Pedido de Impeachment de Lula chega a 113 assinaturas entre deputados federais

O pedido de impeachment do atual Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a 113 assinaturas na última terça-feira (20). O pedido deverá começar ser protocolado na Câmara dos Deputados em breve.


Luiz Inácio Lula da Silva em Adis-Abeba, na Etiópia (Foto: reprodução/Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/O Antagonista)


Motivo do pedido de Impeachment 

Após fala de Lula durante uma conferência internacional,  comparando ocorridos entre Israel na faixa de Gaza com o Holocausto do período da Segunda Guerra Mundial, foi realizado um pedido por mudanças. Segundo parlamentares que protocolaram o pedido, o ato é um crime de responsabilidade. Também é citado pelos mesmos o  artigo 5 da constituição federal. Alguns dos nomes que constam em lista  fazem parte  de partidos da oposição, como PL, do PP, do Republicanos, do União Brasil e do PSD.

Lista dos assinantes 

  •  Nomes dos assinantes do pedido de Impeachment do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva :
  • Carla Zambelli (PL-SP);
  • Julia Zanatta (PL-SC);
  • Delegado Caveira (PL-PA);
  • Mario Frias (PL-SP);
  • Meira (PL-PE);
  • Maurício Marcon (PODE-RS);
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP);
  • Sgt Fahur (PSD-PR);
  • Delegado Fabio Costa (PP-AL);
  • Carlos Jordy (PL-RJ);
  • Gustavo Gayer (PL-GO);
  • Sgt Gonçalves (PL-RN);
  • Kim Kataguiri (UNIAO-SP);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • General Girão (PL-RN);
  • Luiz Philippe (PL-SP);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Alfredo Gaspar (UNIAO-AL);
  • Rosangela Moro (UNIAO-SP);
  • Gilvan da Federal (PL-ES);
  • Carol de Toni (PL-SC);
  • Amália Barros (PL-MT);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Ramagem (PL-RJ);
  • Nicoletti (UNIAO-RR);
  • Messias Donato (REPUBLICANOS-ES);
  • André Fernandes (PL-CE);
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG);
  • Eros Biondini (PL-MG);
  • Junio Amaral (PL-MG);
  • Coronel Telhada (PP-SP);
  • Marcel Van Hattem (NOVO-RS);
  • José Medeiros (PL-MT);
  • Zucco (PL-RS);
  • Daniel Freitas (PL-SC);
  • Zé Trovão (PL-SC);
  • Daniela Reinehr (PL-SC);
  • Capitão Alden (PL-BA);
  • Filipe Martins (PL-TO);
  • Bibo Nunes (PL-RS);
  • Adriana Ventura (NOVO-SP);
  • Gilberto  Silva (PL-PB);
  • Cel Chrisóstomo (PL-RO);
  • Sanderson (PL-RS);
  • Giovani Cherini (PL-RS);
  • Filipe Barros (PL-PR);
  • Cristiane Lopes (UNIAO-RO);
  • Capitão Augusto (PL-SP);
  • Gilson Marques (NOVO-SC);
  • Coronel Fernanda (PL-MT);
  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP);
  • Any Ortiz (CIDADANIA-RS);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Adilson Barroso (PL-SP);
  • Chris Tonietto (PL-RJ);
  • Silvio Antonio (PL-MA);
  • Ricardo Salles (PL-SP);
  • Silvia (PL-AP);
  • Abilio(PL-AP);
  • Marcio Alvino (PL- SP);
  • Jefferson Campos (PL- SP);
  • Rodrigo Valadares (União-SE);
  • Marcelo Moraes (PL-RS);
  • Delegado Éder Mauro (PL-PA);
  • Rodolfo Nogueira (PL-MS);
  • Dr. Frederico (PRD-MG);
  • Clarissa Tercio (PP-PE);
  • Evair Vieira de Melo (PP-ES);
  • Eli Borges (PL-TO);
  • Coronel Assis (União- MT);
  • Luiz Lima (PL-RJ);
  • Coronel Ulysses (União-AC);
  • Dr. Jaziel (PL-CE);
  • Capitão Alberto Neto (PL-AM);
  • Mariana Carvalho (Republicanos – RO);
  • Roberto Duarte (Republicanos – AC);
  • Marcos Pollon (PL-MS);
  • Magda Mofatto (PRD-GO);
  • Dayany Bittencourt (União-CE);
  • ;Maurício Souza (PL-MG);
  • Fernando Rodolfo (PL-PE);
  • Roberta Roma (PL – BA);
  • Alberto Fraga (PL –DF);
  • Reinhold Stephanes Jr (PSD – PR);
  • Lincoln Portela (PL – MG);
  • Miguel Lombardi (PL – SP);
  • Dr. Zacharias Calil (UNIÃO – GO);
  • Professor Alcides (PL-GO);
  • Rosana Valle (PL –SP);
  • Hélio Lopes (PL – RJ);
  • Pedro Lupion (PP –PR);
  • Pastor Eurico (PL-PE);
  • Delegado Palumbo (MDB -SP);
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Lucas Redecker (PSDB-RS);
  • Dr. Fernando Maximo (União-RO);
  • Thiago Flores (MDB-RO);
  • Dr Luiz Ovando (PP-MS);
  • Roberto Monteiro (PL-RJ);
  • General Pazuello (PL-RJ);
  • Luciano Galego (PL-MA);
  • Afonso Hamm (PP-RS);
  • Osmar Terra (MDB-RS);
  • Covatti Filho (PP-RS);
  • Pedro Westphalen (PP-RS);
  • Geovania de Sá (PSDB-SC);
  • Nelsinho Padovani (União-PR);
  • André Ferreira (PL-PE);
  • Gerlen Diniz (PP-AC);
  • Ana Paula Leão (PP-AC);
  • Dilceu Sperafico (PP-PR);
  • Vermelho Maria (PL-PR);
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS).

Após 14 anos da visita de Lula ao Oriente Médio, ele carrega o título de “persona non grata”

No marco de ser o primeiro chefe de Estado do Brasil a visitar Israel, Lula se encontra atualmente em uma situação bem distinta da anterior, quando visitou o país em 2010, no seu segundo mandato. Considerado “persona non grata” pelo governo de Israel, Luis Inácio Lula da Silva (PT), visitou o país há 14 anos e foi recebido por Benjamin Netanyahu, que agora lidera fortes críticas ao atual presidente do Brasil após sua comparação entre o bombardeio em gaza – pelo governo israelense – e a perseguição e extermínio em massa do povo judeu por Hitler, durante a Alemanha nazista. 

14 anos atrás 

Há 14 anos, quando Lula visitou o país do oriente médio, já existia incompatibilidade de opiniões entre ele e Netanyahu em função do governo brasileiro ter se posicionado contra a adoção de sanções ao Irã pelo programa nuclear de Teerã. Na época, encontrou o clima de tensão no ar pela insistência de Benjamin Netanyahu em ampliar os assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, aborrecendo os palestinos e atritando os laços com a Casa Branca, liderada por Barack Obama, então presidente dos Estados Unidos, que era contra as construções. 


Luis Inácio Lula da Silva e Benjamin Netanyahu, em 2010 (reprodução/Governo de Israel/O Globo)

Lula também criticava o posicionamento adotado pelos iranianos, que negavam o holocausto e eram contra a existência de Israel, mas deixava claro seu bom relacionamento com Mahmoud Ahmadinejad, na época presidente do Irã.

Mesmo em meio a críticas por sua proximidade com Teerã, Lula foi bem recebido pelo governo de Netanyahu, que deu declarações a respeito da aproximação entre Lula e Ahmadinejad: “Todos adoram o Brasil, e os israelenses não são diferentes. A aproximação dele com Ahmadinejad é conhecida, mas poucos dão importância. A imagem de Lula supera esse detalhe”, comentou o porta-voz israelense Yigal Palmor. “O Brasil é e será sempre amigo de Israel”, completou o ministro de Segurança Pública, Yitzhak Aharonovitch.

O petista ainda participou de uma sessão em homenagem ao parlamento israelense, entretanto, foi boicotado pelo, na época, ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman, que não compareceu à cerimônia em um ato de protesto pela proximidade de Lula com o governo iraniano. Netanyahu, diferente de Lieberman, discursou ao lado do chefe de Estado do Brasil e cobrou apoio quanto a Teerã, pedindo apoio à junta internacional contra o armamentismo do Irã. “Eles adoram a morte e o terror, vocês adoram a vida”, declarou. 

Mesmo mantendo sua posição, Lula prometeu que pressionaria o líder iraniano a reconhecer o Holocausto e aceitar a existência de Israel. O presidente do Brasil ainda afirmou ter “um vírus da paz desde que estava no útero” de sua mãe. 

Persona non grata

Com a visita de Lula a África, o presidente do Brasil exprimiu declarações que irritaram o governo israelense ao comparar o bombardeio em gaza ao Holocausto, genocídio do povo judeu por Adolf Hitler. Em uma tentativa de increpar Luis Inácio Lula da Silva, Netanyahu convocou o atual embaixador brasileiro, Frederico Meyer, para um reunião no Museu do Holocausto, um dos pontos de visita do presidente do Brasil há 14 anos. Lula foi considerado persona non grata do Oriente Médio, termo usado para manifestar a contrariedade quanto à presença de uma determinada pessoa em função diplomática ou que seja líder de outro Estado, no país. 

Em 2010, Lula ao lado de dona Marisa Letícia (1950-2017), na época esposa do presidente. O petista depositou flores nos túmulos símbolos dos seus milhões de judeus vítimas do regime nazista. Lula ainda alimentou a chama eterna, uma tocha que sempre é mantida acesa para lembrar as vítimas do Holocausto. Luis Inácio afirmou que considerava o Holocausto e a escravidão os dois maiores crimes da história e estimulou que todos os líderes mundiais visitassem o museu para evitar que a história se repetisse.

Israel cobra desculpas de Lula por comparações de Faixa de Gaza ao Holocausto

Israel continua a cobrar para que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), peça desculpas por sua fala, que comparou o contemporâneo bombardeio e tratamento geral de civis palestinos, por parte das Forças de Defesa de Israel (IDF) na Faixa de Gaza, ao Holocausto conduzido pelos nazistas alemães contra os judeus na Segunda Guerra Mundial. Foi uma comparação que transformou Lula em persona non grata (“não bem-vinda”) no país criticado.

O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico,” Lula afirmou em discurso no final de semana. “Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus.”

Nesta terça-feira (20), seguindo a resposta do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi a vez do ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, afirmar nas redes sociais que a comparação é “promíscua” e “delirante“.

Vergonha para o Brasil e um cuspe no rosto dos judeus brasileiros. Ainda não é tarde para aprender História e pedir desculpas,” escreveu Katz. “Até então – continuará sendo persona non grata em Israel!


Fala do ministro das Relações Exteriores israelenses (Foto: reprodução/Twitter/@Israel_Katz)

Israel e judeus

Em contraste com parte da fala, vários judeus brasileiros já partiram para a defesa do presidente Lula, incluindo o grupo Vozes Judaicas por Libertação, que chegaram a afirmar a importância de não oprimir outros povos como antes foram oprimidos, e perpetuarem o ódio.

A contradição do povo judaico ser ora vítima e agora algoz é palpável, tenebrosa e desalentadora. Lula externou o que está no imaginário de muitos de nós,” afirmaram em nota divulgada. “Apoiamos as colocações do presidente Lula e cobramos que a radicalidade de suas palavras seja colocada em prática.”

Para explicar tal diferença, vale lembrar que Israel, embora seja um Estado judaico, não é representativo de todos os judeus. Dentro de seu próprio território, existem israelenses que se recusam a integrar no exército por “objeção de consciência”, como Tal Mitnick, que foi condenado à prisão militar por sua recusa. Nesse contexto, também se explica porque o governo Lula descartou a possibilidade de pedidos de desculpas a Netanyahu, e continua reprovando suas ações, que caracteriza como “genocídio“: criticar Israel e criticar os judeus, em sua visão, são coisas completamente diferentes.

Ainda assim, o Holocausto é considerado por muitos como uma tragédia única e incomparável. Na Segunda Guerra Mundial, historiadores não-negacionistas tendem a concordar que morreram cerca de 6 milhões de judeus, enquanto que no atual conflito da Faixa de Gaza, podem ser até 29 mil palestinos mortos, de acordo com dados do Ministério da Saúde do local. Trata-se de uma diferença de escala significativa, embora existam semelhanças na proporção elevada de civis mortos, incluindo mulheres e crianças.

Comparar Israel ao Holocausto nazista e a Hitler é ultrapassar uma linha vermelha. Israel luta por sua defesa e garantia do seu futuro até a vitória completa,” já declarou Netanyahu, após o discurso de Lula.

Netanyahu e o conflito

Somando todos os seus seis mandatos, Banjamin Netanyahu tem governado sobre Israel como primeiro-ministro por mais de 16 anos. Atualmente, é considerado uma figura política controversa, no último sábado (17), retornaram os protestos em Tel Aviv, que haviam sido postos em pausa com o conflito, contra seu governo – também por suas falas radicais, uma das quais também invocou o Holocausto.

Em outubro de 2015, Netanyahu já chegou a dizer que Hitler não queria exterminar judeus e sim apenas os expulsar da Europa, mas Haj Amin al-Husseini, um líder palestino muçulmano, lhe deu a ideia do Holocausto meses antes da Segunda Guerra Mundial. Tal afirmação foi gravemente atacada por historiadores, que apontaram que o encontro desses dois indivíduos apenas ocorreu cinco meses depois de a exterminação em massa de judeus já ter iniciado, e que o discurso só servia como uma tentativa de tirar a responsabilidade de Hitler e atrelá-la aos palestinos para justificar sua ideologia.

Entre as críticas sofridas pela fala, Angela Merkel, chanceler da Alemanha, recusou as acusações e reafirmou a responsabilidade do próprio país pelo massacre ocorrido. Por alguns especialistas políticos, a fala de Netanyahu chegou a tratar da tragédia como um escudo e ferramenta para atacar seus inimigos políticos, minimizando o Holocausto. No entanto, a controvérsia não foi suficiente para impedir que ele se reelegesse novamente, continuando seus projetos militares, muitos dos quais entrarem em ação durante esse conflito.

Nesta terça-feira, a fala do ministro Israel Katz, parte do gabinete de Netanyahu, usou este ponto para justificar as ações de Israel, e descartar qualquer “genocídio” apontado pelo presidente Lula, afirmando que “se não tivéssemos um exército, eles teriam assassinado mais dezenas de milhares.

Hoje a guerra continua, apesar dos protestos em Tel Aviv contra o primeiro ministro israelense, e o bloqueio de ajuda humanitária contra o qual Lula protestou também deve ser mantido pelo governo na Faixa de Gaza. As fatalidades constam, na última atualização, em aproximadamente 1.400 israelenses e 28.500 palestinos.

Programa do Governo Federal irá pagar R$ 2 mil por ano a alunos do ensino médio

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta sexta-feira (26) que o valor pago pelo Pé de Meia, novo programa do Governo Federal com o objetivo de evitar a evasão escolar no ensino médio, será de R$ 2 mil anuais. Haverá ainda bonificações para os alunos que forem aprovados a cada ano e prestarem o ENEM ao final do ensino médio.

Segundo o ministro, a expectativa é de que os primeiros depósitos ocorram em março.

Saiba quais são os valores pagos pelo programa

Os alunos abarcados pela iniciativa terão seus pagamentos depositados de diferentes maneiras. A primeira quantia, que corresponde a R$ 200, será recebida após o aluno se matricular no início de cada ano.

Para cada mês no qual o estudante apresentar a frequência mínima de 80% das horas letivas, ele receberá R$ 200, que anualmente contabilizam R$ 1800, divididos em nove parcelas.


Programa foi criado para diminuir a evasão escolar e incentivar que jovens de escola pública prestem o ENEM (Foto: Reprodução/Jose Cruz/Agência Brasil)

Os alunos também terão direito a R$ 1000 por cada ano no qual não foi reprovado, e mais R$ 200 caso faça o Exame Nacional do Ensino Médio ao final do 3° ano. Esses dois últimos depósitos só poderão ser sacados em parcela única ao final do ensino médio.

Veja quem terá direito a receber o benefício

O Programa Pé de Meia irá abranger alunos que tenham CPF e estejam cadastrados no CadÚnico, ferramenta do Governo Federal que coleta dados de pessoas em situação de vulnerabilidade. Outros requisitos são o de ter se matriculado no início do ano letivo, ter frequência escolar igual ou superior a 80% das horas letivas e participar do Sistema de Avaliação da Educação Básica, o Saeb.

Para o bônus, a exigência é de que não esteja reprovado ao final do ano letivo e faça o ENEM ao final do ensino médio. A iniciativa também irá abarcar estudantes matriculados na Educação para Jovens e Adultos (EJA), desde que tenham de 19 a 24 anos.

De acordo com o Governo Lula, o programa foi criado para diminuir a evasão escolar e incentivar que jovens de escola pública prestem o ENEM. O ministro Carlos Santana espera que dois milhões e meio de alunos sejam atendidos neste ano.

Voa Brasil: ministro afirma que programa deve iniciar no próximo dia cinco

Nesta quarta-feira (24), o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o Voa Brasil, programa do governo Federal que promoverá passagens aéreas mais baratas, deverá ter início no próximo dia cinco de fevereiro. 

O “Voa Brasil” será anunciado dia cinco de fevereiro pelo presidente da República. Passa a valer dia cinco de fevereiro. Eu quero agradecer à Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) e a todas as companhias aéreas que estão ajudando na construção do “Voa Brasil”, afirmou Silvio Costa Filho em entrevista nesta quarta-feira (24). 


Silvio Costa Filho, ministro dos Portos e Aeroportos, em entrevista sobre o novo programa do governo Federal, Voa Brasil, nesta quarta-feira (24).
(foto: Reprodução/Sérgio Francês/Ministério de Portos e Aeroportos)

O programa 

Segundo informações concedidas pelo governo sobre o “Voa Brasil” até o momento, o projeto visa oferecer passagens aéreas custando no máximo R$ 200. O novo plano do governo Federal para aquecer o mercado das companhias aéreas será destinado a alguns setores da sociedade entre eles, ao que tudo indica até o fechamento desta reportagem, aposentados e estudantes de baixa renda estarão incluídos no plano.  Além disso, entre as pessoas que se beneficiarão do “Voa Brasil”, deverão ser privilegiados aqueles que não viajaram de avião nos últimos 12 meses.

Mais informações deverão ser esclarecidas no próximo dia cinco de fevereiro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar o novo programa do governo Federal. 

Auxílio para companhias aéreas

Durante a entrevista, Silvio Costa Filho também declarou que o governo Federal estuda anunciar um plano de financiamento para as empresas aéreas do país. Segundo o ministro, será criado um fundo de investimento de aproximadamente R$ seis bilhões para o setor. 

De acordo com o ministro dos Portos e Aeroportos, esse fundo de investimento está sendo criado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDS). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do BNDS, Aloizio Mercadante, estão desenvolvendo esse fundo  “para que as empresas aéreas possam buscar crédito, se capitalizar e, com isso, poder ampliar investimentos na aviação”, detalhou Silvio Costa Filho em entrevista nesta quarta-feira (24).   

Além disso, o ministro também explicou que as empresas poderão utilizar o financiamento do governo Federal para pagamento de dívidas,  na manutenção e aquisição de aeronaves.