Ministro Carlos Fávaro: governo vive paz com o agro, apesar de haver “fascismo”

Após dizer que gradativamente o apoio do agronegócio ao governo cresce, por ser resultado de uma política de construção pacífica com o setor, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, neste sábado (01), chamou de “fascistas” aqueles que agem com diferenças políticas. Segundo ele, essa é uma parcela pequena, porém, barulhenta.

Foi em entrevista à CNN, que ao ser questionado sobre o discurso de fascismo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a campanha eleitoral de 2022, que ele afirmou concordar e prosseguir. “Não compre de determinado produtor, ou de determinado sementeiro, porque ele vota no presidente tal”, ao retomar sobre aqueles que agem com diferenças políticas no mesmo setor, sendo isso uma prática fascista. 

O agronegócio não é homogêneo 

O ministro enfatizou que o produtor ruralista não é como um setor que age de forma igual. “A imensa maioria é gente de bem, trabalhadora, que teve um viés ideológico e eleitoral diferente. E a gente respeita. Mas aquele que quer botar o estigma de represália, só porque pensa diferente, eu não vejo como não ser chamado de fascista”, disse à CNN.

Assim, ele concordou com o presidente Lula (PT), sobre a pregação do fascismo ocorrer também em práticas menores (micro), por pessoas que disseminam o conflito.

Sobre a atuação do agronegócio e o governo

Mediante o atual cenário do Rio Grande do Sul e a previsão da qual Fávaro estará em contato direto com os produtores gaúchos, o ministro disse que, apesar de haver embates com os maiores produtores de arroz do país, mediante a compra do alimento importado, o clima é bom.


RS embaixo d’água após as enchentes afetarem o maior produtor de arroz do país (Foto: reprodução/Ricardo Stuckert/Wikipédia)

Ao fim, ele avalia o apoio político do agronegócio ao governo, como um estado “gradativo”, garantindo como significativo, a construção pacífica com o setor, apesar de não esquecer da parcela barulhenta. 

Marcha dos Prefeitos: Lula promete renegociação de dívidas e faz pedido para as eleições


No evento, foi anunciada a renegociação de dívidas previdenciárias dos municípios, como também o apelo para que as eleições municipais não provoquem a perda da civilidade entre os adversários. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atendeu, nesta terça-feira (21), na abertura da 25ª edição da Marcha em Brasília em Defesa dos Municípios, o pedido da Confederação Nacional de Municípios (CNM) ao fazer o anúncio. A ideia é que isso facilitará a liquidação das dívidas.

A declaração do Presidente, em resposta ao pedido da CNM, foi para além das promessas das dívidas previdenciárias, com a criação de regras para pagamentos de precatórios.

A ideia é que o governo apresente um prazo novo para fazer o financiamento, renegocie a taxa de juros e o teto máximo de comprometimento da receita corrente líquida.

 Nesse sentido, o governo apresentará uma regra nova para o pagamento desses precatórios, com o intuito de facilitar as suas liquidações e dar um respiro às contas públicas dos municípios.


Abertura da 25ª Marcha dos Prefeitos, na segunda-feira (20), em Brasília (Foto: reprodução/ CNM)

O evento aconteceu em Brasília, mediante a organização da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e contou com a presença do Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A cerimônia se estenderá até quinta-feira, e estima receber até 10 mil gestores no local.

Presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e a desoneração

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ao discursar no plenário, fez questão de criticar as vaias e os aplausos a Lula, no início do evento. “Não estamos aqui para disputa de direita, de centro, de esquerda, aqui estão os municípios do Brasil”.

Durante o discurso, ele defendeu que a alíquota previdenciária deve ser reduzida no salário dos funcionários das prefeituras, exemplificando por intermédio de setores, como clubes de futebol e igrejas, por possuírem a tributação inferior a 22%, atual alíquota previdenciária.

Eleições e civilidade

O Presidente Lula, em fala direcionada aos gestores, disse que sua relação com os prefeitos é marcada a partir do trecho da campanha eleitoral de 1975. “Uma cidade parece pequena, se comparada a um país, mas, é na minha, na sua, na nossa cidade, que, se começa a ser feliz!” Isso marca a minha relação com os prefeitos.

Nessa perspectiva, ele disse que o país está precisando de civilidade, harmonia e de muito mais compreensão.