O clássico madrilenho disputado nesta quinta-feira (8), pela semifinal da Supercopa da Espanha, foi marcado por equilíbrio, intensidade e poucas concessões defensivas. Em um duelo de muito estudo tático, o Real Madrid soube ser cirúrgico nos momentos-chave, venceu o Atlético de Madrid e assegurou presença na grande final do torneio, que será disputada contra o Barcelona.
Mesmo sem contar com Kylian Mbappé, fora por conta de uma entorse no joelho esquerdo, a equipe comandada por Xabi Alonso demonstrou maturidade competitiva. Do outro lado, o Atlético de Diego Simeone manteve sua característica de jogo combativo e organizado, dificultando ao máximo a criação merengue. Ainda assim, dois gols em momentos estratégicos foram suficientes para inclinar o confronto a favor do Real.
Início fulminante e equilíbrio no primeiro tempo
O Real Madrid mal deu tempo para o rival se posicionar em campo. Logo no primeiro minuto de jogo, Federico Valverde cobrou falta com enorme precisão e acertou o canto de Oblak, abrindo o placar com um golaço que mudou completamente a dinâmica da partida. O gol precoce obrigou o Atlético a sair um pouco mais para o jogo, embora sem abandonar o sistema defensivo compacto que caracteriza o time de Simeone.
A partir daí, o confronto se transformou em uma disputa intensa no meio-campo, com poucas brechas e forte marcação individual, especialmente sobre Vinícius Júnior. O brasileiro teve menos espaço do que de costume, muitas vezes enfrentando dobra de marcação, mas ainda assim participou de jogadas importantes na construção ofensiva. Aos 28 minutos, recebeu cruzamento de Bellingham e quase ampliou, mandando por cima do travessão.
O Atlético, por sua vez, também criou boas oportunidades. Baena exigiu grande defesa de Courtois, e Sörloth teve chances claras para empatar, mas pecou nas finalizações. O primeiro tempo terminou com vantagem mínima para o Real, refletindo o equilíbrio de um duelo que se desenhava aberto para a etapa final.
Real Madrid vence com hegemonia sobre o Atlético (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN)
Segundo tempo intenso, pressão colchonera e polêmica na lateral
A volta do intervalo manteve o mesmo ritmo competitivo. Mais uma vez, porém, o Real Madrid foi eficiente no início. Aos nove minutos, Valverde lançou Rodrygo em profundidade, e o atacante brasileiro saiu cara a cara com Oblak para ampliar: 2 a 0. A resposta do Atlético foi imediata. Três minutos depois, Giuliano Simeone cruzou com precisão para Sörloth, que cabeceou firme e recolocou os colchoneros no jogo.
Com o placar apertado, Xabi Alonso optou por mudanças ousadas, promovendo a entrada de Fran García e Mendy no lugar de Asencio e Rüdiger, deixando o time sem zagueiros de ofício. A estratégia indicava claramente a intenção de proteger os lados do campo e apostar em velocidade para os contra-ataques.
O momento mais tenso da partida, no entanto, ocorreu fora das quatro linhas. Aos 35 minutos do segundo tempo, Vinícius Júnior foi substituído e, ao deixar o gramado sob aplausos, foi provocado por Diego Simeone, que fez gestos sugerindo vaias ao brasileiro. A reação de Vini foi imediata, Xabi Alonso interveio e uma breve confusão se formou na lateral. A torcida respondeu cantando o nome do atacante, dissipando rapidamente o clima de tensão.
Dentro de campo, o Atlético intensificou a pressão nos minutos finais. Griezmann quase marcou um golaço de voleio, parado por mais uma defesa decisiva de Courtois. Llorente e Julián Álvarez também tiveram chances, mas esbarraram na falta de precisão e na solidez defensiva do Real, que se fechou para administrar o resultado.
Mesmo acuado nos instantes finais, o time merengue mostrou maturidade para suportar o ímpeto adversário e garantir a vitória por 2 a 1. Com o triunfo, o Real Madrid avança à final da Supercopa da Espanha e terá pela frente o Barcelona, em mais um capítulo de uma das maiores rivalidades do futebol mundial.
