gaza e aumentar significativamente as entregas da Jordânia diretamente em Gaza, agora devem ser implementadas completa e rapidamente,” comunicou Adrienne Watson, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.


Ajuda humanitária é lançada pelo ar sobre Gaza (Foto:Reprodução/REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa/CNN)

Resposta de Israel

Assim, o gabinete de guerra de Israel rapidamente afirmou a autorização de “medidas imediatas para aumentar a ajuda humanitária à população civil da Faixa de Gaza” que deverão evitar uma crise humanitária sem comprometer a missão de “alcançar os objetivos da guerra“.

No entanto, ainda serão avaliadas as ações imediatas de Israel nos próximos dias, e os Estados Unidos poderão de forma correspondente mudar sua política internacional com relação à Gaza.

Estamos preparados para trabalhar em plena coordenação com o Governo de Israel, os Governos da Jordânia e do Egito, as Nações Unidas e as organizações humanitárias, para garantir que essas importantes medidas sejam implementadas e resultem em um aumento significativo da assistência humanitária que chegue a civis em extrema necessidade em toda Gaza nos próximos dias e semanas,” adicionou Watson.

Ajuda Humanitária

Desde o início do conflito, Israel tem tido problemas com as organizações de ajuda humanitária atuantes na Faixa de Gaza, o que tem criado tensões. De forma mais significativa, Israel manteve bombardeios na cidade de Rafah, que atuava como o principal ponto de escape para o Egito para civis que buscavam se refugiar.

Como ponto ainda mais recente, vale apontar o caso desta terça-feira (2), em que Netanyahu confirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) mataram sete agentes humanitários da World Central Kitchen (WCK) que estavam em carros blindados e sinalizados como pertencentes da organização.

Agora, os novos pontos de entrada para ajuda humanitária serão o porto de Asdod (35 km de Gaza), e a passagem de Erez (norte do território palestino). Durante os próximos dias, os Estados Unidos devem averiguar se as medidas para a evacuação de civis é satisfatória, ou requer mais alterações.

Corpos de trabalhadores mortos em ataque de Israel são entregues aos seus países

Os corpos de seis trabalhadores humanitários, mortos em ataque israelense, estão retornando aos seus países de origem. Entre eles está o australiano Lalzawmi (Zomi) Frankcom, o polonês Damian Sobol, o americano-canadense Jacob Flickinger, e os britânicos John Chapman, James (Jim) Henderson e James Kirby. Os restos mortais foram entregues no Egito aos respectivos representantes do seu país. Todos eram funcionários da World Central Kitchen (WCK).

Uma sétima vítima, o palestino identificado como Saifeddine Issam Ayad Abutaha, foi enterrado em Rafah, no sul da faixa de Gaza. Ele também fazia parte da WCK.

O ataque


Veículo da WCK fortemente danificado após bombardeio (Foto: reprodução/Ashraf Amra/Anadolu/ Embed from Getty Images)


Os trabalhadores foram atingidos por um bombardeio enquanto supervisionavam 100 toneladas de alimentos trazidos pelo mar. 

O fundador da WCK, José Andrés afirmou que tinha uma comunicação clara com os militares israelenses e que eles conheciam os movimentos dos seus trabalhadores. Segundo relatos, os transportes da organização estavam devidamente adesivados.

“Mesmo que não estivéssemos em coordenação com (as Forças de Defesa de Israel), nenhum país democrático e nenhum militar pode ter como alvo civis e trabalhadores humanitários.” disse ele à Reuters. Vale lembrar a reincidência de Israel em censuras, principalmente contra a imprensa.

O que diz Israel

O Estado de Israel admitiu o erro grave, e o chefe das Forças Armadas, o general Herzi Halevi, disse que “foi um erro que ocorreu após um erro de identificação durante a noite, durante uma guerra, em condições muito complexas. Isto não deveria ter acontecido”.

Segundo o comunicado emitido pelo governo israelense, Isaac Herzog, presidente do país, conversou com José Andrés e “expressou sua própria tristeza e suas sinceras desculpas pela morte trágica da equipe da WCK”, informou o comunicado, afirmando que o presidente “dirigiu suas condolências às famílias e amigos” das vítimas.

Em nota oficial, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden cobrou uma investigação rápida do ocorrido “Israel prometeu conduzir uma investigação minuciosa sobre o motivo pelo qual os veículos dos trabalhadores de ajuda humanitária foram atingidos por ataques aéreos”, reforçou Biden, “Essa investigação precisa ser rápida, deve trazer responsabilização e seus resultados devem ser divulgados ao público.”

World Central Kitchen

A WCK é uma organização não-governamental dedicada a prover alimentos a vítimas de desastres naturais. Após a tragédia, encerrou suas operações na região, “Em breve tomaremos decisões sobre o futuro do nosso trabalho.”, escreveu a ONG no seu site oficial.

Israel entrega nova proposta de cessar-fogo ao Hamas

Israel anunciou na terça-feira (2) que uma nova proposta de cessar-fogo em Gaza foi elaborada e entregue ao Hamas, conforme confirmado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. 

Após a última rodada de negociações no Cairo, a delegação israelense está retornando para casa. Durante as negociações, formularam uma proposta atualizada para o Hamas, com a esperança de que os mediadores pressionem mais pela obtenção de um acordo. As conversas visam um cessar fogo e  a libertação de reféns. 

“Como parte das discussões, com a mediação útil do Egito, os mediadores elaboraram uma proposta atualizada a ser apresentada ao Hamas”, afirmou o gabinete do primeiro-ministro.

Negociações entre Israel e Hamas 

As últimas negociações entre Israel e Hamas foram retomadas no Cairo no domingo (31), segundo a mídia estatal egípcia Al-Qahera News. Uma fonte egípcia confirmou o andamento das negociações, destacando os esforços conjuntos egípcio-catarianos para progredir nas conversas. 

No início de março, negociações semelhantes ocorreram em Doha, no Qatar, com a participação do primeiro-ministro israelense e do diretor da CIA, Bill Burns, visando a libertação de reféns e uma pausa humanitária. Posteriormente, uma proposta foi devolvida ao Hamas, que a rejeitou na terça-feira (26).

Contexto dos ataques

Os ataques terroristas ocorridos em Israel em 7 de outubro de 2023 foram conduzidos pelo grupo Hamas, considerado um grupo terrorista islâmico palestino. Esse evento foi classificado como o dia mais letal para os judeus desde o Holocausto.

Soldados israelenses caminham entre retratos de pessoas capturadas ou mortas por militantes do Hamas no ataque de 7 de outubro. Foto: reprodução/Foto de JACK GUEZ/AFP via Getty Imagens Embed

O conflito territorial entre Israel e Palestina, que ganhou destaque nos noticiários com os eventos de outubro de 2023, tem raízes históricas que remontam a mais de 70 anos, intensificando-se após a criação do Estado de Israel na esteira da Segunda Guerra Mundial.

Milhares de judeus de diversas localidades iniciaram uma série de movimentos migratórios sob a justificativa de encontrar um novo lar após o Holocausto na Segunda Guerra Mundial, embora os palestinos já estivessem naquele território.

Consequências do conflito Israel e Hamas

Desde que Israel iniciou sua resposta aos ataques do Hamas em 7 de outubro, estima-se que pelo menos 20 mil vidas tenham sido perdidas em Gaza. Dados do Ministério da Saúde na região, controlado pelo Hamas, indicam uma média alarmante de quase 300 mortes por dia desde o início do conflito, excluindo um breve cessar-fogo de sete dias.

Ataques aéreos israelenses na cidade de Gaza em 12 de outubro de 2023. Foto: reprodução/ Foto de MAHMUD HAMS/AFP via Getty Imagens Embed

Gaza é reconhecida como a maior prisão a céu aberto do mundo, com cerca de 80% da população forçada a abandonar seus lares, enquanto metade vive em extrema pobreza. O quadro é ainda mais preocupante considerando que mais da metade dos residentes são crianças.

De acordo com o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, mulheres e crianças compõem cerca de 70% dos mortos em Gaza no atual conflito. Além disso, mais de 52 mil pessoas foram feridas até o momento, segundo o ministério.

Médicos em Gaza advertem que o número oficial de mortos provavelmente subestima a realidade, dada a possibilidade de muitos corpos estarem soterrados sob os destroços de edifícios atingidos por bombardeios ou ainda não terem sido resgatados e levados para hospitais. 

Ataque ao consulado do Irã na Síria: presidente iraniano promete revidar

Nesta segunda-feira (1), um ataque de Israel ao prédio do consulado do Irã localizado em Damasco, na Síria, deixou sete mortos, todos membros da Guarda Revolucionária do Irã. Entre eles estavam três comandantes iranianos. A embaixada do Irã na Síria afirmou que o consulado foi atingido por seis mísseis disparados por caças F-35.

Segundo a mídia estatal iraniana, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, falou que o país responsabiliza Israel pelo bombardeio. Em comunicado ao Conselho de Segurança da ONU, o Irã solicitou uma reunião de emergência e disse estar em seu direito de revidar. 

Presidente do Irã: ‘ação agressiva e desesperada’

Nesta terça-feira (2), o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou na agência de notícias iraniana Tasnim que o ataque “não ficará sem resposta“, e classificou o bombardeio como uma “ação agressiva e desesperada“. O presidente também afirmou que a investida israelense viola regras internacionais.


O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, prometeu retaliação ao ataque de Israel (Foto: reprodução/Getty Images Embed)


Segundo informações do G1, o jornal The New York Times afirmou que conversou com quatro autoridades de Israel, que confirmaram que o país realmente foi o autor do ataque.

O Irã não deixou claro quais serão as próximas ações tomadas como resposta ao atentado.

Ataque ao consulado mata autoridades iranianas

O bombardeio feito com aviões militares de Israel matou Mohammad Reza Zahedi, comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã. Entre os mortos também estavam Mohammad Hadi Haji Rahimi, braço direito de Zahedi, e outro comandante sênior. Como informa o portal G1, os três fariam parte da Força Qods, o braço de operações exteriores do grupo.

Irã e o conflito na Faixa de Gaza

O grupo terrorista Hamas, responsável pelo ataque a Israel na região da Faixa de Gaza em 7 de outubro, é apoiado pelo Irã. Estima-se que a invasão do Hamas ao sul do país no ano passado deixou 1200 mortos, e 240 pessoas foram sequestradas. 

Desde então, Israel tem intensificado as ações contra os grupos grupo libanês Hezbollah e As Guardas Revolucionárias do Irã, ambos atuantes em território sírio.