Maduro denuncia ameaça militar dos Estados Unidos e diz que Venezuela tem 5 mil mísseis antiaéreos portáteis

Na quarta-feira (22), Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, fez um pronunciamento para o canal estatal ”Venezolana de Televisión” (VTV). Pronunciamento esse, feito no complexo militar em Caracas, o Fuerte Tiuna. No local, Maduro comentou sobre os ataques que os EUA estão fazendo perto da sua costa.

Nicolás teme que essa guerra aos narcotraficantes, na verdade, esteja vedando a real motivação das tropas americanas. Que, na verdade, seria capturar o presidente venezuelano. Em março de 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que fica em Nova York, fez uma acusação contra Maduro. Ele foi acusado de narcotráfico. Também foi acusado de planejar trazer cocaína para os Estados Unidos e de narcoterrorismo. Além disso, o Departamento também colocou uma recompensa por informações que levassem à sua prisão ou condenação, hoje ela se encontra na casa de 50 milhões de dólares.

Pronunciamento de Nicolás Maduro

No Fuerte Tiuna, Maduro apresenta uma parte do arsenal de defesa venezuelano. Informando que o país tem cerca de 5 mil mísseis antiaéreos portáteis russos, e cita também que esses modelos Igla-S são um dos sistemas de defesa mais famosos do mundo, e é um sistema de defesa aérea projetado para abater aeronaves em baixa altitude. Ademais, Nicolás diz que os mísseis já foram usados em exercícios militares ordenados por ele em resposta à mobilização dos EUA.


militares venezuelanos portando Mísseis Igla-s (Foto:reprodução/Getty Images Embed/Juan Barreto)


Portanto, o presidente da Venezuela deixa claro que os mísseis estão em posições-chave na defesa antiaérea para garantir a paz, a estabilidade e a tranquilidade do seu povo. Porém, segue temendo e denunciando a ameaça militar dos Estados Unidos. Visto que, depois que os EUA enviaram uma flotilha de contratorpedeiros, um submarino e embarcações de forças especiais para o Caribe. E, após isso, lançaram uma série de ataques sem precedentes desde o dia 2 de setembro contra o que chamam de barcos “narcoterroristas” originários da Venezuela. Maduro segue vigiando cada passo que os americanos dão próximo ao seu território.

Guerra ao Narcoterrorismo

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirma que todas as operações feitas no Caribe são exclusivamente para o combate aos narcoterroristas, embora essas ações sejam contestadas. Como, por exemplo, no dia 15 de outubro, o presidente Trump autorizou a CIA (Central Intelligence Agency) a fazer operações em território venezuelano, mas sem revelar a data. O presidente Trump afirmou cogitar ataques terrestres contra cartéis de drogas do país sul-americano. O que fez Maduro vir a público repudiar tudo isso e solicitar que os outros países interfiram no que ele chama de “Golpe de Estado Americano”.


Post do presidente Donald Trump sobre os ataques a possíveis barcos dos narcotraficantes (Vídeo:reprodução/Instagram/@Realdonaldtrump)

Para concluir, na quarta-feira (22), o presidente Trump informou que está preparando ataques contra traficantes de drogas que operam em solo. E também o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou um oitavo ataque, desta vez nas águas do Pacífico. Portanto, até o momento, foram 34 pessoas mortas nesses ataques. Conforme mencionado anteriormente. O governo dos Estados Unidos declara estar em combate aos cartéis de drogas, com o aumento das ameaças ao território de Maduro por parte de militares americanos e operações que nem sempre são comprovadamente de narcotraficantes.

 

 

Maduro acusa WhatsApp de espionagem na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma denúncia polêmica nesta semana, acusando o aplicativo de mensagens WhatsApp de realizar espionagem contra seu governo. Segundo o líder venezuelano, a plataforma está envolvida em atividades de monitoramento que prejudicam a soberania do país, uma acusação que gerou repercussão internacional.

Denúncia feita em discurso oficial

A denúncia foi feita durante um discurso transmitido pela televisão estatal, no qual Maduro alertou sobre o uso do WhatsApp para “atividades ilegais” de espionagem na Venezuela. Ele afirmou que o aplicativo, de propriedade da Meta, estaria sendo usado para monitorar políticos e cidadãos do país, o que, segundo ele, representa uma clara violação da privacidade e da soberania venezuelana. Maduro não apresentou evidências concretas para sustentar suas alegações, mas pediu vigilância à população.


Acusações foram feitas ao presidente venezuelano a empresa comandada pela Meta (Foto: reprodução/NurPhoto/NurPhoto/Getty Images Embed)


Essa acusação ocorre em um contexto de tensão entre o governo venezuelano e grandes empresas de tecnologia. Nos últimos anos, o governo de Maduro tem restringido o acesso a certas plataformas e denunciado que redes sociais são usadas para desestabilizar o país. A Meta, dona do WhatsApp, ainda não respondeu oficialmente às declarações de Maduro.

Reações internacionais e dentro do país

As acusações de Maduro contra o WhatsApp repercutiram rapidamente. A oposição venezuelana, que frequentemente critica o governo por controlar a informação e reprimir a liberdade de expressão, reagiu às denúncias com ceticismo. Para muitos críticos, a acusação de espionagem é vista como mais uma tentativa de justificar restrições ao uso de redes sociais e outras plataformas de comunicação no país.

Internacionalmente, as alegações de espionagem feitas pelo presidente venezuelano foram recebidas com cautela, mas geraram preocupação sobre a liberdade digital no país. Especialistas em tecnologia afirmam que, embora espionagem cibernética seja uma questão legítima de segurança, acusações desse tipo sem provas concretas podem ser usadas para restringir ainda mais o acesso à informação.

Gabriel Boric acusa Maduro de fraude eleitoral

O presidente do Chile, Gabriel Boric, criticou a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, que invalidou o resultado das eleições primárias da oposição venezuelana. Boric afirmou que a ação do tribunal “termina de consolidar a fraude” do regime de Nicolás Maduro. A declaração foi feita após o tribunal anular a vitória de María Corina Machado, que liderava o movimento contra o governo de Maduro.

Para o presidente chileno, a intervenção do tribunal no processo eleitoral é uma clara tentativa de enfraquecer o movimento oposicionista liderado por María Corina Machado, que despontava como uma das principais figuras na disputa contra o governo. A decisão judicial foi amplamente condenada pela comunidade internacional, que vê nesse ato uma manobra para perpetuar o controle de Maduro sobre o poder.


Presidente do Chile Gabriel Boric (Foto: reprodução/AFP/DANIEL DUARTE/Getty Images Embed)


Reação internacional

O presidente chileno, que tem adotado uma postura crítica em relação a regimes autoritários na América Latina, destacou que a decisão do TSJ venezuelano é mais uma tentativa de minar a democracia no país. Segundo Boric, esse movimento do governo Maduro consolida um processo de fraude eleitoral que já foi denunciado pela comunidade internacional.

Diversos líderes mundiais, incluindo Boric, têm pressionado o governo venezuelano para garantir eleições livres e justas. A invalidade das eleições primárias da oposição representa, para muitos, um passo na direção contrária à democracia.

Contexto da crise venezuelana

A crise política na Venezuela se intensificou com o processo eleitoral, no qual o governo de Maduro tem sido acusado de manipular as eleições e reprimir a oposição. María Corina Machado, uma das principais líderes oposicionistas, vinha ganhando força como uma possível adversária de Maduro nas próximas eleições presidenciais. No entanto, a decisão do TSJ de anular o resultado de sua vitória nas primárias foi vista como uma estratégia para enfraquecer a oposição.

O regime de Maduro tem sido alvo de sanções internacionais e enfrenta críticas constantes por violações de direitos humanos e pela falta de liberdade política no país. A postura de Boric reflete a crescente preocupação entre os líderes regionais com a deterioração da situação política na Venezuela.

Edmundo González se autoproclama presidente da Venezuela

Nesta segunda-feira (5), Edmundo González, candidato de oposição a Maduro nas eleições, proclamou a si como presidente da Venezuela. O ato é advindo da contestação do resultado da eleição presidencial, que ocorreu no dia 28 de julho. A oposição é liderada por María Corina Machado e Edmundo González.

A declaração aconteceu por meio de um comunicado assinado por González e María. O comunicado diz que Maduro se recusa a reconhecer sua derrota e que ele deu um golpe de Estado contrariando toda ordem constitucional. Em documento, González diz que tem provas irrefutáveis de sua vitória. E no fim da declaração, diz: nós vencemos esta eleição sem qualquer discussão. Foi uma avalanche eleitoral, cheia de energia e com uma organização cidadã admirável, pacífica, democrática e com resultados irreversíveis. Agora, cabe a todos nós fazer respeitar a voz do povo. Procede-se, de imediato, à proclamação de Edmundo González Urrutia como presidente eleito da República.


Edmundo González e María Corina Machado, líderes da oposição que assinaram a autodeclaração da presidência (Reprodução: Federico Parra/AFP)

A autoproclamação não é suficiente para reconhecer González como presidente eleito, já que o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela é o órgão oficial responsável pelo resultado das eleições no país.

Oposição contesta resultado

O comunicado assinado hoje (5) por González afirma que Maduro perdeu e obteve apenas 30% dos votos e que Edmundo González foi eleito com 67%. Os dados foram obtidos em uma contagem paralela e não oficial, feita pelo CNE. Segundo o CNE, no dia 2 de agosto, com 96,87% das urnas apuradas, Maduro era eleito com 51,95% dos votos e González, 43,18%.


Contagem paralela apresentada pela oposição em site abastecido por atas (Reprodução/resultadosconvzla)

O Conselho Nacional Eleitoral, responsável pelo trâmite eleitoral do país, é presidido por um aliado de Maduro.

Comunidade internacional e crise venezuelana

A autoproclamação de González acontece após diversos países do mundo e entidades contestarem o resultado das eleições presidenciais da Venezuela. Após a divulgação da contagem paralela, Estados Unidos, Panamá, Argentina, Peru, Costa Rica e Uruguai declararam a derrota de Maduro.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) também não reconhece a vitória de Maduro. E em relatório, diz ter indícios de que o governo de Maduro alterou os resultados. A União Europa também discorda dos resultados e o Central Carter, ONG que observa democracias pelo mundo, diz não poder ser considerada democrática a eleição venezuelana.

Na última quinta (1), Brasil, Colômbia e México solicitaram, em uma nota conjunta, a divulgação das atas eleitorais da Venezuela. Assim como a resolução do impasse por vias institucionais para que a vontade popular seja respeitada em uma apuração imparcial.

Último dia de campanha em Caracas: Maduro e González mobilizam multidões

No último dia de campanha eleitoral na Venezuela, a capital Caracas foi tomada por caravanas dos principais candidatos, Nicolás Maduro e María Corina González. A cidade, em meio a uma atmosfera de entusiasmo e tensão, testemunhou uma mobilização popular intensa, com ambos os lados tentando conquistar os eleitores indecisos.

Mobilização intensa nas ruas de caracas

Desde as primeiras horas da manhã, as ruas de Caracas se encheram por partidários de Maduro e González, criando um cenário de cores vibrantes e cânticos políticos. Nicolás Maduro, atual presidente e candidato à reeleição, percorreu diversas áreas da cidade, destacando suas realizações e prometendo continuar com suas políticas sociais e econômicas.

Por outro lado, María Corina González, a principal adversária de Maduro, também organizou uma caravana massiva, reunindo milhares de seguidores. González, conhecida por sua postura firme contra o governo atual, prometeu mudanças significativas e um novo rumo para a Venezuela, caso seja eleita.

Expectativa para as eleições

As eleições, marcadas para o próximo domingo, são vistas como um momento crucial para o futuro político da Venezuela. A disputa entre Maduro e González polarizou o país, refletindo um cenário de profundas divisões políticas e sociais. Observadores internacionais acompanham de perto o processo, atentos às possíveis implicações dos resultados para a estabilidade da região.


Eleições na Venezuela chegam ao último dia (foto: reprodução/Jesus Vargas/Getty Images Embed)

Ambos os candidatos utilizaram o último dia de campanha para reforçar suas mensagens e energizar suas bases de apoio. Maduro, focando em suas conquistas e na continuidade de seu governo, enquanto González prometia renovação e mudanças profundas.

Clima de tensão e expectativa

O clima em Caracas é de expectativa e tensão, com a população ansiosa pelo desenrolar dos eventos. A segurança foi reforçada em várias partes da cidade para garantir a ordem durante as manifestações e atividades de campanha.

Enquanto os partidários de Maduro celebram o que consideram um governo de conquistas e resistência, os apoiadores de González veem na candidata a esperança de um novo começo para o país. Independentemente do resultado, o domingo promete ser um dia decisivo para a Venezuela, com impactos que poderão ser sentidos além de suas fronteiras.

Eleição na Venezuela: ONU enviará observadores para monitorá-la

A Venezuela acatou a sugestão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concordou em receber especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) para monitorar o pleito deste ano. Conforme a organização, a Capital Caracas fez o convite formalmente e concordou em receber quatro especialistas para acompanhar as eleições que, ocorrerão no próximo mês de julho, na Venezuela. O anúncio foi feito por uma comissão eleitoral comandada pelo então presidente e candidato à reeleição, Nicolás Maduro.

Isso porque, em maio deste ano, o país havia revogado um convite feito pelos observadores da União Europeia após Bruxelas se posicionar sobre a proibição da candidatura da opositora de Maduro, María Corina Machado, líder nas intenções de votos no país.

ONU manifesta-se

Segundo o comunicado da própria ONU, Caracas a convidou para acompanhar o pleito. 


A garantia da ONU pela paz e segurança internacional estreita os laços de seus membros para a cooperação com os princípios da soberania e respeito a todos os povos (Foto: reprodução/Tetra Images/getty images embed)


“A equipe vai ao país no início de julho para fornecer ao Secretário-Geral (da ONU) um relatório interno independente sobre a condução geral das eleições. O relatório do painel ao Secretário-Geral será confidencial e incluirá recomendações para fortalecer futuros processos eleitorais na Venezuela.”

Lula ligou para Maduro

Mediante o episódio sobre a revogação do convite da União Europeia, o Presidente Lula telefonou a Maduro e manifestou a importância do processo eleitoral ter “ampla presença de observadores internacionais”, segundo a sede da Presidência da República do Brasil, Planalto.

A crise na Venezuela

O país convive com a crise econômica desde os últimos anos do governo de Hugo Chávez, embora tenha sido potencializada no campo da política e economia pelo governo pouco democrático de Nicolás Maduro.


A desvalorização da moeda venezuelana trouxe aumento da inflação, que já estava entre os cinco países com a inflação mais alta do mundo (Foto: destaque/Philippe Turpin/getty images embed)


A partir de 2013, o país sul-americano agravou uma crise também humanitária, pois seus cidadãos sofrem com o racionamento de alimentos e encontram refúgio na imigração constante pela fronteira norte do Brasil em Pacaraima, Roraima. 

Somado à crise política, ocasionada pela disputa de poder e corrosão democrática de Maduro, a economia foi abalada em função da crise de 2014, quando houve a desvalorização do petróleo no mercado internacional, já que o país pertence à OPEP, e é dependente dessa commodity. Sem uma economia diversificada, os lucros do petróleo eram usados para importar tudo que não era produzido por sua indústria. Além disso, o país vive sob ameaça de sofrer uma intervenção militar direta dos Estados Unidos da América.