La Brigada, restaurante favorito de Maradona, é parada obrigatória para semifinais

Na quarta-feira (29), Flamengo visita o Racing no estádio El Cilindro na Argentina às 21h30. O jogo é válido como partida de volta das semifinais da Libertadores. O Rubro-negro venceu o jogo de ida no Rio de Janeiro, com placar de 1×0 no Maracanã.

O time brasileiro necessita somente de um empate para passar de fase, já a equipe argentina precisa de no mínimo uma vitória com um gol de vantagem para levar o jogo para os pênaltis. Irá ser uma disputa muito grande para saber quem será o finalista da Libertadores de 2025. Além disso, para se curtir na Argentina, a mais ou menos 7 km do estádio El Cilindro, fica um restaurante conhecido por conquistar o coração do craque argentino Maradona.

La Brigada

Para quem vai ao jogo entre Racing x Flamengo e quem estiver visitando Buenos Aires, especificamente o bairro de San Telmo, existe um local muito famoso por conta da sua parrilla (carne argentina). O estabelecimento “La Brigada” respira a história do futebol, um ambiente ideal para os apaixonados pelo esporte, centrado nos clubes sul-americanos. Ele não só é conhecido por “roubar” o coração de Maradona com um bife de chouriço, acompanhado de papas fritas (batata frita), mas também por ter visitas de outros craques como o argentino Lionel Messi.


Publicação em rede social mostrando o restaurante (Vídeo: Reprodução/Instagram/@monieats_________/@parrillalabrigada)

Diego Armando Maradona é tão querido que, após sua morte em novembro de 2020, vítima de insuficiência cardíaca, o restaurante colocou como homenagem sua foto na primeira página do cardápio. Ídolo argentino, amava esse restaurante, onde ia sempre comer a famosa parrilla. Tem fotos e camisas autografadas pelo craque, não somente dele, mas de ídolos mundiais como Pelé (que tem uma foto autografada na parede), entre outros objetos futebolísticos.

Jogo entre Racing e Flamengo

Para resumir, a equipe argentina precisa de uma vitória de no mínimo um gol para levar para os pênaltis. Nessa temporada na Libertadores, o Racing perdeu de 1 a 0, mesmo placar que perdeu para o Flamengo, só que naquele momento era um jogo pelas oitavas de finais e perdeu para o Peñarol do Uruguai. No jogo de volta no El Cilindro, venceu por 3 a 1 e se classificou. Os argentinos contam com esse jogo para passar de fase e ir à final.


Melhores momentos jogo de ida Flamengo x Racing (Vídeo: Reprodução/Youtube/ESPNBrasil)

Já a equipe Rubro-Negra tem a vantagem de um gol e tem um jogo recente pelas quartas de finais, onde venceu por 2 a 1 o jogo de ida em cima do Estudiantes e na volta perdeu de 1 a 0, passando nos pênaltis. O Flamengo não quer passar esse sufoco novamente e quer confirmar sua vaga na final da Libertadores em Lima, Peru.

O clube embarca na tarde desta segunda-feira (27), às 15h, para Buenos Aires (Argentina). Lá, os Rubros-Negros treinam no centro de treinamentos do Defensa y Justicia na terça-feira (28), e jogarão na quarta-feira (29) às 21:30h no estádio de El Cilindro no bairro de Avellaneda, em Buenos Aires.

Médico revela que Maradona não estava bem semanas antes da morte

Durante o julgamento que apura responsabilidades pela morte de Diego Maradona, uma fala atribuída ao ex-jogador chamou a atenção. Segundo relato de um dos médicos ouvidos nesta semana, o ídolo argentino teria dito, semanas antes de falecer: “Não estou bem”. A declaração foi feita em meio a homenagens por seu aniversário de 60 anos, em outubro de 2020. Pouco tempo depois, ele morreria em casa, onde estava sob cuidados médicos, após passar por uma cirurgia no cérebro.

Sete profissionais de saúde estão sendo julgados na Justiça argentina por suposta negligência. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, o que significa que, de acordo com a acusação, tinham consciência de que as atitudes que tomaram — ou deixaram de tomar — poderiam levar à morte do paciente. Uma oitava profissional será julgada separadamente.

“Não estou bem”, teria dito Maradona

O ortopedista Flavio Tunessi, que trabalhava no Gimnasia y Esgrima La Plata, clube que Maradona comandou, contou que encontrou o ex-jogador durante uma cerimônia de aniversário no estádio da equipe, no fim de outubro de 2020. Ao vê-lo caminhando sozinho até uma ambulância, foi atrás dele e perguntou se precisava de ajuda. A resposta, segundo Tunessi, foi direta: “Não, estou indo embora. Não estou bem”.

Tunessi também relatou que Maradona parecia abatido, com aparência frágil, e que outras pessoas que estavam por perto naquele dia, incluindo o presidente da Associação de Futebol Argentino, também notaram que ele estava diferente.

Decisão por cirurgia foi questionada

No dia seguinte ao evento, o médico Leopoldo Luque, que também é um dos réus, resolveu internar Maradona para exames na Clínica Ipensa, em La Plata. Lá, foi detectado um hematoma entre o crânio e o cérebro. Mesmo com pareceres que diziam não se tratar de uma situação urgente, Luque decidiu transferi-lo para outra clínica, onde a operação foi feita no início de novembro.

Durante a audiência, o chefe do setor de neurologia do hospital afirmou que a causa do mal-estar de Maradona provavelmente não estava relacionada ao hematoma, e sim a outras condições de saúde que ele já apresentava. Para o médico, o momento não era adequado para uma cirurgia.


O povo argentino foi às ruas pedir justiça por Maradona (Foto: reprodução/Europa Press News/Getty Images Embed)


Exame cardíaco mais detalhado foi sugerido, mas não aconteceu

Outro ponto levantado no tribunal foi o acompanhamento do coração de Maradona. O cardiologista Oscar Franco, que também depôs, disse que em setembro realizou alguns exames, que não mostraram alterações. No entanto, ele sugeriu a realização de um teste mais específico, capaz de detectar possíveis problemas nas artérias coronárias.

A sugestão não foi adiante. Segundo Franco, Luque descartou o procedimento, alegando que o paciente não suportaria ficar tanto tempo em uma clínica. O cardiologista, no entanto, explicou que o exame duraria no máximo três horas.

O julgamento segue nos próximos meses e ainda há várias testemunhas previstas para depor. A próxima audiência está marcada para terça-feira. Se condenados, os acusados podem pegar de 8 a 25 anos de prisão.

Maradona ‘morreu após 12 horas de agonia’, diz médico legista

O caso Maradona já teve muitos desdobramentos, sendo o mais recente a audiência desta quinta-feira (27). As investigações começaram acerca dos profissionais que cuidaram do jogador em seus últimos dias de vida.

Ao todo foram sete profissionais acusados de negligência em relação aos cuidados com um dos maiores ídolos do futebol argentino, que faleceu em novembro de 2020, aos 60 anos, durante a recuperação de uma cirurgia cerebral devido a um coágulo. 

O jogador estava se recuperando da cirurgia quando foi encontrado morto na cama, duas semanas após o procedimento. Desde então, uma investigação sobre um possível “homicídio por negligência” por parte da equipe médica acerca de seus cuidados, foi aberta.

Sexta audiência


Psiquiatra Augustina Cosachov e seu advogado (Reprodução/Luis Robayo/Getty Images Embed)


A sexta audiência sobre a acusação de negligência acerca dos cuidados com Diego Maradona aconteceu nessa quinta-feira (27), em San Isidro.

Estão sendo julgados Leopoldo Luque (neurocirurgião); Agustina Cosachov (psiquiatra); Carlos Diaz (psicólogo); Nancy Forlini (coordenadora médica); Mariano Perroni (coordenador de enfermagem); Pedro Pablo Di Spagna (médico); e Ricardo Almiro (enfermeiro). 

Este capítulo sobre as investigações de sua morte contou com o depoimento 200 testemunhas, dentre elas, o médico legista Carlos Mauricio Cassinelli. 

Causa da morte

O médico legista Carlos Mauricio Cassinelli apontou como causa da morte do ex-jogador um edema pulmonar agudo com insuficiência cardíaca e cardiomiopatia dilatada. Disse também que Maradona passou por uma agonia de 12 horas antes de morrer.

O período agonizante é o período em que, uma vez iniciada a morte, ela é inevitável. Pode ser curto ou longo, dependendo da patologia. Períodos ultracurtos não permitem que coágulos se formem dentro das cavidades; não há tempo suficiente”, afirmou.

Segundo Casselli, o coração de Maradona estava com o dobro do tamanho de um órgão normal. Ainda afirmou que o ideal para a recuperação do jogador era ser tratado no hospital e não em casa. Maradona estava em propriedade rural em San Andrés, ao norte de Buenos Aires. 

O legista ainda acrescentou que havia mais de quatro litros de água acumulados no corpo de Maradona, sendo dois terços do total presentes no abdômen.